Sei que já faz muito tempo que eu penso pra caramba em várias coisas que eu queria mudar na minha vida. E hoje quando eu cheguei em casa até meio que me assustei quando minha mãe disse que tinha ficado chateada. Eu achei que era comigo.
No final era pelo que aconteceu comigo. E eu parei pra ouvir ela. O mais interessante é saber que ela tem a mesma opinião minha, mesmo eu não tendo comentado nada e ela sabendo assim, só meio que por cima.
E aos poucos a gente vai descobrindo o que faria diferença na nossa vida.
Eu descobri que faz muita diferença vc se entusiasmar pra alguma coisa e alguém se entusiasmar junto;
Descobri que ser feliz é partilhar da felicidade de alguém, independente de onde vc esteja e do que esteja fazendo;
Que ter alguém com quem vc possa contar é necessário para não se sentir só;
Que é a maior satisfação do mundo saber que tem alguém que vc vai querer conversar, querer ver, mesmo que vc queira se isolar do mundo;
Que vc fazer alguém feliz é fazer a si mesmo feliz;
Que dinheiro não vale nada e nem nunca vai valer;
Que companheirismo faz falta;
E lealdade também;
Que aceitar alguém com um compromisso de verdade pode ser difícil pra algumas pessoas;
Que num relacionamento é preciso ceder dos dois lados;
Que a maior prova de amor é fazer 2 serem 1 só, é sonhar o mesmo sonho, planejar juntos;
Que pra ficar junto é preciso aceitar os defeitos do outro e daí vai de vc saber até onde vc consegue aceitar;
Que personalidade é fundamental;
E dedicação tb.
E eu tb descobri que ultimamente tudo o que eu gosto muito eu tenho feito sozinha.
Eu leio meus livros e tenho pensado sozinha, os filmes que quero ver vejo no meu quarto, à noite e sozinha, os shows que eu mais gosto eu vou sozinha, o filme que eu anseio pra ver no cinema eu vejo sozinha, os passeios que quero fazer e não faço passo vontade sozinha...
E esse sozinha que eu digo, é sem a pessoa que vc sempre esperou que fosse contigo.
Viajantes
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Tudo muda...(parte II)
Eu demorei pra voltar a escrever (nem foram horrores, mas poderia ter sido antes), devido a minha extrema decepção com a prova do mestrado.
Tudo bem que eu tentei me preparar, mas nem sempre a gente está preparada pra encarar que nem sempre a vida é como a gente quer.
E olha que eu queria tanta coisa...
Eu queria mudar a minha vida. Eu queria mudar tudo. Eu queria mudar de casa, comprar um carro, fazer meu mestrado com uma bolsa da Fapesp, morar sozinha perto da usp e poder ir à pé pra lá, sair do país pra estudar pelo laboratório, eu queria sonhar com o dia do meu casamento, sonhar com ter filhos...
Mas nada disso foi possível. Não pense que desisti. Não pense que eu tirei isso dos meus objetivos. É só que eu passei a enxergar de uma forma diferente, afinal "tudo muda, até bermuda".
Eu tive que aceitar que as coisas que parecem ruins simplesmente por não serem da forma e no tempo que queremos não são ruins. Elas podem ser a solução de tudo lá na frente, aliás elas devem ser a base de tudo lá na frente. Depois que passa, que a gente olha pra trás e vê tudo o que já passou, a gente vê como isso interferiu nas nossas escolhas e no nosso destino. E eu prefiro acreditar, ainda, que tudo tem um propósito. Sempre foi assim comigo, pq agora não deveria de ser?
Eu prefiro acreditar que eu não passei na prova pq eu não pedi pra Deus pra passar, eu pedi pra que acontecesse o melhor comigo, eu pedi que de alguma forma eu soubesse administrar a situação. Eu pedi que meu coração pudesse entender independente de que rumo minha vida tomasse. E assim foi. Principalmente sendo como foi. A gente chora, esperneia, se decepciona, se cobra, acha que nada dá certo...mas dá certo, sim.
Tudo tem sua hora certa.
A gente sempre está no lugar certo, na hora certa.
Welcome to wherever you are
Tudo bem que eu tentei me preparar, mas nem sempre a gente está preparada pra encarar que nem sempre a vida é como a gente quer.
E olha que eu queria tanta coisa...
Eu queria mudar a minha vida. Eu queria mudar tudo. Eu queria mudar de casa, comprar um carro, fazer meu mestrado com uma bolsa da Fapesp, morar sozinha perto da usp e poder ir à pé pra lá, sair do país pra estudar pelo laboratório, eu queria sonhar com o dia do meu casamento, sonhar com ter filhos...
Mas nada disso foi possível. Não pense que desisti. Não pense que eu tirei isso dos meus objetivos. É só que eu passei a enxergar de uma forma diferente, afinal "tudo muda, até bermuda".
Eu tive que aceitar que as coisas que parecem ruins simplesmente por não serem da forma e no tempo que queremos não são ruins. Elas podem ser a solução de tudo lá na frente, aliás elas devem ser a base de tudo lá na frente. Depois que passa, que a gente olha pra trás e vê tudo o que já passou, a gente vê como isso interferiu nas nossas escolhas e no nosso destino. E eu prefiro acreditar, ainda, que tudo tem um propósito. Sempre foi assim comigo, pq agora não deveria de ser?
Eu prefiro acreditar que eu não passei na prova pq eu não pedi pra Deus pra passar, eu pedi pra que acontecesse o melhor comigo, eu pedi que de alguma forma eu soubesse administrar a situação. Eu pedi que meu coração pudesse entender independente de que rumo minha vida tomasse. E assim foi. Principalmente sendo como foi. A gente chora, esperneia, se decepciona, se cobra, acha que nada dá certo...mas dá certo, sim.
Tudo tem sua hora certa.
A gente sempre está no lugar certo, na hora certa.
Welcome to wherever you are
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Pós-graduação é o c***lh* a quatro
Depois de ter pesadelos de ter que ir dormir no meio do meu pai e da minha mãe, passar a madrugada estudando por não conseguir dormir, passar sono de dia e a noite ficar com o estômago se contorcendo...a dita da prova chegou e foi bem rapidinho. Aliás, foram 4 horas que passaram voando e que vão ou não mudar a minha vida.
A questão é que de 40 eu tinha que escolher 5 questões (as 40 eram de todos as áreas e subáreas), claro que eu escolhi as da área e de bioquímica e a surpresa é que eu sabia responder todas. Escrevi muito e com detalhes 8 páginas! Apenas uma questão me deixou a desejar, pois eu não sabia exatamente a resposta, mas eu escrevi circundando e da pra arrancar alguns pontinhos dela.
