Viajantes

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Malas prontas

Eu me lembro quando a gente se conheceu, no laboratório. Eles nao falavam nada de português e eu nao entendia lhufas de espanhol, mto menos do espanhol q eles falavam, daquele jeito meio esquisito. Eles nao entendiam nada do que eu falava e nem eu o que eles tavam falando, mas logo de cara a gente se acostumou a ficar junto e a se entender. A professora me colocou pra acompanhar o trabalho deles, antes de eu entrar no mestrado e ter o meu próprio projeto, logo eles comecaram a fazer aulas de portugues e a gente comecou a acostumar com aquele sotaque e até fazíamos algumas sessoes de vocabulário, que incluiam, é claro, todos os personagens de desenho animado imagináveis.
De pouquinho em pouquinho a gente foi compartilhando nossas vidas, nossos problemas, as alegrias, a saudade das namoradas e da família, almocar junto virou hobby diário, escolher o presente das namoradas juntos também, matar a lombriga no restaurante japonês, quebrar a rotina jogando um boliche a tarde, ir pra paulista, por aí, ficar trabalhando juntos até 8, 9, 10, 11 da noite...comer pizza e mcdonalds no laboratório...pizza? a melhor pizza do universo: philadelphia II e mexicana, comprar sanduíche do subway pro alejandro, ir no banco tarde da noite (pq afinal, que maluco vai no banco da usp tao tarde? Trombadinha nem espera)....

De repente eles nao eram mais o Alejandro e o Nicolás. Eles eram o Malejandro e o Nicomala, e eu nao era mais Jacqueline, nem a Marcela, a Marcela....eu era a Maleline e a Ma, a Malacela...e mais tarde, Marcélula. Todos nós mudamos um com o outro, com certeza eles foram pessoas que deixaram muitos pedacinhos de si em mim, nos meus pensamentos, nas minhas formas de enxergar as coisas, no olhar, no carinho, no amor que a gente criou entre a gente. Nós formamos os malas...os mala sem alca, que só enchem o saco, que fazem manha, tem preguica, que arrasta um o outro pra cima e pra baixo e se apoia nos momentos felizes e principalmente nos momentos tristes...e olha, que foram muitos.

E todas as vezes um está lá pra dar nem que fosse um olhar e uma xícara de chá, um chocolatinho pro outro.  ..pra olhar os camundongos um do outro no biotério, pra xingar falando que ta fazendo tudo errado, pra dar bronca pq deixou tudo baguncado, pra pagar o almoco pro outro quando um nao tem dinheiro, pra aguentar a comida do bandeijao nas vacas magras, pra fazer um desenho na lousa pra descontrair, pra dar um abraco, pra perguntar certo e a gente poder responder falando o que a gente queria mesmo falar, pra ir junto pro hospital, pra ficar preocupado, pra mandar email assustando todo mundo falando que levou um choque na tomada e quase perdeu a mao, compartilhar sites piratas, mostrar as musicas que a gente mais gosta um pro outro, cantar no meio da rua, ir jogar tênis, correr, tomar vinho, fazer cupcakes, inventar de fazer churrasco, ir em shows de rock, formar caravana pra ir na fapesp só pq tem uma dona deôla la do lado e aproveitar pra almocar e comprar bolo de bem casado, pra zoar o meu carro e o jeito q eu dirijo, pra nao cansar de reparar nos dias que eu estou vestida de "menina" e ainda mais pra dizer um "oooooi, tudo bem?", seguido de vários "eu preciiiiiiiso", "ii agora?", "noooooooooossa" ou "ela é lôôôôuca", fazer qualquer coisa "em pelotas", usar sunga branca e querer fazer bico de go go boy na despedida de solteira da Carol. Eles estavam la pra gritar e fazer auê no dia que eu quase fiquei sem roupa na festa do departamento, eles tb tinham seus dias de tpm no mês...e sem contar na tentativa frustrada de me arrumar "paqueras".

E agora eles simplesmente terminam o trabalho deles por aqui e vao embora. Vao embora e me levam tudo isso aih. Tudo isso e mais...mto mais. Eu nao consigo imaginar que eu nao vou ter o Male pra eu encher o saco pra ir nos shows comigo e nem o Nico pra eu pedir pra me trazer água geladinha (mesmo q ele nunca traga). A falta que eles farao vai de um tamanho que nao tem como medir, nao tem como quantificar intensidade. Eu sei que tudo o que eles tem esta lá, no Chile, mas o maior desejo que eu tenho é que eles vao e consigam olhar pra trás e lembrar de alguém que os ama muito, que os tem como bons amigos, daqueles amigos que é difícil de se conquistar. E por mais que eu entenda que vê-los será algo difícil, pois a distancia e a grana, querendo ou nao, irao decidir muito mais que minha vontade de nos unir de novo, eu sinto que por mais que eles vao embora, eu nao sinto um abandono, nao é definitivo, nao é um corte no laco, é só um breve adeus.

E eu só queria registrar o quanto é grande o sentimento que nasceu por eles. O quanto é pura a alegria diária que eles me trazem, o quanto eu vou sentir falta do sorriso, do olhar...

Malinhas, eu amo vcs.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Mais do mesmo

Ontem foi feriado e eu passei o dia todo na cama com a sinusite atacada, tossindo, um pouco de dor de cabeça do tanto que eu tinha bebido no dia anterior. O corpo tava podre, mas foi ótimo ficar em casa sozinha.

Minha mãe e minha vó foram viajar, meu pai voltou de viagem ontem, entao somos só eu e ele nesse feriadão, tirando que ele vai trabalhar todos os dias. Então o dia foi só meu. Claro que eu aproveitei pra dormir muuuuuito e pra ter uma overdose de filmes, com direto até a Bridget Jones, jogar meu joguinho favorito até enjoar, aproveitar um diazinho só meu. Recusar o cinema do cara bonitão que quer sair com vc não me pareceu uma má idéia.

Mas mesmo nesse diazinho só meu é impossível nao querer registrar o que acontece a noite qdo eu vou dormir. Isso vem acontecendo faz uns dias mas ontem foi tão forte que...nem dá pra explicar. É engraçado passar por esse momento que eu tô passando, é diferente de tudo que eu já passei. É tão diferente vc gostar de alguém e conseguir dar tempo ao tempo. Eu não imaginava ser capaz de fazer isso, apesar de me segurar pra não ligar, pra não gritar bem alto que, siiiiim "eu quero vc muito"...e perceber que vc realmente gosta da pessoa depois de jogar tudo pro alto, de vc decidir que nao dá certo e ainda depois de sair com outros caras e perceber que vc não sente a mínima vontade de ficar nem perto deles.

Eis que na hora de dormir, me dá um sentimentinho no coração, mas bem lá dentro, nao dá nem pra saber de onde vem e é um sentimento que não me faz mal, mas me dá uma forca incrível  como se eu pudesse expandir ele e criar tal energia como se ele fosse capaz de te alcançar. Te alcançar pra fazer vc sentir o que eu estou sentindo, pra fazer a gente sentir de novo tudo o que sentia qdo a gente deitava um do lado do outro de olhos fechados e eu encaixada no seu pescoco. A sua respiração nunca me encomodou, era como se tudo fosse feito "perfeito", até dormir de conchinha era confortável. E eu sinto de novo e de novo e de novo, como se vc estivesse ali do meu lado, só pra mim. E quando eu me dou conta de que não, vc não está, eu agradeço por conseguir sentir tudo isso, por guardar o melhor de vc, por ser tão forte o que eu sinto que chega a dar quase certeza que vc foi capaz de me sentir. E peço também pra saber esperar o tempo suficiente. É tão dificl pra mim segurar, não tentar...está sendo um grande desafio.

E nem me dou conta já caí no sono. Caí no sono como se eu estivesse aqui abraçada com vc. Só eu e vc, como costumávamos ser.

sábado, 10 de novembro de 2012

E mais um ano...



Sao 24 anos desde o dia que vc nasceu. E 9 desde que a gente se conheceu...tanta coisa aconteceu, tanta coisa mudou...mas algumas continuam exatamente iguais.

Eu amo vc.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Eternal Sunshine of the Spotless Mind

You can erase someone of your mind. Getting them out of your heart is another story.

E a única coisa que eu consigo me lembrar é da pinta no canto do olho e do olhar que acompanhava.
O que eles queriam me dizer? Acho que eu nunca vou saber ao certo.

Mas eu sei que eles me faziam bem.

domingo, 4 de novembro de 2012

Comédias Românticas

Esse fim de semana assisti duas comédias românticas engraçadas...

Eu sempre me identifico muito nesses filminhos bobos, seja pela historinha boba de amor, que sempre me encanta, pela personalidade do mocinho (que me faz sempre querer encontrar um cara como desses filmes), pela doçura da mocinha, pelas parte engraçadas que discontraem...mas em um deles, especificamente eu me atentei pra uma coisa que a garota diz:

"Eu sempre me dou mal com os caras. O problema é que eu acho que todo mundo é legal, mas nem todo mundo é". Pois eu dei tanta risada qdo eu ouvi ela falando isso, pq todos os meus amigos me definem assim, como se eu achasse todo mundo legal. Que eu nao sou parâmetro pra discutir sobre pessoas. E olha, que realmente, muito difícil eu não gostar de alguém. Seja lá quais são os meus motivos pra sempre olhar pro lado bom das pessoas, realmente, em casos amorosos acho q isso nao dá muito certo, não.

