Viajantes

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Natal !

Eu me lembro de como as comemorações de natal eram antes. Uma vez o Gabi comentou comigo q sentia a mesma coisa, que antes as festas eram maiores, mais legais e animadas e hoje em dia andam xoxas, xoxas. Eu não sei se é isso mesmo ou se por sermos menores sentíamos algo diferente em relação à elas. Mas a questão é que as coisas mudaram.

Eu nunca passei o natal sempre no mesmo lugar. Eu me lembro das festas na casa da minha tia Tiana, na casa da minha vó, na casa da tia Lica, na chácara lá em Mococa, na casa da Fátima e até na casa da Tamy. E eram uma melhor que a outra. O natal e o ano novo na casa da Tamy era muito gostoso. Não só pq a casa dela sempre foi grande e com piscina, o que remetia a todo mundo se jogar lá depois de umas tantas da madrugada de roupa e tudo, mas sempre participavam os irmãos do meu pai, apesar de ela ser minha amiga, eles sempre tiveram uma ligação com a família do meu pai. Então, estávamos sempre juntos. E mais gostoso ainda que a festa era ajudar a Nana a montar a árvore de natal, era uma árvore enorme (ela era grande mesmo, e eu ainda era criança, então imagina a proporção), cheia de enfeites e a casa inteira  ficava enfeitada. E os preparativos para a festa, todos na cozinha ajudando a fazer os comes, ajudando a Nana a fazer a famosa torta de pêssego com nozes.

E era sempre eu que montava a árvore de natal na minha vó. Tirava da caixa a árvorezinha que já era velhinha, com os mesmos enfeites e o pisca pisca que tocava musiquinha. Eu amava aquela árvore da casa da minha vó. E qdo escurecia eu apagava as luzes da sala e acendia o pisca com a música no volume mais alto e ficava saracuteando sozinha lá.

E os natais na chácara, quando todo mundo ainda era unido, não tinha os desentendimentos que hoje existem. Eram as melhores viagens...Quase 20 pessoas na chácara, churrasco o dia todo, e nessa época nem tinha piscina. Hoje a gente já não se reúne mais.

Eu me lembro do natal do ano passado. Que me remete a coisas que me deixaram triste. O que fez eu sentir que o natal era uma época triste pra mim. Natal tem seus significados que por mais religiosos que sejam, ultrapassam essas barreiras pra mim. É difícil de explicar, aliás eu não consigo explicar.
Mas apesar de tudo esse ano o natal foi bom. E a oração feita à ceia foi a mais bonita que eu já ouvi.

E a maior vontade que eu tenho é de quando eu ter minha própria casa e minha família é resgatar esse espírito que antes existia, de enfeitar a casa, de compartilhar e confraternizar com aqueles que amo, de orar e não só de pensar nas coisas boas pq é natal, mas para refletir. E crescer, evoluir, sempre.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Rumo à casa dos 50kg

Eu estava me sentindo a mulher mais horrorosa do mundo por ter ganhado uns kilinhos a mais. Isso nesses últimos 2 meses. Mas parando pra pensar desde que eu comecei a namorar com o Gabi eu devo ter ganhado uns 6 kg. Na época que a gente começou a sair eu tinha acabado de parar de tomar Fluoxetina, um remédio que o médico me passou pra minha ansiedade. Eu parei de tomar por livre e espontânea vontade, pq ele me dava muita coceira na perna, que eu vim descobrir esses dias pq ele dificulta a circulação sanguínea periférica. Além do mais ele faz a gente perder qualquer sensação do corpo, fazendo vc se sentir um zumbi. Quase não se sente cócegas, não sente calafrios e arrepios e a libido vai lá em baixo. Nem fome vc sente. Por isso qdo eu comecei a tomar emagreci 6kg em um mês. Mas pq eu não comia nada, não sentia vontade de comer, eu olhava aqueles doces fantásticos e não sentia nada. Horripilante. Mas pelo lado de emagrecer foi bom. Mas eu me lembro que tinha dias que eu passava sem comer nada, chegava em casa e tomava um iogurte. E só. Por isso emagreci tão rápido. E desde que eu parei de tomar, há uns 2 anos e poko, eu venho engordando um pouquinho, foram uns 6 kg, mas provavelmente nesses últimos 2 meses mais uns 2 kg.