Mas fora isso tinham 2 questões obrigatórias, que eu não sei de que peso eram, pq não estava especificado, que eram de cálculo de concentração e de diluição. Uma baboseira que eu sempre fiz no laboratório e que no final das contas eu me embananei e errei. Sei que errei pq a Elaine (técnica do lab) fez o cálculo pra mim qdo eu sai da prova e o resultado dela não bateu com o meu. Ou seja, FUDEU TUDO.
Não adianta chorar, não adianta esperniar...agora só basta esperar e torcer pra o cara que for corrigir a prova considerar tudo o que eu escrevi e me dar um 7,0 redondinho pra eu poder entrar nessa biromba.
De qualquer jeito, se eu fizer a prova semestre que vem, já vou sabendo como é, então a chance de passar é maior...mas por outro lado eu queria muito passar nessa. MUITO MESMO.
Vamos ver como vai ser. Só que eu já estou me preparando pro pior. Sacomé né?! Melhor se surpreender pra melhor do que pra pior...
A questão é que de 40 eu tinha que escolher 5 questões (as 40 eram de todos as áreas e subáreas), claro que eu escolhi as da área e de bioquímica e a surpresa é que eu sabia responder todas. Escrevi muito e com detalhes 8 páginas! Apenas uma questão me deixou a desejar, pois eu não sabia exatamente a resposta, mas eu escrevi circundando e da pra arrancar alguns pontinhos dela.
Mas fora isso tinham 2 questões obrigatórias, que eu não sei de que peso eram, pq não estava especificado, que eram de cálculo de concentração e de diluição. Uma baboseira que eu sempre fiz no laboratório e que no final das contas eu me embananei e errei. Sei que errei pq a Elaine (técnica do lab) fez o cálculo pra mim qdo eu sai da prova e o resultado dela não bateu com o meu. Ou seja, FUDEU TUDO.
Não adianta chorar, não adianta esperniar...agora só basta esperar e torcer pra o cara que for corrigir a prova considerar tudo o que eu escrevi e me dar um 7,0 redondinho pra eu poder entrar nessa biromba.
De qualquer jeito, se eu fizer a prova semestre que vem, já vou sabendo como é, então a chance de passar é maior...mas por outro lado eu queria muito passar nessa. MUITO MESMO.
Vamos ver como vai ser. Só que eu já estou me preparando pro pior. Sacomé né?! Melhor se surpreender pra melhor do que pra pior...
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Filmes!
Faz algumas semanas que eu impus pra mim mesma que eu ia tentar assistir um filme todos os dias antes de dormir. Pra ver filmes novos, desestressar dos dias de muito estudo, do tédio de ficar em casa, de escapar dos pensamentos revolucionários que me circundam.
Eis que muitos filmes eu já assisti e gostaria de falar dos detalhes de cada um deles, mas além de faltar tempo, me falta disposição. Por isso vou só resenhar:
- Sweeney Todd: The demon barber of Fleet street (Tim Burton, 2007)
História de um barbeiro que morava na rua Fleet e acabou sendo exilado pelo juiz da cidade por interesse na mulher do cara. Um drama. Ele volta depois de um tempo, firma barbearia de novo pra se vingar de todo mundo. Enquanto ele mata seus clientes, a mulher que tem uma loja de tortas no andar de baixo assa os corpos e utiliza a carne pra fazer suas tortas. A história é legal e o filme poderia ser melhor se não fosse musical, pois as músicas são chatinhas e entediantes. E a dona da tortelaria é a Helena Boham Carter, a Bellatrix Lestrange do Harry Potter, excelente atriz. Sem contar no Sweeney Todd, interpretado pelo Johnny Depp. Mesmo assim ainda acho que poderia ter sido melhor.
- My blueberry nights / Um beijo roubado (Kar Wai Wong, 2007)
Detestei. Eu não assistiria de novo. Acho que só assistiria a cena em que o dono do restaurante conversa com uma mulher que lhe pede para guardar as chaves do apartamento e entregar pro ex-namorado dela, indicando que ela não voltaria mais pra lá. Ele mostra um pote cheio de chaves e ela pergunta pq ele as guarda e ele diz que elas sempre devem estar ali pra que as portas trancadas sempre possam ser abertas novamente. Gostei do que ele falou, de como ele falou. Mas o filme é chato e não tem uma boa história, e é massante mesmo com atores bons como o Jude Law e a Natalie Portman. O filme conta a história de uma garota que termina com o namorado e decide juntar grana pra comprar um carro e viajar por aí. Ela trabalha em lanchonetes e conhece vários tipos, perde o dinheiro pra uma doida viciada em poquer que depois acaba ajudando ela a comprar o tal do carro. O nome do filme é pq ela era muito amiga do cara dono do restaurante (o das chaves) e a única que comia as tortas de blueberry dele. E o nome em português pq num dos porres de torta dela, ele rouba um deijo dela. Nada de charmoso.
- Letters to Juliet / Cartas para Julieta (Gary Winick, 2010)
Valeu por todos os filmes sem graça que já assisti na vida. Tem o cenário mais charmoso o possível da face da Terra, que só compete com Paris: Itália. Mostra várias cidades italianas, vinícolas, aquelas fazendas lindas e as construções urbanas bem rústicas. Conta a história de uma mulher que quer ser escritora, que acha uma carta escrita pra Julieta (a de Shakespeare) por uma mulher há muitos anos atrás e esquecida, pedindo conselhos amorosos. Eis que ela decide responder e a mulher que escreveu vem atrás de quem respondeu, pra ouví-la e ir em busca do amor que ela deixou pra tráz há muitos anos. É muito romântico, muito charmoso, interessante e muito envolvente. E a personagem principal é interpretada pela Amanda Seyfried, que eu adoro. Fora o papel do Christopher Egan, perfeito, que me fez correr atrás de outros filmes em que ele atuou e me frustrou muito...rs.
- Serendipity / Escrito nas estrelas (Peter Chelson, 2001)
É velhinho mas eu nunca tinha visto. Chorei bastante. Ele é cheio de detalhes saborosos. Conta a história de um homem e uma mulher que se conhecem numa loja de departamentos e se interessam muito um pelo outro, mas ambos são comprometidos. Então eles decidem que se for o destino eles irão se encontrar em outro momento, no momento certo. É eu acredito nisso, sim. Talvez seja por isso que eu gostei tanto. É daqueles filmes de comprar o dvd, ver várias vezes e não enjoar. Adoro a atriz principal Kate Beckimsale.
