Domingão de sol, calor desgramento, baixei um filme a cara do Chu pra gente assistir junto: "Esquadrão Classe A", onde uma equipe de oficiais militares renegados assume várias operações sigilosas enquanto tenta se manter à frente de seus perseguidores: o exército americano. Como ele não confia nem um pouco no meu gosto pra filmes, ele não quis ver e há muito eu tinha baixado O Bebê de Rosemary (Roman Polanski - 1968), um clássico dos clássicos do terror.
São 2h15 de filme, sendo que ele todo quase se passa durante a gravidez de Rosemary. O fato é que o filme conta a história de um casal que se muda pro Edifício Dakota em Nova York, já conhecido pelas coisinhas estranhas e macabras que já aconteciam por lá. Eu pensei que iriam acontecer horrores e que pelo nome o moleque ia pintar e bordar com todo mundo, de um tipo bem sangrento. Mas não. O marido da mulher entra pra uma seita de bruxaria e oferece a mulher ao demônio em troca de sucesso. Mas ele nao oferece ela, oferece o corpo dela, pra que ela possa gerar um satãzinho, pra ele vir pra Terra. A mulher vai ficando só o pó durante o filme, sente muitas dores, vai ficando cheia de olheiras e muito pálida, faz um corte de cabelo horrível que deixa ela com cara de louca, e todo mundo está conspirando contra ela, inclusive e principalmente um casal de idosos vizinhos, que oferecem todas as ervas necessárias para que o Luciferzinho venha ao mundo muito saudável, e quem desvirtua o marido da mulher tb, logo no começo do filme.
Eu não gostei da história, acho que pq eu estava esperando algo mais sangrento. E eu queria ver o bebê causar no filme, mas nem aparece a cara dele, nos seus únicos 15 minutos de "aparição" (o tempo que sobra antes do filme acabar, quando ela tem o bebê).
Na verdade o fato de ele não aparecer é que fez do filme tanto sucesso...pq fecundou a imaginação dos pobres expectadores.
Mas eu gostei da produção. Com o Clube do Filme eu comecei a reparar nos focos, nos atores, na trilha sonora, na fotografia, nas luzes...E é um filme que passa terror, que passa suspense, apesar de não mostrar nada monstruoso. Várias vezes me peguei com os pés apertados e os dedos cruzados sem perceber, com o braço na frente do peito, como que de proteção, e até de boca aberta...huahaauhauha
Algumas cenas poderiam ser mudadas, como quando ela é fecundada pelo demo, que aparece umas mãos horripilantes, como de monstro, arranhando as costas dela, e aparece só os olhos dele. São imagens que mostram o que não é real. Todo mundo imagina como é o coisa ruim, mas impôr imagem no filme mostra que não é real, pelo menos eu não tenho medo dessas figuras clássicas de demônios. Se viesse um cara possuído, iria me deixar com muito mais medo.
E na última cena, quando ela encontra o bebê que tiraram dela, o prometido, ela vai com uma faca até o apartamento dos vizinhos idosos e encontra todo o grupo da seita cortejando o bebê, num berço fúnebre, com um crucifixo invertido pendurado, como um pendurricalho. Ela fica louca, brava e conta pra todos lá o que se passou durante o filme, como se explicasse pra quem está assistindo. Acho que dispensa explicações. Na vida real ninguém vai fazer isso. E quanto mais real, mais próximo do que pode acontecer com a gente, mais medo dá. Poderia ter cortado o diálogo e passado direto pra parte que ela assume o papel de mãe e resolve ficar lá com o demozinho, pq mãe é mãe, neh?!
Não importa como tenha nascido o filho...
Tá bom, eu esperava que ela fosse enfiar a faca no buxo do monstrinho...
Viajantes
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
O Clube do Filme
Termineeeeeeei....dessa vez demorei 2 dias, pq foi de fim de semana. Tecnicamente os fins de semanas são praticamente reservados ao chu e coisas com ele, desde jantar fora até assistir Faustão domingo a tarde. Então eu comecei a ler no sábado de manhã, à tarde fui no ensaio, à noite comemos pizza e depois jogamos Super Mario Kart, no emulador do SNES.
Perdi todas.
Eu juro que eu jogava muito bem quando eu era pequena.
Daí de madrugada o meu vizinho, que tem uma banda tb, que adora atormentar a gente com a sua bateria, ensaiou a noite toda praticamente e depois resolveu fazer churrasco até às tantas, com muita risada e música alta.
Eu não me importei tanto quando deitei na cama pq eu não fui dormir, fui continuar de ler o livro, e li tanto que só parei quando estava caindo de sono, lá pelas 4h...
E então, no domingo de manhã eu terminei.
Eu queria ler esse livro há muito tempo, desde quando eu vi como um dos indicados na lista da Super, e ó que faz tempo. Uma vez eu e o Gabi entramos na Saraiva e eu vi ele lá na prateleira e até mostrei pro Gabi, ele até comentou que o autor tem o nome do vocalista do Pink Floyd. A diferença é que o meu escritor é David Gilmour - Escritor e crítico de livros, canadense, e o dele é o David Jon Gilmour - Vocalista e Guitarrista do Pink Floyd, inglês. Acho que foi a única coisa do livro que interessou pra ele...hehehe
E depois que a Na me emprestou e eu consegui matar minha vontade, na verdade surgiram muitas outras novas vontades.
Primeiro de tudo, a história eu achei muito boa. Principalmente por ser real, adoro histórias reais. Acho que no final das contas, não foi a modernidade da criação de Jesse que David proporcionou, não foi tirá-lo da escola pra depois ele acabar percebendo a real importância dela e voltar, por vontade própria, uns 3 anos depois. Não foi isso.
David permitiu que Jesse saísse da escola pq sabia que cedo ou tarde aquilo influenciaria na vida entre os dois, mais mentiras iriam aparecer, novos vícios e o pior: uma nova relação entre eles, e uma que ele não queria.
Geralmente os pais não abrem os olhos pra esse tipo de coisa e eu achei interessante ele enxergar, e o mais importante: ter atitude de pôr em prática. Ele não poupou esforços pra que eles se aproximassem e desse forma poder passar pro seu filho aquilo que eu acredito ser o mais importante: ética, cumplicidade, sinceridade. Uma verdadeira relação pai e filho.
E no fim, tudo dá certo. Mesmo que Jesse vá pra longe...
como David diz em alguma parte: "Criar os filhos é lidar com perdas, é uma constante perda, primeiro das roupinhas, das fraldas, depois das mamadeiras...". Minha mãe mesmo, sempre me diz que é em vão criar os filhos pra gente, tem que criar pro mundo.
É como cuidar do jardim pra que venham as borboletas.
A gente cresce e a relação com nossos pais está sempre mudando. Desde criança até hoje, e chegarão os dias em que nos veremos bem menos, mas como David mesmo diz, é assim que tem que ser. Cada um tem seu caminho. E a perda maior é a da presença física, do convívio.
E depois desse clarão legal aí, ele me deixou morrendo de vontade de ver váááários filmes, assim como eles. Não foram todos que fiquei com vontade de ver. Aliás, não foram os filmes que tinham na filmografia que eu fiquei com vontade de ver. Na verdade, eu capturei os traços dos diretores que ele me passou no livro. E eu fiquei curiosíssima pra ver filmes antigos que eu nunca vi, clássicos ou não. Ver isso aí, tirar minhas próprias conclusões.
Fui atrás de Alfred Hitchcock primeiro. Não sei porque. Agora eu selecionei alguns e vou mandar brasa.
Perdi todas.
Eu juro que eu jogava muito bem quando eu era pequena.
Daí de madrugada o meu vizinho, que tem uma banda tb, que adora atormentar a gente com a sua bateria, ensaiou a noite toda praticamente e depois resolveu fazer churrasco até às tantas, com muita risada e música alta.
Eu não me importei tanto quando deitei na cama pq eu não fui dormir, fui continuar de ler o livro, e li tanto que só parei quando estava caindo de sono, lá pelas 4h...
E então, no domingo de manhã eu terminei.
Eu queria ler esse livro há muito tempo, desde quando eu vi como um dos indicados na lista da Super, e ó que faz tempo. Uma vez eu e o Gabi entramos na Saraiva e eu vi ele lá na prateleira e até mostrei pro Gabi, ele até comentou que o autor tem o nome do vocalista do Pink Floyd. A diferença é que o meu escritor é David Gilmour - Escritor e crítico de livros, canadense, e o dele é o David Jon Gilmour - Vocalista e Guitarrista do Pink Floyd, inglês. Acho que foi a única coisa do livro que interessou pra ele...hehehe
E depois que a Na me emprestou e eu consegui matar minha vontade, na verdade surgiram muitas outras novas vontades.
Primeiro de tudo, a história eu achei muito boa. Principalmente por ser real, adoro histórias reais. Acho que no final das contas, não foi a modernidade da criação de Jesse que David proporcionou, não foi tirá-lo da escola pra depois ele acabar percebendo a real importância dela e voltar, por vontade própria, uns 3 anos depois. Não foi isso.
David permitiu que Jesse saísse da escola pq sabia que cedo ou tarde aquilo influenciaria na vida entre os dois, mais mentiras iriam aparecer, novos vícios e o pior: uma nova relação entre eles, e uma que ele não queria.
Geralmente os pais não abrem os olhos pra esse tipo de coisa e eu achei interessante ele enxergar, e o mais importante: ter atitude de pôr em prática. Ele não poupou esforços pra que eles se aproximassem e desse forma poder passar pro seu filho aquilo que eu acredito ser o mais importante: ética, cumplicidade, sinceridade. Uma verdadeira relação pai e filho.
E no fim, tudo dá certo. Mesmo que Jesse vá pra longe...
como David diz em alguma parte: "Criar os filhos é lidar com perdas, é uma constante perda, primeiro das roupinhas, das fraldas, depois das mamadeiras...". Minha mãe mesmo, sempre me diz que é em vão criar os filhos pra gente, tem que criar pro mundo.
É como cuidar do jardim pra que venham as borboletas.
A gente cresce e a relação com nossos pais está sempre mudando. Desde criança até hoje, e chegarão os dias em que nos veremos bem menos, mas como David mesmo diz, é assim que tem que ser. Cada um tem seu caminho. E a perda maior é a da presença física, do convívio.
E depois desse clarão legal aí, ele me deixou morrendo de vontade de ver váááários filmes, assim como eles. Não foram todos que fiquei com vontade de ver. Aliás, não foram os filmes que tinham na filmografia que eu fiquei com vontade de ver. Na verdade, eu capturei os traços dos diretores que ele me passou no livro. E eu fiquei curiosíssima pra ver filmes antigos que eu nunca vi, clássicos ou não. Ver isso aí, tirar minhas próprias conclusões.
Fui atrás de Alfred Hitchcock primeiro. Não sei porque. Agora eu selecionei alguns e vou mandar brasa.
domingo, 30 de janeiro de 2011
You take a mortal man...
E daí que eu tô parecendo a namorada do Dinho dos Mamonas Assassinas, quando ele ia no Domingo Legal????
Juntaram uns rapeizes da firma onde o Gabi trampa, dois guitarristas, um baixista e um bateirista + a voz de radialista do Gabi e eis que surge o Walkin Ducks. Ontem eles foram ensaiar e eu fui junto.