Eu sempre fui mto vaidosa, apesar de não reparar na beleza externa das outras pessoas e nem reparar muito se fulano é gordo, se tá bem vestido ou sei lá oq. Aliás, até me irrito com pessoas assim. Mas como eu sempre fui vaidosa comigo mesmo e sempre tive a auto-estima lá em baixo, comecei a me sentir péssima em sentir as calças apertando e meus braços ficarem enormes. Em me sentar e as coxas se espatifarem na cadeira ou no sofá. E decidi entrar na academia e fazer dieta (aleluia!).

Ja faz uma semana que eu estou na labuta, na verdade 6 dias, e eu fiz a minha dieta direitinho, sem perder a linha com os meus doces, e mesmo sendo fim de ano, quando todo mundo ganha chocolate, no lab a Fernanda voltou da Espanha cheia de doces diferentes pra gente e eu segurei minha onda. Fora a academia, que surpreendentemente eu fui todos os dias da semana, fazendo 1h de aeróbica e 1h de musculação. E ainda vou e volto a pé. Eu não sei o quanto emagreci nesses dias e sinceramente nem quero saber. Eu só quero ver no espelho e gostar um pouco mais da minha aparência. E eu já vi resultados, o que me deixou mais animada, e tb triste ao saber que a academia vai ficar fechada na semana do natal =(.

E mesmo agora há pouco, quando fizemos uma espécie de encontro de fim de ano com alguns amigos no Outback, me contive com pequeninas fatias daquela cebola delicissississississima e umas 4 tiras de batata frita daquelas com cheddar e bacon. Ok, eu comi um pedaço da jacket potato, uma batata recheada com requeijão. Mas não comi da costela de porco e me acabei mesmo é na El Ranchito Salad. Pois é. E olha, que estava uma delícia. E saí feliz de lá. Além de que mesmo sendo sábado, mantive a dieta no café da manhã e no almoço.

Vamos ver até onde vai essa disposição pra academia, que eu sempre tive repúdio...rs E até onde minha gula se segura.

O mais gostoso foi ver um shortinho que foi comprado um número menor com a intenção de emagrecer, entrar e ficar uma graça =)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Um tanto de sentimentos misturados*

Hoje eu não fui pra usp, precisei dar uma passada no Mackenzie pra levar uns papéis pra Isabela assinar, pois estou mandando meu tgi pra uma revista científica. Faz tempo que eu estou pra mandar e sempre tinha algo pra mudar, pra ajeitar, até que resolvemos mandar nessa última correção.

O fato de eu ter saído de casa mais tarde, umas 10h00 já deu aquela sensação de nostalgia, da época de faculdade. A época em que eu ia de metrô pro Mackenzie todos os dias, era +- esse horário pq eu estudava a tarde, na mesma plataforma, esperar a mesma linha de troleibus...surgiu aquela sensação de quando eu ainda não ia de van, a sensação de conquista por ter ganhado a bolsa, de ter iniciado a faculdade, de ter terminado o ensino médio e enfim estar fazendo algo grandioso...de estar indo pra um lugar que eu desejava tanto ir, a sensação de dever, de dar o meu melhor, de superar tudo: o cansaço, a fome, a distância, os afazeres...

Depois que peguei o troleibus estava com preguiça de subir aquela ladeira da Santa Cecília pra chegar no Mack, então desci na Paulista, assim eu pegava um ônibus que descia direto e parava na frente do Mackenzie e aproveitava pra passear, ver a decoração de natal...e ah! Andar da Paulista, neh?!
A Paulista é um lugar único em São Paulo, assim como o bairro todo do Jardins. São lugares que me fazem bem...não sei pq.
As calçadas largas da avenida, as lojas nem um pouco convencionais, os cafés, os bancos com aquelas portas enormes, os prédios, o teatro Gazeta, o cenário...e com a decoração de natal tudo fica ainda mais bonito. Eu não me lembro de ter prestado tanta atenção numa decoração de natal da Paulista em outros anos, eu sabia que era bonito mas nunca tinha reparado tanto. Esse ano está linda...e o túnel que vai pra Consolação está fechado em ursos gigantes, balas e pirulitos de natal, renas, papai noel, neve artificial. Tem uma loja até com um trem gigante todo vermelho e prata com umas letras enormes, lembra os filmes. E andar por aquela avenida de óculos escuros faz a gente se sentir num filme, tanta gente diferente, de todo jeito que se possa imaginar, aquela visão pro céu apesar dos prédios, o espaço pra sentir a brisa passar e tanta coisa bonita e diferente pra olhar...