- Noel / Anjo de vidro (Chazz Palminteri, 2004)
Não sei se eu deveria ter gostado mais. Mas eu achei bem mais ou menos. Minha mãe gostou e a Carol, que me recomendou disse que era lindo. É drama, conta a história de superação de uma mulher que tem a mãe com mal de Alzheimer bem avançado e de um casal que sofre com o ciúme doentio do namorado. Sei lá, tudo se passa na época do natal. E tem uma história paralela no meio que eu gostei, com a participação do Robin Williams, o fofo. Não sei se é pq eu não curto muito esses filmes que tem várias histórias paralelas, tirando aquele "Ele não está tão afim de vc" e "Idas e vindas do amor". É, eu não assistiria de novo.
- Mona Lisa smile / O sorriso de Mona Lisa (Mike Newell, 2003)
Julia Stiles, Julia Roberts e Kirsten Dunst num filme só parece mentira. Mas enfim. Eu peguei emprestado pra assistir achando que eu nunca tinha visto, mas já tinha visto, sim, há muito tempo no super cine. Ele é filosófico, é épico, é quebra de tabus, coragem e sentimento. É lindo, é arte, é audácia..sei lá mais o que que eu posso dizer. Conta a história de uma professora de artes numa escola tradicionalista para mulheres e seu envolvimento com suas alunas, suas lições, a evolução tanto da professora quanto das alunas. Muito bom. Fora o charme do estilo dos anos 50, as roupas, os cabelos, as músicas, os móveis, os carros...é eu nasci na época errada, mesmo.
- Slumdog Millionaire / Quem quer ser um milionário? (Danny Boyle e Loveleen Tandan, 2008)
Fazia tanto tempo que eu tinha esse filme gravado e mesmo depois da Na me recomendar muito, finalmente eu assisti. É forte. E é encorajador. Conta a história de um favelado indiano que perde a mãe e consegue crescer na vida, quer dizer, arrumar um emprego e ter uma vida meio que estável, e que no fim acaba participando de um talk show onde ele ganha sei lá quantas mil rúpias, que o deixa milionário. Mas o melhor é o motivo que o levou até o talk show, e de como ele sabe a resposta de todas as perguntas, afinal de contas ele nem estudou. Mas cada pergunta remete a algo que ele tenha vivido enquanto estava por aí, seja tentando fugir de molestadores e aproveitadores de crianças ou tentando subir na vida, sem é claro nunca esquecer da sua paixão de criança, Latika.
- O palhaço (Selton Mello, 2011)
Esse eu vi no cinema com a Na. Desde que eu vi pela primeira vez o outdoor dele na estação da Luz, quando voltava pra casa da usp, mesmo sem ver o trailer eu fiquei com vontade de ver. E acertei em cheio. Conta a história de um palhaço de circo que almeja algo mais que isso e abandona o picadeiro pra tentar uma vida de meros mortais...rs. É um charme esse filme! Esse eu quero o dvd pra guardar com carinho e ver sempre que puder. Amei a cena é que a menininha do circo entra no palco como a mulher mais corajosa do mundo. É apaixonante e engraçado, daquele humor brasileiro bem Selton Mello mesmo, a la "O auto da compadecida" e "Lisbela e o Prisioneiro".
- El laberinto del fauno / O labirinto do fauno (Guillermo del Toro, 2006)
Fazia tempo que eu tinha baixado também. Tanto que eu nem lembro onde enfiei o cd e acabei pegando emprestado. Conta a história da filha de uma mulher que se casa com um militar, da época da Espanha fascista. É surreal. Nas resenhas que li sobre sempre li sobre mundo de fantasia a respeito do filme, mas pra mim é um filme pra crítica com ar totalmente psicológico e analítico, bem a la "Cisne Negro". Ao mesmo tempo em que é horripilante, sei lá, é encantador. Eu gostei muito. Mas eu achei ao mesmo tempo que carregado, muito inocente no que diz respeito a psiquê. Poderia ser mais forte, mais realista, mesmo com toda a "pseudo-esquizofrenia" da garotinha.
- What's eating Gilbert Grape / Aprendiz de sonhador (Lasse Hallström, 1993)
Teve uma época de tietagem pelo Leonardo diCaprio na minha vida. Faz tempo, e olha que eu ia na locadora e procurava filmes com ele. E eu me lembro de ter cogitado ver esse aih, mas eu não sei pq nunca tinha visto. Foi de um post que eu escrevi aqui que ia ver um filme e se ele fosse bom eu postava e no fim acabei nem postando. Foi esse que eu vi. E ele é bom, eu recomendo. Conta a história de uma família que conta com a morte do pai, a obesidade mórbida e definho da mãe, a doença mental do irmão caçula, a responsabilidade do irmão mais velho com tudo isso e a futilidade da irmã do meio. Ok, o Leonardo diCaprio era bem novinho quando fez, tanto que fez o papel de um menino de 18 com doença que tem cara de 13. E eu não sabia que o Johnny Depp era tão bonito mais jovem, com o papel do Gilbert Grape. É um filme comovente de amor, de cuidado, admiração, pureza, respeito..enfim. É daqueles filmes que faz a gente pensar e crescer diante de 2 horas. Também teria o dvd na minha estante.
- A mulher invisível (Claudio Torres, 2009)
Uma viagem, como a maioria dos filmes brasileiros. Com o Selton Mello, o que deixa qualquer filme mais legal, irreverente e interessante. Conta a história de um marido super dedicado que leva um pé na bunda da mulher, entra em crise e cria uma mulher imaginária perfeita, linda, gostosa, que faz tudo o que ele quer, engraçada...e que ele jura que é de verdade. Compra até aliança pra casar com ela. Aiaiaiaiai. É cômico e desastroso. É legal, mas não está entre os melhores filmes do Selton Mello, não. A parte bonita do filme é o fato de ele escrever um livro pra mulher que ele ama, tanto pra mulher invisível, quanto pra que ele passa a amar, ao se convencer de que a "Amanda" não existe...
