Viajantes

sábado, 30 de novembro de 2013

Das conquistas dessa vida

Parar pra ler minhas postagens antigas pra mim está sendo muito mais comum que parar pra escrever.
Nao falta assunto, nao falta inspiracao, falta mais ou menos tempo, mas anda faltando mais é vontade de botar as coisas pra fora. Eu ando detestando as coisas que eu escrevo e por mais que os pensamentos de completem, se fechem em cada ciclo, ainda nao é o suficiente. Coisa de doido? As vezes é por conta das loucuras das correcoes dos projetos que eu escrevo, discuto e concluo.

Nao é de hoje que meu romance com a USP me traz altas emocoes. Desde o dia 21 de julho de 2011 a minha vida nunca mais foi a mesma e felizmente posso dizer que nao é pelo simples fato de eu ter entrado pela primeira vez num grande laboratório de pesquisa. No dia 21 de julho de 2011 nasceu uma paixao que me deu uma determinacao tao ofuscante capaz de mais de 2 anos depois vc poder até ouvir das pessoas, sem esperar, algo do tipo: "caramba, mas vc foi fundo com os seus objetivos". Pra quem nao teve a paciencia de esperar longos 3 meses desempregada com medo de parar na vida e jamais chegar ao patamar casa/carro/casamento/marido/filhos, o exercicio de analisar escolhas, decidir, tracar um caminho seja ele qual for e aceitá-lo na saude e na doenca, na riqueza e na pobreza até que a morte os separe, foi de longe hipertrófico.

Eu continuo nao vivendo por esse mestrado. Continuo tendo minhas prioridades, apesar de este ser um dos grandes focos da minha vida. E acordar a cada dia disposta a percorrer esse caminho sem jamais olhar pra tras e nem se questionar me traz paz. Mais paz ainda me traz quando eu paro pra pensar que esta mesma determinacao me trouxe toda a minha vida academica até hoje. Tanto as frustracoes quanto o orgulho.

Ir estudar fora do país era o meu próximo objetivo a ser alcancado. E após tantas idas e vindas, incertezas, noites mal dormidas, correrias com qualificacao, resultados e dedos cruzados, o tao bendito projeto no exterior foi escrito, enviado, aprovado e está só aguardando sua vigencia pra sair do forno.

Mais do que conquistar o que vc jamais sonhou conquistar, é chegar àquilo que se tem em mente a longo prazo sem desistir dele nem por um só segundo, mesmo parecendo uma novela pra que ele aconteca. É olhar pra ele e agarrar todas as oportunidades possíveis pra se chegar até lá. E mais do que conquistar parte do teu mestrado fora do país é vc congelar a sua vida aqui e deixar tudo pra tras pra realizar um grande sonho. É vc sair da casa dos seus pais, da sua avó, do aconchego dos bracos do teu amor e do carinho dos teus amigos pra ir morar sozinha num país que vc nunca visitou, é morar sozinha sendo que vc praticamente nunca pagou uma conta de luz e mesmo assim, nao hesitar nenhum instante. É ter plena certeza de que tudo, absolutamente tudo que esta escolha te trazer vai te fazer crescer, vai fazer parte de ti, mesmo a saudade, mesmo o sofrimento, mesmo a rejeicao, mesmo o medo. É saber que nada é maior que a coragem, que o brilho nos olhos, que a vontade.

Ainda me falta tempo pra cair a ficha que dia 09 de marco de 2014 eu ja terei desembarcado na terra do tio Sam pra andar por este caminho tao sonhado. Nada de Alemanha, nada de Espanha, nada de Suécia.... University of Illinois at Chicago tem um lugarzinho pra mim =)

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Boas Novas

Boas Novas, bem no estilo Diego Freire...

E fazia muito tempo que nao me dava tanta vontade de escrever. Eu sou meio de lua em alguns quesitos, e escrever aqui passou a ser um deles, eu nao sei porque.
Mas hoje em especial me deu uma vontade de escrever por alguns poucos motivos, mas motivos que me fizeram pensar em como a humanidade é brilhante. Por isso eu digo, bem no estilo Diego Freire.