Eu queria muito ir mesmo, mas não tinha me convidado, pq como era o primeiro ensaio, achei que eles devessem se entrosar primeiro até que aparecesse a namorada "orgulhosa" e "assistente"...mas já que a namorada do baterista ia, foi o aval pro Gabi me levar tb. E daí eu fui.
Fiquei impressionada com um dos guitarristas, que também toca bateria, mas ele toca muito bem. Muito mesmo. E parece que ele sabe tocar qqr coisa que vc pedir de uma forma incrível e muda solos de músicas de propósito [depois ele pergunta o que os meninos acharam], e do nada começa a inventar músicas!!![como assim?!??!]...eu não lembro o nome dele, só lembro que o Gabi chama ele de Panqueca.rs* E que ele comprou uma camiseta e um cd do Metallica pra filha dele, que eu pensei ter uns 6 anos, qdo ele disse, e qdo eu perguntei, ele respondeu que ela tinha 1 ano e meio. rs*
O baterista me é familiar, eu não sei, parece que eu conheço ele de algum lugar.
E a voz do Gabi é linda. Eu acho muito bonita mesmo, não é pq eu sou namorada, não. Pena o microfone estar um pouco baixo. Ele canta bem melódico, não grita...lembra o Myles Kennedy. [Quando ele ler, certeza que vai falar: "Ah, tá!"]. Mas é sério. Não é por parecer, é por ter o mesmo estilo, o mesmo som melódico e confortante.
As três músicas iniciais que eles ensairam ficaram ótimas. Eu achei que em Enter Sandman [Metallica], ficou ótimo, mesmo que no início a voz ainda tenha que se encaixar um pouco mais, mas o refrão ficou dahora. Symphony of Destruction [Megadeth], sem comentários, foi evoluindo do começo ao fim do ensaio, até ficar muito boa. E a outra, que eles quase não tocaram, Perfect Strangers [Deep Purple], (era essa não era, a prevista?), mesmo com o Gabi meio perdido, ficou bom. Ele não ouve tanto Deep Purple. Eu, menos ainda.
E o Panqueca quis tocar What If, mas os meninos não tinham pego. Eu queria tanto ouvir o Gabi cantar essa...
E no final do ensaio, nos arranhos de Pearl Jam, com Black, a única vez, descobri que combina muito com o timbre do Gabi. Espero que eles inventem Pearl Jam mais vezes...=)
Juntaram uns rapeizes da firma onde o Gabi trampa, dois guitarristas, um baixista e um bateirista + a voz de radialista do Gabi e eis que surge o Walkin Ducks. Ontem eles foram ensaiar e eu fui junto.
Eu queria muito ir mesmo, mas não tinha me convidado, pq como era o primeiro ensaio, achei que eles devessem se entrosar primeiro até que aparecesse a namorada "orgulhosa" e "assistente"...mas já que a namorada do baterista ia, foi o aval pro Gabi me levar tb. E daí eu fui.
Fiquei impressionada com um dos guitarristas, que também toca bateria, mas ele toca muito bem. Muito mesmo. E parece que ele sabe tocar qqr coisa que vc pedir de uma forma incrível e muda solos de músicas de propósito [depois ele pergunta o que os meninos acharam], e do nada começa a inventar músicas!!![como assim?!??!]...eu não lembro o nome dele, só lembro que o Gabi chama ele de Panqueca.rs* E que ele comprou uma camiseta e um cd do Metallica pra filha dele, que eu pensei ter uns 6 anos, qdo ele disse, e qdo eu perguntei, ele respondeu que ela tinha 1 ano e meio. rs*
O baterista me é familiar, eu não sei, parece que eu conheço ele de algum lugar.
E a voz do Gabi é linda. Eu acho muito bonita mesmo, não é pq eu sou namorada, não. Pena o microfone estar um pouco baixo. Ele canta bem melódico, não grita...lembra o Myles Kennedy. [Quando ele ler, certeza que vai falar: "Ah, tá!"]. Mas é sério. Não é por parecer, é por ter o mesmo estilo, o mesmo som melódico e confortante.
As três músicas iniciais que eles ensairam ficaram ótimas. Eu achei que em Enter Sandman [Metallica], ficou ótimo, mesmo que no início a voz ainda tenha que se encaixar um pouco mais, mas o refrão ficou dahora. Symphony of Destruction [Megadeth], sem comentários, foi evoluindo do começo ao fim do ensaio, até ficar muito boa. E a outra, que eles quase não tocaram, Perfect Strangers [Deep Purple], (era essa não era, a prevista?), mesmo com o Gabi meio perdido, ficou bom. Ele não ouve tanto Deep Purple. Eu, menos ainda.
E o Panqueca quis tocar What If, mas os meninos não tinham pego. Eu queria tanto ouvir o Gabi cantar essa...
E no final do ensaio, nos arranhos de Pearl Jam, com Black, a única vez, descobri que combina muito com o timbre do Gabi. Espero que eles inventem Pearl Jam mais vezes...=)
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Livros
Eu tô cansada de ficar em casa só fazendo serviço de casa.
Aquela rotina chata...acordar, arrumar a mesa que meus pais deixaram do café, fazer almoço, lavar roupa, lavar a louça, estender a roupa, varrer o chão, fazer a janta. Cansei.
Eu já vi que ue não sirvo pra isso. Eu tiro de letra fazer tudo isso desde que eu tenha outras coisas pra fazer. Só isso não dá não.
Aí eu fui procurar sites que liberam download de livros. Eu acho péssimo ler no pc, ainda mais um livro, mas o desespero tava tanto que eu acabei baixando um monte. E ganhei um baita de um vírus, isso sim.
E os que eu li até agora não serviram de grande coisa...
Que vontade de ir na livraria e comprar uns 5 livros de uma vez...
Cadê vc, Nayara?!?!!
Aquela rotina chata...acordar, arrumar a mesa que meus pais deixaram do café, fazer almoço, lavar roupa, lavar a louça, estender a roupa, varrer o chão, fazer a janta. Cansei.
Eu já vi que ue não sirvo pra isso. Eu tiro de letra fazer tudo isso desde que eu tenha outras coisas pra fazer. Só isso não dá não.
Aí eu fui procurar sites que liberam download de livros. Eu acho péssimo ler no pc, ainda mais um livro, mas o desespero tava tanto que eu acabei baixando um monte. E ganhei um baita de um vírus, isso sim.
E os que eu li até agora não serviram de grande coisa...
Que vontade de ir na livraria e comprar uns 5 livros de uma vez...
Cadê vc, Nayara?!?!!
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Rabanada
Me deu um clique hoje de manha e eu fui atras de uma receita de rabanada...pq eu nao sabia exatamente como fazer e pq me deu uma baita vontade de comer...
Eu fiz e ficou muuuuuuuuuuuuito boa, eu diria!
Rabanada é o que há!
Lembrei do hotel que eu fiquei em Ilhéus. O único que tinha rabanada no café da manhã. E era tão boa! Tão sequinha e tostadinha...hmmmm. Tinha um dia sim, um dia não. Eu lembro que eu ia dormir pensando: "Amanhã tem rabanada no café da manhã..."
Puta pensamento de gordo, neh?! rs.
Na verdade acho que ficou mais aguçada a vontade de fazer doce, ainda mais pq eu assisti essa noite aquele filme Julie & Julia. Que eu achei demais! Mas eu fiquei com vontade de ler o livro, então só vou escrever aqui quando eu ler o livro.
Deixando bem claro: Um ótimo presente seria o livro Julie & Julia. Ok?!
Eu fiz e ficou muuuuuuuuuuuuito boa, eu diria!
Rabanada é o que há!
Lembrei do hotel que eu fiquei em Ilhéus. O único que tinha rabanada no café da manhã. E era tão boa! Tão sequinha e tostadinha...hmmmm. Tinha um dia sim, um dia não. Eu lembro que eu ia dormir pensando: "Amanhã tem rabanada no café da manhã..."
Puta pensamento de gordo, neh?! rs.
Na verdade acho que ficou mais aguçada a vontade de fazer doce, ainda mais pq eu assisti essa noite aquele filme Julie & Julia. Que eu achei demais! Mas eu fiquei com vontade de ler o livro, então só vou escrever aqui quando eu ler o livro.
Deixando bem claro: Um ótimo presente seria o livro Julie & Julia. Ok?!
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Valrhona
No sábado depois do almoço eu e o Gabi fomos lá no restaurante onde eu vou trabalhar (que eu não sei o nome). Fomos de carro, pra eu aprender o caminho, pq da outra vez eu fui de metrô.
A gente só passou em frente...a obra estava parada e com o tapume preto, tudo fechado.
A gente andou pelas ruinhas que tem por ali, vimos as lojinhas de decoração, coisas diferentes, de roupas e sapatos estranhos e eu levei ele pra tomar o sorvete do Valrhona.
A mulher enganou a gente, o preço mudou de 2 semanas pra cá ou então o preço muda de fim de semana. Porque dessa vez não vendia 1 bola de sorvete. Só de 2. Daquela vez eu paguei R$ 5,00 em uma bola. Dessa vez pagamos R$ 12,00 em 2. Pode? Beleza...ainda assim continua mais barato que Haagen Dazs.
Eu pedi de framboesa de novo e de acerola. Que por sinal é muuuuuuuuuuuuuito bom. Muito bom mesmo.
O Gabi pediu de acerola e de pistache. O de pistache é gostoso também, mas eu acho que combina pra comer com petit gateau ou com brownie...com alguma sobremesa. É um sorvete mais cremoso e mais encorpado, diferente do de frutas, que é leve, bem veraozão. A gente também provou o de chocolate ao leite e 1/2 amargo. Eu fiquei com vontade de provar pq já que o chocolate deles é o bambambam, achei que seria perfeito. Mas é bem normal, pra falar a verdade. Eu não sou muito fã de sorvete de chocolate...gostei do deles, mas é um sorvete comum...eu não pagaria esse preço pra tomar o de chocolate. O Haagen Dazs Mayan Chocolate é mto bom e vale a pena...
Depois a gente descobriu que logo ali, numa das ruinhas fica o Lellis Trattoria, um restaurante italiano que tem propaganda o dia inteiro na Kiss. Deve ser bom, ainda vou comer lá.
E o resto do dia foi bom com o bonequinho de pano. Só de boas, baixando música, vendo tv, cochilando...fazendo jantinha com o que tinha em casa!
É disso que eu preciso...
A gente só passou em frente...a obra estava parada e com o tapume preto, tudo fechado.
A gente andou pelas ruinhas que tem por ali, vimos as lojinhas de decoração, coisas diferentes, de roupas e sapatos estranhos e eu levei ele pra tomar o sorvete do Valrhona.
A mulher enganou a gente, o preço mudou de 2 semanas pra cá ou então o preço muda de fim de semana. Porque dessa vez não vendia 1 bola de sorvete. Só de 2. Daquela vez eu paguei R$ 5,00 em uma bola. Dessa vez pagamos R$ 12,00 em 2. Pode? Beleza...ainda assim continua mais barato que Haagen Dazs.
Eu pedi de framboesa de novo e de acerola. Que por sinal é muuuuuuuuuuuuuito bom. Muito bom mesmo.