- Dead poets society / Sociedade dos poetas mortos (Peter Weier, 1989)
Esse filme foi feito pra mim pois foi lançado bem próximo de quando eu nasci. Eis que eu dormi umas 3 vezes no começo do filme, tentando ver. E quando eu consegui passar do começo que não é nada massante, mas não sei pq eu sempre dormia, quase dormi no meio e arregalei os olhos do meio pro fim não podendo acreditar em como eu dormi tantas vezes tentando ver esse filme. Pra começar, tem o Robin Williams, que só faz papéis marcantes, e conta com a brilhante atuação de Robert Sean Leonard, até então desconhecido pra mim, aliás, bora procurar filmes dele pra ver. É quase um "Mona Lisa smile" versão masculina. Quer dizer, o contrário pq esse filme é mais velho, pois conta a história de um professor de literatura numa escola tradicionalista só pra homens, só que o drama é maior. É bem drama mesmo, pra falar a verdade, e bem charmoso pelos encontros dos poetas para recitar poesias, as aulas do professor Keating, a forma como eles o chamavam "Captain, my captain!", em como ele simplificava as coisas e passava por cima do tradicionalismo opressor, em como ensinava os alunos a superação, na interpretação do personagem Neil no teatro, na despedida do professor. É um filme que eu teria na minha estante de dvds pra guardar pra sempre e pra mostrar pros meus filhos.
- Crush (Jeffrey Gerritsen e John V. Soto, 2009)
Nem foi lançado aqui no Brasil esse filme e nem deve ser. Baixei ele pq o ator principal Christopher Egan fez uma notória atuação no "Letters for Juliet" que eu escrevi aih pra cima. Resolvi assistir o filme acho que na quinta-feira e como de costume, antes de dormir. Péssima idéia, pq o filme é totalmente de boa, só que quando falta uns 20 minutos pra acabar vc descobre que ele é macabro. E daí só acontecem macabrices bizarras. Conta a história de um lutador americano que vai pra Sidney e que trabalha de caseiro pra uma família muito rica que vai pra Paris, em férias. Acontece que a suposta sobrinha do dono da casa que vai lá pra nadar na piscina não é bem a sobrinha do dono, não. E só nos últimos 20 minutos que se descobre que ela é a filha morta do dono, que morreu na casa e que quer que ele se mate pra ficar com ela no além. Ai credo. Sem noção.
Bom, vou tentar continuar com essa de ver um filme todos os dias. De dia de semana eu consigo, meio difícil de sexta e sábado. Vamos encontrar novos filmes bons pra se querer pôr na estante. =)
Eis que muitos filmes eu já assisti e gostaria de falar dos detalhes de cada um deles, mas além de faltar tempo, me falta disposição. Por isso vou só resenhar:
- Sweeney Todd: The demon barber of Fleet street (Tim Burton, 2007)
História de um barbeiro que morava na rua Fleet e acabou sendo exilado pelo juiz da cidade por interesse na mulher do cara. Um drama. Ele volta depois de um tempo, firma barbearia de novo pra se vingar de todo mundo. Enquanto ele mata seus clientes, a mulher que tem uma loja de tortas no andar de baixo assa os corpos e utiliza a carne pra fazer suas tortas. A história é legal e o filme poderia ser melhor se não fosse musical, pois as músicas são chatinhas e entediantes. E a dona da tortelaria é a Helena Boham Carter, a Bellatrix Lestrange do Harry Potter, excelente atriz. Sem contar no Sweeney Todd, interpretado pelo Johnny Depp. Mesmo assim ainda acho que poderia ter sido melhor.
- My blueberry nights / Um beijo roubado (Kar Wai Wong, 2007)
Detestei. Eu não assistiria de novo. Acho que só assistiria a cena em que o dono do restaurante conversa com uma mulher que lhe pede para guardar as chaves do apartamento e entregar pro ex-namorado dela, indicando que ela não voltaria mais pra lá. Ele mostra um pote cheio de chaves e ela pergunta pq ele as guarda e ele diz que elas sempre devem estar ali pra que as portas trancadas sempre possam ser abertas novamente. Gostei do que ele falou, de como ele falou. Mas o filme é chato e não tem uma boa história, e é massante mesmo com atores bons como o Jude Law e a Natalie Portman. O filme conta a história de uma garota que termina com o namorado e decide juntar grana pra comprar um carro e viajar por aí. Ela trabalha em lanchonetes e conhece vários tipos, perde o dinheiro pra uma doida viciada em poquer que depois acaba ajudando ela a comprar o tal do carro. O nome do filme é pq ela era muito amiga do cara dono do restaurante (o das chaves) e a única que comia as tortas de blueberry dele. E o nome em português pq num dos porres de torta dela, ele rouba um deijo dela. Nada de charmoso.
- Letters to Juliet / Cartas para Julieta (Gary Winick, 2010)
Valeu por todos os filmes sem graça que já assisti na vida. Tem o cenário mais charmoso o possível da face da Terra, que só compete com Paris: Itália. Mostra várias cidades italianas, vinícolas, aquelas fazendas lindas e as construções urbanas bem rústicas. Conta a história de uma mulher que quer ser escritora, que acha uma carta escrita pra Julieta (a de Shakespeare) por uma mulher há muitos anos atrás e esquecida, pedindo conselhos amorosos. Eis que ela decide responder e a mulher que escreveu vem atrás de quem respondeu, pra ouví-la e ir em busca do amor que ela deixou pra tráz há muitos anos. É muito romântico, muito charmoso, interessante e muito envolvente. E a personagem principal é interpretada pela Amanda Seyfried, que eu adoro. Fora o papel do Christopher Egan, perfeito, que me fez correr atrás de outros filmes em que ele atuou e me frustrou muito...rs.
- Serendipity / Escrito nas estrelas (Peter Chelson, 2001)
É velhinho mas eu nunca tinha visto. Chorei bastante. Ele é cheio de detalhes saborosos. Conta a história de um homem e uma mulher que se conhecem numa loja de departamentos e se interessam muito um pelo outro, mas ambos são comprometidos. Então eles decidem que se for o destino eles irão se encontrar em outro momento, no momento certo. É eu acredito nisso, sim. Talvez seja por isso que eu gostei tanto. É daqueles filmes de comprar o dvd, ver várias vezes e não enjoar. Adoro a atriz principal Kate Beckimsale.
- Noel / Anjo de vidro (Chazz Palminteri, 2004)
Não sei se eu deveria ter gostado mais. Mas eu achei bem mais ou menos. Minha mãe gostou e a Carol, que me recomendou disse que era lindo. É drama, conta a história de superação de uma mulher que tem a mãe com mal de Alzheimer bem avançado e de um casal que sofre com o ciúme doentio do namorado. Sei lá, tudo se passa na época do natal. E tem uma história paralela no meio que eu gostei, com a participação do Robin Williams, o fofo. Não sei se é pq eu não curto muito esses filmes que tem várias histórias paralelas, tirando aquele "Ele não está tão afim de vc" e "Idas e vindas do amor". É, eu não assistiria de novo.
