Viajantes

sábado, 28 de abril de 2012

The little good things

"Eles se conhecerem por acaso por aih, ela nem prestou atenção qdo ele chegou e veio cumprimentá-la no meio daquele tanto de gente q ela nunca tinha visto...pra ela foi só mais um rosto incomum e diferente no meio de todos os outros.
E então no dia que eles combinaram de se encontrar ele teve que ir viajar, desmarcar o cineminha, o drink de fim de noite, os beijinhos que viriam. Ela bem que tentou chegar a tempo de se despedir, mas parecia que não era pra ela ir, ônibus demorando, trânsito pra todo lado e o tempo correndo até a hora de o ônibus partir, mas ele esperou ela chegar. Ela se surpreendeu qdo viu de camiseta branca e cabelo bagunçado de qm acaba de acordar ele carregando um trambolho que era a capa de um violão. Ele perdeu o ônibus esperando ela e teve de trocar a passagem pra mais tarde e enquanto esperavam davam risada, trocavam os beijinhos, tomavam milk shake, até ele abrir o tal do trambolho e tirar o violão na rodoviária, tocando músicas pra todo mundo ouvir eles cantando juntos e errando a letra juntos. Até chegar a hora de ir embora que de frente um pro outro ela percebeu q ele tem uma pinta no canto do olho e ele que pedia pra ela entrar dentro da mala pra ir junto com ele. Um beijo pra despedir, um abraço pra apertar, uma mordida no pescoço só pra deixar vontade. Logo mais ele volta pro cineminha e o drink de fim de noite."

Um bom roteiro prum filme de comédia romântica...mas, minha gente, é bom saber que comédias românticas não existem.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

E assim eu vou pirando.

Não sei se era você, veja bem, te vejo a todos os instantes saindo e entrando de todo e qualquer lugar e nunca, nunca, é você. Às vezes são até mesmo umas pessoas bem feias e diferentes e impossíveis de te lembrar. Mas tudo lembra e assim sigo te vendo por toda parte a todos os instantes.

domingo, 15 de abril de 2012

Forever Alone*

Desde a primeira vez q li uma tirinha com memes eu me identifiquei absurdamente e morro de dar risada toda as vezes que vejo uma. Claro que tem a sessão das tirinhas sem graça, mas o blog Ah Negão! tem as melhores do mundo e apresenta uma sessão com o hall das tiras sem sentido. Eu leio o blog praticamente tdos os dias e lembro q a primeira vez q abri ele escangalhei tanto que remexi ele inteiro em posts antigaços.

Mas o post não é sobre o blog, é só o contexto pra dizer como ontem eu me senti um meme e como hoje eu acordei diferente. Tudo começou na sexta-feira. Eu não fui pra usp pra escrever o meu projeto e no fim nem consegui escrever. Eu nao fiz nada o dia todo. NADA. Não assisti um filme, não comecei a ler nenhum dos 6 livros que estão aqui pra começar a ler, não iniciei o projeto, não li nenhum paper, não estudei um a, não limpei a casa...eu literalmente fiquei em off o dia todo. Fui pra academia, voltei, fiz almoço, cuidei das minhas meninas e dormi...com o pretexto d uma dor de cabeça. Pretexto pra mim mesma e pro meu pai q veio aqui de tarde buscar uns documentos. Eu nem avisei minha mae q ia ficar em casa, senao ela ia inventar um monte de coisa pra eu fazer e no fim ela acabou ficando sabendo pela vinda do meu pai aqui, pq o cabeção esqueceu o rolo gigante de plástico bolha na portaria e ligou pra ela pra avisar e disse pra ela pedir pra eu pegar, ja q eu estava em casa. No fim das contas eu busquei minha mãe no serviço, compramos uma pizza e eu assisti o Gato de Botas no pay per view. Acabei vendo o finzinho de Um dia, mais uma vez. E dormi. Dormi cedo, lá pelas 23hrs, pelo q me lembro.

No sábado de manhã fui pra Boituva com o Rodrigo, o blackberry. Ele foi pular de para-quedas. E eu quase q acabei pulando também. Só não pulei pela grana estar curta, senão teria pulado com certeza. Conhecemos um casal de gays muito legaizinhos, conversamos muito, contamos as novidades, as loucuras da vida de solteiro, anseios, enfim...os causos que sempre contamos qdo nos vemos, sempre tentando tirar algumas conclusões juntos. Quando voltamos e eu cheguei em casa, senti uma vontade absurda de sair por aih. Sair, conhecer gente nova, ouvir uma banda boa tocar, tomar alguns drink legal de nome e cor diferente. Comecei recrutando as meninas, que logo arregaram, pra minha infelicidade. Liguei pra Kalli, mas o cel dela estava desligado, a Lala ia pra casa de um amigo...me chamaram pra ir ver o cover de Pearl Jam e eu queria mto ir, se não fosse pelo fato de o cara que me chamou estar dando indícios de que vai tentar algo a mais e eu não estou nem um pouco a fim, fora que se eu queria sair pra conhecer gente nova...acho que são idéias meio antagônicas...e segundo porque as pessoas que iam junto não eram mto convidativas (uma coisa mto difícil pra alguém como eu achar, mas tenho meus motivos)... falei com a Na pela cam, até a Lilica falou com ela e ela estava se arrumando pra ir um pub (aaaaah como eu queria estar junto) e então veio aquela sensação daquele meme das minhas tirinhas: o meme forever alone.

