Nessas pérolas de facebook e com tudo que acoteceu, a Carol me marcou em uma publicação ontem que eu li e me identfiquei demais. Não gosto de me apegar a essas frases de facebook, mas o tal ditado dizia assim:
"Hoje em dia as pessoas se decepcionam com coisas fúteis, tratam friamente aqueles que amam, deixam um relacionamento ser tomado pelo orgulho e depois dizem que tá faltando amor no mundo. O que tá faltando não é amor, é atitude. Atitude de dizer o que sente sem medo de ser rejeitado, coragem de dar o primeiro passo e fazer a sua parte..."
E tinha uma imagem com outra frase: "Dizem que a vida é pra quem sabe viver, mas ninguém nasce pronto. A vida é pra quem é corajoso o suficiente pra se arriscar e humilde o bastante para aprender."
E outra vez eu parei para pensar em mim. Na minha situação.
E por mais que pareça batido, que pareça idiota e blablabla...não deixa de ser verdade. E eu passei exatamente por tudo isso.
O Gabi fez exatamente tudo isso que está na publicação...não foi corajoso, não arriscou, não foi humilde o suficiente para tentar aprender, pra dar o primeiro passo, agir sem medo de ser rejeitado, não teve atitude.
E eu, mesmo com o orgulho ferido, depois de passar por tudo o que eu passei ainda assim dei um primeiro passo novamente, sem o tal medo de ser rejeitada. E mais uma vez acabou.
Mais um namoro que foi pro saco. As vezes eu fico pensando que eu sou muito idiota mesmo. É muito fácil namorar comigo. É muito fácil namorar uma garota que faz tudo por vc e vc nunca nem ao menos se questionar se o que vc sente é realmente amor. Eu cheguei a conclusão que isso é uma tremenda falta de senso e de responsabilidade.
Pra quem pensa que daqui 1, 5, 10 anos eu viverei esse amor novamente, "com outras cabeças", se engana. Pra mim, acabou por aqui. Se apegar a uma história paralela e ao tal do "tempo" é desculpa pra quem nunca teve coragem e nem atitude de assumir.
E isso tudo eu penso porque...qdo eu terminei o namoro eu pensei que seria mais fácil, eu pensei que o tempo sim iria dizer, mas qdo eu vi o que eu tinha perdido eu vi o quanto eu precisava daquilo, e era muito mais do que eu imaginava, eu dei um novo primeiro passo, dei uma nova abertura, abri meu coração. Eu penso que na hora da necessidade, a gente aprende.
E o que eu ganhei? Uma bela rejeição.
Desperdiçar a chance da sua vida parece burrice pra mim. Pra outras pessoas pode ser apenas comodismo, bloqueio. Sei lá, cansei de tentar entender. Mas o que acontece de verdade é que quando a gente perde a gente sente o quanto fazia falta e me deixar ir embora tão fácil assim foi a prova mais clara do "imenso" amor que ele sentia por mim.
Eu já me senti péssima, uma palhaça, uma tonta, e tudo o mais, mas vai passando...dormir chorando, acordar chorando, chorar durante o dia, não conseguir comer, ficar doente, tudo vai passando...e ontem eu já não chorei qdo deitei pra dormir. Aos poucos a gente volta à realidade. A pisar firme no chão.
O que me consola é saber que eu não tenho nada pra me arrepender...que eu me entreguei em todos os momentos, que eu aproveitei todas as chances, agarrei todas as oportunidades, senti tudo o que eu sentia, entreguei o meu amor pra ser de alguém, fiz o que eu podia e o que eu não podia pra fazê-lo feliz, pedi perdão quando necessário, disse "eu te amo" incontáveis vezes da forma que eu jamais pensei dizer, trazendo lá do fundo da alma. A escolha foi só dele.
É isso aih. Eu já escrevi milhões de vezes que nada nessa vida acontece por acaso. E mais uma vez estou com o mesmo questionamento...Em que ponto da minha vida eu verei o quanto isso me fez bem? O que tudo isso me trouxe? Talvez logo, talvez nem tão cedo..mas não importa.
O que importa agora é pôr em prática a pergunta que a Na me fez ontem: "E agora, qual o plano?"
A resposta é fácil: "Viver".
Ninguém nunca morreu de amor (que não fosse pra morrer e continuar vivendo).
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