O Gabi pediu de acerola e de pistache. O de pistache é gostoso também, mas eu acho que combina pra comer com petit gateau ou com brownie...com alguma sobremesa. É um sorvete mais cremoso e mais encorpado, diferente do de frutas, que é leve, bem veraozão. A gente também provou o de chocolate ao leite e 1/2 amargo. Eu fiquei com vontade de provar pq já que o chocolate deles é o bambambam, achei que seria perfeito. Mas é bem normal, pra falar a verdade. Eu não sou muito fã de sorvete de chocolate...gostei do deles, mas é um sorvete comum...eu não pagaria esse preço pra tomar o de chocolate. O Haagen Dazs Mayan Chocolate é mto bom e vale a pena...
Depois a gente descobriu que logo ali, numa das ruinhas fica o Lellis Trattoria, um restaurante italiano que tem propaganda o dia inteiro na Kiss. Deve ser bom, ainda vou comer lá.
E o resto do dia foi bom com o bonequinho de pano. Só de boas, baixando música, vendo tv, cochilando...fazendo jantinha com o que tinha em casa!
É disso que eu preciso...
Sirigüela
Toda vez que a gente vai pra chácara é um tal de comer siriguela até não aguentar mais...
No sábado de manhã minha mãe foi pra lá e voltou na madrugadinha de domingo pra segunda...e trouxe um tantao de siriguela.
E agora eu fico o dia inteiro comendo da frutinha...
Prometo que dou pra vc experimentar, qdo vier aqui, Na!
No sábado de manhã minha mãe foi pra lá e voltou na madrugadinha de domingo pra segunda...e trouxe um tantao de siriguela.
E agora eu fico o dia inteiro comendo da frutinha...
Prometo que dou pra vc experimentar, qdo vier aqui, Na!
Planejamento
Sexta-feira à noite foi meio que o dia oficial do planejamento da minha primeira viagem de negócios...
HEHEHEHEHE
Na verdade, eu não sei até onde eu quero ir com essa história de trabalhos, pesquisas, congressos e blablabla...eu queria seguir carreira acadêmica, tem horas que eu penso que é o que eu quero de verdade. Mas depois eu penso de novo e eu já não sei se é isso mesmo que eu quero. Na verdade tudo me broxou depois que eu conversei com uma tal de Maria Inès Genovese. Ela me desanimou bastante, na verdade...não por eu ter certeza de que seria foda, de que eu teria que me dedicar muito. Mas porque ela me passou uma arrogância que pelamor...aquela coisa que "eu sou melhor que vc e pronto, vc deve saber disso...". Em varias partes da nossa conversa ela me contou de seus feitos sem que eu nem os perguntasse e depois ficava muda, como se esperasse uma reação minha de colocar ela bem alto la no pedestal. Eu nem conheço ela. Ela pode ser foda como pesquisadora, mas o meu interesse nao é esse.
Não entrar pra pesquisa pra ser o melhor pesquisador, é pra fazer coisas novas em laboratorio, que possam ser úteis, mas acima de tudo, coisas que eu gosto. Se eu escrevo e faço os trabalhos que fiz até hoje, foi porque eu me interessei por aquilo pra fazer com gosto.
Não quero entrar na USP, só pq é a melhor faculdade de ciências farmacêuticas pra fazer um mestrado, pra conviver com pessoas assim. É muita competitividade. Eu não nasci pra isso. Procuro olhar todos os profissionais, o potencial de cada um e detesto essa coisa de se colocar em pódiuns, pra mostrar quem é o melhor.
Há uma grande diferença entre a USP e o Mackenzie.
No Mackenzie hão de se vangloriar e de te pisar pela sua posição financeira na sociedade. E o que ela te traz...as viagens, as baladas, as roupas e os sapatos da moda e mais caros.
Na USP há um certo preconceito com os estudantes de particular. Por isso. Nos consideram um lixo intelectual. E vc tem cada vez mais status pelo número de trabalhos que vc escreveu, quantos experimentos fez, quantos anos de laboratório, quantos trabalhos publicados, qual o "rate" das revistas que vc publicou no CNPq.
Parece que na vida desse povo só existe isso.
No Mackenzie só existe o "Where my party people at?" e o seu luxo. E na USP só existe a pesquisa, os congressos, os simpósios.
E é aí que tá. Minha vida não é isso.
Eu só quero poder crescer, dar atenção pra minha família, casar, ter filhos e poder fazer um bolo de cenoura com cobertura de chocolate pra pôr na lancheirinha deles, pô..
Aí eu que não quero desistir de estudar, tb, estou me remoendo sem saber o que fazer. Eu não quero mais ir pra USP. Quero fazer um mestrado de algo que eu goste, num lugar mais tranquilo, hehehe. Dar continuidade pras minhas coisinhas de vinho, de atividade antioxidante...quem sabe combinar com gastronomia...
E por enquanto não quero pensar nisso. Pro ano que vem. Vou trabalhar, viver novas experiências e descobrir o que realmente eu quero fazer lá pra frente.
E o que eu posso pensar agora é no meu filho, como dizia minha orientadora, meu TCC. Em botar ele lá na revista que a gente decidiu e mandar ele pro congresso da Sociedade Brasileira de Nutrição.
Já me inscrevi. Por isso eu comecei a planejar minha viagem de negócios...
A inscrição tá feita, então eu vou pra Fortaleza no congresso, em junho. No dia do meu aniversário. Agora só falta eles mandarem a resposta pra eu saber se além de ir e assistir a uma porrada de palestras, eu vou ter um lugarzinho pra minha, ou pelo menos um posterzinho...
HEHEHEHEHE
Na verdade, eu não sei até onde eu quero ir com essa história de trabalhos, pesquisas, congressos e blablabla...eu queria seguir carreira acadêmica, tem horas que eu penso que é o que eu quero de verdade. Mas depois eu penso de novo e eu já não sei se é isso mesmo que eu quero. Na verdade tudo me broxou depois que eu conversei com uma tal de Maria Inès Genovese. Ela me desanimou bastante, na verdade...não por eu ter certeza de que seria foda, de que eu teria que me dedicar muito. Mas porque ela me passou uma arrogância que pelamor...aquela coisa que "eu sou melhor que vc e pronto, vc deve saber disso...". Em varias partes da nossa conversa ela me contou de seus feitos sem que eu nem os perguntasse e depois ficava muda, como se esperasse uma reação minha de colocar ela bem alto la no pedestal. Eu nem conheço ela. Ela pode ser foda como pesquisadora, mas o meu interesse nao é esse.
Não entrar pra pesquisa pra ser o melhor pesquisador, é pra fazer coisas novas em laboratorio, que possam ser úteis, mas acima de tudo, coisas que eu gosto. Se eu escrevo e faço os trabalhos que fiz até hoje, foi porque eu me interessei por aquilo pra fazer com gosto.
Não quero entrar na USP, só pq é a melhor faculdade de ciências farmacêuticas pra fazer um mestrado, pra conviver com pessoas assim. É muita competitividade. Eu não nasci pra isso. Procuro olhar todos os profissionais, o potencial de cada um e detesto essa coisa de se colocar em pódiuns, pra mostrar quem é o melhor.
Há uma grande diferença entre a USP e o Mackenzie.
No Mackenzie hão de se vangloriar e de te pisar pela sua posição financeira na sociedade. E o que ela te traz...as viagens, as baladas, as roupas e os sapatos da moda e mais caros.
Na USP há um certo preconceito com os estudantes de particular. Por isso. Nos consideram um lixo intelectual. E vc tem cada vez mais status pelo número de trabalhos que vc escreveu, quantos experimentos fez, quantos anos de laboratório, quantos trabalhos publicados, qual o "rate" das revistas que vc publicou no CNPq.
Parece que na vida desse povo só existe isso.
No Mackenzie só existe o "Where my party people at?" e o seu luxo. E na USP só existe a pesquisa, os congressos, os simpósios.
E é aí que tá. Minha vida não é isso.
Eu só quero poder crescer, dar atenção pra minha família, casar, ter filhos e poder fazer um bolo de cenoura com cobertura de chocolate pra pôr na lancheirinha deles, pô..
Aí eu que não quero desistir de estudar, tb, estou me remoendo sem saber o que fazer. Eu não quero mais ir pra USP. Quero fazer um mestrado de algo que eu goste, num lugar mais tranquilo, hehehe. Dar continuidade pras minhas coisinhas de vinho, de atividade antioxidante...quem sabe combinar com gastronomia...
E por enquanto não quero pensar nisso. Pro ano que vem. Vou trabalhar, viver novas experiências e descobrir o que realmente eu quero fazer lá pra frente.
E o que eu posso pensar agora é no meu filho, como dizia minha orientadora, meu TCC. Em botar ele lá na revista que a gente decidiu e mandar ele pro congresso da Sociedade Brasileira de Nutrição.
Já me inscrevi. Por isso eu comecei a planejar minha viagem de negócios...
A inscrição tá feita, então eu vou pra Fortaleza no congresso, em junho. No dia do meu aniversário. Agora só falta eles mandarem a resposta pra eu saber se além de ir e assistir a uma porrada de palestras, eu vou ter um lugarzinho pra minha, ou pelo menos um posterzinho...
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Esconderijo
"Nesse quarto escuro
Existe um menino assustado
Ele é sozinho
e teme que o mundo
encontre o seu cantinho
Me entrega ele pra cuidar
Eu sei guardar segredo,
eu sei amar
Não conto pra ninguém
que esse menino é alguém
de barba e gravata
E que esse quarto escuro
É sua alma..."
O meu humor oscilou demais esses dias...parece que em questão de segundos eu saía da alegria e paciência suprema para a melancolia e depois pra inquietação e impaciência.
Eu quero tanto...eu quero muito mais do que eu sou capaz de conseguir agora.
Existe um menino assustado
Ele é sozinho
e teme que o mundo
encontre o seu cantinho
Me entrega ele pra cuidar
Eu sei guardar segredo,
eu sei amar
Não conto pra ninguém
que esse menino é alguém
de barba e gravata
E que esse quarto escuro
É sua alma..."
O meu humor oscilou demais esses dias...parece que em questão de segundos eu saía da alegria e paciência suprema para a melancolia e depois pra inquietação e impaciência.
Eu quero tanto...eu quero muito mais do que eu sou capaz de conseguir agora.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Querido John
Bem que ela disse que eu ia engolir o livro...Na terça-feira ela me trouxe aqui e eu meio que nao tive tempo de ler...li umas 5 folhas e meu pai ficou desligando e ligando o interruptor, dando uma de eletricista...até que eu resolvi dormir e deixei o livro pra ontem. Pois eu comecei a ler à noite e não parei mais, não consegui. Terminei umas 3 e pouco da manhã e mandei uma msg no cel dela pra contar que eu tinha terminado...mas a msg nao chegou e nem vai chegar tao cedo, provavelmente pq o celular ta sem bateria. E qdo isso aconteceu, meu nego. Adeus, Nayara...sabe-se la qdo ela vai resolver pôr pra carregar...