O ser humano é capaz de ser tanta coisa boa, de fazer tanta coisa linda...e apesar de a grande maioria das pessoas nao usar da humanidade eu fico impressionada e confortada em como eu tenho isso perto de mim e em como eu acabo atraindo boas pessoas pra perto. O que me deixa mais feliz é poder enxergar tudo isso e  realmente fazer valer a pena pra lacos infinitos. Infinitos sim, daqueles que a gente leva pra sempre...independente de fase, contato e todo o resto de praxe.

Outro dia fui com os meninos da banda do Ikaro numa entrevista que eles foram dar numa rádio. Eu sempre dou uma de fotógrafa e me auto entitulo empresária/fotógrafa/presidente do fa clube. E essa entrevista aconteceu numa casa onde estava rolando um tal de bazar dancante. Eita, bagulhinho legal. Eu nunca tinha visto nada daquele jeito...era uma casa toda enfeitada com lamparinas no seu jardim, tinha uma gaiolinha sem passarinho preso e cheia de luzes de pisca pisca brancas, eles vendiam cerveja, refri e uns lanchinhos e ali no jardim mesmo tinham várias araras, cada uma de um dono, onde eles vendiam suas mercadorias que iam de acessórios como bijus e mochilas até saias e camisas. E todo mundo naquele maior estilo alternativo, todo mundo sossegado tomando uma cervejinha, só sorrisos pra lá e pra cá, todo mundo feliz, uma energia positiva demais. Até que eu cheguei em uma das araras e vi uma saia de couro a coisa mais linda. Perguntei pra dona da arara e ela estava meio longe, curtindo o som e imitando até como se tocasse um baixo. Ela era loira, tinha uns quase 50 anos, estava de vestido longo e usava um chapéu de pelúcia rosa com um girassol bordado bem na frente. Quando ela viu que eu queria algo ela veio falar comigo, disse que a saia custava 20 reais. E eu estava sem dinheiro. Aquela saia era dela, tudo o que estava ali ela tinha pego em casa, ou seja...um brechózinho. Quando eu disse que só tinha cartao de crédito eu queria ter visto a minha cara quando ela me respondeu que nao tinha problema, que eu podia levar a saia e depositar o dinheiro pra ela no dia seguinte. Pasma, eu até disfarcei dando uma de que pra mim era normal confiar assim nos outros.

E o pior é que deveria ser assim. Eu nao devia ficar pasma, ninguem devia. Todo mundo devia poder confiar nos outros. Pq a vida, meu caro...nao é o dinheiro, é a sua atitude. E foi ali que eu percebi o quanto ela era feliz. E percebendo isso que eu pensei de novo: eu preciso disso pra minha vida. É só enxergar ela da forma mais simples que ela possa ser...como diria meu eterno inspirador Leoni: "Quando o sol acena parte em mim/ Diz valer a pena ser assim/ Que no fundo é simples ser feliz/ Difícil é ser tão simples". Mas a vida ensina e a gente aprende, eu sempre tenho a esperanca de estar no caminho certo. Certo esse relativo? Enquanto estiver me fazendo bem...

Aí passou o 2* mês, o 3* e o 4* mês que eu e o Ikaro estamos juntos, eu completei 24 anos e qualifiquei no mestrado.

Daí tudo isso faz muita coisa rodar na cabeca também. É mais um novo amor que comeca, mas sempre diferente...sempre um novo jeito de amar, um novo lugar pra olhar, outras coisas a se esperar e uma outra forma de se pegar na mao. Em 24 anos eu consegui passar por muita coisa que muita gente nao passou, mas também nao passei pela metade do que outras...e nao adianta se sentir passada pra tras em quesito algum, essa história inteira é minha, eu escrevi, com a ajuda de todos aqueles que passaram por mim e deixaram seus pedacinhos, como naquele velho post. E eu estou feliz com a vida que eu tenho, que eu levo, onde estou agora e por todos aqueles que eu atraí pra mim. Qualificar no mestrado só me mostrou a dimensao do tempo e espaco relativo, que diminui ao passar dos anos e a minha vontade louca de chegar em algum canto que eu nem sei qual é. Sao 2 anos de USP praticamente, há 1 ano atrás eu estava morrendo de medo de me frustrar naquela dita daquela prova e nao conseguir chegar aqui. E eu cheguei, fiz tanta coisa...e saber que eu consegui chegar aqui é a melhor coisa que eu recebo em troca, saber que eu fui capaz de chegar onde eu quis.

