Viajantes

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Só porque...

eu chorei qdo vi a foto dela chorando.
Ainda vou ter palavras pra pôr aqui o que eu sinto qdo penso que vou ficar longe de vc.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Como uma onda no mar

2012 começou e já veio com algumas mudanças significativas na minha vida.

Eu não sei oq me espera e sinceramente, promessas de ano novo pra mim são mais furadas do que sei lá oq, tanto que faz um tempo já que eu não paro pra pensar no que eu prometo fazer esse ano. Eu tenho muitos planos, pra falar a verdade, não sei se será possível realizá-los, mas, na medida do possível, irei fazer de tudo pra conquistar aquilo que eu tenho aqui na minha cabecinha...
Seja da entrada no mestrado à viagem de ano novo que eu quero que seja especial.

Não fazer promessas de ano novo é deixar em aberto novas possibilidades, pra poder olhar pra traz depois e não se cobrar das coisas que vc não fez. Não da forma negativa, de ter ficado encostado e não ter feito nada, mas de deixar bem claro pra si mesmo que afinal de contas...tudo muda, até bermuda. Ao longo de um ano muita coisa muda na nossa vida e eu aprendi isso em 2011.

Quando a gente está na escola ou na faculdade pode ser que as coisas não mudem tanto pelo ciclo anual que vc tem de cumprir, mas depois que vc sai desse ciclo de "mais um ano", sei lá, é como se vc tivesse liberdade pra viver seu próprio tempo.


Alguns dias antes do show do System ano passado eu cortei o meu cabelo. Meu cabelo sempre foi enorme e sempre fez parte da minha personalidade. Eu não cortava ele nem a pau. Eu gostava muito dele daquele jeito, ele me dava força, me dava confiança. Apego. Era minha vaidade. Até o dia que resolvi cortar, nos ombros. Pra muita gente isso não significa mta coisa, mas pra uma mulher o cabelo tem um significado muito grande, e nem só de vaidade, diga-se de passagem. A questão é que eu me senti preparada pra me desapegar de tudo aquilo que era velho, dos medos velhos, das atitudes antigas, de me aliar, sim aquela vaidade, aquela baixa auto-estima que me seguiu durante tanto tempo. E foi muito bom. Foi tão bom que quando eu vi a Tamella, depois sei lá qto tempo ela olhou pra mim e disse como eu havia amadurecido, em como eu estava bem, diferente, bonita, enfim...
Meus valores não mudaram em nada, só em como eu me sinto em relação a eu mesma. Eu me cobro demais, tanto profissionalmente quanto emocionalmente e fisicamente tb. É como se nada que eu fosse ou fizesse fosse bom o suficiente. E até que melhorou. Tudo bem que, semana passada mesmo, jantando com a Na, eu disse que me sentia como nos tempos que a gente estudava na ETE, pq a gente tava indo no shopping e eu estava indo de tênis, calça jeans e moletom e pegando busão, com o fone de ouvido...típica imagem de um estudante do ensino médio. Mas tá bom, vai fazer o que. Tudo tem seu tempo. E sinceramente, foi esse o caminho que eu escolhi, espero colher os frutos um dia.

Nesse mesmo jantar falamos de muitas outras coisas: casamento, filmes, livros, carreira, vontades, enfim...e acabamos por, é claro, inevitavelmente, falando sobre nossas carreiras que não vão muito lá essas coisas, vamos dizer assim. Falamos de fazer outra faculdade, de analisar as possibilidades...Não que eu não tenha pique de fazer uma nova facul, mas eu não vejo como fazer uma nova faculdade, seja por grana, seja por estudo pra entrar no vestibular, enfim. Até que hoje eu falei que ia projetar meu guarda-roupas novo, que vai ser mandado fazer. A Vic olhou pra mim e disse de cara: "vc sempre teve jeito de arquiteta"...hahahaha, explodi de dar risada, até lembrar que eu já quis fazer arquitetura...Se o negócio do mestrado não der certo acho que vou prestar ufabc com a Vic no fim do ano pra arquitetura. Nada a ver, neh?! Mas se não der vou prestar, vai saber...São novas possibilidades, novos objetivos e vontades, mesmo que eu saiba o quanto me fascina esse meu mundo do mestrado, dos laboratórios, da pesquisa, da minha viagem pro exterior pra trabalhar num laboratório lá fora...


Enfim, quando chegar a hora eu paro pra pensar no que vou fazer da minha vida. Quando precisar. Quando eu precisar mudar os planos. Bom, pelo menos é um bom começo. É como se eu tivesse um plano B!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

2012, venha!