Quando eu trabalhava no restaurante eu descia na Paulista todos os dias e então descia sempre pela Haddock Lobo em direção ao Jardins, e foi aí que eu descobri o quanto eu gosto de andar por ali. As árvores tomam conta das ruas, deixando sempre aquele ar mais friozinho, mesmo nos dias de calor. E à medida que vc vai descendo vai vendo aqueles prédios residenciais com varanda, num estilo meio colonial, sei lá, com lojas cada uma em seu estilo, cada uma em seu charme. Me lembro de uma loja de móveis e objetos de decoração antiquados. O nome era "Secrets de familie", acho que era isso, pouco tempo depois mudou para "Sold". O primeiro nome era mais convidativo, pq a fachada da loja era toda retrô, num ar bem antigo mesmo e trepadeiras nas paredes. Na vitrine tinha um cavalinho de criança, daqueles bem antigos, esculpido naquelas formas francesas de época e pintado com tinta fosca...tinha tb candelabros e uma gaiola de pássaros como aquelas dos filmes de décadas passadas e um lampião. Era como se fosse uma lojinha de cenas de filmes antigos. Eu sempre quis entrar nela, mas sempre me contentei em olhar pela vitrine, talvez pq imaginei os preços exorbitantes, talvez pq eu nunca soube se ela estava aberta ou não.
Dentre as outras lojinhas e restaurantes, um restaurante em particular tb me chamava atenção, até hoje tenho vontade de comer lá: Paris 6. Um bistrô francês, no mesmo estilo das ruas de Paris, ele é meio que aberto e dá pra ver tudo lá dentro, tem como se fossem ruinhas de paralelepípedo pelas passarelas e luminárias como os postes dos bairros de Paris que aparecem nos filmes. Muito acolhedor.

E andando pela Paulista, com aquela sensação de liberdade eu parei numa livraria que me chamou a atenção, primeiro pelos artigos eletrônicos, de cara uma tv gigante de led passando um show do Metallica com sofá e tudo pra assistir. Parei e vi um pouco mas segui em direção aos livros, até que vi "Um dia", e já fiquei com ele na mão. Subi as escadas e me senti a pessoa mais completa do mundo ao ver aquelas estantes enormes com livros enfileirados arrumados por sobrenome do autor. Aquela infinidade de cores e letras, de fontes e figuras...como eu quero uma biblioteca só minha, com os meus títulos preferidos, com alguem pra perguntar, com alguém pra dividir as histórias, as sensações...Não deu outra, já apareceu um funcionário com quem troquei a maior idéia e ficamos os dois viajando nos títulos...saí dali com uns 5 títulos na mão: "Um dia", "Um estranho no ninho", "O velho e o mar", "Presente de Princesa" e mais uns dois que o funcionário me indicou...até eu me deparar com uma estante rosa. Rosa pink. Com várias "bíblias" rosa choque e dourado entituladas "Alice's adventures in Wonderland and other stories". Peguei ele na mão e soltei todos os outros. Era o livro mais lindo que eu já vi. É a história original de Lewis Carrol, com ilustrações originais e tudo o mais.