E depois também veio o meu presente de aniversário. Vc já ganhou algum presente que vc gostou tanto, mas tanto, que nao sabia nem como seria possível atribuir um preco àquilo? um preco do coracao, eu digo. Um preco do significado, como numa escala. Eu nunca tinha ganhado um presente assim. Ano passado, quando o Renato foi fazer o doutorado sanduíche dele nos Estados Unidos, na despedida dele, a Marcela deu um livro pra ele. Um dos melhores livros que já li: Nunca desista dos seus sonhos. Ja escrevi muito sobre ele, se nao aqui, no flog. Quando eu ganhei ele foi numa ocasiao muito especial também, inclusive. Mas o livro que a Marcela deu, nao foi comprado. Ela tinha ganhado esse livro de presente há muito tempo atrás, e depois de ela ler e crescer o tanto que se cresce quando se lê ele, ela deu pra ele, num dos momentos mais cruciais na vida profissional e acadêmica de alguem querido. Eu tentei me colocar no lugar dela...me imaginei dando pra alguem q eu gosto muito um livro que eu gostasse demais. E eu simplesmente percebi o quanto foi bonito esse gesto. Nao é pelo material, é pelo apreco. Um apreco pra gente que é passado adiante. Foi tipo isso o presente que eu ganhei de aniversário.

Faz muito tempo que eu quero aprender a tocar violao. Desde que eu gosto da Avril Lavigne, lá nos meus 15 anos eu ouvia o violao dela nos acusticos e me imaginava tocando e cantando como ela. E daí vieram outras...Alanis, Sandy e por ultimo, minha Clarice Falcao. E eu estava decidida a comecar a fazer as aulas, mesmo. O unico impecilho era a grana, tinha umas contas pra pagar e nao podia gastar...até que o belezinha me aparece com um violao embrulhado num laco amarelo, pra mim, de aniversário. E no cartao, algo que dizia mais ou menos que este presente era pra "me fazer entrar no seu mundo". E foi aquilo ali em cima que eu senti...como se alguem conseguisse me dar a música...pq eu sei que nao foi só o violao. Como pro Renato, que nao foi só o livro.

E daí eu percebi o quanto eu sou sortuda. Nao só por ganhar 2 vezes o par de ingressos pro All Folks Fest de amanha, mas por estar feliz com as escolhas de qual caminho tomar. Tudo dá certo né?! E ter encontrado alguém como ele me faz pensar o quanto a humanidade é capaz de ser bonita. E melhor ainda saber que essa beleza está aqui, me fazendo o melhor bem.

domingo, 7 de abril de 2013

Aquele do primeiro show

O primeiro show q a gente vai junto e eu to morta de cansada, mas preciso escrever agora antes que muita coisa acabe passando batido.

Foi meio que do nada q a gente decidiu ir e é sempre nessas de resolver do nada, de última hora, que as coisas mais especiais acontecem. Desde chuva com os melhores riffs da história do rock a musicas com alteracao de letra, abracos, gritos e pulinhos, celular achado, cervejinha e pequenas confissoes que a gente acaba fazendo e ouvindo.

Entao só pra deixar registrado aqui pra quando eu quiser ver e me lembrar de como hoje foi bom, nao só pq foi o nosso primeiro show juntos, mas pq sempre será bom recordar dias como hoje.

Minha rainha

"Ninguem consegue entender, eu sou escravo sem querer do que ela mais sabe fazer..." E oq ela mais sabe fazer? Comer coxinha na frente do caminhao.