Mas enfim, eu li li e li e no fim posso resumir como um livro bom. Não foi o melhor livro que li, mas foi ótimo pra eu ler agora. Consegui respostas pra muitas perguntas que no dia mesmo que a Nay veio aqui me trazer o livro indaguei pra ela...Então, também posso dizer que foi construtivo. Mas pelos detalhes, por alguns gestos...pela história em si, do romance, e não dos pormenores no decorrer do livro, achei fraco, bem cara de best-seller americano, mesmo. Posso dizer também que foi um livro especial pq me identifiquei com muitas passagens...chorei em varios trechos e senti de verdade que eu tinha vivido aquilo, de alguma forma. Talvez por isso eu tenha achado o romance fraco, pq eu ja tinha uma opiniao meio que formada, por experiencia própria...
Me identifiquei com a doença do pai de John, e essa descoberta dele tb me fez refletir sobre pessoas conhecidas, sobre como pessoas assim influenciam quem está a sua volta, pessoas que estão ao meu redor. Me fez enxergar a situação de uma forma diferente de como eu há pouco tinha estabelecido pra mim.
Achei puro e lindo o amor de John e Savannah quando se conheceram...os primeiros momentos, mas acima de tudo o modo como ele agia com ela. O jeito como tudo fluía, mesmo ele nunca tendo vivido algo do tipo.
Admirei Savannah cada segundo da história, pela bondade, pela transparência, paciência, pureza, a forma simples como ela enxergava e aceitava as coisas, as pessoas, os lugares, as situações, como tinha o poder de perdoar e ser amável.
Amei Tim pelo seu coração puro também. Ele me lembrou muito um amigo meu. Uma pessoa simples, sábia não por experiência, pelo próprio íntimo, pela forma de enxergar o mundo, sempre sorridente. E o ato de ser prudente e desejar a felicidade de seu amor, acima de tudo, independente, combina perfeitamente com a sua personalidade. Eu penso que tem que ser uma pessoa muito boa, serena e pura pra conseguir sentir isso de verdade.
E no fim das contas, não gostei do romance pq não me mostrou meio que amor de verdade. Mas sim uma história mal resolvida, uma história cortada no meio, pro John. Pra Savannah, não. Isso que eu não achei forte. Na verdade, o fato de John ter continuado no exército, mesmo querendo a mulher da sua vida, incluiu uma dedicação extra à unica coisa que um dia pode ter dado orgulho ao seu pai e algum ego pra ele mesmo, que nunca tinha feito nada na vida. Proteger seus companheiros de guerra, não abandoná-los, era uma honra, afinal de contas o exército mostrou que ele era alguém e que ele enfim era diferente daqueles garotos com quem ele andava e no fim, via o quanto vazios eram. Savannah por um lado, foi amável todos os momentos do livro, mesmo quando rompeu com ele, pela distância. Ela fez uma escolha. Ela tinha uma vida a viver, seus sonhos, seus planos ou John. Ela escolheu os sonhos dela e não o amor de John, preferiu não esperá-lo, não pq seu amor não era suficiente, mas pq querendo ou não ela aprendeu a conviver sem ele, e era mais apaixonada pelos seus próprios sonhos. Ela conseguiu viver bem sem ele. E continuaria, mesmo depois de tê-lo visto, mesmo tendo uma recaída. Ela não precisou dele, ela tinha outras pessoas, sua família, seu trabalho, seu sonho sendo concretizado. Ele não. Ele não tinha ninguém. Ele tinha o pai longe e apenas seus guerrilheiros, esperando mais um dia, ansiando por voltar vivo pro quartel ou pelo dia em que a veria novamente, por isso ele assumiu que a amava todos os dias de sua vida.
Ela ter tido uma recaída me mostrou fraqueza. Muita fraqueza, afinal de contas, temos nossas escolhas. E ela escolheu o que era melhor pra ela. Na verdade, até me pareceu um pouco de arrependimento. Porque se ela tivesse esperado John, a vida dela talvez não fosse tão difícil, com um marido no hospital, um rancho pra cuidar sozinha e um cunhado doente que talvez não resistisse à perda do irmão. Talvez não foi a vida que ela imaginou pra ela, no fim das contas. Por mais que amasse o marido e o cunhado. E amava mesmo, afinal de contas eram pessoas que a acompanhavam desde criança, inclusive nos sonhos. Mas um amor fraternal. Não um amor de homem e mulher.
De qualquer forma Savannah estaria envolvida com John e Alan pra sempre, mesmo que estivesse casada com John, pois sempre foram quase irmãos. E eles estariam juntos até o fim mesmo.
E então quando eu terminei eu me perguntei quantas formas de amor existem. Como cada um encara cada uma delas e afinal...qual é a melhor? Qual é a certa? Qual é a que gente espera?
Acho que cada um tem sua própria resposta. Cada um quer uma coisa pra si. Faz parte da gente.
Eu descobri a minha resposta. Não só pelo livro, mas por tudo que já vivi. Foi pouco, mas o suficiente pra eu conseguir ter pelo menos uma opinião e um desejo pra mim mesmo, pra saber o que eu quero, o que espero e o que eu não quero também. Tudo isso faz parte. E cada novo dia, cada nova experiência vai nos mostrando o que somos capazes de suportar por um amor, até onde podemos ir, o que conseguimos compreender ou superar, passar por cima, o que colocar em primeiro lugar. Ainda estou aprendendo. Mas sou do time de Mario Quintana, quando escreveu que "Pra ser feliz com outra pessoa, vc precisa, em primeiro lugar, não precisar dela..."
É amar por amar, pura e simplesmente por amar, sem motivo aparente, e é enxergar-se como pessoa também, é se respeitar, é respeitar os próprios limites. E não precisar da pessoa nos dá a liberdade e a escolha de perceber até onde podemos ir POR AMOR. Pura e simplesmente por amor.
Mas enfim, eu li li e li e no fim posso resumir como um livro bom. Não foi o melhor livro que li, mas foi ótimo pra eu ler agora. Consegui respostas pra muitas perguntas que no dia mesmo que a Nay veio aqui me trazer o livro indaguei pra ela...Então, também posso dizer que foi construtivo. Mas pelos detalhes, por alguns gestos...pela história em si, do romance, e não dos pormenores no decorrer do livro, achei fraco, bem cara de best-seller americano, mesmo. Posso dizer também que foi um livro especial pq me identifiquei com muitas passagens...chorei em varios trechos e senti de verdade que eu tinha vivido aquilo, de alguma forma. Talvez por isso eu tenha achado o romance fraco, pq eu ja tinha uma opiniao meio que formada, por experiencia própria...
Me identifiquei com a doença do pai de John, e essa descoberta dele tb me fez refletir sobre pessoas conhecidas, sobre como pessoas assim influenciam quem está a sua volta, pessoas que estão ao meu redor. Me fez enxergar a situação de uma forma diferente de como eu há pouco tinha estabelecido pra mim.
Achei puro e lindo o amor de John e Savannah quando se conheceram...os primeiros momentos, mas acima de tudo o modo como ele agia com ela. O jeito como tudo fluía, mesmo ele nunca tendo vivido algo do tipo.
Admirei Savannah cada segundo da história, pela bondade, pela transparência, paciência, pureza, a forma simples como ela enxergava e aceitava as coisas, as pessoas, os lugares, as situações, como tinha o poder de perdoar e ser amável.
Amei Tim pelo seu coração puro também. Ele me lembrou muito um amigo meu. Uma pessoa simples, sábia não por experiência, pelo próprio íntimo, pela forma de enxergar o mundo, sempre sorridente. E o ato de ser prudente e desejar a felicidade de seu amor, acima de tudo, independente, combina perfeitamente com a sua personalidade. Eu penso que tem que ser uma pessoa muito boa, serena e pura pra conseguir sentir isso de verdade.
E no fim das contas, não gostei do romance pq não me mostrou meio que amor de verdade. Mas sim uma história mal resolvida, uma história cortada no meio, pro John. Pra Savannah, não. Isso que eu não achei forte. Na verdade, o fato de John ter continuado no exército, mesmo querendo a mulher da sua vida, incluiu uma dedicação extra à unica coisa que um dia pode ter dado orgulho ao seu pai e algum ego pra ele mesmo, que nunca tinha feito nada na vida. Proteger seus companheiros de guerra, não abandoná-los, era uma honra, afinal de contas o exército mostrou que ele era alguém e que ele enfim era diferente daqueles garotos com quem ele andava e no fim, via o quanto vazios eram. Savannah por um lado, foi amável todos os momentos do livro, mesmo quando rompeu com ele, pela distância. Ela fez uma escolha. Ela tinha uma vida a viver, seus sonhos, seus planos ou John. Ela escolheu os sonhos dela e não o amor de John, preferiu não esperá-lo, não pq seu amor não era suficiente, mas pq querendo ou não ela aprendeu a conviver sem ele, e era mais apaixonada pelos seus próprios sonhos. Ela conseguiu viver bem sem ele. E continuaria, mesmo depois de tê-lo visto, mesmo tendo uma recaída. Ela não precisou dele, ela tinha outras pessoas, sua família, seu trabalho, seu sonho sendo concretizado. Ele não. Ele não tinha ninguém. Ele tinha o pai longe e apenas seus guerrilheiros, esperando mais um dia, ansiando por voltar vivo pro quartel ou pelo dia em que a veria novamente, por isso ele assumiu que a amava todos os dias de sua vida.
Ela ter tido uma recaída me mostrou fraqueza. Muita fraqueza, afinal de contas, temos nossas escolhas. E ela escolheu o que era melhor pra ela. Na verdade, até me pareceu um pouco de arrependimento. Porque se ela tivesse esperado John, a vida dela talvez não fosse tão difícil, com um marido no hospital, um rancho pra cuidar sozinha e um cunhado doente que talvez não resistisse à perda do irmão. Talvez não foi a vida que ela imaginou pra ela, no fim das contas. Por mais que amasse o marido e o cunhado. E amava mesmo, afinal de contas eram pessoas que a acompanhavam desde criança, inclusive nos sonhos. Mas um amor fraternal. Não um amor de homem e mulher.
De qualquer forma Savannah estaria envolvida com John e Alan pra sempre, mesmo que estivesse casada com John, pois sempre foram quase irmãos. E eles estariam juntos até o fim mesmo.
E então quando eu terminei eu me perguntei quantas formas de amor existem. Como cada um encara cada uma delas e afinal...qual é a melhor? Qual é a certa? Qual é a que gente espera?
Acho que cada um tem sua própria resposta. Cada um quer uma coisa pra si. Faz parte da gente.
Eu descobri a minha resposta. Não só pelo livro, mas por tudo que já vivi. Foi pouco, mas o suficiente pra eu conseguir ter pelo menos uma opinião e um desejo pra mim mesmo, pra saber o que eu quero, o que espero e o que eu não quero também. Tudo isso faz parte. E cada novo dia, cada nova experiência vai nos mostrando o que somos capazes de suportar por um amor, até onde podemos ir, o que conseguimos compreender ou superar, passar por cima, o que colocar em primeiro lugar. Ainda estou aprendendo. Mas sou do time de Mario Quintana, quando escreveu que "Pra ser feliz com outra pessoa, vc precisa, em primeiro lugar, não precisar dela..."
É amar por amar, pura e simplesmente por amar, sem motivo aparente, e é enxergar-se como pessoa também, é se respeitar, é respeitar os próprios limites. E não precisar da pessoa nos dá a liberdade e a escolha de perceber até onde podemos ir POR AMOR. Pura e simplesmente por amor.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Quem eu sou =]
Ontem finalmente eu recebi o tal do telefonema!