Vide experiência, própria. Com 12 anos de relacionamentos com caras que pelamordosantocristo. Com uma exceção do meu querido amigo Klaus, que leva por água abaixo todas as teorias que dizem que homens e mulheres nao conseguem terminar um relacionamento bem e todas as teorias que surgiram nas comédias românticas, livros de auto ajuda e frases de escritoras na fossa e com dor de cotovelo que vem chorar as pitangas com os cara que as magoaram.

Eu acho interessante isso. Homens e mulheres. A mulher em busca de um aconchego, o homem em busca de sexo. Ou ambos em busca de preencher o sábado e o domingo com uma conchinha, um cafuné, um café, um bom filme, um passeio por aí, um motelzinho. Acontece que assim como no "Amizade Colorida", difícil os dois estarem na mesma vibe de não rotular nada, de não se cobrar nada, de só curtir, respeitando é claro. Difícil conseguir sem ultrapassar os limites do outro, enquanto já é difícil conhecer os seus próprios limites...

Difícil tentar definir e explicar uma coisa que não se explica, a impotência de fazer voltar atrás onde ninguém iria se machucar, onde olhar um pro outro não causasse constrangimento e uma possível boa amizade parmenecesse e acrescentasse pra vida dos dois. Onde não houvesse necessidade de surgir mentiras e omissão, de um combinado que era só "deixar acontecer..., sem cobranças nem rótulos, deixando rolar somente o que fosse verdadeiro e o que se tivesse vontade de fazer".

Até onde o ser humano vai por egoísmo? Até onde o respeito pelas pessoas chegam? O que é se relacionar com outra pessoa? Que necessidade é essa de ter alguém? O que é o orgulho? O que é querer sempre sair por cima?

Rapaz, um dia eu descubro isso aí. Ainda bem que me transborda amor próprio pra poder olhar pras coisas com paixão.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Regresso

Eu estava montando um seminário, sem poder me distrair e não sei o que me levou a ir lá no blog dela dar uma xeretada. Vai fazer quase 2 meses que eu não posto aqui e que ela também não postava lá. E eu sempre tinha alguma coisinha pra escrever mas no final das contas quando eu sentava na frente do computador a insipiração ia embora e tudo o que vinha passando pela minha cabeça não parecia tão "textual" assim.

Eis que eu pego lá um certo medo de voltar pra cá, pra rotina, pro automático do "fazer faculdade, arranjar um bom emprego, casar, dar uma puta festa, fazer pós" e assim por diante de coisas que nós, às vezes, nem precisamos.

Outro dia, faz um tempo já, dormi na casa da Carol e enquanto preparávamos o almoço no domingo, ou lanchinho da tarde, não me lembro ao certo, começamos a falar sobre isso, sobre como as pessoas são mecânicas fazendo coisas que no final das contas ela não precisa, mas faz parte do tal "ser bem visto". E vc, minha cara, definitivamente não se enquadra nesse perfil. Graças ao meu bom Deus estou cercada de pouquíssimos, porém grandes amigos que não têm esse perfil.

Talvez esse seu medo esteja relacionado não ao que vc realmente quer, ao seu sonho, mas e o que os outros vão pensar? Muitas vezes o que a gente quer ser não é o que o que as outras pessoas  querem que nós sejamos. E aí? É fácil demais falar que não se importa, mas e na prática? E a nossa família? Os nossos amigos?

Eu estou muito feliz com o que eu faço. E vivendo em São Paulo, é sim, o que eu quero fazer. Pq de verdade? Trabalhar a gente tem que trabalhar mesmo pra sobreviver, seja um puta dum trampo ou não, o que importa é se a gente vai conseguir viver como quer, seja numa mansão ou num barraco perto da praia, tendo o que a gente precisa em volta, grandes amigos, vida de luxo, baladas, jantares em casa, viajar pra Itanhaém, passar as férias em Nova Iorque. Eu sou feliz aqui, e não me imagino morando pra sempre em outro lugar. Visitando, morando a longo prazo, mas não pra sempre...Ser cozinheira aqui ou ser cozinheira nos EUA, qual a diferença? Se vc vive do jeito que vc gostaria de viver...

Quando eu entrei no laboratório eu fui de encontro ao que eu chamo de qualidade de vida. Claro que tem dias que eu fico até as 22h. Tem dias que eu trabalho em casa até de madrugada. Tem dias que eu quase morro de ansiedade preparando uma aula e antes de apresentar. Tem dias que eu quero chorar e que eu acho que nada vai dar certo, que eu sou burra e me pergunto o que eu to fazendo no meio de tanta gente boa no que faz. Mas a vida é isso mesmo, pra ser feliz e perceber o que temos de bom perto da gente é preciso passar por esses pequenos momentos, nem que seja pra voltar atrás 1 minuto depois.

Eu sou realizada no trabalho, em poder brincar de cientista na bancada, lembrando os tempos de "O mundo de Beackman", aprender mil coisas por dia, topar com pessoas brilhantes e me perguntar de onde vem tanta esperteza, poder passear pela usp no meio da tarde com o solzinho no coco, andando pela grama e vendo tantas florzinhas bonitas, poder olhar pros meus colegas e se der a louca ir jogar boliche em plena quarta-feira a tarde comendo sushi, ir na livraria depois do almoço e ficar olhando aquele monte de livros e sonhando cada dia mais em ter sua própria biblioteca, ter que almoçar no bandejão pra ter mais grana no final do mês, dividir a pizza excluindo os colegas que estão sem bolsa pra dar um apoio, ajudar em projetos que eu não tenho nada a ver só pra participar como equipe, levar um bichinho de pelúcia e pôr um jaleco nele pra te ajudar a trabalhar, pipetar ouvindo música quando a chefe já foi embora, enfrentar 1h e poko de transito todos os dias...eu gosto de viver assim.

Minha vida deu uma estacionada de certa forma, pretendo dar continuidade agora, que minha bolsa aumentou...mas ela parou, nada de carro, nada de casa, nada do mínimo de independência.

E eu sempre me deparo com gente me falando: "mas vc só estuda?", ou então "mas vc não trabalha?". Quer dizer, ainda tá difícil pras pessoas aceitarem que eu não "trabalho". Eu não tenho carteira assinada, não tenho vínculo empregatício, mas eu trabalho, sim, muito obrigada. E ao contrário da sociedade defensora da carteira assinada, eu sou muito feliz, muito obrigada, de novo. E não acho que quase 1 ano ganhando 500,00 reais por mês me fez menos feliz, pelo contrário, me trouxe as maiores experiências, desejos, metas, sonhos, aprendizado que muita gente por aí tem. E o melhor, que eu adoro dizer por aí: qualidade de vida.

Eu tb não sei o que eu quero da vida, como vou querer viver daqui há 3 anos...daqui há 5 anos. Tenho meus planos, minhas metas, vontades, mas tudo muda né?! O que eu queria que vc entendesse, minha cara, é que vc tem que fazer aqui o que o seu coraçãozinho mandar, buscar o caminho do que é qualidade de vida pra vc. É muito fácil falar que qualidade de vida pra vc é morar aí no Canadá estudando inglês, mas infelizmente nós não temos berço de ouro e é preciso encontrar o caminho de fazer "sozinha", pelas próprias pernas o que faz bem pra gente. O que te fez bem por aí? Decidir passear do nada com os amigos? Encontrar novos lugares? Conhecer gente nova? Pois vamos fazer isso por aqui tb. Se for preciso, criar uma lista de coisas a fazer até o fim do ano.

Eu sei que é diferente, mas acredite, voltar pra sua terrinha, não será o fim do mundo, mais difícil é desapegar dessa experiência totalmente diferente de tudo oq vc já viveu. Mas ainda tem muito mais o que viver...aqui, em outros lugares...é só vc compor a sua própria música. E eu te ajudo a escrever a letra, ok?! Sempre estive por aqui e não vai ser agora que vai falhar ;)



terça-feira, 3 de julho de 2012

Valentina e Antônia

Foi em agosto do ano passado que elas chegaram no laboratório pra mim, pro Nicomala e pro Malejandro treinarmos gavagem. Elas são da linhagem Balb, que tem como característica serem mto dóceis e nada ariscas...não mordem e nem correm tanto como os Black e por isso elas foram escolhidas pra eles e pra mim também aprendermos como segurar um camundongo e como aplicar a cânulo pra administrar algum medicamento/tratamento. No fim, quando a gente aprendeu e pegou mais experiência pra usar os Black, elas seriam sacrificadas pois não poderiam voltar pro biotério. Eram 6. E no fim das contas duas ficaram com a Marcela (a Zoe e a Cherry), duas ficaram comigo (a Valentina e a Antônia) e as outras duas acabaram sendo sacrificadas.

Desde que elas vieram pra casa eu sempre brincava com elas. Comprei uma casinha que pra elas era quase uma mansão, com bolinha para correr, gangorra e escorregador e sempre deixei um paninho dentro pra elas ficarem de baixo pra nao passar frio e pra se esconder da luz q elas não gostam muito. A bolinha delas correrem tem até um contador de giros, elas rodam tanto que em 3 dias elas zeram o contador e hoje ele nem tem mais bateria e eu até desisti de trocar. A bolinha da casinha sai e tem uma tampa, assim a gente coloca elas dentro da bolinha e solta pela casa as vezes, pra elas brincarem sem parar. Tudo bem q elas sao tao pequeninas que quase nao conseguem sair do lugar com a bolinha no chão, mas da pra aproveitar um pouco.