Renata
Que vês
Bote fé
Tudo o que ela gosta de escutar

"Essa é uma história de amargar
Conheci uma garota meu irmão vou lhe falar

Tudo que ela quer, o pai dela dá
Desde casa em Mococa, até apê no Assuncao

Fim de festa olho pra ela, ela sorri pra mim
Me secou o retrô inteiro
Ela só pode estar afim
Ela tem um peugeot usado e telefone celular
Eu só tenho uma magrela e minha conta atrasada

Eu falo tudo que ela gosta de escutar
Deve ser por isso que ela vem me procurar.
Eu falo, eu falo tudo que ela gosta de escutar
Deve ser por isso que ela vem me procurar"


E agora eu vou dormir só imaginando quando será que a gente vai num show de reggae juntos...

sábado, 30 de março de 2013

Aquele de todas as músicas

Tá bom, deu vontade de fazer todos os títulos de post agora igual os títulos de Friends. Vamos ver até quando vou lembrar disso....rs Até que nessas ondas de ficar presa no transito, ficar sei la quantas horas por dia do biotério eu ando escutando mais música que o normal. No fim das contas acabei percebendo que todas as pessoas importantes na minha vida, que passaram ou que ainda estao nela, tem uma musica. Nao que a musica seja da pessoa, acho q a maioria das musicas eu nem ouvi junto com essa pessoa. É só que as musicas me lembram elas...seja pela letra ou pela melodia. E se nao for uma pessoa, é uma fase da minha vida.

E esse tal negócio de ficar ouvindo musica o dia inteiro me faz lembrar de muita gente, de muita coisa que ja aconteceu, de coisa boa e coisa ruim, é nostálgico, traz sentimentos...e eu gosto muito disso. Até que me deu vontade de escrever de novo e no boteco, essa semana, comentei com a Na da idéia desse post. Eu nao poderia ter tido mais apoio da minha leitora fiel escudeira... Entao, pra lembrar pra sempre desses pensamentos vou tentar deixar registrado o q eu me lembrar por agora. Vou dividir por sessoes, pra ficar mais facil de lembrar.

Ex-namorados/rolos/paixonites e afins

Acho que pra toda mulher, talvez até pra homens, nao sei, é bem mais comum ter musicas que lembrem ex ou paixonites do que pra qqr outra coisa, entao eu resolvi falar primeiro deles, pq é aí que a gente vê q o buraco é um pouco mais em baixo.

Os outros - Kid Abelha/ Leoni : Logo quando o meu namoro com o Klaus acabou eu comecei a ouvir demais Kid Abelha. E desde a primeira vez q ouvi ela, muito da letra dela dizia exatamente o que eu sentia, talvez até o que eu sinto hoje. A letra fala sobre um casal que está separado, mas ninguem entende o pq...além de que o cara tinha sido o melhor homem na vida dela e por aí vai. A letra é linda e até hoje eu penso nela da mesma maneira, pensando que o Klaus foi o meu "melhor namorado", como compôs Leoni, "ja conheci muita gente, gostei de alguns garotos, mas depois de vc os outros sao os outros", "a minha vida continua mas é certo que eu seria sempre sua, quem pode me entender?". E é aih que entra uma questao filosófica na minha vida já até discutida aqui: é saber que a pessoa é a certa pra vc e nao entender o pq de vc nao querer, de vc abrir mao disso. É pq no fim, a gente precisa mesmo da pessoa errada.

Pensa em mim - Magrela : "Pensa em mim que eu to pensando em vc e me diz o que eu quero te dizer. Vem pra cá, pra ver que juntos estamos e te falar mais uma vez que te amo", foi quando eu e o 'Risada' saíamos por aí e ele tinha essa musica no Ipod, eu ouvia e achava legal, e nunca lembrava quem cantava e nem a letra..até ele me escrever a letra sem essa tal parte de "eu te amo". E no dia q ele me disse, me entregou a letra completa. Um romantismo sem fim e muitas brigas a la Chandler e Monica. Foi uma época engracada. Nessa mesma época meu despertador do celular era Anything - The Calling, o que me remete a essa epoca de coisas novas, fase nova, libertacao...