E o restaurantezinho que eu tanto gostei está me esperando pra eu começar a trabalhar! =D
Fiz umas panquecas ontem pra gente, o Gabi já ia vir jantar aqui mesmo e no final acabou sendo de comemoração...
E então hoje eu ouvi essa música e ela me soou diferente de tds as outras vezes que eu tinha ouvido...
E o restaurantezinho que eu tanto gostei está me esperando pra eu começar a trabalhar! =D
Fiz umas panquecas ontem pra gente, o Gabi já ia vir jantar aqui mesmo e no final acabou sendo de comemoração...
E então hoje eu ouvi essa música e ela me soou diferente de tds as outras vezes que eu tinha ouvido...
"A vida me mostrou
Que é pouco o que eu sei
Eu abro a porta
Pro que eu não perguntei
E assim eu vou
Procurando
Nos meus sonhos
Descobrindo quem realmente eu sou
Inventando
Um caminho
Libertando quem realmente eu sou
A vida é assim
Não vem com manual
E só perde quem não corre atras
Quem não joga o jogo
Por ter medo de errar
Mas quem se sente pronto pra viver?
Deixo o sol guiar o meu olhar
E assim eu vou
E o meu caminho vai
Sem medo de chegar
Só vou olhar pra trás
Pra ver o sol se pôr..."
Que é pouco o que eu sei
Eu abro a porta
Pro que eu não perguntei
E assim eu vou
Procurando
Nos meus sonhos
Descobrindo quem realmente eu sou
Inventando
Um caminho
Libertando quem realmente eu sou
A vida é assim
Não vem com manual
E só perde quem não corre atras
Quem não joga o jogo
Por ter medo de errar
Mas quem se sente pronto pra viver?
Deixo o sol guiar o meu olhar
E assim eu vou
E o meu caminho vai
Sem medo de chegar
Só vou olhar pra trás
Pra ver o sol se pôr..."
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Vontade
Vontade de apertar até não conseguir mais.
Ontem qdo a gente tava junto me deu um siricutico, uma coisa que me dá sempre qdo a gente se vê, mas ontem tava impressionante, tava dando até "batedeira". Ele deu risada de mim e achou uma gracinha. Mas eu gostei mais ainda, pq é tão bom sentir essa vontade. Essa vontade de te apertar, de te abraçar, de encher de beijos a sua pintinha do rosto, de ficar encarando seus olhos lá no fundo, bem no fundo, de sentir seu cheirinho e aquela sensação na alma de que cheiro melhor...ah!não tem, não...De pegar na sua mão, de sentir a sua pele quentinha encostada na minha, de sentar no seu colo e encostar a cabeça no seu peito, sentindo vc me abraçar forte, de sentir vc me beijando no rosto e no final de tudo te olhar e deixar sair de lá de dentro, em forma de palavras: EU TE AMO, MUITO, DE VERDADE. Pq na verdade é assim que a gente diz qdo sente lá no fundo um comixãozinho, mas que é muito mais do que "amar"...ah! isso é, sim...
Ontem qdo a gente tava junto me deu um siricutico, uma coisa que me dá sempre qdo a gente se vê, mas ontem tava impressionante, tava dando até "batedeira". Ele deu risada de mim e achou uma gracinha. Mas eu gostei mais ainda, pq é tão bom sentir essa vontade. Essa vontade de te apertar, de te abraçar, de encher de beijos a sua pintinha do rosto, de ficar encarando seus olhos lá no fundo, bem no fundo, de sentir seu cheirinho e aquela sensação na alma de que cheiro melhor...ah!não tem, não...De pegar na sua mão, de sentir a sua pele quentinha encostada na minha, de sentar no seu colo e encostar a cabeça no seu peito, sentindo vc me abraçar forte, de sentir vc me beijando no rosto e no final de tudo te olhar e deixar sair de lá de dentro, em forma de palavras: EU TE AMO, MUITO, DE VERDADE. Pq na verdade é assim que a gente diz qdo sente lá no fundo um comixãozinho, mas que é muito mais do que "amar"...ah! isso é, sim...
Ilhéus
Só de escrever, deu uma saudade daquele lugar.
De praias bonitas e aconchegantes, gente tranquila e hospedeira, aquele ar de nordeste de Lampião, daquelas coisas de livro, de cultura, de imaginação...
Umas roupas preservadas de Jorge Amado, na casa dele, um palacete construído pelo pai, quando ele ganhou na loteria. Não era muito do estiloso?
Em frente ao Vesúvio, também bordel e restaurante, essa estátua fica no meio das mesas que ficam ao ar livre. O Vesúvio também foi citado em Capitães da Areia e Tieta do Agreste. Deve ter sido citado em muitos outros. Era um bordel mais chique, com meretrizes mais caras e tal. Hoje funciona só como restaurante, eu acho...hehehehe. É super arrumadinho e provavelmente o mais caro de Ilhéus. Serve comidas típicas, muitos pratos com peixe, principalmente daqueles na telha, assados com folha de banana e banana da terra. Dá água na boca de lembrar. Olha o Jorginho com a camisa estampada...rs
Oxossi, um dos deuses do candomblé. Tinha miniaturas de todos os santos da religião, Jorge Amado e a família eram adeptos, assim como a grande maioria na Bahia. Na sala onde eles ficavam tinha uma moça que vinha perto da gente, conversava um pouquinho e já sabia qual o santo que a gente era "ascendente", tipo como os signos...Eu não lembro qual eu era, quase certeza que era Nanã, uma que tinha espírito maternal. Mas não tenho certeza. Na verdade eu não sei se essa imagem é de santo, deus, exú, egu, orixá...pq eu não entendo bem da religião. Mas que é bonito, é.
De praias bonitas e aconchegantes, gente tranquila e hospedeira, aquele ar de nordeste de Lampião, daquelas coisas de livro, de cultura, de imaginação...
Bataclan, bordel famosérrimo entre os coronéis, era a tal da casa da luz vermelha de Ilhéus. xD. Ele é simplezinho por fora, da pra ver um pouco do tipo de construção preservada, a pintura, bem daquele jeito típico baiano. Ele tava fechado na época que eu fui, queria ter conhecido lá dentro. Foi aí que a Gabriela fez o maior sucesso entre os coronéis e latifundiários, e foi praí também que a Dalva foi embora com o Gato [um dos capitães da areia], pra ser mulher da vida, e ele pra ser um cafetão vigarista.
Umas roupas preservadas de Jorge Amado, na casa dele, um palacete construído pelo pai, quando ele ganhou na loteria. Não era muito do estiloso?
Em frente ao Vesúvio, também bordel e restaurante, essa estátua fica no meio das mesas que ficam ao ar livre. O Vesúvio também foi citado em Capitães da Areia e Tieta do Agreste. Deve ter sido citado em muitos outros. Era um bordel mais chique, com meretrizes mais caras e tal. Hoje funciona só como restaurante, eu acho...hehehehe. É super arrumadinho e provavelmente o mais caro de Ilhéus. Serve comidas típicas, muitos pratos com peixe, principalmente daqueles na telha, assados com folha de banana e banana da terra. Dá água na boca de lembrar. Olha o Jorginho com a camisa estampada...rs
Oxossi, um dos deuses do candomblé. Tinha miniaturas de todos os santos da religião, Jorge Amado e a família eram adeptos, assim como a grande maioria na Bahia. Na sala onde eles ficavam tinha uma moça que vinha perto da gente, conversava um pouquinho e já sabia qual o santo que a gente era "ascendente", tipo como os signos...Eu não lembro qual eu era, quase certeza que era Nanã, uma que tinha espírito maternal. Mas não tenho certeza. Na verdade eu não sei se essa imagem é de santo, deus, exú, egu, orixá...pq eu não entendo bem da religião. Mas que é bonito, é.
Capitães da Areia
Eu roubei ele da biblioteca há uns 4 anos, logo que eu voltei de Ilhéus.
Quando eu fui pra Bahia conheci uma tal de rota "Cravo e Canela", é uma rota com lugares da cidade de Ilhéus, onde foram inspirados os causos do livro "Gabriela Cravo e Canela", aquele que depois virou filme e novela, com a Sônia Braga. Aqui em casa tinha esse filme em VHS, então eu sempre conheci a história, só não sabia que tinha o livro, que os lugares realmente existiram e quem sabe até a tal da Gabriela...Foi daí que nessa rota tinha o Bataclan, o Vesúvio, a casa de Jorge Amado...e depois que eu fui nessa tal dessa casa de Jorge Amado, que o pai dele construiu depois que ganhou na loteria, eu me apaixonei por ele. Eta véinho porreta, de conjunto de camisa e bermudão floridos, chinelão de couro e cabelo e bigode brancos...Quando eu cheguei de volta à São Paulo a primeira coisa que eu fiz foi ir na biblioteca pegar alguns livros dele, já que nunca tinha lido nenhum...
Peguei Tieta do Agreste, Cacau e Capitães da Areia. A questão é que eu peguei e nunca mais devolvi. Mancada, vai. Mas não foi por maldade, foi por preguiça de ir até o centro de SBC, afinal de contas minha rota habitual era a Consolação, Caio Prado, Praça da República, Itambé, Angélica, Higienópolis...então ficava difícil, muito mais em horário comercial. Mas tá bom, vai. E eu li Tieta. AMEI. De paixão. Até baixei o filme depois e fiquei torcendo pra passar a novela no "Vale a pena ver de novo". Mas eu acabei me ocupando com as coisas da facul, depois com livros mais novos e eu não tinha lido o Capitães da Areia.
Aí a Na me lembrou dele qdo abriu meu guarda roupa e viu meus livros lá enfileiradinhos do lado dos dvd's. E eu resolvi ler. Enguli o livro na verdade. Embarquei numa leitura de umas 5h seguidas e terminei no dia seguinte com mais umas 2h...
E ele tem tudo a ver com td aquele pensamento que eu já tinha escrito aqui, sobre os meninos invisíveis. Tem muita coisa a se pensar, a se questionar...a relembrar.
Os capitães da areia, ora homens, ainda sempre meninos. É incrível de se pensar como poderiam ser tão crescidos em alguns aspectos e ao mesmo tempo tão garotos e carentes em outros.
Quando eu leio, me entrego de verdade, sei lá. Parece que eu tô dentro da história. E teve muitos momentos bem marcantes, pelo menos pra mim. Como a chegada de Dora no trapiche, que no final acabou sendo a mãezinha de todos eles, mesmo que para alguns noiva. E eu fiquei com uma pontinha de esperança, pq o que eu mais desejei depois disso foi que eles sanassem todo a carência e falta da imagem de mãe e proteção, de carinho, de ter alguem que se orgulhe...E todas as vezes que algum dos capitães mostrava algum momento de afeto, em que eles pudesse pelo menos parar pra pensar e sentir, eu sentia uma alegria imensa, como se estivesse acontecendo de verdade em algum lugar por aí, seja aqui, seja lá.
Outro acontecimento que me marcou muito foi a ida do Sem-Pernas à casa de uma dona, esqueci o nome, que tinha perdido o filho Augusto. E que o acolheu, como se fosse filho, dando-lhe um quarto, brinquedos, comida, mas não só isso...carinho, muito carinho, como se fosse filho mesmo. O que o fez pensar e até chorar não só uma vez, de saber que ele teria que deixá-la, deixar o que antes ele nunca havia tido, e que na verdade, era o que faltava na sua vida, senão seria um "desertor"...