Semana passada eu vi que a Antoninha tava magrinha e apática e quando foi no sábado ela tava tão malzinha que eu fui atrás de um veterinário pra dar uma olhada nela. Foi trampo de achar e no fim achei um aqui perto de casa que é especializado em animais silvestres e exóticos e que não era tão caro quanto os outros...ele pesou ela e deu soro com polivitamínico e comprei uma ração fortificada. Ela tava bem magrinha, 10g a menos do que a Valentina e dava até pra sentir os ossinhos dela qdo eu pegava ela na mão.

Ela veio melhorando de sábado pra cá e hoje de manhã foi o retorno dela no veterinário. Ele aplicou soro nela de novo, fui pra academia de lá e levei elas comigo, olhando ela de minuto em minuto, praticamente. A Valentina não saía do lado dela e parecia q passava o focinho nas costinhas dela, como se estivesse cuidando...

Assim q eu cheguei em casa reparei q ela tentava subir no escorregador e não conseguia de jeito nenhum, peguei ela na mão e ajudei ela a subir...ela foi ficando tão fraquinha que deitou e não levantava mais, em questão de uns 3 minutos ela não se mexia e eu fui correndo pro veterinário. No meio do caminho eu percebi q o coraçãozinho dela tinha parado...e qdo eu cheguei na clínica o veterinário estava em horário de almoço. Eu não sabia o que fazer, só fui voltando pra casa sabendo que, na verdade, não tinha o que fazer. Fui direto pra área verde. Sentei num cantinho perto de uma árvore, fiz um buraquinho na terra, tirei ela da gaiolinha e qdo eu olhei pra ela deu um apertinho no coração. Pus ela no buraquinho e cobri com terra. Eu sei q o melhor era levar no Pet Memorial...mas não tinha como eu levar e sinceramente, não sei nem da onde eu tirei força e coragem pra tirar ela da gaiola daquele jeito...

Ela morreu muito rápido e sem nem explicação. Pode ser que pareça besta e tudo o mais, pq camundongo não interage igual cachorro...mas não dá pra explicar. Semana passada eu abri sei lá qts camundongos Black pra tirar órgão pro projeto da Marcela..é claro que eu fiquei com dó, mas não chegou nem perto de como eu me senti com a Antônia. Só de olhar pra ela caidinha já me fez ficar mal. E pra esse tipo de coisa a única frase que me vem na cabeça é "o que não tem remédio, remediado está".

Só quero lembrar dela bonitinha...




terça-feira, 5 de junho de 2012

Das coisas que a gente vive [2]

Hoje foi um dia super tenso pra mim, muito mais tenso que ontem....muito mais tenso que qualquer outro dia da semana passada q foi cheia de ansiedade, de foco nos estudos, de dedicação, de dor de cabeça e tudo o mais.

No domingo eu estudei muito e no fim do dia acabei indo com o bochechinha no cinema pra dar uma espairecida, de tão tensa q eu tava e pra matar a saudadinha. Eu tava tão "away", como ele mesmo diz, q eu passei a entrada da Goiás e tive que entrar no extra pra não perder tanto o caminho. Tava com dor de cabeça, tava o ó do borogodó. Não sei o que se passa...mas sei que ele conseguiu me acalmar com as piadinhas ligeiras, o olhar confiante e com as profecias de Thor. Tive tanta energia positiva de todo mundo, recebi emails, muita gente me ligou....todo mundo me desejando boa sorte e o bom e velho "acredita q é vc" que sempre vem na hora certa ;)

Eis que eu fui dormir bem, mesmo que eu tenha tomado dois copos de maracujá, estava bem. Acordei disposta, fui cantarolando....peguei transito as 5h40 da manhã...cheguei na usp era 6h40, o bloco do departamento estava até fechado e eu vi funcionário por funcionário chegar. Eu me sentei no banco em frente o bloco, li um pouco do Tietz e logo a Marcela chegou e ficamos falando sobre alguns assuntos da prova. Dali a poko chega uma mensagem no cel, era a Martina me desejando toda a sorte do mundo. Incrível como mesmo de longe ela se mantem presente.

Fomos pro laboratório e eu peguei a caneca nova do Nico super estilosa e preparei um chá pra mim. Tomei tranquila e fomos pra prova.

Dessa vez eu fiz a prova muito tranquila. Eu até estranhei.

E qdo eu sai eu tive a sensação de dever cumprido.

Eu fui almoçar com o Ike na Schuler e qdo eu sai da usp e entrei na bandeirantes, aquele ventinho fresco, a música rolando, a imagem e a sensação mais bonitas vieram. O vento batia forte e cada árvore q eu passava arrancava aquele monte de folhas secas que vinham pro para brisa do peugeotzinho (como diz a Na). Eu me senti numa cena de filme. Eu me senti nas nuvens. Eu me senti livre, me senti completa.

É claro que a ansiedade tomou conta de mim ontem a noite e hoje. E qdo o resultado saiu e eu pude de vez assumir toda a minha alegria, não foi surpresa rolar lágrima pra tudo qto é lado...pular, gritar, espernear, abraçar minha vó, minha mãe....gritar pro mundo o quanto eu estou feliz. O quanto eu estou orgulhosa de mim mesma.

Agora ha pouco eu estava conversando com a minha mãe e nos lembramos do dia que isso tudo começou. Lá atrás, no fim de 2006, qdo eu ganhei a bolsa no Mackenzie. Quando eu comecei a faculdade...e qdo jamais imaginaríamos que eu poderia chegar até aqui. Mestrado na usp era algo que nem passava pela minha cabeça. Naquela época eu ja tinha desistido da usp, eu nem cogitava usp. E aqui estou eu. Acreditando que sou eu.

E depois, olhando pra trás, vendo como tudo aconteceu, como eu fui parar no laboratório, tudo aquilo q eu vivi, esse quase 1 ano de laboratório, as decepções, mas acima de tudo as conquistas. Como eu disse ha alguns posts atrás, eu nunca pensei em desistir....e foi assim que tudo começou. E mais uma vez vem aquele tal pensamento de que tudo tem sua hora certa e o que é nosso, é nosso mesmo de verdade.

Eu precisava passar por tudo aquilo pra reconhecer onde eu estou, pra apreciar, dar valor aos verdadeiros presentes da vida. Pra saber que eu me encontrei e que eu estou no lugar certo. Pra olhar e perceber o quanto eu estou feliz, o quanto eu SOU feliz, realizada...e completa.

Eternamente grata a todo o apoio, tdo o "saco" pra me aguentar, por toda a energia positiva que foi gerada em prol disso tudo....

Como diria a Martina..."Próximo passo: Alemanha....depois: Conquistar o mundo" !

E como é linda a vista de quem sobe mais um degrau!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Sorria =)

Eu preciso disfarçar que não paro mais de rir, mas aí olho pra você e você também está sempre rindo. Se isso não for o motivo para a gente nascer, já não entendo mais nada desse mundo.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Desapego

Hoje eu me lembrei de q faz umas 3 semanas que eu me desapeguei das coisas q eu guardava e q não sabia o que fazer.

Hoje eu me lembrei q eu tive dó de jogar no lixo, eu só coloquei a latinha rosa do lado do lixo e avisei pra minha vó q era pra jogar fora tb.

Pronto, simples assim.

E eu achando q era difícil pra me desapegar de coisas materiais.

O grande turbilhão

Ontem eu finalmente fui pra usp levar a documentação pra inscrição da prova e mais uma vez tudo começa. Eu ja comecei a estudar, mas aquela ansiedade do ano passado ta voltando toda de novo. Acho q isso é normal, só espero não roer minhas unhas.
Quando eu estava indo eu fui pensando no carro, enquanto ouvia minha musiquinha....o q eu faço sempre...e comecei a me lembrar da primeira vez q eu fui pro laboratório, qdo eu fui conversar com a Dulcinéia sobre fazer o mestrado. Pode parecer pouco tempo, mas dia 21 de julho já faz 1 ano. E falta menos de 2 meses pra esse 1 ano. Quase 1 ano no laboratório e apesar de todos os obstáculos eu ainda continuo achando que é isso mesmo que eu quero pra mim...em nenhum momento eu me arrependi, nunca pensei em desistir...mesmo quando eu estava sem bolsa, mesmo pela distância, pela correria, pelo cansaço, pelas pessoas difíceis, pela dedicação nos estudos. NUNCA passou pela minha cabeça desistir, mesmo quando eu não passei na prova.

E agora, com tudo isso passando pela minha cabeça, ainda tem a história da mudança da minha mãe, a insegurança dela, os ataques nervídicos, a preocupação, a reforma que atrasou, as viagens cansativas quase todos os finais de semana...a cobrança.

Fora outras coisas que não da pra explicar...q por enquanto eu prefiro nem querer tentar entender...
E além de tudo tpm.

Só sei q a cabeça ta um turbilhão, ta até difícil de separar as idéias pra conseguir pensar.