In lovin memory - Alter Bridge : Essa música entrou pro ranking quando o Gabriel inventou que ele lembrava de mim quando ouvia ela. Eu nunca entendi pq. O dedilhado dela eh lindo....a musica é muito bonita, mas a letra foi composta pra mae do cara que tinha morrido, o proprio nome é meio foda. Mas de qualquer maneira a parte bonita entra pra "And I know, you´re a part of me and is your song that sets me free", "let it set you free from sorrow, I still love you more tomorrow and you'll be here with me still". Depois virou toque de celular personalizado e hoje eu continuo me lembrando mas me remete a uma coisa diferente. É meio como se realmente fosse a musica dele pra mim: "I can't believe you're gone"...bom, enfim...

Basket case - Green Day : Nenhuma parte da musica e nada em específico, apenas pelo fato de uma vez, em uma carta, o Beto, meu primo namoradinho ter escrito ela pra mim.

Tomorrow - Avril Lavigne : Se eu nao me engano essa foi de uma das brigas catastróficas minha e do Rafael, daquelas que a gente terminava e voltava no mesmo dia. "I'm gonna do what I have to do, just don't, give me a little time, leave alone a little while, maybe it's not too late but not today". Essa parte serviu pra todos os momentos do nosso namoro inclusive pro fim. "And I know I'm not ready, maybe tomorrow. Tomorrow it may change, maybe a better day" e "And I wanna believe you when you tell me that we'll be ok, yeah I try to believe you, but I don't". Principalmente a parte do "acreditar". Eu nao me lembro se antes ou depois dessa, mas a filosofia de Humberto Gessinger fez-se presente nessa minha fase, Piano Bar - Engenheiros do Hawaii, com "o que vc me pede eu nao posso fazer, assim vc me perde e eu perco vc, como um barco perde o rumo, como uma árvore no outono perde a cor".

Black Balloon - Goo Goo Dolls : Essa música é uma gracinha, tanto letra quanto melodia. E por incrível que pareca entra nessa lista (e nao na de amigos) só pelo fato de eu ter beijado o Phillipe, uma única vez na vida, pra gente perceber que nao era bem isso oq a gente queria/precisava. Eu nao me lembro do beijo quando ouco, eu me lembro do momento em que a gente viu que era tudo amizade, amizade daquela q a gente compartilha com poucos. Amizade que perdura há mais de 10 anos, desde a época da rádio da escola, quando a gente estudava junto... amizade diferente, que independe de distancia, de namoro, de superficialidades babacas. "All because I'm, I'll become what you became to me".

Starlight - Slash ft. Myles Kennedy : Pois bem, essa acabou entrando pras "musicas que me lembram alguem" por eu ter terminado com o Henrique, catastroficamente tb, termos comprado o ingresso do show do Slash pra irmos juntos e a bagaceira do show ser 1 semana depois do término. Acabamos indo no show separados, como ele nao tinha pago meu ingresso eu dei ele pra Carol. E ele qdo veio comprar o ingresso de mim, falei pra ele se virar....hahahaha. Acabou que, como eu ainda gostava um tiquim dele fui no show e fiquei de rabo de olho o tempo inteiro tentando ver se via ele em algum lugar e ouvi todas as musicas melosas na voz do Myles Kennedy sentindo saudade...Tirando a parte de desbiroco em Welcome to the Jungle, Sweet Child O'mine e Paradise City, onde eu humildemente pensei que iria perder a vida, mas isso é assunto pra outro post. "Starlight, don't you cry we're gonna find a place where we belong, and so you know, we'll never shine alone".

Unwanted - Avril Lavigne: Essa ai é da época do onca, eu ficava com um rapazinho chamado Cléber e ele nao tava nem aí pra mim. Até que ele, que morava aqui em SBC, tinha uma casa em Santos e ia direto pra lá, e um fds eu acabei indo pra praia com a minha tia e me lembro perfeitamente de "confiar na ironia do destino de que iríamos nos trombar na rua". Nao, isso nao aconteceu. E essa musica só lembra ele pq enquanto a gente passeava pela cidade tava tocando o cd da Avril Lavigne. E nao, eu nao consigo me lembrar nem quanto tempo "a gente" durou.