As leis dos grupos tb os acabam impedindo de mudar...o que mostra mais ainda a visão de um mundo totalmente diferente do nosso, não por onde vivem, o que fazem e o que aprendem os meninos de rua. Mas pela visão que eles têm do mundo, a expectativa de cada um, a índole, o lugar que ele ocupa e sente que ocupa na sociedade...o tal do homem "bio-psico-social".
O interessante é saber que muitos exemplares do livro foram queimados na época da ditadura. Pq será, não?! E de alguma forma, há tantos anos atrás, Jorge Amado já tinha sua visão crítica e muito transparente, inclusive do sistema carcerário, dando-nos detalhes e opinião, na forma de personagens, da crueldade e autoritarismo.
Vale a pena ler e tirar suas próprias conclusões.
Porque "os homens valentes tem uma estrela no lugar do coração..."
Quando eu fui pra Bahia conheci uma tal de rota "Cravo e Canela", é uma rota com lugares da cidade de Ilhéus, onde foram inspirados os causos do livro "Gabriela Cravo e Canela", aquele que depois virou filme e novela, com a Sônia Braga. Aqui em casa tinha esse filme em VHS, então eu sempre conheci a história, só não sabia que tinha o livro, que os lugares realmente existiram e quem sabe até a tal da Gabriela...Foi daí que nessa rota tinha o Bataclan, o Vesúvio, a casa de Jorge Amado...e depois que eu fui nessa tal dessa casa de Jorge Amado, que o pai dele construiu depois que ganhou na loteria, eu me apaixonei por ele. Eta véinho porreta, de conjunto de camisa e bermudão floridos, chinelão de couro e cabelo e bigode brancos...Quando eu cheguei de volta à São Paulo a primeira coisa que eu fiz foi ir na biblioteca pegar alguns livros dele, já que nunca tinha lido nenhum...
Peguei Tieta do Agreste, Cacau e Capitães da Areia. A questão é que eu peguei e nunca mais devolvi. Mancada, vai. Mas não foi por maldade, foi por preguiça de ir até o centro de SBC, afinal de contas minha rota habitual era a Consolação, Caio Prado, Praça da República, Itambé, Angélica, Higienópolis...então ficava difícil, muito mais em horário comercial. Mas tá bom, vai. E eu li Tieta. AMEI. De paixão. Até baixei o filme depois e fiquei torcendo pra passar a novela no "Vale a pena ver de novo". Mas eu acabei me ocupando com as coisas da facul, depois com livros mais novos e eu não tinha lido o Capitães da Areia.
Aí a Na me lembrou dele qdo abriu meu guarda roupa e viu meus livros lá enfileiradinhos do lado dos dvd's. E eu resolvi ler. Enguli o livro na verdade. Embarquei numa leitura de umas 5h seguidas e terminei no dia seguinte com mais umas 2h...
E ele tem tudo a ver com td aquele pensamento que eu já tinha escrito aqui, sobre os meninos invisíveis. Tem muita coisa a se pensar, a se questionar...a relembrar.
Os capitães da areia, ora homens, ainda sempre meninos. É incrível de se pensar como poderiam ser tão crescidos em alguns aspectos e ao mesmo tempo tão garotos e carentes em outros.
Quando eu leio, me entrego de verdade, sei lá. Parece que eu tô dentro da história. E teve muitos momentos bem marcantes, pelo menos pra mim. Como a chegada de Dora no trapiche, que no final acabou sendo a mãezinha de todos eles, mesmo que para alguns noiva. E eu fiquei com uma pontinha de esperança, pq o que eu mais desejei depois disso foi que eles sanassem todo a carência e falta da imagem de mãe e proteção, de carinho, de ter alguem que se orgulhe...E todas as vezes que algum dos capitães mostrava algum momento de afeto, em que eles pudesse pelo menos parar pra pensar e sentir, eu sentia uma alegria imensa, como se estivesse acontecendo de verdade em algum lugar por aí, seja aqui, seja lá.
Outro acontecimento que me marcou muito foi a ida do Sem-Pernas à casa de uma dona, esqueci o nome, que tinha perdido o filho Augusto. E que o acolheu, como se fosse filho, dando-lhe um quarto, brinquedos, comida, mas não só isso...carinho, muito carinho, como se fosse filho mesmo. O que o fez pensar e até chorar não só uma vez, de saber que ele teria que deixá-la, deixar o que antes ele nunca havia tido, e que na verdade, era o que faltava na sua vida, senão seria um "desertor"...
As leis dos grupos tb os acabam impedindo de mudar...o que mostra mais ainda a visão de um mundo totalmente diferente do nosso, não por onde vivem, o que fazem e o que aprendem os meninos de rua. Mas pela visão que eles têm do mundo, a expectativa de cada um, a índole, o lugar que ele ocupa e sente que ocupa na sociedade...o tal do homem "bio-psico-social".
O interessante é saber que muitos exemplares do livro foram queimados na época da ditadura. Pq será, não?! E de alguma forma, há tantos anos atrás, Jorge Amado já tinha sua visão crítica e muito transparente, inclusive do sistema carcerário, dando-nos detalhes e opinião, na forma de personagens, da crueldade e autoritarismo.
Vale a pena ler e tirar suas próprias conclusões.
Porque "os homens valentes tem uma estrela no lugar do coração..."
domingo, 16 de janeiro de 2011
Totopos, quesadillas, cerveja e muita risada...
Eis que sábado eu resolvi testar as receitas mexicanas que achei na internet. Eu ia fazer aqui pro meu pai, pra minha mãe e pro Gabi. Até que minha vó me lembra que era aniversário de um primo meu que mora em Santos. E ela nao podia deixar de ir. Só que ela não ia pra Santos sozinha...então a minha mãe foi com ela.
No final das contas eu fiz o jantar e deu tudo super certo! Os nachos ficaram bonitinhos e gostosos, só alguns não ficaram tão crocantes, deveriam ter fritado mais, eu que fiquei com medo deles ficarem escurinhos e feios...hehehehe. O guacamole, o chilli e o sour cream ficaram muitos bonnnnns, modéstia à parte e as quesadillas tb ficaram gostosinhas, só não ficaram melhores pq eu precisava de um rolo de macarrão pra abrir a massa...e como eu não tinha, eu abri com um copo...hehehhee. Então eu não consegui que a massa ficasse tão fininha...mesmo assim ficou bom. Mas o mais gostoso foi que no fim da tarde acabamos combinando de jantar com o Boas e com a Polly aqui em casa. Depois do jantar...Rabo de Saia, pra variar, com música ao vivo [novidade!] com um repertório muito bom, diga-se de passagem [de Skank a Foo Fighters].
Fazia tempo que eu não dava tanta risada por tanta besteira...
E pra fechar a noite, Habib's [fim de carreira], mas pq a gente não queria ir embora pra casa.
Essa sensação é tão boa!
No final das contas eu fiz o jantar e deu tudo super certo! Os nachos ficaram bonitinhos e gostosos, só alguns não ficaram tão crocantes, deveriam ter fritado mais, eu que fiquei com medo deles ficarem escurinhos e feios...hehehehe. O guacamole, o chilli e o sour cream ficaram muitos bonnnnns, modéstia à parte e as quesadillas tb ficaram gostosinhas, só não ficaram melhores pq eu precisava de um rolo de macarrão pra abrir a massa...e como eu não tinha, eu abri com um copo...hehehhee. Então eu não consegui que a massa ficasse tão fininha...mesmo assim ficou bom. Mas o mais gostoso foi que no fim da tarde acabamos combinando de jantar com o Boas e com a Polly aqui em casa. Depois do jantar...Rabo de Saia, pra variar, com música ao vivo [novidade!] com um repertório muito bom, diga-se de passagem [de Skank a Foo Fighters].
Fazia tempo que eu não dava tanta risada por tanta besteira...
E pra fechar a noite, Habib's [fim de carreira], mas pq a gente não queria ir embora pra casa.
Essa sensação é tão boa!
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Ser sensível nesse mundo...
Ela sempre mostrou o lado bom dessa minha pessoa doida cheia de defeitos. Quando eu estava errada, quando eu estava em dúvida ou desesperada, decepcionada ou ansiosa, ou até pulando de alegria...
E eu posso cair em tentação, de verdade, acho que se eu experimentar a escuridão da depressão, eu posso não ter mais amigos, perder o meu amor e ser um fiasco pra minha família...mas ela vai estar lá pra me dizer tudo de bom que há em mim. Ou pelo menos o que restou.
Ah...isso eu tenho certeza!
E eu posso cair em tentação, de verdade, acho que se eu experimentar a escuridão da depressão, eu posso não ter mais amigos, perder o meu amor e ser um fiasco pra minha família...mas ela vai estar lá pra me dizer tudo de bom que há em mim. Ou pelo menos o que restou.
Ah...isso eu tenho certeza!
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Harvest Moon
Nessas férias por tempo indeterminado eu to sem coragem pra nada...
Até entao tinha gastado a maior parte do meu tempo jogando Diner Dash...até que me deu um siricutico e eu baxei Harvest Moon. Eu ja tinha jogado a ha um tempao atras..
Acho q fiquei com vontade pq eu tava na casa do Gabi esses dias e a gente ficou vendo uns vídeos no youtube de games antiguinhos, que a gente jogava qdo criança, do super nintendo.
E eu amo esse joguinho. E daí eu comecei a jogar de novo. Mas eu to jogando o do playstation.
É um jogo de RPG, onde vc tem que cuidar da fazenda do seu avô, fazendo ela crescer e gerar lucros...E vc compra suas galinhas, vaquinhas e ovelhinhas [e dá nome à elas], tem seu próprio dog [que vc tb escolhe o nome], tem seu cavalo, escolhe o q vai plantar, pode expandir o celeiro e a casa, construir um hothouse pra plantar qqr coisa em qqr estação, dá um update nas suas ferramentas, pesca, faz receitas com o que planta na fazenda, tira leite da vaca e pode transformar ele em queijo, tira lã das ovelhas, faz maionese com os ovos das galinhas, tira as ervas daninhas que crescem no terreno, rega sua plantação todo santo dia...e por aí vai...
Tem tanta coisa, fora os festivais da cidade que vc pode participar: corrida de cavalo, festival de vacas e galinhas, ovelha do ano, concurso de receitas, ano novo....
É uma graça...!
ps. Amanhã eu juro: vou desfazer a minha mala [fazem quase 10 dias...].
Até entao tinha gastado a maior parte do meu tempo jogando Diner Dash...até que me deu um siricutico e eu baxei Harvest Moon. Eu ja tinha jogado a ha um tempao atras..
Acho q fiquei com vontade pq eu tava na casa do Gabi esses dias e a gente ficou vendo uns vídeos no youtube de games antiguinhos, que a gente jogava qdo criança, do super nintendo.
E eu amo esse joguinho. E daí eu comecei a jogar de novo. Mas eu to jogando o do playstation.