E eu saí da livraria com "Um dia" e "Alice's adventures in Wonderland and other stories". Com o coração mais feliz do mundo e a maior vontade do mundo de montar a minha biblioteca e sabendo que a grande estrela dela seria esse livro da Alice, até eu achar um parecido da Pequena Sereia...rs

Depois quando peguei o bus segui pro Mack pra encontrar com a Isabela e quando desci e dei de cara com aquela entrada do João Calvino, eu vi o café onde os professores costumavam almoçar, o mapa da faculdade talhado num vidro, o edifício João Calvino, onde acontecem as mostras de tgi e onde tem oo banco real. O bloco da farmácia, onde eu adorava beber água, pois o bebedouro sempre estava com o termostato lá em cima, fazendo a água sair quase congelada. Era por ali que eu saía qdo ia pra Maria Antônia pegar o carro. Eu não quis rodar a faculdade, não estava com vontade, mas só de pisar naquele lugar me vieram sensações de épocas antigas, de quando os desejos eram outros, as expectativas eram outras, e andar por ali é quase o mesmo que andar pela ETE agora. Pessoas diferentes, mas o mesmo lugar, o mesmo edifício e por vezes os mesmos funcionários, deixando suas lembranças imortais. Mas na ETE seria mais forte, pq foram mais e melhores lembranças, apesar de menos tempo.

E depois eu subi no prédio dos laboratórios e esperei a Isabela como eu sempre fazia na época do tgi. Sentada na escada, no mesmo degrau, olhando pro relógio e calculando qto tempo ela demoraria pra chegar. E quando ela chegou conversamos bastante, sobre as novidades, sobre o laboratório na usp, afinal de contas ela ficou no mesmo laboratório por 10 anos.

Depois desci pro metrô e fiz diferente. Não fui sentido Santa Cecília, fui sentido República, como algumas vezes eu fazia na época da faculdade pra quebrar a rotina. E por ali deu pra ver um restaurante chinês onde comemos yakissoba algumas vezes, uma sapataria que tinha o mesmo letreiro: Botas de motoqueiro com solado de pneu de avião, e me perdi tanto naquela sensação boa que passei do metrô eu parei num boteco que nunca tinha visto me perguntando onde eu tinha deixado a estação. O atendente virou pra mim e falou: "Ali na frente, moça" e apontou. A estação estava exatamente do outro lado da rua...mas era a estação Anhangabaú...rs. Andei uma estação a mais. E quando eu fui sair do boteco despencou uma chuva que me fez parar. Esperei dentro dele até o farol de pedestres abrir e lá fui eu correndo pra entrar na estação, debaixo de chuva, com meus tesouros envoltos na sacola de plástico...

Depois eu resolvi passar no ABC Plaza, pq eu queria ir na Khelf, comprar umas roupinhas de fim de ano pra mim. Mas eu estava morrendo de fome, tinha saído de casa as 10h e já eram 15h! Resolvi almoçar no Spaghetti Primo, um risoto primo e rever algumas pessoas de lá. Foi tão gostoso chegar e ver tanta gente contente em me ver. Conversei com algumas pessoas, mas grande parte do quadro de funcionários mudou. Mesmo assim, matei a saudade daqueles que me divertiam enquanto eu estava por lá. Todos me perguntavam o que eu estava fazendo, se estava trabalhando e eu dizia que estava estudando pra fazer mestrado. Algumas delas nem sabiam o que era mestrado e toca eu a explicar. E como pessoas tão simples podem me fazer tão bem? Eu sinto falta delas, eu vejo tanta coisa boa ali, são sorrisos, são sonhos, é ter expectativa, mesmo sendo tão humilde. E é assim que eu redescubro que sonhar é a coisa mais simples do mundo, mas que requer sentimento. E sentimento...esse sim brota sei lá de onde. Da fé, da crença...da sensibilidade de cada um. Eu agradeço todos os dias por enxergar e sentir isso, de desejar ser tão simples mas com sentimentos tão puros quanto. Quando eu pedi meu risoto, pedi pra Janaína caprichar, e ela fez um prato gigante, que eu nem consegui comer, e pedi q embrulhasse pra viagem pq era gostoso demais pra jogar fora..rs

Comi meu risoto e fui pra Khelf atrás do meu vestido. E saí de lá com 2 vestidos lindos e uma sapatilha de bailarina mais fofa ainda...tudo dividido em 6x no cartão e com 6% de desconto com o cartão Khelf, pra variar.

E quando eu voltei pra casa, voltei contente. Contente de saber que eu ainda sou capaz de sentir essas pequenas coisinhas que adoçam tanto o meu dia-a-dia. =)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Beijada por um anjo*

Eu estava no laboratório antes de ontem e a Martina, uma das pós-docs, me perguntou se eu gostava de "O diário de uma paixão".

