Acabei de chegar em casa da corridinha semanal. Geralmente eu tentava correr mais de uma vez na semana, mas o instrutor da academia me convenceu a correr só 1 vez e eu deixei esse dia pra quarta-feira, que eh mais tranquilo.
Eis que meu treino de corrida, que eu mesma fiz baseado na minha resistência e na minha motivação (tinha que ter motivação no meio, rs) inclui uma paradinha entre os dois tempos de corrida com uma caminhada. E lá estava eu caminhando, pensando na morte da bezerra quando eu percebi como eh gostoso andar assim olhando pro céu. Eu sempre gostei de olhar pro céu a noite e hoje ficou mais lindo pq eu ia andando e os galhos das árvores iam cortando a imagem do céu azul bem escuro, das estrelas. A lua estava escondida, mas se ela estivesse aparecendo eu ia fazer igual no filme "Querido John" que eu vi, de novo, ontem, colocando o polegar em cima dela e pensando comigo mesmo que, ela nunca vai ser maior que ele, e que ainda assim a minha lua sempre vai ser a mesma que a de qualquer outra pessoa na face da Terra. A mesma lua da Lala quando ela estava longe de mim, será a mesma lua da Na qdo ela estiver longe de mim. E ainda assim é a mesma lua da pessoa que um dia, chegará.
E esse pensamento me fez lembrar das vezes que a Na me disse da minha capacidade de me doar. De sempre estar aberta pra tudo, de conseguir sempre me entregar, de morrer de chorar, mas tb morrer de rir. Depois da tempestade, diga-se de passagem que passou rápido até, eu fico feliz de saber que eu ainda estou aberta pra pessoa certa qdo ela chegar. Ainda assim, não deixei de acreditar no amor, não me tornei mais amarga, não me tornei descrente, mas acima de tudo me tornei cautelosa. E sofrer todas as vezes que eu sofri só fez me sentir mais viva. Além de que me entregar como eu me entreguei todas as vezes só me faz acreditar nessa vida dentro de mim, no meu poder de conseguir ser feliz, no meu poder de sentimentalismo, de expressão, de espontaneidade, sei lá de...."carpe diem"...
Essa sensação é que é a responsável por me deixar tão satisfeita comigo mesmo, em não fazer me arrepender de nada que eu fiz, de nada que eu disse, e isso eu digo pra todas as pessoas que passaram pela minha vida.
E então eu chego em casa com uma sensação de preenchimento. Sei lá. Só estou feliz =)
"Que a lembrança dos pés feridos quando, valentes, descalçamos os sentimentos, não nos tire a coragem da confiança.
ResponderExcluirQue sempre que doer muito, os cansaços da gente encontrem um lugar de paz para descansar na varanda mais calma da nossa mente.
Que o medo exista, porque ele existe, mas que não tenha tamanho para ceifar o nosso amor."
Ana Jácomo