- Mona Lisa smile / O sorriso de Mona Lisa (Mike Newell, 2003)
Julia Stiles, Julia Roberts e Kirsten Dunst num filme só parece mentira. Mas enfim. Eu peguei emprestado pra assistir achando que eu nunca tinha visto, mas já tinha visto, sim, há muito tempo no super cine. Ele é filosófico, é épico, é quebra de tabus, coragem e sentimento. É lindo, é arte, é audácia..sei lá mais o que que eu posso dizer. Conta a história de uma professora de artes numa escola tradicionalista para mulheres e seu envolvimento com suas alunas, suas lições, a evolução tanto da professora quanto das alunas. Muito bom. Fora o charme do estilo dos anos 50, as roupas, os cabelos, as músicas, os móveis, os carros...é eu nasci na época errada, mesmo.
- Slumdog Millionaire / Quem quer ser um milionário? (Danny Boyle e Loveleen Tandan, 2008)
Fazia tanto tempo que eu tinha esse filme gravado e mesmo depois da Na me recomendar muito, finalmente eu assisti. É forte. E é encorajador. Conta a história de um favelado indiano que perde a mãe e consegue crescer na vida, quer dizer, arrumar um emprego e ter uma vida meio que estável, e que no fim acaba participando de um talk show onde ele ganha sei lá quantas mil rúpias, que o deixa milionário. Mas o melhor é o motivo que o levou até o talk show, e de como ele sabe a resposta de todas as perguntas, afinal de contas ele nem estudou. Mas cada pergunta remete a algo que ele tenha vivido enquanto estava por aí, seja tentando fugir de molestadores e aproveitadores de crianças ou tentando subir na vida, sem é claro nunca esquecer da sua paixão de criança, Latika.
- O palhaço (Selton Mello, 2011)
Esse eu vi no cinema com a Na. Desde que eu vi pela primeira vez o outdoor dele na estação da Luz, quando voltava pra casa da usp, mesmo sem ver o trailer eu fiquei com vontade de ver. E acertei em cheio. Conta a história de um palhaço de circo que almeja algo mais que isso e abandona o picadeiro pra tentar uma vida de meros mortais...rs. É um charme esse filme! Esse eu quero o dvd pra guardar com carinho e ver sempre que puder. Amei a cena é que a menininha do circo entra no palco como a mulher mais corajosa do mundo. É apaixonante e engraçado, daquele humor brasileiro bem Selton Mello mesmo, a la "O auto da compadecida" e "Lisbela e o Prisioneiro".
- El laberinto del fauno / O labirinto do fauno (Guillermo del Toro, 2006)
Fazia tempo que eu tinha baixado também. Tanto que eu nem lembro onde enfiei o cd e acabei pegando emprestado. Conta a história da filha de uma mulher que se casa com um militar, da época da Espanha fascista. É surreal. Nas resenhas que li sobre sempre li sobre mundo de fantasia a respeito do filme, mas pra mim é um filme pra crítica com ar totalmente psicológico e analítico, bem a la "Cisne Negro". Ao mesmo tempo em que é horripilante, sei lá, é encantador. Eu gostei muito. Mas eu achei ao mesmo tempo que carregado, muito inocente no que diz respeito a psiquê. Poderia ser mais forte, mais realista, mesmo com toda a "pseudo-esquizofrenia" da garotinha.
- What's eating Gilbert Grape / Aprendiz de sonhador (Lasse Hallström, 1993)
Teve uma época de tietagem pelo Leonardo diCaprio na minha vida. Faz tempo, e olha que eu ia na locadora e procurava filmes com ele. E eu me lembro de ter cogitado ver esse aih, mas eu não sei pq nunca tinha visto. Foi de um post que eu escrevi aqui que ia ver um filme e se ele fosse bom eu postava e no fim acabei nem postando. Foi esse que eu vi. E ele é bom, eu recomendo. Conta a história de uma família que conta com a morte do pai, a obesidade mórbida e definho da mãe, a doença mental do irmão caçula, a responsabilidade do irmão mais velho com tudo isso e a futilidade da irmã do meio. Ok, o Leonardo diCaprio era bem novinho quando fez, tanto que fez o papel de um menino de 18 com doença que tem cara de 13. E eu não sabia que o Johnny Depp era tão bonito mais jovem, com o papel do Gilbert Grape. É um filme comovente de amor, de cuidado, admiração, pureza, respeito..enfim. É daqueles filmes que faz a gente pensar e crescer diante de 2 horas. Também teria o dvd na minha estante.
- A mulher invisível (Claudio Torres, 2009)
Uma viagem, como a maioria dos filmes brasileiros. Com o Selton Mello, o que deixa qualquer filme mais legal, irreverente e interessante. Conta a história de um marido super dedicado que leva um pé na bunda da mulher, entra em crise e cria uma mulher imaginária perfeita, linda, gostosa, que faz tudo o que ele quer, engraçada...e que ele jura que é de verdade. Compra até aliança pra casar com ela. Aiaiaiaiai. É cômico e desastroso. É legal, mas não está entre os melhores filmes do Selton Mello, não. A parte bonita do filme é o fato de ele escrever um livro pra mulher que ele ama, tanto pra mulher invisível, quanto pra que ele passa a amar, ao se convencer de que a "Amanda" não existe...
- Dead poets society / Sociedade dos poetas mortos (Peter Weier, 1989)
Esse filme foi feito pra mim pois foi lançado bem próximo de quando eu nasci. Eis que eu dormi umas 3 vezes no começo do filme, tentando ver. E quando eu consegui passar do começo que não é nada massante, mas não sei pq eu sempre dormia, quase dormi no meio e arregalei os olhos do meio pro fim não podendo acreditar em como eu dormi tantas vezes tentando ver esse filme. Pra começar, tem o Robin Williams, que só faz papéis marcantes, e conta com a brilhante atuação de Robert Sean Leonard, até então desconhecido pra mim, aliás, bora procurar filmes dele pra ver. É quase um "Mona Lisa smile" versão masculina. Quer dizer, o contrário pq esse filme é mais velho, pois conta a história de um professor de literatura numa escola tradicionalista só pra homens, só que o drama é maior. É bem drama mesmo, pra falar a verdade, e bem charmoso pelos encontros dos poetas para recitar poesias, as aulas do professor Keating, a forma como eles o chamavam "Captain, my captain!", em como ele simplificava as coisas e passava por cima do tradicionalismo opressor, em como ensinava os alunos a superação, na interpretação do personagem Neil no teatro, na despedida do professor. É um filme que eu teria na minha estante de dvds pra guardar pra sempre e pra mostrar pros meus filhos.
