Domingão de sol, calor desgramento, baixei um filme a cara do Chu pra gente assistir junto: "Esquadrão Classe A", onde uma equipe de oficiais militares renegados assume várias operações sigilosas enquanto tenta se manter à frente de seus perseguidores: o exército americano. Como ele não confia nem um pouco no meu gosto pra filmes, ele não quis ver e há muito eu tinha baixado O Bebê de Rosemary (Roman Polanski - 1968), um clássico dos clássicos do terror.
São 2h15 de filme, sendo que ele todo quase se passa durante a gravidez de Rosemary. O fato é que o filme conta a história de um casal que se muda pro Edifício Dakota em Nova York, já conhecido pelas coisinhas estranhas e macabras que já aconteciam por lá. Eu pensei que iriam acontecer horrores e que pelo nome o moleque ia pintar e bordar com todo mundo, de um tipo bem sangrento. Mas não. O marido da mulher entra pra uma seita de bruxaria e oferece a mulher ao demônio em troca de sucesso. Mas ele nao oferece ela, oferece o corpo dela, pra que ela possa gerar um satãzinho, pra ele vir pra Terra. A mulher vai ficando só o pó durante o filme, sente muitas dores, vai ficando cheia de olheiras e muito pálida, faz um corte de cabelo horrível que deixa ela com cara de louca, e todo mundo está conspirando contra ela, inclusive e principalmente um casal de idosos vizinhos, que oferecem todas as ervas necessárias para que o Luciferzinho venha ao mundo muito saudável, e quem desvirtua o marido da mulher tb, logo no começo do filme.
Eu não gostei da história, acho que pq eu estava esperando algo mais sangrento. E eu queria ver o bebê causar no filme, mas nem aparece a cara dele, nos seus únicos 15 minutos de "aparição" (o tempo que sobra antes do filme acabar, quando ela tem o bebê).
Na verdade o fato de ele não aparecer é que fez do filme tanto sucesso...pq fecundou a imaginação dos pobres expectadores.
Mas eu gostei da produção. Com o Clube do Filme eu comecei a reparar nos focos, nos atores, na trilha sonora, na fotografia, nas luzes...E é um filme que passa terror, que passa suspense, apesar de não mostrar nada monstruoso. Várias vezes me peguei com os pés apertados e os dedos cruzados sem perceber, com o braço na frente do peito, como que de proteção, e até de boca aberta...huahaauhauha
Algumas cenas poderiam ser mudadas, como quando ela é fecundada pelo demo, que aparece umas mãos horripilantes, como de monstro, arranhando as costas dela, e aparece só os olhos dele. São imagens que mostram o que não é real. Todo mundo imagina como é o coisa ruim, mas impôr imagem no filme mostra que não é real, pelo menos eu não tenho medo dessas figuras clássicas de demônios. Se viesse um cara possuído, iria me deixar com muito mais medo.
E na última cena, quando ela encontra o bebê que tiraram dela, o prometido, ela vai com uma faca até o apartamento dos vizinhos idosos e encontra todo o grupo da seita cortejando o bebê, num berço fúnebre, com um crucifixo invertido pendurado, como um pendurricalho. Ela fica louca, brava e conta pra todos lá o que se passou durante o filme, como se explicasse pra quem está assistindo. Acho que dispensa explicações. Na vida real ninguém vai fazer isso. E quanto mais real, mais próximo do que pode acontecer com a gente, mais medo dá. Poderia ter cortado o diálogo e passado direto pra parte que ela assume o papel de mãe e resolve ficar lá com o demozinho, pq mãe é mãe, neh?!
Não importa como tenha nascido o filho...
Tá bom, eu esperava que ela fosse enfiar a faca no buxo do monstrinho...
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