É um jogo de RPG, onde vc tem que cuidar da fazenda do seu avô, fazendo ela crescer e gerar lucros...E vc compra suas galinhas, vaquinhas e ovelhinhas [e dá nome à elas], tem seu próprio dog [que vc tb escolhe o nome], tem seu cavalo, escolhe o q vai plantar, pode expandir o celeiro e a casa, construir um hothouse pra plantar qqr coisa em qqr estação, dá um update nas suas ferramentas, pesca, faz receitas com o que planta na fazenda, tira leite da vaca e pode transformar ele em queijo, tira lã das ovelhas, faz maionese com os ovos das galinhas, tira as ervas daninhas que crescem no terreno, rega sua plantação todo santo dia...e por aí vai...
Tem tanta coisa, fora os festivais da cidade que vc pode participar: corrida de cavalo, festival de vacas e galinhas, ovelha do ano, concurso de receitas, ano novo....
É uma graça...!
ps. Amanhã eu juro: vou desfazer a minha mala [fazem quase 10 dias...].
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Nos seus olhos
Olhe nos meus olhos
E diga o que você
Vê quando eles vêem
Que você me vê
Vê quando eles vêem
Que você me vê
Eu leio as suas cartas
Eu vejo a letra
Meu Deus que homem forte
Que me contempla
Eu vejo a letra
Meu Deus que homem forte
Que me contempla
Eu leio as suas asas
Borboletas
Meu Deus que linda imagem
Me atormenta
Borboletas
Meu Deus que linda imagem
Me atormenta
Amor eu te proíbo
De não me querer
Eu te amo, meu more.
Cucina Italiana*
Hoje eu fui fazer uma entrevista. Ontem eu choraminguei o dia todo pro Gabi por causa dela.
O restaurante é longe pra dedéu. Quer dizer, fora de mão...
Pra ir de ônibus são 4 conduções pra ir mais 4 pra voltar..mas de carro deve dar uns 50 m/1h...Nem é tão ruim assim.
Primeiro eu não sabia onde era a tal da Alameda Lorena e pus no site da sptrans pra saber em qual estação do metrô descer e qual ônibus pegar pra chegar até lá. Ele me deu um tal de Terminal Capelinha que passava na Brigadeiro. Ta bom. Fiquei uns 40 minutos esperando o tal do Terminal Capelinha pra ficar dentro do ônibus menos de 10 minutos. Mas tudo bem, a Alameda Lorena é uma travessa da Brigadeiro. Ela começa lá. Desci do busum e olhei em que número eu estava: 20. Olhei no me papelzinho o número do restaurante: 1821.
Me deu até um troço por dentro. E nem passa ônibus naquela rua. Solução: Pegar um táxi. Dinheiro: contado, que meu pai me deu, até tinha cartão, mas nem todo táxi passa cartão... Fui à pé mesmo.
Já estava me atrasando quando a Soraia (dona do restaurante), me liga. Pensei eu: "Vai perguntar se eu ainda vou na entrevista..". E ela no telefone: "Tudo bem, Jacqueline? É que eu vou me atrasar um pouco, uns 20 minutos, por aí. Você pode me esperar? Não tem problema? Tem um café na frente do restaurante, se vc quiser, me espera lá.."
hehehe
Comecei com sorte.
Cheguei no tal do café. Na verdade não é um café era um tal de Valrhona. O lugar é tão charmoso, cheio de mesinhas pro lado de fora, com acabamento em madeira, uma boneca de pano de decoração, um mezzanino muito aconchegante... Uma parede cheia de chocolates. Me sentei e pedi um sorvete de framboesa (lá aceitava cartão, neh?!). Fiquei com medo do preço e depois pensei: "Ah, mais caro que Haagen Dazs não vai ser..afinal de contas é uma bola de sorvete sem nenhum topping". Peguei o livro do Harry [voltei a ler a saga de novo, já que não tenho novos livros pra ler...Nayara me empresta algum!] enquanto esperei o sorvete que chegou rapidinho. Nossa! E que sorvete. Comparável e não ao mesmo tempo com Haagen Dazs. Haagen Dazs faz sabores exóticos, parece que vc ta comendo uma puta sobremesa quando come...e não um sorvete. Aquele era um sorvete artesanal, dava pra sentir o gosto e os pedacinhos da framboesa, as sementinhas...era bem azedinho...nem dá pra explicar. É o simples do simples muito, mas muito, bem feito.
Depois fui saber que é o chocolate mais caro do mundo. E a bola de sorvete custa R$ 5,00. Vale muito a pena! [e é mais barato que Haagen Dazs]
E então, a Soraia chegou e a gente teve um papo de mais de 1 hora. Foi bem gostoso, eu diria. Me passou ser uma pessoa super pra frente, toda descolada, de atitude.
O restaurante vai ser um sonho. Ele ainda está em construção, mas vai ser uma cozinha italiana, super charmosa tb, desses de casa antiga, com uma puta adega (2000 rótulos de vinho - a maior de São Paulo), 32 pratos quentes e 12 sobremesas. Tudo pra ser feito na hora, inclusive as massas e os recheios. É o sonho trabalhar num lugar desses...e começando do zero ainda...tudo novo, funcionários novos, sem vícios, a serem treinados pra nossa rotina.
Ela disse que me liga essa semana e eu, sinceramente, estou esperando muuuuuuito essa ligação. De todas as entrevistas que fiz nesses tempos é a que eu mais espero. Apesar de ser longe, mas é o que eu gosto de fazer, poxa.
Eu realmente senti vontade de trabalhar lá.
E isso é o que importa.
O restaurante é longe pra dedéu. Quer dizer, fora de mão...
Pra ir de ônibus são 4 conduções pra ir mais 4 pra voltar..mas de carro deve dar uns 50 m/1h...Nem é tão ruim assim.
Primeiro eu não sabia onde era a tal da Alameda Lorena e pus no site da sptrans pra saber em qual estação do metrô descer e qual ônibus pegar pra chegar até lá. Ele me deu um tal de Terminal Capelinha que passava na Brigadeiro. Ta bom. Fiquei uns 40 minutos esperando o tal do Terminal Capelinha pra ficar dentro do ônibus menos de 10 minutos. Mas tudo bem, a Alameda Lorena é uma travessa da Brigadeiro. Ela começa lá. Desci do busum e olhei em que número eu estava: 20. Olhei no me papelzinho o número do restaurante: 1821.
Me deu até um troço por dentro. E nem passa ônibus naquela rua. Solução: Pegar um táxi. Dinheiro: contado, que meu pai me deu, até tinha cartão, mas nem todo táxi passa cartão... Fui à pé mesmo.
Já estava me atrasando quando a Soraia (dona do restaurante), me liga. Pensei eu: "Vai perguntar se eu ainda vou na entrevista..". E ela no telefone: "Tudo bem, Jacqueline? É que eu vou me atrasar um pouco, uns 20 minutos, por aí. Você pode me esperar? Não tem problema? Tem um café na frente do restaurante, se vc quiser, me espera lá.."
hehehe
Comecei com sorte.
Cheguei no tal do café. Na verdade não é um café era um tal de Valrhona. O lugar é tão charmoso, cheio de mesinhas pro lado de fora, com acabamento em madeira, uma boneca de pano de decoração, um mezzanino muito aconchegante... Uma parede cheia de chocolates. Me sentei e pedi um sorvete de framboesa (lá aceitava cartão, neh?!). Fiquei com medo do preço e depois pensei: "Ah, mais caro que Haagen Dazs não vai ser..afinal de contas é uma bola de sorvete sem nenhum topping". Peguei o livro do Harry [voltei a ler a saga de novo, já que não tenho novos livros pra ler...Nayara me empresta algum!] enquanto esperei o sorvete que chegou rapidinho. Nossa! E que sorvete. Comparável e não ao mesmo tempo com Haagen Dazs. Haagen Dazs faz sabores exóticos, parece que vc ta comendo uma puta sobremesa quando come...e não um sorvete. Aquele era um sorvete artesanal, dava pra sentir o gosto e os pedacinhos da framboesa, as sementinhas...era bem azedinho...nem dá pra explicar. É o simples do simples muito, mas muito, bem feito.
Depois fui saber que é o chocolate mais caro do mundo. E a bola de sorvete custa R$ 5,00. Vale muito a pena! [e é mais barato que Haagen Dazs]
E então, a Soraia chegou e a gente teve um papo de mais de 1 hora. Foi bem gostoso, eu diria. Me passou ser uma pessoa super pra frente, toda descolada, de atitude.
O restaurante vai ser um sonho. Ele ainda está em construção, mas vai ser uma cozinha italiana, super charmosa tb, desses de casa antiga, com uma puta adega (2000 rótulos de vinho - a maior de São Paulo), 32 pratos quentes e 12 sobremesas. Tudo pra ser feito na hora, inclusive as massas e os recheios. É o sonho trabalhar num lugar desses...e começando do zero ainda...tudo novo, funcionários novos, sem vícios, a serem treinados pra nossa rotina.
Ela disse que me liga essa semana e eu, sinceramente, estou esperando muuuuuuito essa ligação. De todas as entrevistas que fiz nesses tempos é a que eu mais espero. Apesar de ser longe, mas é o que eu gosto de fazer, poxa.
Eu realmente senti vontade de trabalhar lá.
E isso é o que importa.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Milésimos de Segundos
Esses dias eu li uma postagem da Na que dizia como ela queria ter uma mini camerazinha embutida na cabeça pra registrar os momentos que a gente passa.
Eu tb tiraria varias fotos no mesmo dia. Mas mais que uma foto eu queria poder passar pra foto a sensação do momento, um sentimento, como se eu pudesse registrar o surreal, o que não se pode ver.
Aí eu tava na casa do Gabi hoje e tava passando no fantástico uma matéria sobre um fotógrafo iraquiano, professor numa universidade em Nova York, que acoplou uma camera na parte detras da cabeça, tirando uma foto por minuto, em prol da arte.
Tem gente que acha que é besteira.
Eu achei interessante. E o legal foi que ele acoplou atrás. Imagine ver em fotos o mundo da forma que vc não enxerga.
E afinal de contas...isso é arte.
Eu tb tiraria varias fotos no mesmo dia. Mas mais que uma foto eu queria poder passar pra foto a sensação do momento, um sentimento, como se eu pudesse registrar o surreal, o que não se pode ver.
Aí eu tava na casa do Gabi hoje e tava passando no fantástico uma matéria sobre um fotógrafo iraquiano, professor numa universidade em Nova York, que acoplou uma camera na parte detras da cabeça, tirando uma foto por minuto, em prol da arte.
Tem gente que acha que é besteira.
Eu achei interessante. E o legal foi que ele acoplou atrás. Imagine ver em fotos o mundo da forma que vc não enxerga.
E afinal de contas...isso é arte.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Socialize
Mas aí é que na quarta-feira a noite depois da novela passou aquele filme "Última Parada 174". E eu nunca tinha assistido. Foi aí que começou a história daquele negócio do q eu eu tinha parado e não tinha voltado mais.
Eu fico muito estalada nesses filmes brasileiros que tem muito palavrão e carniçagem. É fogo.
Mas tudo começou há uns 3 anos atrás, pouco mais até.
