Viajantes

domingo, 15 de abril de 2012

Forever Alone*

Desde a primeira vez q li uma tirinha com memes eu me identifiquei absurdamente e morro de dar risada toda as vezes que vejo uma. Claro que tem a sessão das tirinhas sem graça, mas o blog Ah Negão! tem as melhores do mundo e apresenta uma sessão com o hall das tiras sem sentido. Eu leio o blog praticamente tdos os dias e lembro q a primeira vez q abri ele escangalhei tanto que remexi ele inteiro em posts antigaços.

Mas o post não é sobre o blog, é só o contexto pra dizer como ontem eu me senti um meme e como hoje eu acordei diferente. Tudo começou na sexta-feira. Eu não fui pra usp pra escrever o meu projeto e no fim nem consegui escrever. Eu nao fiz nada o dia todo. NADA. Não assisti um filme, não comecei a ler nenhum dos 6 livros que estão aqui pra começar a ler, não iniciei o projeto, não li nenhum paper, não estudei um a, não limpei a casa...eu literalmente fiquei em off o dia todo. Fui pra academia, voltei, fiz almoço, cuidei das minhas meninas e dormi...com o pretexto d uma dor de cabeça. Pretexto pra mim mesma e pro meu pai q veio aqui de tarde buscar uns documentos. Eu nem avisei minha mae q ia ficar em casa, senao ela ia inventar um monte de coisa pra eu fazer e no fim ela acabou ficando sabendo pela vinda do meu pai aqui, pq o cabeção esqueceu o rolo gigante de plástico bolha na portaria e ligou pra ela pra avisar e disse pra ela pedir pra eu pegar, ja q eu estava em casa. No fim das contas eu busquei minha mãe no serviço, compramos uma pizza e eu assisti o Gato de Botas no pay per view. Acabei vendo o finzinho de Um dia, mais uma vez. E dormi. Dormi cedo, lá pelas 23hrs, pelo q me lembro.

No sábado de manhã fui pra Boituva com o Rodrigo, o blackberry. Ele foi pular de para-quedas. E eu quase q acabei pulando também. Só não pulei pela grana estar curta, senão teria pulado com certeza. Conhecemos um casal de gays muito legaizinhos, conversamos muito, contamos as novidades, as loucuras da vida de solteiro, anseios, enfim...os causos que sempre contamos qdo nos vemos, sempre tentando tirar algumas conclusões juntos. Quando voltamos e eu cheguei em casa, senti uma vontade absurda de sair por aih. Sair, conhecer gente nova, ouvir uma banda boa tocar, tomar alguns drink legal de nome e cor diferente. Comecei recrutando as meninas, que logo arregaram, pra minha infelicidade. Liguei pra Kalli, mas o cel dela estava desligado, a Lala ia pra casa de um amigo...me chamaram pra ir ver o cover de Pearl Jam e eu queria mto ir, se não fosse pelo fato de o cara que me chamou estar dando indícios de que vai tentar algo a mais e eu não estou nem um pouco a fim, fora que se eu queria sair pra conhecer gente nova...acho que são idéias meio antagônicas...e segundo porque as pessoas que iam junto não eram mto convidativas (uma coisa mto difícil pra alguém como eu achar, mas tenho meus motivos)... falei com a Na pela cam, até a Lilica falou com ela e ela estava se arrumando pra ir um pub (aaaaah como eu queria estar junto) e então veio aquela sensação daquele meme das minhas tirinhas: o meme forever alone.

O meme forever alone, como o nome diz sempre está sozinho, nunca tem ninguem e vai morrer sozinho. E foi assim como eu me senti. Sozinha, sem ninguém, sem amigos pra sair por aih, ninguem me ama, ninguem me quer (rs). Eu pensei em ver um filme e não quis, pensei em ler, também não quis...então eu resolvi dormir. Era 22h e poko e eu já estava dormindo.

Hoje de manhã acordei as 10h e assim que tomei café abri o guarda-roupa com os livros separados pra eu ler e escolhi um deles: Presentes da vida de uma tal de Emily Giffin. A Martina que trouxe pra mim e disse q ela tinha gostado muito. faltam umas 80 paginas pra eu terminar de ler ele...e quando chegou pela metade e eu parei pra almoçar tinha algo nele semelhante a mim. Depois vou falar bastante sobre ele aqui, quando eu terminar, mas algo nele fez eu me sentir melhor quanto a esse sentimento de solidão. De levar pro lado bom da coisa.

Foi um dos poucos finais de semana da minha vida que eu não pude correr pra decidir com alguém o que fazer. Eu fiquei presa a mim mesma. Presa a uma escolha só minha. Se eu realmente quisesse sair pra conhecer gente nova, então pq não fui sozinha? Eu poderia ter ido ao cinema ver os filmes que quero ver e não tenho com qm ir...e eu escolhi ler um livro e ver um filme. Um dia só meu. Eu não fiz as minhas unhas, como costumo fazer, não fiz hidratação no cabelo ou uma esfoliação na pele...não passei o creme pra estrias que minha mãe me deu, e nem cheguei perto daquela argila verde pro rosto que eu comprei. Eu só quis esse momento meu. E me fez bem. Está me fazendo bem. Parar e perceber como é bom ter suas próprias vontades e esclarecer coisas suas com vc mesmo. Sei lá, é diferente. É algo inédito. E era isso que me faltava, entender esse momento que eu tinha que ter, saber apreciá-lo, entender o seu valor. Isso também está fazendo parte de mais uma pecinha da minha personalidade...da nova pessoa que está surgindo, de tudo de novo que está aparecendo na minha vida.

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