A Martina é uma figura. Tem uns 30 anos, é pós-doutoranda, já está há 6 anos no laboratório, é gaúcha, loira dos olhos azuis, mas não parece a Barbie. Eu a acho linda, é o tipo de mulher que sai sem lápis nos olhos e nem nada de maquiagem, no máximo um creminho hidratante. Se veste simples mas bonitinha, toda meiga, ela adora rosa e sempre vai de blusinhas rosas e estampas de flores ou lacinhos pendurados. Ela só usa sapatilhas da moleca. Mas não é daquelas feias comuns que a gente vê por aí. E eu só descobri q era moleca pq eu gostei muito de uma delas e perguntei onde ela tinha comprado e ela disse q era moleca. Ela é uma bonequinha e está longe de ser daquelas mulheres frescas. Ela gosta de filmes, livros e shows como eu, e compartilhamos da vontade de ver o Linkin Park um dia.

Ela me ensina muita coisa, principalmente depois que eu descobri que meu projeto é vinculado ao dela. E ela é uma das pessoas que mais admiro no laboratório. Tão nova e tanto conhecimento, tanta experiência já. Ela me ensinou cultura celular, angiogênese e sobre as tzds, ela me ensinou a extrair RNA, quantificar e produzir cDNA, me ensinou os principios do PCR Real Time, que eu achava um bicho de sete cabeças e prometeu me ensinar a desenhar primers. Ontem ela me ensinou a tomar chimarrão. E eu odiava chimarrão. E o dela até que não estava ruim, só não gostei pq se toma sem açúcar.

Ela sempre pergunta pra mim o q eu acho de algumas coisas. Ela diz que gosta de saber a opinião das pessoas sobre as coisas que ela gosta. Ela já até me perguntou sobre a teoria de Matrix. rs. E antes de ontem, quando ela me perguntou o que eu achava de "Diário de uma Paixão", eu disse que só tinha visto o filme e que iria ler o livro em breve, pois a Na vai me emprestar...rs. Daih emendou um tal de falar de livro e eu comentei que queria passar as férias lendo livros, tanto que já tinha 2 pra Na me emprestar e eu já tinha pedido um de amigo secreto, além de que nem terminei de ler Lua Nova ainda e ele está aqui em casa.

E ela fez uma listinha de livros que iria me emprestar. Ontem ela apareceu com 3: "Beijada por um anjo", "A hospedeira" e "A sociedade literária e a torta de casca de batata".
Ela disse pra eu ler "Beijada por um anjo" primeiro, assim se eu gostasse, ela trazia os 2 seguintes da coleção pra eu ler nas férias. E eu comecei a ler ontem quando estava voltando da usp, no metrô.
Engoli o livro. Terminei ontem mesmo perto da meia-noite. E é apaixonante.

Mas falo um post da trilogia completa qdo eu terminar de ler, pq a história acaba pela metade no primeiro livro.
=)

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Eu descobri que...

Sei que já faz muito tempo que eu penso pra caramba em várias coisas que eu queria mudar na minha vida. E hoje quando eu cheguei em casa até meio que me assustei quando minha mãe disse que tinha ficado chateada. Eu achei que era comigo.
No final era pelo que aconteceu comigo. E eu parei pra ouvir ela. O mais interessante é saber que ela tem a mesma opinião minha, mesmo eu não tendo comentado nada e ela sabendo assim, só meio que por cima.

E aos poucos a gente vai descobrindo o que faria diferença na nossa vida.

Eu descobri que faz muita diferença vc se entusiasmar pra alguma coisa e alguém se entusiasmar junto;
Descobri que ser feliz é partilhar da felicidade de alguém, independente de onde vc esteja e do que esteja fazendo;
Que ter alguém com quem vc possa contar é necessário para não se sentir só;
Que é a maior satisfação do mundo saber que tem alguém que vc vai querer conversar, querer ver, mesmo que vc queira se isolar do mundo;
Que vc fazer alguém feliz é fazer a si mesmo feliz;
Que dinheiro não vale nada e nem nunca vai valer;
Que companheirismo faz falta;
E lealdade também;
Que aceitar alguém com um compromisso de verdade pode ser difícil pra algumas pessoas;
Que num relacionamento é preciso ceder dos dois lados;
Que a maior prova de amor é fazer 2 serem 1 só, é sonhar o mesmo sonho, planejar juntos;
Que pra ficar junto é preciso aceitar os defeitos do outro e daí vai de vc saber até onde vc consegue aceitar;
Que personalidade é fundamental;
E dedicação tb.