Família

Al Capone - Raul Seixas : "Heeey, Al Capone, vê se te orienta, assim dessa maneira, nêgo, Chicago nao aguenta..." era só substituir Al Capone por "Jack"line e era assim que meu vô cantava pra mim, sempre querendo dizer que eu era a menina mais mimada da face da Terra. E ele era o que mais mimava, mas isso tb é assunto pra outro post. Do hall do meu vô tb entra Flor do Cafezal - Cascatinha e Inhana, pras músicas que ele mais assobiava...e que inclusive me ensinou como assobiar. Essa aí a letra eu nunca soube, só a melodia, aliás, acho q só ouvia minha vó cantando ela, ouvir ela de verdade só depois de grande mesmo, qdo eu fui atrás, de curiosidade.

Gatinha Manhosa - Léo Jaime : Quando eu era bem pequenininha meu tio Bill cantava essa música pra mim. Eu só me lembro da parte do "um dia gatinha manhosa eu prendo vc"...

Jeito Felino - Raca Negra : "Só de pensar que sua boca beijou outra boca", naquela língua presa do vocalista sendo interpretada pela afinacao da voz da minha tia Joca. Pensa numa maluca que era louca por Raca Negra quando jovem...eu era crianca e ela tinha uns 18, por aí....gracas a ela eu conheco muito bem Raca Negra.

Trem Fantasma - Xuxa : Ouvindo essa musica agora, eu cheguei a conclusao q eu ainda tenho medo dela. Eu morria de medo qdo eu era crianca, cantava e dancava mas sentia um frio na espinha toda vez q ouvia a risada da bruxa, os barulhos esquisitos e a Xuxa falando de morcego, de sangue quente no pescoco e dos gritos...eita, musica macabra pra crianca, sai fora....mas me lembra, apesar do medo, a melhor época, neh?! Infancia, a infancia de chuquinha no cabelo, rodar rodar e rodar até ficar tonto e cair no chao, pender pra tras com o peso da lista telefônica....

Nova York - Chrystian e Ralf : Acho q qqr musica do Chrystian e Ralf, Zezé diCamargo e Luciano (90's pra tras) e Chitaozinho e Xororó vai lembrar meu pai. As viagens, o som rachando de alto na estrada, o porta-fitas k7 de camurca marrom, as letras com as frases cantadas da metade pro final, a maioria das vezes as ultimas silabas da ultima palavra, na verdade....rs a musica da oficina q eu ouvia de dentro de casa...a época que a gente morava em Mococa, quando eu mal sabia falar mas sabia cantar Roberta Miranda...

Doce Mistério - Leandro e Leonardo : Primeiro que essa música era da novela Rei do Gado e eu e minha mae assistíamos assiduamente. Segundo que minha mae adorava o Leandro. Lembro q ele morreu nem tanto tempo depois dessa musica, mas foi lancado um cd "Tributo a Leandro", q ela amava. Eram varios artistas famosos cantando com o Leonardo. E tinha essa musica. Acho q me lembra mais pq minha mae nao gosta muito de musica, nao tem artistas preferidos e nem nada...mas desse cd ela gostava.

Amigos

If it's Lovin - Rihanna : A musica da ETE, essa aí é pro ensino médio todo, quando éramos o the six, as 6 que viraram 4, mas Tamy, Nai, Nay, Carol, Iris e eu, época de gostar de dancar black, das baladas mais malucas da vida, das maiores loucuras....quase virou clipe de inglês, mas gracas ao bom Deus e ao bom senso de algumas do grupo acabou perdendo lugar pra Upside Down - Jack Johnson

Das meninas, minhas amigas, amigas que eu vou levar pra vida inteira pq de todas as oportunidades de elas saírem, elas ficaram e hoje eu nao consigo imaginar minha vida sem elas, lembro da Iris com Last Nite - Strokes, pq ela amava eles e tinha até os cds.
As cartas que eu nao mando - Leoni, vem com a minha fiel escudeira Na, pq só a gente entende onde o Leoni chega com as musicas q ele escreve, e até musica de karaokê nossa ja virou, Ao seu lado - Jota Quest, por derrubar lagrimas juntas ouvindo o Nando Reis cantá-la e pra olhar uma pra outra e se abracar "pq o amor pode estar do seu lado"... Never Say Goodbye - Bon Jovi, entra em uma vez que prestando atencao na letra, mesmo ela sendo escrita no sentido de amantes, pra mim é muito a gente "remember how we used to talk about busting out - we'd break their hearts. Together, forever." e "never say goodbye, you and me and my old friends, hoping it would never ends". Cheguei a escrever ela numa cartinha.