- Crush (Jeffrey Gerritsen e John V. Soto, 2009)
Nem foi lançado aqui no Brasil esse filme e nem deve ser. Baixei ele pq o ator principal Christopher Egan fez uma notória atuação no "Letters for Juliet" que eu escrevi aih pra cima. Resolvi assistir o filme acho que na quinta-feira e como de costume, antes de dormir. Péssima idéia, pq o filme é totalmente de boa, só que quando falta uns 20 minutos pra acabar vc descobre que ele é macabro. E daí só acontecem macabrices bizarras. Conta a história de um lutador americano que vai pra Sidney e que trabalha de caseiro pra uma família muito rica que vai pra Paris, em férias. Acontece que a suposta sobrinha do dono da casa que vai lá pra nadar na piscina não é bem a sobrinha do dono, não. E só nos últimos 20 minutos que se descobre que ela é a filha morta do dono, que morreu na casa e que quer que ele se mate pra ficar com ela no além. Ai credo. Sem noção.
Bom, vou tentar continuar com essa de ver um filme todos os dias. De dia de semana eu consigo, meio difícil de sexta e sábado. Vamos encontrar novos filmes bons pra se querer pôr na estante. =)
Felicidade grandiosa
Hoje eu li um texto que falava sobre felicidade.
Talvez eu já tenha escrito aqui sobre isso. Talvez não, não me lembro. Tenho certeza que já escrevi sobre pequenos gestos grandiosos, que são a essência da vida.
Pois é. Esses pequenos gestos grandiosos pra mim são gotas ou quem sabe goles de felicidade.
Felicidade não é algo constante. Ninguém acorda e vai dormir feliz todos os dias, passa o dia sem se irritar, passa a vida sem achar que errou, que poderia ter feito diferente, como seria se fosse assim, se fosse assado. Ninguém nunca passou a vida sem reclamar uma única vez, seja de coisas complicadas, seja de coisas simples, de se irritar com uma pessoa na fila do mercado ou do banco, no trânsito, ou teve uma crise existencial, uma crise no namoro ou em qualquer tipo de relacionamento pessoal com alguém.
E praqueles que pensam que felicidade é tudo ser perfeito, é algo no plural, algo grande demais pra caber na cabeça, minhas sinceras desculpas, pois eu descordo.
A felicidade pra mim é algo que prova de pouco em pouco, é sentir-se livre para qualquer coisa, pra ver um pôr-do-sol no interior, pra deixar o vento bagunçar os cabelos e sentir como ele pode refrescar, é viajar dentro de mil palavras escritas sem conseguir fechar um livro, é chorar imaginando estar perto da personagem daquele filme que vc gosta...
Cada momento bom traz uma gotinha de felicidade e somá-las me leva a grandiosa felicidade.
É interessante pensar que se pode ser feliz enquanto nem tudo está muito bem, enquanto vc gostaria de mudar muita coisa, falar muita coisa.
Mas é isso aí.
Pelo menos é assim que eu me sinto.
Talvez eu já tenha escrito aqui sobre isso. Talvez não, não me lembro. Tenho certeza que já escrevi sobre pequenos gestos grandiosos, que são a essência da vida.
Pois é. Esses pequenos gestos grandiosos pra mim são gotas ou quem sabe goles de felicidade.
Felicidade não é algo constante. Ninguém acorda e vai dormir feliz todos os dias, passa o dia sem se irritar, passa a vida sem achar que errou, que poderia ter feito diferente, como seria se fosse assim, se fosse assado. Ninguém nunca passou a vida sem reclamar uma única vez, seja de coisas complicadas, seja de coisas simples, de se irritar com uma pessoa na fila do mercado ou do banco, no trânsito, ou teve uma crise existencial, uma crise no namoro ou em qualquer tipo de relacionamento pessoal com alguém.
E praqueles que pensam que felicidade é tudo ser perfeito, é algo no plural, algo grande demais pra caber na cabeça, minhas sinceras desculpas, pois eu descordo.
A felicidade pra mim é algo que prova de pouco em pouco, é sentir-se livre para qualquer coisa, pra ver um pôr-do-sol no interior, pra deixar o vento bagunçar os cabelos e sentir como ele pode refrescar, é viajar dentro de mil palavras escritas sem conseguir fechar um livro, é chorar imaginando estar perto da personagem daquele filme que vc gosta...
Cada momento bom traz uma gotinha de felicidade e somá-las me leva a grandiosa felicidade.
É interessante pensar que se pode ser feliz enquanto nem tudo está muito bem, enquanto vc gostaria de mudar muita coisa, falar muita coisa.
Mas é isso aí.
Pelo menos é assim que eu me sinto.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Facebook e suas funcionalidades...
Eu detesto postar coisas no facebook que gerem polêmica ou que dizem respeito a alguma coisa que a mídia adora cair em cima. Uma pq eu sei que tem muita gente que vai falar merda e outra pq eu acho totalmente desnecessário. Fazia tempo que eu queria escrever algo do tipo mas ainda não tinha formulado nada e nem estava a fim de escrever. Até acontecer oque aconteceu agora há pouco.
Tudo começou num dia, há um mês e poko atrás. Eu fui no banco lá na usp e quando fui pro ponto esperar a circular pra voltar pro laboratório eu vi uma folha sulfite, um xerox escrito algo do tipo "Se vc tb é contra a PM no campus, junte-se a nós em nossa reunião, tal hora, em tal lugar, tal dia". E então eu fiquei pensando o pq de não quererem a PM no campus. Ok, vamos combinar, a polícia é uma instituição nojenta. E eu entendo que os caras da filosofia, da história, da psicologia e afins não queiram que eles estejam por lá. Quer dizer, entender entender, não exatamente, mas eu entendo que possa existir uma razão filosófica pra isso. Enfim. E olha que eu até pensei em dar um pulo lá pra ver qual era a deles. Não pra me juntar, apenas pra ver qual era a deles. E resolvi ficar em casa essas semanas pra estudar pra prova e vejo tudo acontecer pela tv. Bombas caseiras, gente ferida, vandalismo e tudo o mais, ocupação na reitoria exigindo que a PM não fizesse mais parte do campus.
Agora eu penso, blz, a polícia é uma merda, mas mew, qual o problema de ela estar no campus? Teoricamente seria até melhor pq a usp não só ultimamente mas pelo que todos do lab dizem, sempre foi perigosa, já teve gente sequestrada, estuprada, assaltada, morta...E agora nego vai lá e arma o maior escarcel pra tirar eles de lá. Com que intuito? Eu acho que a essa altura do campeonato o máximo que poderia acontecer era todo mundo ficar um pouco acuado por causa dos policiais, mas pelo menos serviria de algo.