E eu tb descobri que ultimamente tudo o que eu gosto muito eu tenho feito sozinha.
Eu leio meus livros e tenho pensado sozinha, os filmes que quero ver vejo no meu quarto, à noite e sozinha, os shows que eu mais gosto eu vou sozinha, o filme que eu anseio pra ver no cinema eu vejo sozinha, os passeios que quero fazer e não faço passo vontade sozinha...

E esse sozinha que eu digo, é sem a pessoa que vc sempre esperou que fosse contigo.

Tudo muda...(parte II)

Eu demorei pra voltar a escrever (nem foram horrores, mas poderia ter sido antes), devido a minha extrema decepção com a prova do mestrado.

Tudo bem que eu tentei me preparar, mas nem sempre a gente está preparada pra encarar que nem sempre a vida é como a gente quer.

E olha que eu queria tanta coisa...
Eu queria mudar a minha vida. Eu queria mudar tudo. Eu queria mudar de casa, comprar um carro, fazer meu mestrado com uma bolsa da Fapesp, morar sozinha perto da usp e poder ir à pé pra lá, sair do país pra estudar pelo laboratório, eu queria sonhar com o dia do meu casamento, sonhar com ter filhos...

Mas nada disso foi possível. Não pense que desisti. Não pense que eu tirei isso dos meus objetivos. É só que eu passei a enxergar de uma forma diferente, afinal "tudo muda, até bermuda".

Eu tive que aceitar que as coisas que parecem ruins simplesmente por não serem da forma e no tempo que queremos não são ruins. Elas podem ser a solução de tudo lá na frente, aliás elas devem ser a base de tudo lá na frente. Depois que passa, que a gente olha pra trás e vê tudo o que já passou, a gente vê como isso interferiu nas nossas escolhas e no nosso destino. E eu prefiro acreditar, ainda, que tudo tem um propósito. Sempre foi assim comigo, pq agora não deveria de ser?

Eu prefiro acreditar que eu não passei na prova pq eu não pedi pra Deus pra passar, eu pedi pra que acontecesse o melhor comigo, eu pedi que de alguma forma eu soubesse administrar a situação. Eu pedi que meu coração pudesse entender independente de que rumo minha vida tomasse. E assim foi. Principalmente sendo como foi. A gente chora, esperneia, se decepciona, se cobra, acha que nada dá certo...mas dá certo, sim.

Tudo tem sua hora certa.

A gente sempre está no lugar certo, na hora certa.

Welcome to wherever you are

Tudo muda..

Até o template do blog...=)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Pós-graduação é o c***lh* a quatro

Depois de ter pesadelos de ter que ir dormir no meio do meu pai e da minha mãe, passar a madrugada estudando por não conseguir dormir, passar sono de dia e a noite ficar com o estômago se contorcendo...a dita da prova chegou e foi bem rapidinho. Aliás, foram 4 horas que passaram voando e que vão ou não mudar a minha vida.

A questão é que de 40 eu tinha que escolher 5 questões (as 40 eram de todos as áreas e subáreas), claro que eu escolhi as da área e de bioquímica e a surpresa é que eu sabia responder todas. Escrevi muito e com detalhes 8 páginas! Apenas uma questão me deixou a desejar, pois eu não sabia exatamente a resposta, mas eu escrevi circundando e da pra arrancar alguns pontinhos dela.

Mas fora isso tinham 2 questões obrigatórias, que eu não sei de que peso eram, pq não estava especificado, que eram de cálculo de concentração e de diluição. Uma baboseira que eu sempre fiz no laboratório e que no final das contas eu me embananei e errei. Sei que errei pq a Elaine (técnica do lab) fez o cálculo pra mim qdo eu sai da prova e o resultado dela não bateu com o meu. Ou seja, FUDEU TUDO.