Mas é isso aih, o que importa, como diz a Nayara e por confirmação da Diana....é que os meus olhinhos estão brilhando.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Carinho

Ontem meu pai quebrou uma parede do meu quarto pra passar um conduíte até a outra parede. Eis que meu quarto ficou cheio de pó e eu, com a garganta ruim há sei lá quantos dias, resolvi que ia dormir na sala com ele.
Meu pai e minha mãe estão dormindo num bicama na sala, desde que eles vieram pra cá, enquanto a reforma da chácara não fica pronta.
Se tem uma coisa q eu puxei do meu pai é a mania de dormir com a tv ligada e de ver tv até tarde. Então nada mais justo do que eu e meu pai dormirmos juntos na sala e minha mãe no quarto com a minha vó. E a tv toda minha e do Giuseppe ;)

Eu sempre fiquei triste ao pensar que eu e meu pai poderíamos ser mais presentes um com o outro. Mas certas circunstâncias da vida nos fez assim. A gente é distante em algumas coisas, mas em outras somos tão ligados que não dá nem pra explicar. Mesmo me vendo pouco, ficando pouco tempo comigo, não sabendo das minhas necessidades, dos meus problemas, das minhas vontades e do meu plano de vida, meu pai é a pessoa que sempre vai me dar um abraço qdo eu preciso, sem pedir. Ele é quem faz carinho na minha cabeça toda vez q eu sento do lado dele, ele que diz q me ama sempre, que chora vendo "de volta pra minha terra"...hauhauhauau, é ele que pega água pra mim na cozinha, era ele que ia comigo fazer xixi qdo eu tinha medo de levantar da cama à noite, que virava a tv pra eu ver melhor qdo a gente morava em mococa e eu via a tv que tava no quarto dele do meu próprio quarto. É ele que nunca ia nas festinhas de escola e que não passa o dia do meu aniversário comigo, não lembra de comprar presente, não passa o dia dos pais ou das mães com a gente, vive trabalhando e viajando, me faz passar muita raiva com os causos do Mike, me descabela com a falta de atenção e com o relaxo em casa, com a bagunça e a sujeira q ele faz. Mas é ele que me levantava à noite pra me cobrir qdo o edredon caía no chão. E não cobria pq ele levantava e via, era pq eu sentia e chamava. E ele vinha.

E ontem quando eu deitei do lado dele, ele me cobriu de novo e fez carinho na minha cabeça pra eu dormir. E acordou a noite toda pra ver se meu pescoço tava coberto só pq eu tava tossindo. E de manhã, ele ligou a tv e eu acordei, fiquei naquele acorda não acorda com o som do jornal. Qdo eu acordei de vez, ele me cobriu de novo, me deu um beijo e falou pra eu dormir até mais tarde, pra eu melhorar. E saiu pra trabalhar.

E essa sensação de ver o jornal junto com ele é uma coisa que me faz bem. E todas as vezes q eu me lembro de algo de bom que meu pai possa ter feito por mim são coisas assim. São os carinhos, os beijos, os cafunés, aquele olhar. Aquele olhar.

Eu sei q ele é já é velhinho e que pode ser que ele não veja eu me casar, que ele não veja eu ter meus filhos e não possa dar esse carinho todo que ele me dá pros netinhos dele que um dia eu vou ter. Mas eu nem quero pensar nisso, pq se tem uma coisa que eu queria que meus filhos tivessem era essa sinceridade do olhar dele. O choro lá de dentro, o carinho das mãos duras e cheia de calo e graxa embaixo da unha, os beijos bigodudos...

Te amo, pai.


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Dar a cara à tapa

Se a gente não der, nunca vai saber.

Hoje de manhã eu estava conversando com o meu pai durante o café de manhã. Geralmente é nessa hora q a gente bota o papo em dia e ele conta as piadinhas da praça é nossa dele...nós passamos o dia longe um do outro, mesmo de fim de semana pq ele sempre trabalha. E a noite ele chega, janta e ja vai ver a novela dele meio acordado meio dormindo...então no café da manhã a gente se dá beijo, se abraça, corta o pão e esquenta um pro outro, tira sarro de como ele derruba casca de pão na barba , no pijama e no chão...e é quando ele me fala suas filosofias de sabedoria "anciã". Eis que hoje surgiu o assunto daqueles namoros longos de sei lá quantos anos de casais q vivem brigando. Ele me contou de um casal q namorou 12 anos, casou e se separou em menos de um ano. Eu até que tava quieta, sem dar muita opinião, até ouvir ele soltar: "eu acho q tá certa é vc, começou a dar problema pica o pé na bunda mesmo...tem tanta gente nesse mundo pra dar certo".

Eu vira e mexe me questiono sobre eu ter começado a namorar tão cedo, ter tido 3 namorados e não ter ficado muito tempo solteira. Me questiono se eu invento demais, se eu me iludo demais, se eu acho q amo e nao amo nada...se eu aumento coisas q nao tem grande sentido, que tudo o que vivi não passou de futilidade, de aparência, mais de querer viver um grande amor do que amar mesmo. E eu não consigo me responder essas perguntas. Eu tenho medo de poder encarar que pode ser que tudo o que eu achei q senti, eu não senti, fantasiei. Tenho medo de olhar pra trás e ver superficialidade.

E hoje qdo meu pai me disse isso eu não me questionei. E eu senti como se eu tivesse feito as escolhas certas pra mim. Não importa que eu achei q amei tantas vezes, não importa quantas vezes deu errado. Importa é o que eu senti no presente, lá atrás. Eu fiz por outros, mas fiz por mim tb. E se tivesse feito diferente não teria sido eu. E não importa quantas vezes mais eu vou amar e quebrar a cara. Importa é o que eu sinto e tenho vontade de viver. O que cabe aqui dentro. O que e pra que tem espaço aqui dentro, que muda a cada momento, a cada fase, cada vivência...cada experiência.

O que importa é fazer valer a pena....e mais uma vez, como diria Rubinho "a vida é tão imensa e ao mesmo tempo tão pequena"...

sábado, 28 de abril de 2012

The little good things

"Eles se conhecerem por acaso por aih, ela nem prestou atenção qdo ele chegou e veio cumprimentá-la no meio daquele tanto de gente q ela nunca tinha visto...pra ela foi só mais um rosto incomum e diferente no meio de todos os outros.
E então no dia que eles combinaram de se encontrar ele teve que ir viajar, desmarcar o cineminha, o drink de fim de noite, os beijinhos que viriam. Ela bem que tentou chegar a tempo de se despedir, mas parecia que não era pra ela ir, ônibus demorando, trânsito pra todo lado e o tempo correndo até a hora de o ônibus partir, mas ele esperou ela chegar. Ela se surpreendeu qdo viu de camiseta branca e cabelo bagunçado de qm acaba de acordar ele carregando um trambolho que era a capa de um violão. Ele perdeu o ônibus esperando ela e teve de trocar a passagem pra mais tarde e enquanto esperavam davam risada, trocavam os beijinhos, tomavam milk shake, até ele abrir o tal do trambolho e tirar o violão na rodoviária, tocando músicas pra todo mundo ouvir eles cantando juntos e errando a letra juntos. Até chegar a hora de ir embora que de frente um pro outro ela percebeu q ele tem uma pinta no canto do olho e ele que pedia pra ela entrar dentro da mala pra ir junto com ele. Um beijo pra despedir, um abraço pra apertar, uma mordida no pescoço só pra deixar vontade. Logo mais ele volta pro cineminha e o drink de fim de noite."

Um bom roteiro prum filme de comédia romântica...mas, minha gente, é bom saber que comédias românticas não existem.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

E assim eu vou pirando.

Não sei se era você, veja bem, te vejo a todos os instantes saindo e entrando de todo e qualquer lugar e nunca, nunca, é você. Às vezes são até mesmo umas pessoas bem feias e diferentes e impossíveis de te lembrar. Mas tudo lembra e assim sigo te vendo por toda parte a todos os instantes.

domingo, 15 de abril de 2012

Forever Alone*

Desde a primeira vez q li uma tirinha com memes eu me identifiquei absurdamente e morro de dar risada toda as vezes que vejo uma. Claro que tem a sessão das tirinhas sem graça, mas o blog Ah Negão! tem as melhores do mundo e apresenta uma sessão com o hall das tiras sem sentido. Eu leio o blog praticamente tdos os dias e lembro q a primeira vez q abri ele escangalhei tanto que remexi ele inteiro em posts antigaços.

Mas o post não é sobre o blog, é só o contexto pra dizer como ontem eu me senti um meme e como hoje eu acordei diferente. Tudo começou na sexta-feira. Eu não fui pra usp pra escrever o meu projeto e no fim nem consegui escrever. Eu nao fiz nada o dia todo. NADA. Não assisti um filme, não comecei a ler nenhum dos 6 livros que estão aqui pra começar a ler, não iniciei o projeto, não li nenhum paper, não estudei um a, não limpei a casa...eu literalmente fiquei em off o dia todo. Fui pra academia, voltei, fiz almoço, cuidei das minhas meninas e dormi...com o pretexto d uma dor de cabeça. Pretexto pra mim mesma e pro meu pai q veio aqui de tarde buscar uns documentos. Eu nem avisei minha mae q ia ficar em casa, senao ela ia inventar um monte de coisa pra eu fazer e no fim ela acabou ficando sabendo pela vinda do meu pai aqui, pq o cabeção esqueceu o rolo gigante de plástico bolha na portaria e ligou pra ela pra avisar e disse pra ela pedir pra eu pegar, ja q eu estava em casa. No fim das contas eu busquei minha mãe no serviço, compramos uma pizza e eu assisti o Gato de Botas no pay per view. Acabei vendo o finzinho de Um dia, mais uma vez. E dormi. Dormi cedo, lá pelas 23hrs, pelo q me lembro.