Enfim. Eis que surge uma figura na internet do capitão Nascimento, do clássico Tropa de Elite, segurando um boy pela camiseta e apontando pra cara dele, naquela cena onde ele diz "É vc que financia essa merda", se referindo ao tráfico de drogas. Em cima da figura está escrito: Pra vc "revolucionário" da usp.
E eu achei o máximo, pq tá na cara que tudo o que tá acontecendo é pra todo mundo ficar no bem bom por lá usando drogas sem o mínimo de fiscalização. Agora eu penso, mas que baita de um egoísmo pq enquanto tem gente levando tiro lá eles preferem continuar do jeito que está só pra fumar seu banza em paz.
Ok, eu posso estar enganada quanto aos motivos pra isso tudo ter acontecido. Mas o que me deixou mais fula foi eu ter compartilhado a tal da figura e vir uma criatura que estudou comigo no Mackenzie, muito da gente boa, comentar e dizer que esse negócio de que boy que financia o tráfico é sensacionalismo da mídia e que ninguém tem o direito de proibir a maconha.
Concordo, mas esse não era o ponto que eu queria chegar. Ninguém tem o direito de proibir a maconha, do mesmo jeito que ninguém tem o direito de fazer tudo o que o tráfico faz. Eu não desejo que a maconha seja proibida. O meu maior desejo é que as pessoas que fumam maconha um dia na vida tenham pensado no porque de usar a maconha. E já que essa merda te traz tanta satisfação, pq comprar e contribuir pro ciclo nojento do tráfico, daquela parte de carniça mesmo, que quase ninguém a minha volta conhece, nem eu, mas que eu sei que existe. Eu já fumei maconha, eu já usei outro tipo de drogas, eu sei o barato que dá, eu sei que isso pra mim, hoje significa ao mesmo tempo que hostilidade, hipocrisia e superego também siginifica um buraco gigante dentro de vc mesmo. Pode ser que eu esteja errada, pode ser que eu seja arcaica. Eu não sou contra quem fuma, nem contra a planta. Eu sou contra o esquema. Eu enxergo um nada em quem usa por usar.
Tem muita gente que compara com o álcool. Que diz que é a mesma coisa, só que o álcool é licito. Pode ser. Mas a nossa situação é diferente. Eu não digo que se as drogas ilícitas hoje se tornassem lícitas seriam tratadas da mesma forma. Eu não sei como seria. Eu acho que o Brasil não está preparado pra isso. Eu acho que a nossa cultura não está preparada pra isso. Mesmo o álcool sendo lícito, acontece tanta coisa. Claro, que nada comparado com as drogas. Ninguém vai matar o cara pq ele comprou uma caixa de cerveja fiado no buteco da esquina. Tudo bem que a droga vale mais, mas tem muito mais coisa envolvida.
Sei lá, é muito despreparo. Não é que eu esteja preparada...mas é que ninguém está. Eu não vejo sentido nisso tudo e ao mesmo tempo que isso me enoja e me deixa com raiva, me deixa desanimada. É um negócio que não dá pra imaginar onde começa e onde termina, nem como se desenrola.
Antes, se o status era fumar cigarro...hoje é fumar maconha. Vai entender.
Tudo começou num dia, há um mês e poko atrás. Eu fui no banco lá na usp e quando fui pro ponto esperar a circular pra voltar pro laboratório eu vi uma folha sulfite, um xerox escrito algo do tipo "Se vc tb é contra a PM no campus, junte-se a nós em nossa reunião, tal hora, em tal lugar, tal dia". E então eu fiquei pensando o pq de não quererem a PM no campus. Ok, vamos combinar, a polícia é uma instituição nojenta. E eu entendo que os caras da filosofia, da história, da psicologia e afins não queiram que eles estejam por lá. Quer dizer, entender entender, não exatamente, mas eu entendo que possa existir uma razão filosófica pra isso. Enfim. E olha que eu até pensei em dar um pulo lá pra ver qual era a deles. Não pra me juntar, apenas pra ver qual era a deles. E resolvi ficar em casa essas semanas pra estudar pra prova e vejo tudo acontecer pela tv. Bombas caseiras, gente ferida, vandalismo e tudo o mais, ocupação na reitoria exigindo que a PM não fizesse mais parte do campus.
Agora eu penso, blz, a polícia é uma merda, mas mew, qual o problema de ela estar no campus? Teoricamente seria até melhor pq a usp não só ultimamente mas pelo que todos do lab dizem, sempre foi perigosa, já teve gente sequestrada, estuprada, assaltada, morta...E agora nego vai lá e arma o maior escarcel pra tirar eles de lá. Com que intuito? Eu acho que a essa altura do campeonato o máximo que poderia acontecer era todo mundo ficar um pouco acuado por causa dos policiais, mas pelo menos serviria de algo.
Enfim. Eis que surge uma figura na internet do capitão Nascimento, do clássico Tropa de Elite, segurando um boy pela camiseta e apontando pra cara dele, naquela cena onde ele diz "É vc que financia essa merda", se referindo ao tráfico de drogas. Em cima da figura está escrito: Pra vc "revolucionário" da usp.
E eu achei o máximo, pq tá na cara que tudo o que tá acontecendo é pra todo mundo ficar no bem bom por lá usando drogas sem o mínimo de fiscalização. Agora eu penso, mas que baita de um egoísmo pq enquanto tem gente levando tiro lá eles preferem continuar do jeito que está só pra fumar seu banza em paz.
Ok, eu posso estar enganada quanto aos motivos pra isso tudo ter acontecido. Mas o que me deixou mais fula foi eu ter compartilhado a tal da figura e vir uma criatura que estudou comigo no Mackenzie, muito da gente boa, comentar e dizer que esse negócio de que boy que financia o tráfico é sensacionalismo da mídia e que ninguém tem o direito de proibir a maconha.
Concordo, mas esse não era o ponto que eu queria chegar. Ninguém tem o direito de proibir a maconha, do mesmo jeito que ninguém tem o direito de fazer tudo o que o tráfico faz. Eu não desejo que a maconha seja proibida. O meu maior desejo é que as pessoas que fumam maconha um dia na vida tenham pensado no porque de usar a maconha. E já que essa merda te traz tanta satisfação, pq comprar e contribuir pro ciclo nojento do tráfico, daquela parte de carniça mesmo, que quase ninguém a minha volta conhece, nem eu, mas que eu sei que existe. Eu já fumei maconha, eu já usei outro tipo de drogas, eu sei o barato que dá, eu sei que isso pra mim, hoje significa ao mesmo tempo que hostilidade, hipocrisia e superego também siginifica um buraco gigante dentro de vc mesmo. Pode ser que eu esteja errada, pode ser que eu seja arcaica. Eu não sou contra quem fuma, nem contra a planta. Eu sou contra o esquema. Eu enxergo um nada em quem usa por usar.