Não adianta chorar, não adianta esperniar...agora só basta esperar e torcer pra o cara que for corrigir a prova considerar tudo o que eu escrevi e me dar um 7,0 redondinho pra eu poder entrar nessa biromba.
De qualquer jeito, se eu fizer a prova semestre que vem, já vou sabendo como é, então a chance de passar é maior...mas por outro lado eu queria muito passar nessa. MUITO MESMO.

Vamos ver como vai ser. Só que eu já estou me preparando pro pior. Sacomé né?! Melhor se surpreender pra melhor do que pra pior...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Filmes!

Faz algumas semanas que eu impus pra mim mesma que eu ia tentar assistir um filme todos os dias antes de dormir. Pra ver filmes novos, desestressar dos dias de muito estudo, do tédio de ficar em casa, de escapar dos pensamentos revolucionários que me circundam.

Eis que muitos filmes eu já assisti e gostaria de falar dos detalhes de cada um deles, mas além de faltar tempo, me falta disposição. Por isso vou só resenhar:
 
- Sweeney Todd: The demon barber of Fleet street (Tim Burton, 2007)
História de um barbeiro que morava na rua Fleet e acabou sendo exilado pelo juiz da cidade por interesse na mulher do cara. Um drama. Ele volta depois de um tempo, firma barbearia de novo pra se vingar de todo mundo. Enquanto ele mata seus clientes, a mulher que tem uma loja de tortas no andar de baixo assa os corpos e utiliza a carne pra fazer suas tortas. A história é legal e o filme poderia ser melhor se não fosse musical, pois as músicas são chatinhas e entediantes. E a dona da tortelaria é a  Helena Boham Carter, a Bellatrix Lestrange do Harry Potter, excelente atriz. Sem contar no Sweeney Todd, interpretado pelo Johnny Depp. Mesmo assim ainda acho que poderia ter sido melhor.

- My blueberry nights / Um beijo roubado (Kar Wai Wong, 2007)
Detestei. Eu não assistiria de novo. Acho que só assistiria a cena em que o dono do restaurante conversa com uma mulher que lhe pede para guardar as chaves do apartamento e entregar pro ex-namorado dela, indicando que ela não voltaria mais pra lá. Ele mostra um pote cheio de chaves e ela pergunta pq ele as guarda e ele diz que elas sempre devem estar ali pra que as portas trancadas sempre possam ser abertas novamente. Gostei do que ele falou, de como ele falou. Mas o filme é chato e não tem uma boa história, e é massante mesmo com atores bons como o Jude Law e a Natalie Portman. O filme conta a história de uma garota que termina com o namorado e decide juntar grana pra comprar um carro e viajar por aí. Ela trabalha em lanchonetes e conhece vários tipos, perde o dinheiro pra uma doida viciada em poquer que depois acaba ajudando ela a comprar o tal do carro. O nome do filme é pq ela era muito amiga do cara dono do restaurante (o das chaves) e a única que comia as tortas de blueberry dele. E o nome em português pq num dos porres de torta dela, ele rouba um deijo dela. Nada de charmoso.

- Letters to Juliet / Cartas para Julieta (Gary Winick, 2010)
Valeu por todos os filmes sem graça que já assisti na vida. Tem o cenário mais charmoso o possível da face da Terra, que só compete com Paris: Itália. Mostra várias cidades italianas, vinícolas, aquelas fazendas lindas e as construções urbanas bem rústicas. Conta a história de uma mulher que quer ser escritora, que acha uma carta escrita pra Julieta (a de Shakespeare) por uma mulher há muitos anos atrás e esquecida, pedindo conselhos amorosos. Eis que ela decide responder e a mulher que escreveu vem atrás de quem respondeu, pra ouví-la e ir em busca do amor que ela deixou pra tráz há muitos anos. É muito romântico, muito charmoso, interessante e muito envolvente. E a personagem principal é interpretada pela Amanda Seyfried, que eu adoro. Fora o papel do Christopher Egan, perfeito, que me fez correr atrás de outros filmes em que ele atuou e me frustrou muito...rs.