Eu estava na casa da Simone. Simone é psicóloga há tempos já e na época ela estava acho que no segundo semestre do mestrado, mais ou menos, na PUC. Todas as vezes que eu ia na casa dela, ela fazia um suco doido pra mim. De limão rosa, de uva (dessas verdes ou roxas, de verdade), de lichia...e a gente tomava suco na varanda que tem na frente do quarto dela pra conversar. As nossas conversas eram deliciosas. Era um papo que não tinha fim. E o mais gostoso era conversar sentado na poltroninha olhando praquela frestinha de céu que sobrava por entre aquele monte de árvores da chácara até anoitecer, quando ia ficando friozinho e subia aquela névoa de pé de serra.
Mas todas as vezes que a gente conversava ela trazia coisas novas, algo que tinha visto na tv, um filme, uma música..e eu, sempre levava algo pra ela tb. E a gente conversava, conversava, dava risada...
Até o dia que ela disse que tinha um documentário da PUC que ela queria que eu visse e queria saber o que eu achava. O documentário se chamava "Ônibus 174".
E eu me lembro o quanto chocada eu fiquei, foi algo tão inesperado, me fez pensar em coisas que antes nunca tinham passado pela minha cabeça. E aquilo ficou guardado. Muita coisa aconteceu.
Me lembro de um dia, tempos depois, devo ter feito um post no flog disso, eu estava no centro de São Paulo com a Tamy e um mendigo parou na minha frente e olhou pra mim. Eu parei e sorri. Ele retribuiu o sorriso. E depois ele pegou minha mão e beijou ela. Depois foi embora. Lembro como a semana toda eu me lembrava do que tinha acontecido e meus olhos se enchiam de lágrimas. Até hoje me arrepio de lembrar.
Depois de mais um tempo levantamos uma discussãozinha no Mackenzie sobre como ajudar quem precisa, sobre os mendigos, sobre crianças de rua. E tudo o que eu ouvi foi que as pessoas boas ajudam como podem. DE LONGE, COM DINHEIRO. E depois eu ouvi: "É claro, vc nunca sabe o que eles são capazes de fazer com vc. Vc tem que ser esperto, ele te rouba, ele te mata".
E eu sabia e sentia que as coisas não são assim. É muito mais além. Mas eu me senti impotente no meio daquele bando de "reacionários" num mundo que só eles vivem. Seria inútil falar. E mesmo que falasse, eu pensava comigo mesmo e parecia que a minha teoria não era completa. Era meio como se um círculo não se encontrasse na outra ponta do traço.
E na quarta-feira eu assisti o filme e me deu uma vontade louca de ver aquele documentário de novo. Era 1h da manhã e eu tava lá baixando ele pra assistir.
Quando eu assisti foi meio que imediato. Na hora a ponta do meu círculo encontrou a outra e ele se fechou. Ele ficou completo.
E aí eu me pergunto: Socializar?
Eu chorei muito depois de ver o filme e o documentário. É triste demais. É angustiante, é revoltante. E mais ainda é quando a gente se dá conta que a sociedade é cega pra td isso. E daquele cego que não quer enxergar.
E a cegueira é tanta, que faz crítica àqueles atos que cegamente ela é conivente.
É preciso mudar.
É preciso PENSAR.
A sociedade está rica em conhecimento, nunca houve tantas pessoas qualificadas, tantas universidades, tanto estudos e avanço tecnológico. Mas POBREZA EM SABEDORIA.
POBREZA EM VISÃO.
E o mais triste é pensar que nessa imensidão de mundo, com tantos governos, tantas revoluções e lideranças, nada foi feito quanto a isso. Pq poucos são os que enxergam essa verdade, essa realidade.
A parte do documentário que mais me chocou dizia mais ou menos assim:
"Os meninos invisíveis [os sandros]. Invisíveis, pois eles não são vistos, não fazem parte da sociedade e nós fazemos com que eles sejam invisíveis. E então, eventualmente eles submergem do submundo e quando nós os vemos, nós negamos a sua existência, pois queremos que eles sejam invisíveis.
Nós não queremos enxergá-los, e a polícia é quem faz o trabalho sujo. Aquele trabalho que nós queríamos fazer e não temos coragem."
Dói mais ainda saber que esse "nós", somos nós mesmos. A nossa família, nossos amigos.
Pouquíssimos aqueles que conseguem e sabiamente lidam com isso.
Bravos aqueles que tem peito, que tem coragem e humanidade suficiente pra tocar algum projeto que tenha realmente alguma eficiência, mesmo que com poucos.
Impotência.
Eu fico muito estalada nesses filmes brasileiros que tem muito palavrão e carniçagem. É fogo.
Mas tudo começou há uns 3 anos atrás, pouco mais até.
Eu estava na casa da Simone. Simone é psicóloga há tempos já e na época ela estava acho que no segundo semestre do mestrado, mais ou menos, na PUC. Todas as vezes que eu ia na casa dela, ela fazia um suco doido pra mim. De limão rosa, de uva (dessas verdes ou roxas, de verdade), de lichia...e a gente tomava suco na varanda que tem na frente do quarto dela pra conversar. As nossas conversas eram deliciosas. Era um papo que não tinha fim. E o mais gostoso era conversar sentado na poltroninha olhando praquela frestinha de céu que sobrava por entre aquele monte de árvores da chácara até anoitecer, quando ia ficando friozinho e subia aquela névoa de pé de serra.
Mas todas as vezes que a gente conversava ela trazia coisas novas, algo que tinha visto na tv, um filme, uma música..e eu, sempre levava algo pra ela tb. E a gente conversava, conversava, dava risada...
Até o dia que ela disse que tinha um documentário da PUC que ela queria que eu visse e queria saber o que eu achava. O documentário se chamava "Ônibus 174".
E eu me lembro o quanto chocada eu fiquei, foi algo tão inesperado, me fez pensar em coisas que antes nunca tinham passado pela minha cabeça. E aquilo ficou guardado. Muita coisa aconteceu.
Me lembro de um dia, tempos depois, devo ter feito um post no flog disso, eu estava no centro de São Paulo com a Tamy e um mendigo parou na minha frente e olhou pra mim. Eu parei e sorri. Ele retribuiu o sorriso. E depois ele pegou minha mão e beijou ela. Depois foi embora. Lembro como a semana toda eu me lembrava do que tinha acontecido e meus olhos se enchiam de lágrimas. Até hoje me arrepio de lembrar.
Depois de mais um tempo levantamos uma discussãozinha no Mackenzie sobre como ajudar quem precisa, sobre os mendigos, sobre crianças de rua. E tudo o que eu ouvi foi que as pessoas boas ajudam como podem. DE LONGE, COM DINHEIRO. E depois eu ouvi: "É claro, vc nunca sabe o que eles são capazes de fazer com vc. Vc tem que ser esperto, ele te rouba, ele te mata".
E eu sabia e sentia que as coisas não são assim. É muito mais além. Mas eu me senti impotente no meio daquele bando de "reacionários" num mundo que só eles vivem. Seria inútil falar. E mesmo que falasse, eu pensava comigo mesmo e parecia que a minha teoria não era completa. Era meio como se um círculo não se encontrasse na outra ponta do traço.
E na quarta-feira eu assisti o filme e me deu uma vontade louca de ver aquele documentário de novo. Era 1h da manhã e eu tava lá baixando ele pra assistir.
Quando eu assisti foi meio que imediato. Na hora a ponta do meu círculo encontrou a outra e ele se fechou. Ele ficou completo.
E aí eu me pergunto: Socializar?
Eu chorei muito depois de ver o filme e o documentário. É triste demais. É angustiante, é revoltante. E mais ainda é quando a gente se dá conta que a sociedade é cega pra td isso. E daquele cego que não quer enxergar.
E a cegueira é tanta, que faz crítica àqueles atos que cegamente ela é conivente.
É preciso mudar.
É preciso PENSAR.
A sociedade está rica em conhecimento, nunca houve tantas pessoas qualificadas, tantas universidades, tanto estudos e avanço tecnológico. Mas POBREZA EM SABEDORIA.
POBREZA EM VISÃO.
E o mais triste é pensar que nessa imensidão de mundo, com tantos governos, tantas revoluções e lideranças, nada foi feito quanto a isso. Pq poucos são os que enxergam essa verdade, essa realidade.
A parte do documentário que mais me chocou dizia mais ou menos assim:
"Os meninos invisíveis [os sandros]. Invisíveis, pois eles não são vistos, não fazem parte da sociedade e nós fazemos com que eles sejam invisíveis. E então, eventualmente eles submergem do submundo e quando nós os vemos, nós negamos a sua existência, pois queremos que eles sejam invisíveis.
Nós não queremos enxergá-los, e a polícia é quem faz o trabalho sujo. Aquele trabalho que nós queríamos fazer e não temos coragem."
Dói mais ainda saber que esse "nós", somos nós mesmos. A nossa família, nossos amigos.
Pouquíssimos aqueles que conseguem e sabiamente lidam com isso.
Bravos aqueles que tem peito, que tem coragem e humanidade suficiente pra tocar algum projeto que tenha realmente alguma eficiência, mesmo que com poucos.
Impotência.
Estamos indo de volta pra casa...
Ano novo, blog novo!!!
Cansei de publicar meus pensamentos no fotolog e ter limite de postagem diária. Problema resolvido!!!
Hoje já é dia 08 de janeiro...e tecnicamente estou desempregada há 8 dias..hehehe
Bom, fora as buscas por um mísero empreguinho que me pague uns 10.000,00 por mês, desde que voltei de viagem eu quero postar, na verdade, mas não tive tempo. Não só tempo mas e tb quis esperar um pouco pq esses dias um turbilhão de coisas passaram pela minha cabeça e eu voltei de uma etapa que eu já tinha parado antes e não tinha conseguido sair dela...
Mas vamos começar do começo.
A viagem foi M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A. Não só pq o cenário colaborou, mas pq eu e o chu nos demos super bem na nossa primeira "longa viagem". Foram 8 dias juntos, dormindo e acordando juntos, fazendo o almoço e o jantar juntos, passando mal juntos e cuidando um do outro, indo pra praia td dia juntos, curtindo o dia chuvoso juntos, assistindo tv a noitinha juntos, escolhendo os pratos no restaurante juntos, escolhendo a sobremesa juntos...
E depois de 16h30 de viagem de volta por causa do transito, qdo eu deitei a cabeça no travesseiro às 4h00 da manhã pra dormir, eu não consegui. E foi verdade mesmo, eu não sei certamente pq. Eu estava tão cansada, mas tão cansada mas eu não consegui dormir. E depois eu fiquei pensando pq. E eu senti muita falta de não ter ele aqui pertinho de mim, pra eu sentir ele enquanto to quase dormindo. Pq a melhor sensação do sono é essa neh?! Quando vc tá naquele estágio dorme-não-dorme aconchegante...=]
Foi ruim de sentir e ao mesmo tempo bom.
E daí que a minha sorte é que ele tava de férias por mais dois dias ainda.
E depois a gente comeu pizza e no outro dia assistiu O Rei Leão. =D
Ele nunca quer assistir desenho comigo. Mas esse, ele mesmo deu a idéia.
Tirando esse meu estado de espírito eu conto entao que eu passei mais 2 dias seguidos lavando roupa o dia todo...afinal de contas foram 8 dias fora, meu e da minha mãe, as roupas sujas de ambos trazidos das viagens + o cesto que ainda tinha ficado aqui em casa.
Então imagine que beleza.
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