Eu percebi que toda vez que alguém falava "Que venha 2012" eu pensava e até falava "Que venha mesmo e que venha logo pq 2011 foi osso" e algumas pessoas até comentaram que muita gente falou isso.

Não é que 2011 tenha sido um ano ruim pra mim. Mas foi o tipo de ano que vc aprende bastante batendo a cabeça. Foi isso, eu bati a cabeça o ano inteiro.

Desde a minha colação de grau até então foi o tal sofrimento pra arrumar emprego, e arrumei. Depois foi o tal sofrimento por se convencer de que estava na área errada. 2 vezes. Fiquei muito sem grana, aturei mal humor de chefe, trabalhei 12 horas seguidas sei lá quantos dias, me convenci de que tinha algo melhor a se fazer e lá fui. Fiquei sem grana de novo. Conheci novas pessoas, me adaptei a novas rotinas, sofri muito com metrô e troleibus lotado, andei até não aguentar mais. Cheguei em casa tarde de tanto trabalhar, estudei que nem uma louca e passei pela maior decepção da minha vida. Daquelas de chorar até soluçar, até doer o peito, até não ter mais lágrimas, de ficar tão arrasada a ponto de não querer ver ninguém e se afundar no sorvete, é claro.
Mas eu aprendi bastante com tudo isso e aqui tá registrado tudinho. É bom poder escrever e poder ler depois de um tempo, poder relembrar o que a gente sentiu, principalmente pq quando passa o tempo e a nossa visão muda, as coisas parecem distorcidas quando a gente se lembra ou então a gente enxerga mais claramente. Não só profissionalmente falando, mas também passei por uma crise pessoal muito grande com tudo isso que aconteceu. Crise existencial? Não sei, mas um certo sentimento de culpa e inutilidade. E que meus objetivos estivessem escapando por entre meus próprios dedos. E problemas no namoro, reavaliação de amizades.

E mesmo com tudo isso eu também fui muito feliz. Fiz muita coisa boa, coisas que eu gosto, que me fazem bem. Fui a vários shows, li muitos livros, assisti todos os filmes que eu quis ver, sozinha ou acompanhada, aliás passei tantas noites fazendo isso...2, 3, 4 filmes por dia... 1, 2, 3 livros por semana. Fui centenas de vezes em restaurantes japoneses matar a minha lombriga, com o chu, com nossos amigos, com o pessoal do laboratório. Não viajei o quanto gostaria de ter viajado, mas fui pra chácara, fiz uma ótima viagem com a minha mãe pra Fortaleza e conheci praias lindas, fui a restaurantes super legais, alugamos carro e saímos por aí, fui pra praia com o meu bocó, poucos dias, pousada barata mas mto gostoso. Fizemos várias daquelas baladinhas em pubs que gostamos bem pouco, ouvi muita música boa, de mpb ao bom e velho rock'n'roll. Assisti a ensaios da banda do Chu, que no fim acabou mais cedo do que imaginávamos, e da psudo-banda do Binho. Vi a barriga da Dani crescer com o João lá dentro e a casa do Gepa e da Tha ser toda montada. Fui convidada pra ser madrinha de casamento, não me senti preparada e depois me senti honrada, fui testemunha de casamento civil. Briguei muito com o Chu, me decepcionei e me apaixonei de novo incontáveis vezes. Conheci pessoas daquelas que a gente leva pra sempre, como a Marcela e a Martina. Fiz muito cupcake, trufa e ovo de páscoa... Engordei sei lá quantos quilos e comecei a perdê-los agora no fim do ano. Cortei o cabelo, me desapeguei de muitas neuras e complexos antigos e me tornei uma nova mulher. Parei de roer unhas e descobri a minha paixão por esmaltes. Ganhei flores e livros do Chu, e um calendário lindo do Pequeno Príncipe, daqueles que dá pra fazer anotações diariamente e com frases e ilustrações para cada mês. Escrevi bastante, mas não tanto quanto gostaria. Aprendi a segurar um pouco minha ansiedade, a esperar a hora certa pra tudo. Tive o pior pesadelo de todos os tempos e reaprendi a rezar, a encontrar minha própria fé, acreditar nos anjos, nas minhas preces, na presença de algo muito superior a tudo isso que temos por aqui.

E eu só espero econtrar mais equilíbrio em 2012. Equilíbrio pras coisas acontecerem ao seu próprio tempo, ao destino, às mãos de Deus. Pelo propósito que tudo certamente tem.