No sábado de manhã fui pra Boituva com o Rodrigo, o blackberry. Ele foi pular de para-quedas. E eu quase q acabei pulando também. Só não pulei pela grana estar curta, senão teria pulado com certeza. Conhecemos um casal de gays muito legaizinhos, conversamos muito, contamos as novidades, as loucuras da vida de solteiro, anseios, enfim...os causos que sempre contamos qdo nos vemos, sempre tentando tirar algumas conclusões juntos. Quando voltamos e eu cheguei em casa, senti uma vontade absurda de sair por aih. Sair, conhecer gente nova, ouvir uma banda boa tocar, tomar alguns drink legal de nome e cor diferente. Comecei recrutando as meninas, que logo arregaram, pra minha infelicidade. Liguei pra Kalli, mas o cel dela estava desligado, a Lala ia pra casa de um amigo...me chamaram pra ir ver o cover de Pearl Jam e eu queria mto ir, se não fosse pelo fato de o cara que me chamou estar dando indícios de que vai tentar algo a mais e eu não estou nem um pouco a fim, fora que se eu queria sair pra conhecer gente nova...acho que são idéias meio antagônicas...e segundo porque as pessoas que iam junto não eram mto convidativas (uma coisa mto difícil pra alguém como eu achar, mas tenho meus motivos)... falei com a Na pela cam, até a Lilica falou com ela e ela estava se arrumando pra ir um pub (aaaaah como eu queria estar junto) e então veio aquela sensação daquele meme das minhas tirinhas: o meme forever alone.

O meme forever alone, como o nome diz sempre está sozinho, nunca tem ninguem e vai morrer sozinho. E foi assim como eu me senti. Sozinha, sem ninguém, sem amigos pra sair por aih, ninguem me ama, ninguem me quer (rs). Eu pensei em ver um filme e não quis, pensei em ler, também não quis...então eu resolvi dormir. Era 22h e poko e eu já estava dormindo.

Hoje de manhã acordei as 10h e assim que tomei café abri o guarda-roupa com os livros separados pra eu ler e escolhi um deles: Presentes da vida de uma tal de Emily Giffin. A Martina que trouxe pra mim e disse q ela tinha gostado muito. faltam umas 80 paginas pra eu terminar de ler ele...e quando chegou pela metade e eu parei pra almoçar tinha algo nele semelhante a mim. Depois vou falar bastante sobre ele aqui, quando eu terminar, mas algo nele fez eu me sentir melhor quanto a esse sentimento de solidão. De levar pro lado bom da coisa.

Foi um dos poucos finais de semana da minha vida que eu não pude correr pra decidir com alguém o que fazer. Eu fiquei presa a mim mesma. Presa a uma escolha só minha. Se eu realmente quisesse sair pra conhecer gente nova, então pq não fui sozinha? Eu poderia ter ido ao cinema ver os filmes que quero ver e não tenho com qm ir...e eu escolhi ler um livro e ver um filme. Um dia só meu. Eu não fiz as minhas unhas, como costumo fazer, não fiz hidratação no cabelo ou uma esfoliação na pele...não passei o creme pra estrias que minha mãe me deu, e nem cheguei perto daquela argila verde pro rosto que eu comprei. Eu só quis esse momento meu. E me fez bem. Está me fazendo bem. Parar e perceber como é bom ter suas próprias vontades e esclarecer coisas suas com vc mesmo. Sei lá, é diferente. É algo inédito. E era isso que me faltava, entender esse momento que eu tinha que ter, saber apreciá-lo, entender o seu valor. Isso também está fazendo parte de mais uma pecinha da minha personalidade...da nova pessoa que está surgindo, de tudo de novo que está aparecendo na minha vida.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Ê, Tati Bernardi ;p [3]

"Vontade de te esmurrar, te dizer que você é um idiota, um babaca, um cretino, um fraco, nunca passou disso. Nunca uma piada sua foi engraçada, nunca você me surpreendeu. Nunca. Mas eu não consigo deixar de pensar em você, a cada dia, a cada ato meu. E quando eu procuro outras pessoas, eu procuro imaginando você me vendo. E tendo ódio de mim. Porque eu quero que sinta ódio. Porque ódio significa alguma coisa, e é melhor que indiferença. Você que já foi tudo, já foi minha esperança, foi meu futuro imaginado, hoje não é nada. Não passa de uma foto numa rede social. Se eu vivo bem sem você, porque eu continuo te olhando? Porque eu sempre volto aqui? Porque eu ouço musicas que falam de tristeza? Por quê? Você não vale isso. Mas eu faço."

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Das coisas que a gente vive...

Desde sexta eu tento postar mas nunca dá tempo, de quinta-feira pra cá eu estou indo dormir lá pelas 2h da matina todos os dias e acordando às 7h ou antes, seja por causa das encomendas de páscoa, dos shows/teatro, bar, carro quebrado e tudo o mais. E eu tô podreca. Mas o fato de eu estar podreca nao fez eu me sentir menos viva por esses dias. Pelo contrário. Vi, vivi e senti coisas que eu nunca tinha vivido.

A começar pela despedida de verdade da Na. Nós vínhamos nos despedindo desde 2 semanas atrás. Fomos viajar juntas pra chácara do amigo do Caio, fizemos fondue, fizemos comida mexicana e até que chegou o dia de chegar na casa dela e ajudar ela a sair com aquela mala gigante e ir até o aeroporto. Passamos o dia juntos, jantamos juntos e vimos ela entrar por aquele portão de embarque igual dos filmes, onde tem uma curvinha e que em questão de segundos faz a gente não ver mais aqueles que acabaram de passar pelo funcionário que confere as passagens...Se despedir assim foi a sensação mais diferente que eu ja tive na vida, olhar pra ela, ver ela se despedindo da mãe, da vó, do Caio...abraçar ela e saber que por mais que vc diga "eu te amo" ou "se cuida", "aproveita"....nunca vai ser suficiente pra demonstrar o que a gente tá sentindo por dentro, aquele misto de alegria e de aperto. Alegria enorme pela experiência, pelo sonho realizado, pela atitude, pela mudança, pelo novo....aperto pela distância, por não mais poder receber aquelas msgs nada a ver ao longo do dia que me faziam todo o sentido, dos passeios de final de semana, do telefonema pra contar qqr besteira...enfim. E aquele abraço foi o mais apertado que eu pude dar. To logo aqui emocionada pq eu acabei de ver o vídeo que ela fez pro Caio e pra família, pra entrega junto com a cesta de páscoa que ela me pediu pra fazer e entregar. Ver o vídeo agora foi outra coisa fora de sério. É difícil explicar o quanto algumas escolhas nos fazem perder algo, ou sentir falta de algo. Eu já fiz um texto sobre isso há muito tempo atrás, na época que entrei na faculdade, na época que ficamos lá por 1 ano sem se ver. E isso foi pra mim uma escolha, mas no final das contas a gente nunca perde o que DE FATO é nosso.

Entregar a cesta pro Caio fez eu me sentir muito parte de tudo isso, mto parte de vcs, muito parte de todo esse sentimento, ver ele segurando o choro, dizendo que não ia chorar pq era macho, ver aquele sorrisão de orelha a orelha ao perceber que vc tinha lembrado e se preocupado com tudo isso, jogar conversa fora sobre a faculdade, sobre o chopp do fim de semana, sobre as aventuras do carro quebrando ao voltar do aeroporto. Como vc mesmo estando tão longe continua tão viva aqui com a gente. Tudo é motivo de vc, pra vc, com vc, sobre vc. E essa é a maior presença que eu posso ter.

Mesmo sendo pouco tempo, só 1 semana que a gente se despediu pela última vez, parece que já faz um tempão, sei lá pq. A saudade já ta grande, mas ainda não chega a sufocar, acho que pq mesmo entrando a 1h e poco da manhã no msn eu ainda consigo te achar e jogar conversa fora.

Fora tudo isso teve o teatro no domingo, "A Família Addams", mto bom o musical, por sinal, engraçadíssimo, e com companhia fora de sério. E o show de terça também...Roger Waters com todo o socialismo saindo das entranhas e revolução, aquele palco lindo, aquele muro de telão maravilhoso, pra se guardar lá na alma e buscar cada detalhe pra tentar entender o mínimo dessa formação de sociedade.

E mesmo com tudo isso acontecendo ainda sobra tempo pra chorar ouvindo música no carro, sozinha, ao esperar o que não é espera, ao não saber explicar o porquê de ainda pensar que tudo poderia ter sido diferente, ao se dar conta de que tanto amor desperdiçado é loucura...e se conformar mais uma vez que ninguém é obrigado a amar ninguém, e que mesmo assim, como diria o pequeno príncipe "torna-te eternamente responsável por aquilo que cativas", e mais uma vez eu falo sobre responsabilidade.
E mais uma vez eu paro e me dou conta da curiosidade de saber como vc está, o que está sentindo, o que passa na sua cabeça. E isso eu nunca vou saber. Nunca. E acho que no fim das contas, nem vc mesmo sabe.

E o triste é chorar por algo que diz " Te tenho com a certeza de que pode ir, te amo com a certeza de que irá mudar, pra gente ser feliz vc surgiu e juntos conseguimos ir mais longe, vc dividiu comigo a sua história e me ajudou a construir a minha, hoje mais do que nunca somos dois, a nossa liberdade é o que nos prende. Viva todo o seu mundo, sinta toda a liberdade...e qdo a hora chegar, volta...que o nosso amor está acima das coisas desse mundo....vai dizer que o tempo não parou naquele momento...eu espero por vc o tempo que for, pra ficarmos juntos mais uma vez".
Acho que o que me fez chorar é me conformar em saber que nunca foi isso e nunca será. Acho que eu gostaria que fosse. Que o nosso amor estivesse acima de qualquer coisa nesse mundo...mas não está, e eu nunca te tive e eu sei que nunca irá voltar. E acho que isso é que dói. Passar o tempo acreditando em algo que no fim não existe, não existiu. Dói demais lembrar de tudo isso, achar a caixa com as flores secas, cartas e cartões, guardar o anel na caixa, achar as fotos escondidas na carteira, os cartões de visita, as "moedas da sorte", o bilhete de cinema com coisinhas escritas, os tickets da playland e tudo o mais. Ainda não sei o que fazer com tudo isso...ainda não tive coragem de jogar fora, mas mesmo guardando preferi guardar em lugares que eu não precise olhar pra me lembrar.

