Termineeeeeeei....dessa vez demorei 2 dias, pq foi de fim de semana. Tecnicamente os fins de semanas são praticamente reservados ao chu e coisas com ele, desde jantar fora até assistir Faustão domingo a tarde. Então eu comecei a ler no sábado de manhã, à tarde fui no ensaio, à noite comemos pizza e depois jogamos Super Mario Kart, no emulador do SNES.
Perdi todas.
Eu juro que eu jogava muito bem quando eu era pequena.
Daí de madrugada o meu vizinho, que tem uma banda tb, que adora atormentar a gente com a sua bateria, ensaiou a noite toda praticamente e depois resolveu fazer churrasco até às tantas, com muita risada e música alta.
Eu não me importei tanto quando deitei na cama pq eu não fui dormir, fui continuar de ler o livro, e li tanto que só parei quando estava caindo de sono, lá pelas 4h...
E então, no domingo de manhã eu terminei.
Eu queria ler esse livro há muito tempo, desde quando eu vi como um dos indicados na lista da Super, e ó que faz tempo. Uma vez eu e o Gabi entramos na Saraiva e eu vi ele lá na prateleira e até mostrei pro Gabi, ele até comentou que o autor tem o nome do vocalista do Pink Floyd. A diferença é que o meu escritor é David Gilmour - Escritor e crítico de livros, canadense, e o dele é o David Jon Gilmour - Vocalista e Guitarrista do Pink Floyd, inglês. Acho que foi a única coisa do livro que interessou pra ele...hehehe
E depois que a Na me emprestou e eu consegui matar minha vontade, na verdade surgiram muitas outras novas vontades.
Primeiro de tudo, a história eu achei muito boa. Principalmente por ser real, adoro histórias reais. Acho que no final das contas, não foi a modernidade da criação de Jesse que David proporcionou, não foi tirá-lo da escola pra depois ele acabar percebendo a real importância dela e voltar, por vontade própria, uns 3 anos depois. Não foi isso.
David permitiu que Jesse saísse da escola pq sabia que cedo ou tarde aquilo influenciaria na vida entre os dois, mais mentiras iriam aparecer, novos vícios e o pior: uma nova relação entre eles, e uma que ele não queria.
Geralmente os pais não abrem os olhos pra esse tipo de coisa e eu achei interessante ele enxergar, e o mais importante: ter atitude de pôr em prática. Ele não poupou esforços pra que eles se aproximassem e desse forma poder passar pro seu filho aquilo que eu acredito ser o mais importante: ética, cumplicidade, sinceridade. Uma verdadeira relação pai e filho.
E no fim, tudo dá certo. Mesmo que Jesse vá pra longe...
como David diz em alguma parte: "Criar os filhos é lidar com perdas, é uma constante perda, primeiro das roupinhas, das fraldas, depois das mamadeiras...". Minha mãe mesmo, sempre me diz que é em vão criar os filhos pra gente, tem que criar pro mundo.
É como cuidar do jardim pra que venham as borboletas.
A gente cresce e a relação com nossos pais está sempre mudando. Desde criança até hoje, e chegarão os dias em que nos veremos bem menos, mas como David mesmo diz, é assim que tem que ser. Cada um tem seu caminho. E a perda maior é a da presença física, do convívio.
E depois desse clarão legal aí, ele me deixou morrendo de vontade de ver váááários filmes, assim como eles. Não foram todos que fiquei com vontade de ver. Aliás, não foram os filmes que tinham na filmografia que eu fiquei com vontade de ver. Na verdade, eu capturei os traços dos diretores que ele me passou no livro. E eu fiquei curiosíssima pra ver filmes antigos que eu nunca vi, clássicos ou não. Ver isso aí, tirar minhas próprias conclusões.
Fui atrás de Alfred Hitchcock primeiro. Não sei porque. Agora eu selecionei alguns e vou mandar brasa.
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