O meme forever alone, como o nome diz sempre está sozinho, nunca tem ninguem e vai morrer sozinho. E foi assim como eu me senti. Sozinha, sem ninguém, sem amigos pra sair por aih, ninguem me ama, ninguem me quer (rs). Eu pensei em ver um filme e não quis, pensei em ler, também não quis...então eu resolvi dormir. Era 22h e poko e eu já estava dormindo.

Hoje de manhã acordei as 10h e assim que tomei café abri o guarda-roupa com os livros separados pra eu ler e escolhi um deles: Presentes da vida de uma tal de Emily Giffin. A Martina que trouxe pra mim e disse q ela tinha gostado muito. faltam umas 80 paginas pra eu terminar de ler ele...e quando chegou pela metade e eu parei pra almoçar tinha algo nele semelhante a mim. Depois vou falar bastante sobre ele aqui, quando eu terminar, mas algo nele fez eu me sentir melhor quanto a esse sentimento de solidão. De levar pro lado bom da coisa.

Foi um dos poucos finais de semana da minha vida que eu não pude correr pra decidir com alguém o que fazer. Eu fiquei presa a mim mesma. Presa a uma escolha só minha. Se eu realmente quisesse sair pra conhecer gente nova, então pq não fui sozinha? Eu poderia ter ido ao cinema ver os filmes que quero ver e não tenho com qm ir...e eu escolhi ler um livro e ver um filme. Um dia só meu. Eu não fiz as minhas unhas, como costumo fazer, não fiz hidratação no cabelo ou uma esfoliação na pele...não passei o creme pra estrias que minha mãe me deu, e nem cheguei perto daquela argila verde pro rosto que eu comprei. Eu só quis esse momento meu. E me fez bem. Está me fazendo bem. Parar e perceber como é bom ter suas próprias vontades e esclarecer coisas suas com vc mesmo. Sei lá, é diferente. É algo inédito. E era isso que me faltava, entender esse momento que eu tinha que ter, saber apreciá-lo, entender o seu valor. Isso também está fazendo parte de mais uma pecinha da minha personalidade...da nova pessoa que está surgindo, de tudo de novo que está aparecendo na minha vida.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Ê, Tati Bernardi ;p [3]

"Vontade de te esmurrar, te dizer que você é um idiota, um babaca, um cretino, um fraco, nunca passou disso. Nunca uma piada sua foi engraçada, nunca você me surpreendeu. Nunca. Mas eu não consigo deixar de pensar em você, a cada dia, a cada ato meu. E quando eu procuro outras pessoas, eu procuro imaginando você me vendo. E tendo ódio de mim. Porque eu quero que sinta ódio. Porque ódio significa alguma coisa, e é melhor que indiferença. Você que já foi tudo, já foi minha esperança, foi meu futuro imaginado, hoje não é nada. Não passa de uma foto numa rede social. Se eu vivo bem sem você, porque eu continuo te olhando? Porque eu sempre volto aqui? Porque eu ouço musicas que falam de tristeza? Por quê? Você não vale isso. Mas eu faço."

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Das coisas que a gente vive...

Desde sexta eu tento postar mas nunca dá tempo, de quinta-feira pra cá eu estou indo dormir lá pelas 2h da matina todos os dias e acordando às 7h ou antes, seja por causa das encomendas de páscoa, dos shows/teatro, bar, carro quebrado e tudo o mais. E eu tô podreca. Mas o fato de eu estar podreca nao fez eu me sentir menos viva por esses dias. Pelo contrário. Vi, vivi e senti coisas que eu nunca tinha vivido.

A começar pela despedida de verdade da Na. Nós vínhamos nos despedindo desde 2 semanas atrás. Fomos viajar juntas pra chácara do amigo do Caio, fizemos fondue, fizemos comida mexicana e até que chegou o dia de chegar na casa dela e ajudar ela a sair com aquela mala gigante e ir até o aeroporto. Passamos o dia juntos, jantamos juntos e vimos ela entrar por aquele portão de embarque igual dos filmes, onde tem uma curvinha e que em questão de segundos faz a gente não ver mais aqueles que acabaram de passar pelo funcionário que confere as passagens...Se despedir assim foi a sensação mais diferente que eu ja tive na vida, olhar pra ela, ver ela se despedindo da mãe, da vó, do Caio...abraçar ela e saber que por mais que vc diga "eu te amo" ou "se cuida", "aproveita"....nunca vai ser suficiente pra demonstrar o que a gente tá sentindo por dentro, aquele misto de alegria e de aperto. Alegria enorme pela experiência, pelo sonho realizado, pela atitude, pela mudança, pelo novo....aperto pela distância, por não mais poder receber aquelas msgs nada a ver ao longo do dia que me faziam todo o sentido, dos passeios de final de semana, do telefonema pra contar qqr besteira...enfim. E aquele abraço foi o mais apertado que eu pude dar. To logo aqui emocionada pq eu acabei de ver o vídeo que ela fez pro Caio e pra família, pra entrega junto com a cesta de páscoa que ela me pediu pra fazer e entregar. Ver o vídeo agora foi outra coisa fora de sério. É difícil explicar o quanto algumas escolhas nos fazem perder algo, ou sentir falta de algo. Eu já fiz um texto sobre isso há muito tempo atrás, na época que entrei na faculdade, na época que ficamos lá por 1 ano sem se ver. E isso foi pra mim uma escolha, mas no final das contas a gente nunca perde o que DE FATO é nosso.