E como tudo é certo nessa vida, como nada é por acaso, vc morar do lado da minha casa e eu nunca te encontrar provavelmente não deve ser coincidência. Vai ver o destino quis assim. Ainda está sendo difícil de aceitar. Tem dias que eu nem lembro que vc existe ou que existiu pra mim, tem outros que a única coisa que eu consigo pensar é isso. E assim vou indo...até o dia que tudo o que restará serão apenas lembranças e a marca que vc deixou. Aquela marca que cada um deixa qdo passa pela nossa vida.

Só me corrói às vezes ter que me conformar em como alguém pode levar uma vida assim.

quinta-feira, 29 de março de 2012

...

Eis que depois de nem me lembrar há quanto tempo eu havia derramado a última lágrima, ela veio de novo.
E, sinceramente, eu não consigo explicar pq.

Acho que é raiva. Raiva de mim mesmo por ter permitido me deixar passar por tudo isso. Aguentar tanto desaforo, tapar o sol com a peneira, de não ter chutado tudo pro alto desde o começo, quando tudo começou a dar errado. Desde o dia q eu descobri que ele me chamava pelo mesmo nome que chamava a ex.

Mas é hora de respirar fundo. E encher a mente com aquele pensamento: "Pelo menos eu tentei. Pelo menos eu fiz o que eu podia e o que eu não podia."

Não é injusto e nem vergonhoso ter querido viver um grande amor.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Voar, voar, subir, subir...=D

Acabei de chegar em casa da corridinha semanal. Geralmente eu tentava correr mais de uma vez na semana, mas o instrutor da academia me convenceu a correr só 1 vez e eu deixei esse dia pra quarta-feira, que eh mais tranquilo.

Eis que meu treino de corrida, que eu mesma fiz baseado na minha resistência e na minha motivação (tinha que ter motivação no meio, rs) inclui uma paradinha entre os dois tempos de corrida com uma caminhada. E lá estava eu caminhando, pensando na morte da bezerra quando eu percebi como eh gostoso andar assim olhando pro céu. Eu sempre gostei de olhar pro céu a noite e hoje ficou mais lindo pq eu ia andando e os galhos das árvores iam cortando a imagem do céu azul bem escuro, das estrelas. A lua estava escondida, mas se ela estivesse aparecendo eu ia fazer igual no filme "Querido John" que eu vi, de novo, ontem, colocando o polegar em cima dela e pensando comigo mesmo que, ela nunca vai ser maior que ele, e que ainda assim a minha lua sempre vai ser a mesma que a de qualquer outra pessoa na face da Terra. A mesma lua da Lala quando ela estava longe de mim, será a mesma lua da Na qdo ela estiver longe de mim. E ainda assim é a mesma lua da pessoa que um dia, chegará.

E esse pensamento me fez lembrar das vezes que a Na me disse da minha capacidade de me doar. De sempre estar aberta pra tudo, de conseguir sempre me entregar, de morrer de chorar, mas tb morrer de rir. Depois da tempestade, diga-se de passagem que passou rápido até, eu fico feliz de saber que eu ainda estou aberta pra pessoa certa qdo ela chegar. Ainda assim, não deixei de acreditar no amor, não me tornei mais amarga, não me tornei descrente, mas acima de tudo me tornei cautelosa. E sofrer todas as vezes que eu sofri só fez me sentir mais viva. Além de que me entregar como eu me entreguei todas as vezes só me faz acreditar nessa vida dentro de mim, no meu poder de conseguir ser feliz, no meu poder de sentimentalismo, de expressão, de espontaneidade, sei lá de...."carpe diem"...

Essa sensação é que é a responsável por me deixar tão satisfeita comigo mesmo, em não fazer me arrepender de nada que eu fiz, de nada que eu disse, e isso eu digo pra todas as pessoas que passaram pela minha vida.

E então eu chego em casa com uma sensação de preenchimento. Sei lá. Só estou feliz =)

terça-feira, 20 de março de 2012

Whatever

Essa semana que passou teve um dia q eu tava indo pra usp e eu liguei o player do celular..
Daih começou a tocar aquele solo de entrada que eu nem sei de que instrumento é feito, é meio de orquestra.
No começo eu não sabia que ela era do Oasis, só sabia que eu sentia uma coisa mto boa qdo ouvia ela no comercial da Coca-Cola. Nesse comercial, além da música que causa efeito, ainda era lindo pela mensagem que passava, na música do comercial essa entrada é com violão e a voz é de um coral, e a mensagem era: "Existem razões pra acreditar", e mostrava dados estatísticos do mundo todo mostrando que o atos de bem superavam os de destruição, de violência...

Esse comercial sempre me passou a sensação de esperança, de chegar lá, de fazer algo por alguém, pelo mundo. E todas as vezes que eu ouço ela me dá uma sensação de esperança, de que isso tudo o que houve não é nada perto da imensidão que essa vida me engloba, do que ela me traz, dos sentimentos bons que eu guardo, do que eu sou capaz de sentir, de fazer, da minha capacidade de sonhar, de conquistar, voar...

"I'm free to be whatever I, whatever I choose, 
And I'll sing the blues if I want. 
I'm free to say whatever I, whatever I like, 
If it's wrong or right it's alright.

Always seems to me 
You only see what people want you to see. 
How long's it gonna be? 
Before we get on the bus and cause no fuss. 
Get a grip on yourself, it don't cost much.

Free to be whatever you, whatever you say,
If it comes my way it's alright. 
You're free to be wherever you, wherever you please, 
You can shoot the breeze if you want.

Whatever you do, whatever you say, 
Yeah, I know it's alright.
Whatever you do, whatever you say, 
Yeah, I know it's alright."


Eu não vim parar nesse mundo por acaso =)

segunda-feira, 19 de março de 2012

Welcome to wherever you are

"When you want to give up and your heart's about to break
Remember that you're perfect; God makes no mistakes"

terça-feira, 13 de março de 2012

Ê, Tati Bernardi ;p [2]

"E quando você finalmente discar o meu número, ele estará ocupado demais ou nem será mais o mesmo, ou até eu nem queira mais te atender. E se você bater na minha porta ela estará muito trancada, se aberta, mostrará uma casa vazia. Seus olhos se encherão de lágrimas, aquelas que eu te disse que ardiam tanto. O nome do enjôo que você vai sentir é arrependimento, e a falta de fome que virá chama-se tristeza. Então quando os dias passarem e eu não te ligar, quando nada de bom te acontecer e ninguém te olhar com meus olhos encantados.Você encontrará a famosa solidão.A partir daí o que acontecerá, chama-se surpresa. E provavelmente o remédio para todas essas sensações acima é o tal tempo em que você tanto falava…"

Ê, Tati Bernardi ;p

"Se o homem realmente gosta, ele vai até o inferno por você. Ele vai sim, e ainda abraça o capeta se for preciso. Sabe por quê? Porque homens são previsíveis, se eles querem eles querem, se não querem, não querem. A raça dos homens não é complexa igual a nós mulheres, que sempre temos dúvidas, que sempre analisamos, pensamos, colocamos mil problemas e tal. Homem é tudo igual. Eu sei é clichê, mas é a mais pura verdade. Quando o cara quer, não tem distância, problemas, família, trabalho, tempo, futebol, estudo, mãe, unha encravada, barba por fazer, celular sem bateria, chuva, temporal, falta de dinheiro que o impeça de estar com você. É simples. É a realidade."

Das 14 coisas q ela citou, 10 eu já ouvi como desculpa...rs

Eis a questão...

É engraçado como alguém pode partir seu coração e vc ainda amá-lo com todos os pedaços partidos...

segunda-feira, 12 de março de 2012

Palavras...

Hoje qdo eu estava voltando pra casa ouvi tocar no troleibus: "Ando por aí querendo te encontrar, em cada esquina paro, em cada olhar...Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar..."

É difícil de explicar como eu estou me sentindo agora. Tdos os dias eu passo por várias fases, a parte que eu choro, a que eu fico irritada, a que eu fico triste, a que eu fico alegre e animada, a que eu fico prestativa e paciente, a que minha cabeça parece um turbilhão. Eu devo estar um saco, acredito. E a minha sorte é que o pessoal anda tendo paciência pras minhas crises de choro, do mesmo blablabla e etc.

Esse fds qdo eu fui pra Mococa foi bom. Quando eu cheguei lá na sexta a noite foi difícil pra dormir..eu nem sei o que era pensamento e o que era sonho, só sei que eu não dormi direito e que era quase 4h da manhã eu tava em desespero e sentindo uma falta louca da Lilica, que eu não levei pq fui de caminhonete e fiquei com medo de sujar ela.

Quando eu fui pra casa da Tamy e me encontrei com os meus amigos (aqueles que eu conheço desde que me entendo por gente), tudo passou. Eles me remetem às lembranças que estão entre as melhores que já tive na vida, a infância, a inocência, as sapequices. Encheu meu coração. Me fez um bem gigante. Quando eu cheguei na chácara de volta no domingo a coisa começou a pegar de novo e ficou um pouco pior qdo já era noite e eu vi aquele céu lindo com a lua e cheio de estrelas. Aquele mesmo céu que eu descrevi a 2 anos e meio atrás, o mesmo céu que eu admirei deitada na rede fazendo mil planos e deixando mil sonhos nascer. O mesmo céu que viu nascer o sentimento que eu não tinha noção da dimensão e muito menos de tudo o que ia acontecer. Das coisas boas e das coisas que me fizeram mal.