Tem muita gente que compara com o álcool. Que diz que é a mesma coisa, só que o álcool é licito. Pode ser. Mas a nossa situação é diferente. Eu não digo que se as drogas ilícitas hoje se tornassem lícitas seriam tratadas da mesma forma. Eu não sei como seria. Eu acho que o Brasil não está preparado pra isso. Eu acho que a nossa cultura não está preparada pra isso. Mesmo o álcool sendo lícito, acontece tanta coisa. Claro, que nada comparado com as drogas. Ninguém vai matar o cara pq ele comprou uma caixa de cerveja fiado no buteco da esquina. Tudo bem que a droga vale mais, mas tem muito mais coisa envolvida.
Sei lá, é muito despreparo. Não é que eu esteja preparada...mas é que ninguém está. Eu não vejo sentido nisso tudo e ao mesmo tempo que isso me enoja e me deixa com raiva, me deixa desanimada. É um negócio que não dá pra imaginar onde começa e onde termina, nem como se desenrola.
Antes, se o status era fumar cigarro...hoje é fumar maconha. Vai entender.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
O segundo aniversário
Hoje fez 2 anos que estamos juntos. Assim, um dia depois do niver da Na.
Me lembro como começou. Me lembro que no dia do aniversário dela, em 2009, fizemos uma cervejada com baralho na minha casa e vc veio passar aqui na minha rua. Não parou, não chamou, não tocou a campainha, mas passou lá na frente de casa. Eu poderia encher tudo isso de romantismo e imaginar uma cena de filme, mas vc diz que não, que só passou por passar.
E no outro dia quando a gente foi jantar no restaurante japonês, na taberna da bruxa e no rabo de saia, eu só queria que vc roubasse um beijo meu. Era só o que eu queria. E no final quem roubou o beijo foi eu.
Já fazem dois anos e se por um lado parece que faz tudo isso, por outro parece que faz bem menos tempo.
E de presente eu ganhei mais um livro da coleção "Diário da Princesa", todos eles dados pelo chu. Só me faltam 2 agora. E eu não poderia ter ganho coisa melhor! Com direito a tiarinha de princesa e tudo (pq a minha tiara quebrou semana passada). Rá! Isso eu nunca imaginei que iria ganhar. E essa tiara teve um significado muito grande. Pq são nessas coisinhas que a gente encontra gestos com sentimentos. Daqueles sentimentos bons de se sentir, difíceis de explicar =)
E se tem uma coisa que eu tenho certeza nesses dois anos é de que vc é um enigma. Daqueles difíceis de se decifrar, de entender, de penetrar nas origens.
Amo vc.
Me lembro como começou. Me lembro que no dia do aniversário dela, em 2009, fizemos uma cervejada com baralho na minha casa e vc veio passar aqui na minha rua. Não parou, não chamou, não tocou a campainha, mas passou lá na frente de casa. Eu poderia encher tudo isso de romantismo e imaginar uma cena de filme, mas vc diz que não, que só passou por passar.
E no outro dia quando a gente foi jantar no restaurante japonês, na taberna da bruxa e no rabo de saia, eu só queria que vc roubasse um beijo meu. Era só o que eu queria. E no final quem roubou o beijo foi eu.
Já fazem dois anos e se por um lado parece que faz tudo isso, por outro parece que faz bem menos tempo.
E de presente eu ganhei mais um livro da coleção "Diário da Princesa", todos eles dados pelo chu. Só me faltam 2 agora. E eu não poderia ter ganho coisa melhor! Com direito a tiarinha de princesa e tudo (pq a minha tiara quebrou semana passada). Rá! Isso eu nunca imaginei que iria ganhar. E essa tiara teve um significado muito grande. Pq são nessas coisinhas que a gente encontra gestos com sentimentos. Daqueles sentimentos bons de se sentir, difíceis de explicar =)
E se tem uma coisa que eu tenho certeza nesses dois anos é de que vc é um enigma. Daqueles difíceis de se decifrar, de entender, de penetrar nas origens.
Amo vc.
Gênio da Lâmpada
Se eu pudesse fazer um pedido pro gênio da lâmpada eu pediria pra ela um ventilador.
É, aquele mesmo que a gente viu no filme. Pq eu sei que é ele que vc quer nesse momento. E eu desejo que tudo o que parece incerto, tudo o que parece incompleto e vazio, ou meio vazio, ou meio cheio, não apenas pareça, mas seja como vc gostaria que fosse.
Não que a vida tenha que ser da maneira como gostaríamos que fosse, mas que ela se conforme com os seus ideais, que ela se encaixe e que faça sentido praquilo que vc busca.
É isso.
Difícil escrever pra alguém aquilo que a gente não consegue explicar.
Eu não sei como vai ser aqui sem vc. Ou melhor, eu imagino. Eu sei que vai ser difícil, mas ver vc alcançando um grande desejo é algo que me faz tão bem que é difícil descrever como eu torço pra tudo na sua vida.
Mas pra falar a verdade, eu nem quero pensar nisso agora. Quero mesmo é aproveitar enquanto eu te tenho em carne e osso bem perto de mim pra eu poder te abraçar.
FELIZ ANIVERSÁRIO! (Ontem eu descobri que esse é o 8* que passamos juntas!)
Amo vc =)
É, aquele mesmo que a gente viu no filme. Pq eu sei que é ele que vc quer nesse momento. E eu desejo que tudo o que parece incerto, tudo o que parece incompleto e vazio, ou meio vazio, ou meio cheio, não apenas pareça, mas seja como vc gostaria que fosse.
Não que a vida tenha que ser da maneira como gostaríamos que fosse, mas que ela se conforme com os seus ideais, que ela se encaixe e que faça sentido praquilo que vc busca.
É isso.
Difícil escrever pra alguém aquilo que a gente não consegue explicar.
Eu não sei como vai ser aqui sem vc. Ou melhor, eu imagino. Eu sei que vai ser difícil, mas ver vc alcançando um grande desejo é algo que me faz tão bem que é difícil descrever como eu torço pra tudo na sua vida.
Mas pra falar a verdade, eu nem quero pensar nisso agora. Quero mesmo é aproveitar enquanto eu te tenho em carne e osso bem perto de mim pra eu poder te abraçar.
FELIZ ANIVERSÁRIO! (Ontem eu descobri que esse é o 8* que passamos juntas!)
Amo vc =)
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