Entregar a cesta pro Caio fez eu me sentir muito parte de tudo isso, mto parte de vcs, muito parte de todo esse sentimento, ver ele segurando o choro, dizendo que não ia chorar pq era macho, ver aquele sorrisão de orelha a orelha ao perceber que vc tinha lembrado e se preocupado com tudo isso, jogar conversa fora sobre a faculdade, sobre o chopp do fim de semana, sobre as aventuras do carro quebrando ao voltar do aeroporto. Como vc mesmo estando tão longe continua tão viva aqui com a gente. Tudo é motivo de vc, pra vc, com vc, sobre vc. E essa é a maior presença que eu posso ter.

Mesmo sendo pouco tempo, só 1 semana que a gente se despediu pela última vez, parece que já faz um tempão, sei lá pq. A saudade já ta grande, mas ainda não chega a sufocar, acho que pq mesmo entrando a 1h e poco da manhã no msn eu ainda consigo te achar e jogar conversa fora.

Fora tudo isso teve o teatro no domingo, "A Família Addams", mto bom o musical, por sinal, engraçadíssimo, e com companhia fora de sério. E o show de terça também...Roger Waters com todo o socialismo saindo das entranhas e revolução, aquele palco lindo, aquele muro de telão maravilhoso, pra se guardar lá na alma e buscar cada detalhe pra tentar entender o mínimo dessa formação de sociedade.

E mesmo com tudo isso acontecendo ainda sobra tempo pra chorar ouvindo música no carro, sozinha, ao esperar o que não é espera, ao não saber explicar o porquê de ainda pensar que tudo poderia ter sido diferente, ao se dar conta de que tanto amor desperdiçado é loucura...e se conformar mais uma vez que ninguém é obrigado a amar ninguém, e que mesmo assim, como diria o pequeno príncipe "torna-te eternamente responsável por aquilo que cativas", e mais uma vez eu falo sobre responsabilidade.
E mais uma vez eu paro e me dou conta da curiosidade de saber como vc está, o que está sentindo, o que passa na sua cabeça. E isso eu nunca vou saber. Nunca. E acho que no fim das contas, nem vc mesmo sabe.

E o triste é chorar por algo que diz " Te tenho com a certeza de que pode ir, te amo com a certeza de que irá mudar, pra gente ser feliz vc surgiu e juntos conseguimos ir mais longe, vc dividiu comigo a sua história e me ajudou a construir a minha, hoje mais do que nunca somos dois, a nossa liberdade é o que nos prende. Viva todo o seu mundo, sinta toda a liberdade...e qdo a hora chegar, volta...que o nosso amor está acima das coisas desse mundo....vai dizer que o tempo não parou naquele momento...eu espero por vc o tempo que for, pra ficarmos juntos mais uma vez".
Acho que o que me fez chorar é me conformar em saber que nunca foi isso e nunca será. Acho que eu gostaria que fosse. Que o nosso amor estivesse acima de qualquer coisa nesse mundo...mas não está, e eu nunca te tive e eu sei que nunca irá voltar. E acho que isso é que dói. Passar o tempo acreditando em algo que no fim não existe, não existiu. Dói demais lembrar de tudo isso, achar a caixa com as flores secas, cartas e cartões, guardar o anel na caixa, achar as fotos escondidas na carteira, os cartões de visita, as "moedas da sorte", o bilhete de cinema com coisinhas escritas, os tickets da playland e tudo o mais. Ainda não sei o que fazer com tudo isso...ainda não tive coragem de jogar fora, mas mesmo guardando preferi guardar em lugares que eu não precise olhar pra me lembrar.

E como tudo é certo nessa vida, como nada é por acaso, vc morar do lado da minha casa e eu nunca te encontrar provavelmente não deve ser coincidência. Vai ver o destino quis assim. Ainda está sendo difícil de aceitar. Tem dias que eu nem lembro que vc existe ou que existiu pra mim, tem outros que a única coisa que eu consigo pensar é isso. E assim vou indo...até o dia que tudo o que restará serão apenas lembranças e a marca que vc deixou. Aquela marca que cada um deixa qdo passa pela nossa vida.

Só me corrói às vezes ter que me conformar em como alguém pode levar uma vida assim.