Viajantes

quinta-feira, 29 de março de 2012

...

Eis que depois de nem me lembrar há quanto tempo eu havia derramado a última lágrima, ela veio de novo.
E, sinceramente, eu não consigo explicar pq.

Acho que é raiva. Raiva de mim mesmo por ter permitido me deixar passar por tudo isso. Aguentar tanto desaforo, tapar o sol com a peneira, de não ter chutado tudo pro alto desde o começo, quando tudo começou a dar errado. Desde o dia q eu descobri que ele me chamava pelo mesmo nome que chamava a ex.

Mas é hora de respirar fundo. E encher a mente com aquele pensamento: "Pelo menos eu tentei. Pelo menos eu fiz o que eu podia e o que eu não podia."

Não é injusto e nem vergonhoso ter querido viver um grande amor.

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