A Ca sempre gostou de Roupa Nova, e toda santa vez q eu escuto Dona - Roupa Nova eu me lembro de ela cantando do jeitinho dela q só ela sabe...e eu nao poderia esquecer de I'll be there for you - Bon Jovi, da doideira q eh ouvir essa musica com ela, como é saber a letra de cor e salteado e se emocionar com a breguice de Bon Jovi.

Thousand Years - Christina Perri : Essa musica entrou pra nossa vida (eu, Ca e Ro) quando a gente foi assistir Amanhecer - Parte 2, no cinema. Nós 3, eu e a Carol super emocionadas pq era o fim da saga, e me comeca a tocar essa musica na ultima cena do filme, passando todos os momentos do Edward e da Bella. Eles nunca foram meu casal preferido nao...alias, Crepusculo da no saco, mas a cena ficou mto boa, combinou demais com a musica...eis q eu olho pro lado e encontro uma Carol e uma Jacqueline chorando que nem duas pamonhas...depois disso a choradeira qdo a musica tocava no radio por conta da ansiedade pro casamento....e no fim, virou musica da retrospectiva. Nao tinha como nao ser a musica do casal mais lindo q eu conheco...


Lembrei de várias, mas sei que nao é nada ainda...conforme eu for lembrando, vou colocar mais.

E tem as músicas do benino tb...mas essas tem que ter um post só pra elas ;)

sexta-feira, 1 de março de 2013

A cena do filme francês.

Yeah she don't know what to doShe's got everything, nothing to lose.

Filmes franceses...eu me lembro que o primeiro que assisti, ja sabendo que era francês, foi aquele famosérrimo do Marlon Brando, da legendária cena do pote de manteiga. E nada de mais me chamou a atencao, a nao ser pelo fato de que ele era reconhecido como um filme incrivel...(?) ok, "Ultimo tango em Paris", merece respeito. Passado este, fui cair na besteira de assistir "O fabuloso destino de Amelie Poulain", que aflorou toda e qualquer paixao por filmes franceses que alguém possa ter...

E é aih que o bixo pega.

Eu nao sei muito bem onde foi exatamente que alguma coisa aconteceu...onde eu parei de enxergar o binino do filme como um cara, pra se tornar "Ele". Ele cheio de histórias, cheio de piadinhas, cheio de respostas prontas e colocando sorrisos inesperados no rosto da binina e ter até música pra se abracar.

Até que assim foi...falar, falar, falar, imaginar, imaginar, imaginar...e criar a cena preferida de um filme francês, quase um primeiro beijo de criancinhas (como Elliot e Bowie), um fone de ouvido na musica certa, um olhar de carinho, um abraco apertado e o tao esperado primeiro beijo. E depois disso vem a saudadinha, vem aquela coisa de esperar um pouquinho mais do binino que chama ela de binina, que detesta queijo e que recita coisas como "faca amor, nao faca a barba", que faz cafuné e perde horas e horas de sono pra falar sobre milhoes de coisas inimagináveis, que diz que ela é imprevisível, que inventa regras de encontro só pra azucrinar as regras que ela mesma tinha criado, que faz pic nic a noite e beija na testa e que se pergunta como é que isso aih tava acontecendo e ainda, onde é que tinha comecado, que é estranho....mas a binina diz que nao é estranho, só é diferente pra um binino de Vênus que toca banjo ter olhos que brilham pra uma marciana que curte os caras do Kiss.

All alone, rest your head on my lap when you're down.