"Quero poder jurar que essa paixão jamais será palavras, apenas, palavras pequenas, palavras..., momento...palavras, palavras, palavras...ao vento"

Não quero esperar por algo que não se espera. Tô lutando a cada segundo por isso.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dizem que a vida...

Nessas pérolas de facebook e com tudo que acoteceu, a Carol me marcou em uma publicação ontem que eu li e me identfiquei demais. Não gosto de me apegar a essas frases de facebook, mas o tal ditado dizia assim:

"Hoje em dia as pessoas se decepcionam com coisas fúteis, tratam friamente aqueles que amam, deixam um relacionamento ser tomado pelo orgulho e depois dizem que tá faltando amor no mundo. O que tá faltando não é amor, é atitude. Atitude de dizer o que sente sem medo de ser rejeitado, coragem de dar o primeiro passo e fazer a sua parte..."
E tinha uma imagem com outra frase: "Dizem que a vida é pra quem sabe viver, mas ninguém nasce pronto. A vida é pra quem é corajoso o suficiente pra se arriscar e humilde o bastante para aprender."

E outra vez eu parei para pensar em mim. Na minha situação.

E por mais que pareça batido, que pareça idiota e blablabla...não deixa de ser verdade. E eu passei exatamente por tudo isso.
O Gabi fez exatamente tudo isso que está na publicação...não foi corajoso, não arriscou, não foi humilde o suficiente para tentar aprender, pra dar o primeiro passo, agir sem medo de ser rejeitado, não teve atitude.

E eu, mesmo com o orgulho ferido, depois de passar por tudo o que eu passei ainda assim dei um primeiro passo novamente, sem o tal medo de ser rejeitada. E mais uma vez acabou.


Mais um namoro que foi pro saco. As vezes eu fico pensando que eu sou muito idiota mesmo. É muito fácil namorar comigo. É muito fácil namorar uma garota que faz tudo por vc e vc nunca nem ao menos se questionar se o que vc sente é realmente amor. Eu cheguei a conclusão que isso é uma tremenda falta de senso e de responsabilidade.


Pra quem pensa que daqui 1, 5, 10 anos eu viverei esse amor novamente, "com outras cabeças", se engana. Pra mim, acabou por aqui. Se apegar a uma história paralela e ao tal do "tempo" é desculpa pra quem nunca teve coragem e nem atitude de assumir.
E isso tudo eu penso porque...qdo eu terminei o namoro eu pensei que seria mais fácil, eu pensei que o tempo sim iria dizer, mas qdo eu vi o que eu tinha perdido eu vi o quanto eu precisava daquilo, e era muito mais do que eu imaginava, eu dei um novo primeiro passo, dei uma nova abertura, abri meu coração. Eu penso que na hora da necessidade, a gente aprende.
E o que eu ganhei? Uma bela rejeição.


Desperdiçar a chance da sua vida parece burrice pra mim. Pra outras pessoas pode ser apenas comodismo, bloqueio. Sei lá, cansei de tentar entender. Mas o que acontece de verdade é que quando a gente perde a gente sente o quanto fazia falta e me deixar ir embora tão fácil assim foi a prova mais clara do "imenso" amor que ele sentia por mim.


Eu já me senti péssima, uma palhaça, uma tonta, e tudo o mais, mas vai passando...dormir chorando, acordar chorando, chorar durante o dia, não conseguir comer, ficar doente, tudo vai passando...e ontem eu já não chorei qdo deitei pra dormir. Aos poucos a gente volta à realidade. A pisar firme no chão.


O que me consola é saber que eu não tenho nada pra me arrepender...que eu me entreguei em todos os momentos, que eu aproveitei todas as chances, agarrei todas as oportunidades, senti tudo o que eu sentia, entreguei o meu amor pra ser de alguém, fiz o que eu podia e o que eu não podia pra fazê-lo feliz, pedi perdão quando necessário, disse "eu te amo" incontáveis vezes da forma que eu jamais pensei dizer, trazendo lá do fundo da alma. A escolha foi só dele.


É isso aih. Eu já escrevi milhões de vezes que nada nessa vida acontece por acaso. E mais uma vez estou com o mesmo questionamento...Em que ponto da minha vida eu verei o quanto isso me fez bem? O que tudo isso me trouxe? Talvez logo, talvez nem tão cedo..mas não importa.


O que importa agora é pôr em prática a pergunta que a Na me fez ontem: "E agora, qual o plano?"
A resposta é fácil: "Viver".


Ninguém nunca morreu de amor (que não fosse pra morrer e continuar vivendo).

terça-feira, 6 de março de 2012

Difícil.

Difícil, é a palavra pra descrever como está sendo agora.
Mesmo que eu não tivesse vc sempre que eu queria, mesmo que eu não tivesse todas as minhas expectativas realizadas, que eu esperasse de vc tudo o que vc não pode me dar...e me magoar. É diferente.

É diferente acordar e ir dormir sabendo que eu não tenho seu abraço, que eu não posso te beijar, que eu não posso estar perto de vc.
É diferente saber que mesmo se eu tivesse um problema e eu te ligasse, eu iria ouvir clichês, mas agora nem isso eu posso ouvir.

Que eu não vou ouvir que vc me ama.
Que eu não vou poder falar.

Isso é que é difícil.

Meu Deus do céu, faz isso passar rápido.

sexta-feira, 2 de março de 2012

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

"Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Senti sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir...


Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir...

(...)

Guardei
Sem ter porquê
Nem por razão ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar."

Só espero que vc cuide de todo esse amor que eu guardei só pra vc.
Pois como dizia no livro do pequeno príncipe: "Torna-te eternamente responsável por aquilo que cativas".

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

The Rebound - Bart Freundlich - 2009

Se tem um filme que eu assisti na tv muito sem querer esses tempos foi esse aih.

E é mais um dos meus preferidos, daqueles que eu assistiria várias vezes, tanto que ontem passou de nv e eu vi o finalzinho de nv.

É daqueles filmes que te envolvem, nada de romance nhemnhemnhem, conta a história de uma quarentona com dois filhos que começa a namorar um cara de 20 e alguma coisa. E o personagem que esse cara faz é o máximo, é o cara novinho mas maduro, que age naturalmente sempre da melhor maneira, é engraçado, ama crianças, e é o meninão moleque no jeitinho. Quem faz ele é um dos caras do "Se beber não case" e olha que o charme está no personagem mesmo, pq eu nunca tinha nem reparado nesse ator...Justin Bartha, que agora está na lista dos meus atores tops, han?!
E no fim do filme tudo o que ele faz sozinho, o filho que ele adota, a profissão que ele decide ter, tudo o que ele realiza acho que acaba sendo muito parecido com o que eu gostaria de viver, talvez seja por isso que eu tenha gostado tanto...
A quarentona é interpretada pela Catherine Zeta Jones, q eu gosto bastante também, desde o No Reservations.

Bom, a história inteira é toda muito boa e o final não mostra exatamente como eles terminam, se juntos ou não, dando margem à nossa imaginação, ao que a gente torce e quer que aconteça. E filmes assim me intrigam, me deixam em estado de romance nas alturas...imaginando que tudo vai dar certo sempre =)

Just weddings...

Ja faz muito tempo que eu não posto aqui no blog, seja por falta de tempo, por falta de inspiração, por preguiça, enfim..
Quase todos os dias eu formulo textos na minha cabeça antes de dormir, enquanto eu dirijo até a usp, enquanto estou andando na rua por aih ou até almoçando...mas nem sempre consigo escrever tudo o que quero. E como eu queria...Mas enfim..

Com esse um mês que passou eu queria ter escrito como foi ir na feira de noivas com a Carol. Primeiro pq foi mto mto mto mto gostoso e segundo pq é muito gratificante, muito bom, muito nem sei como escrever poder ver a felicidade daquelas pessoas que a gente ama, ver o sonho delas se realizando e o melhor de tudo: vc poder compartilhar com elas essa felicidade. Nós já tínhamos ido na feira de noivas uma vez, mas ela não tinha escolhido nada, na verdade, ela e o Rô só estavam planejando. Dessa vez a coisa foi mais séria, olhamos convites, ela achou o vestido dela e já fechou e na mesma semana fechou o buffet, ou seja, agora já temos uma data. Muita coisa ainda vai rolar, temos o chá bar pela frente, o chá de cozinha...muitas coisas, mas é tão gostoso ir atrás de tudo com ela, passar contatos, dar idéias, ficar mil horas só falando das vontades e das possibilidades desse dia tão lindo que é o casamento.

Depois veio o casamento do Gepa e da Tha. A primeira vez que fui madrinha de casamento...e foi uma sensação incrível estar lá no alto tão perto deles...Eu nunca tinha ido em um casamento de alguem tão próximo, nunca tinha sentido essa emoção, essa alegria, de chorar sem conseguir segurar e nem querer segurar...de ver como é incrível esse momento. O Gabi quase morreu do coração de tanto chorar, e estar ao lado dele nesse momento pra mim foi uma realização muito grande. Não é só estar lá em cima e torcer pelo casal, é abençoar mesmo com uma fé e um amor que vc nem sabe de onde veio, de onde surgiu e mto menos consegue mensurar. Foi o casamento mais bonito que eu já vi.

E uma semana depois teve o casamento da Thaiane e do Rodrigo, primos do Gabi. É estranho vc ver um casamento de alguém que vc nao tem muito contato, ainda mais logo depois de ir a um que vc considerou o mais emocionante da sua vida...mas teve seus pontos altos, como todo casamento, como a música da Bela e a Fera e todos os momentos em que meus olhos marejaram enquanto eu imaginava a Carol e o Rô lá em cima...

Casamento é algo que vai além de muita coisa...e na Carol e no Rô eu vejo o infinito, o ilimitado a qualquer coisa que as pessoas costumam impôr..idade, dinheiro, estabilidade...Devagar o companheirismo e a cumplicidade conquista tudo. Faz o sonho acontecer, a sua forma, a sua condição, ao q está ao seu alcance...mas faz. E isso pra mim é a base de tudo. É a base do que eu espero ter. É o que eu mais admiro nesses dois que eu amo tanto.

Ah, sem deixar de registrar, que o Santo Antônio foi meu no casório do Rô e como reza a lenda...rs

=)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Só porque...

eu chorei qdo vi a foto dela chorando.
Ainda vou ter palavras pra pôr aqui o que eu sinto qdo penso que vou ficar longe de vc.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Como uma onda no mar

2012 começou e já veio com algumas mudanças significativas na minha vida.

Eu não sei oq me espera e sinceramente, promessas de ano novo pra mim são mais furadas do que sei lá oq, tanto que faz um tempo já que eu não paro pra pensar no que eu prometo fazer esse ano. Eu tenho muitos planos, pra falar a verdade, não sei se será possível realizá-los, mas, na medida do possível, irei fazer de tudo pra conquistar aquilo que eu tenho aqui na minha cabecinha...
Seja da entrada no mestrado à viagem de ano novo que eu quero que seja especial.

Não fazer promessas de ano novo é deixar em aberto novas possibilidades, pra poder olhar pra traz depois e não se cobrar das coisas que vc não fez. Não da forma negativa, de ter ficado encostado e não ter feito nada, mas de deixar bem claro pra si mesmo que afinal de contas...tudo muda, até bermuda. Ao longo de um ano muita coisa muda na nossa vida e eu aprendi isso em 2011.

Quando a gente está na escola ou na faculdade pode ser que as coisas não mudem tanto pelo ciclo anual que vc tem de cumprir, mas depois que vc sai desse ciclo de "mais um ano", sei lá, é como se vc tivesse liberdade pra viver seu próprio tempo.


Alguns dias antes do show do System ano passado eu cortei o meu cabelo. Meu cabelo sempre foi enorme e sempre fez parte da minha personalidade. Eu não cortava ele nem a pau. Eu gostava muito dele daquele jeito, ele me dava força, me dava confiança. Apego. Era minha vaidade. Até o dia que resolvi cortar, nos ombros. Pra muita gente isso não significa mta coisa, mas pra uma mulher o cabelo tem um significado muito grande, e nem só de vaidade, diga-se de passagem. A questão é que eu me senti preparada pra me desapegar de tudo aquilo que era velho, dos medos velhos, das atitudes antigas, de me aliar, sim aquela vaidade, aquela baixa auto-estima que me seguiu durante tanto tempo. E foi muito bom. Foi tão bom que quando eu vi a Tamella, depois sei lá qto tempo ela olhou pra mim e disse como eu havia amadurecido, em como eu estava bem, diferente, bonita, enfim...
Meus valores não mudaram em nada, só em como eu me sinto em relação a eu mesma. Eu me cobro demais, tanto profissionalmente quanto emocionalmente e fisicamente tb. É como se nada que eu fosse ou fizesse fosse bom o suficiente. E até que melhorou. Tudo bem que, semana passada mesmo, jantando com a Na, eu disse que me sentia como nos tempos que a gente estudava na ETE, pq a gente tava indo no shopping e eu estava indo de tênis, calça jeans e moletom e pegando busão, com o fone de ouvido...típica imagem de um estudante do ensino médio. Mas tá bom, vai fazer o que. Tudo tem seu tempo. E sinceramente, foi esse o caminho que eu escolhi, espero colher os frutos um dia.

Nesse mesmo jantar falamos de muitas outras coisas: casamento, filmes, livros, carreira, vontades, enfim...e acabamos por, é claro, inevitavelmente, falando sobre nossas carreiras que não vão muito lá essas coisas, vamos dizer assim. Falamos de fazer outra faculdade, de analisar as possibilidades...Não que eu não tenha pique de fazer uma nova facul, mas eu não vejo como fazer uma nova faculdade, seja por grana, seja por estudo pra entrar no vestibular, enfim. Até que hoje eu falei que ia projetar meu guarda-roupas novo, que vai ser mandado fazer. A Vic olhou pra mim e disse de cara: "vc sempre teve jeito de arquiteta"...hahahaha, explodi de dar risada, até lembrar que eu já quis fazer arquitetura...Se o negócio do mestrado não der certo acho que vou prestar ufabc com a Vic no fim do ano pra arquitetura. Nada a ver, neh?! Mas se não der vou prestar, vai saber...São novas possibilidades, novos objetivos e vontades, mesmo que eu saiba o quanto me fascina esse meu mundo do mestrado, dos laboratórios, da pesquisa, da minha viagem pro exterior pra trabalhar num laboratório lá fora...


Enfim, quando chegar a hora eu paro pra pensar no que vou fazer da minha vida. Quando precisar. Quando eu precisar mudar os planos. Bom, pelo menos é um bom começo. É como se eu tivesse um plano B!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

2012, venha!

Eu percebi que toda vez que alguém falava "Que venha 2012" eu pensava e até falava "Que venha mesmo e que venha logo pq 2011 foi osso" e algumas pessoas até comentaram que muita gente falou isso.

Não é que 2011 tenha sido um ano ruim pra mim. Mas foi o tipo de ano que vc aprende bastante batendo a cabeça. Foi isso, eu bati a cabeça o ano inteiro.

Desde a minha colação de grau até então foi o tal sofrimento pra arrumar emprego, e arrumei. Depois foi o tal sofrimento por se convencer de que estava na área errada. 2 vezes. Fiquei muito sem grana, aturei mal humor de chefe, trabalhei 12 horas seguidas sei lá quantos dias, me convenci de que tinha algo melhor a se fazer e lá fui. Fiquei sem grana de novo. Conheci novas pessoas, me adaptei a novas rotinas, sofri muito com metrô e troleibus lotado, andei até não aguentar mais. Cheguei em casa tarde de tanto trabalhar, estudei que nem uma louca e passei pela maior decepção da minha vida. Daquelas de chorar até soluçar, até doer o peito, até não ter mais lágrimas, de ficar tão arrasada a ponto de não querer ver ninguém e se afundar no sorvete, é claro.
Mas eu aprendi bastante com tudo isso e aqui tá registrado tudinho. É bom poder escrever e poder ler depois de um tempo, poder relembrar o que a gente sentiu, principalmente pq quando passa o tempo e a nossa visão muda, as coisas parecem distorcidas quando a gente se lembra ou então a gente enxerga mais claramente. Não só profissionalmente falando, mas também passei por uma crise pessoal muito grande com tudo isso que aconteceu. Crise existencial? Não sei, mas um certo sentimento de culpa e inutilidade. E que meus objetivos estivessem escapando por entre meus próprios dedos. E problemas no namoro, reavaliação de amizades.

E mesmo com tudo isso eu também fui muito feliz. Fiz muita coisa boa, coisas que eu gosto, que me fazem bem. Fui a vários shows, li muitos livros, assisti todos os filmes que eu quis ver, sozinha ou acompanhada, aliás passei tantas noites fazendo isso...2, 3, 4 filmes por dia... 1, 2, 3 livros por semana. Fui centenas de vezes em restaurantes japoneses matar a minha lombriga, com o chu, com nossos amigos, com o pessoal do laboratório. Não viajei o quanto gostaria de ter viajado, mas fui pra chácara, fiz uma ótima viagem com a minha mãe pra Fortaleza e conheci praias lindas, fui a restaurantes super legais, alugamos carro e saímos por aí, fui pra praia com o meu bocó, poucos dias, pousada barata mas mto gostoso. Fizemos várias daquelas baladinhas em pubs que gostamos bem pouco, ouvi muita música boa, de mpb ao bom e velho rock'n'roll. Assisti a ensaios da banda do Chu, que no fim acabou mais cedo do que imaginávamos, e da psudo-banda do Binho. Vi a barriga da Dani crescer com o João lá dentro e a casa do Gepa e da Tha ser toda montada. Fui convidada pra ser madrinha de casamento, não me senti preparada e depois me senti honrada, fui testemunha de casamento civil. Briguei muito com o Chu, me decepcionei e me apaixonei de novo incontáveis vezes. Conheci pessoas daquelas que a gente leva pra sempre, como a Marcela e a Martina. Fiz muito cupcake, trufa e ovo de páscoa... Engordei sei lá quantos quilos e comecei a perdê-los agora no fim do ano. Cortei o cabelo, me desapeguei de muitas neuras e complexos antigos e me tornei uma nova mulher. Parei de roer unhas e descobri a minha paixão por esmaltes. Ganhei flores e livros do Chu, e um calendário lindo do Pequeno Príncipe, daqueles que dá pra fazer anotações diariamente e com frases e ilustrações para cada mês. Escrevi bastante, mas não tanto quanto gostaria. Aprendi a segurar um pouco minha ansiedade, a esperar a hora certa pra tudo. Tive o pior pesadelo de todos os tempos e reaprendi a rezar, a encontrar minha própria fé, acreditar nos anjos, nas minhas preces, na presença de algo muito superior a tudo isso que temos por aqui.

E eu só espero econtrar mais equilíbrio em 2012. Equilíbrio pras coisas acontecerem ao seu próprio tempo, ao destino, às mãos de Deus. Pelo propósito que tudo certamente tem.