- Serendipity / Escrito nas estrelas (Peter Chelson, 2001)
É velhinho mas eu nunca tinha visto. Chorei bastante. Ele é cheio de detalhes saborosos. Conta a história de um homem e uma mulher que se conhecem numa loja de departamentos e se interessam muito um pelo outro, mas ambos são comprometidos. Então eles decidem que se for o destino eles irão se encontrar em outro momento, no momento certo. É eu acredito nisso, sim. Talvez seja por isso que eu gostei tanto. É daqueles filmes de comprar o dvd, ver várias vezes e não enjoar. Adoro a atriz principal Kate Beckimsale.

- Noel / Anjo de vidro (Chazz Palminteri, 2004)
Não sei se eu deveria ter gostado mais. Mas eu achei bem mais ou menos. Minha mãe gostou e a Carol, que me recomendou disse que era lindo. É drama, conta a história de superação de uma mulher que tem a mãe com mal de Alzheimer bem avançado e de um casal que sofre com o ciúme doentio do namorado. Sei lá, tudo se passa na época do natal. E tem uma história paralela no meio que eu gostei, com a participação do Robin Williams, o fofo. Não sei se é pq eu não curto muito esses filmes que tem várias histórias paralelas, tirando aquele "Ele não está tão afim de vc" e "Idas e vindas do amor". É, eu não assistiria de novo.

- Mona Lisa smile / O sorriso de Mona Lisa (Mike Newell, 2003)
Julia Stiles, Julia Roberts e Kirsten Dunst num filme só parece mentira. Mas enfim. Eu peguei emprestado pra assistir achando que eu nunca tinha visto, mas já tinha visto, sim, há muito tempo no super cine. Ele é filosófico, é épico, é quebra de tabus, coragem e sentimento. É lindo, é arte, é audácia..sei lá mais o que que eu posso dizer. Conta a história de uma professora de artes numa escola tradicionalista para mulheres e seu envolvimento com suas alunas, suas lições, a evolução tanto da professora quanto das alunas. Muito bom. Fora o charme do estilo dos anos 50, as roupas, os cabelos, as músicas, os móveis, os carros...é eu nasci na época errada, mesmo.

- Slumdog Millionaire / Quem quer ser um milionário? (Danny Boyle e Loveleen Tandan, 2008)
Fazia tanto tempo que eu tinha esse filme gravado e mesmo depois da Na me recomendar muito, finalmente eu assisti. É forte. E é encorajador. Conta a história de um favelado indiano que perde a mãe e consegue crescer na vida, quer dizer, arrumar um emprego e ter uma vida meio que estável, e que no fim acaba participando de um talk show onde ele ganha sei lá quantas mil rúpias, que o deixa milionário. Mas o melhor é o motivo que o levou até o talk show, e de como ele sabe a resposta de todas as perguntas, afinal de contas ele nem estudou. Mas cada pergunta remete a algo que ele tenha vivido enquanto estava por aí, seja tentando fugir de molestadores e aproveitadores de crianças ou tentando subir na vida, sem é claro nunca esquecer da sua paixão de criança, Latika.


- O palhaço (Selton Mello, 2011)
Esse eu vi no cinema com a Na. Desde que eu vi pela primeira vez o outdoor dele na estação da Luz, quando voltava pra casa da usp, mesmo sem ver o trailer eu fiquei com vontade de ver. E acertei em cheio. Conta a história de um palhaço de circo que almeja algo mais que isso e abandona o picadeiro pra tentar uma vida de meros mortais...rs. É um charme esse filme! Esse eu quero o dvd pra guardar com carinho e ver sempre que puder. Amei a cena é que a menininha do circo entra no palco como a mulher mais corajosa do mundo. É apaixonante e engraçado, daquele humor brasileiro bem Selton Mello mesmo, a la "O auto da compadecida" e "Lisbela e o Prisioneiro".

- El laberinto del fauno / O labirinto do fauno (Guillermo del Toro, 2006)
Fazia tempo que eu tinha baixado também. Tanto que eu nem lembro onde enfiei o cd e acabei pegando emprestado. Conta a história da filha de uma mulher que se casa com um militar, da época da Espanha fascista. É surreal. Nas resenhas que li sobre sempre li sobre mundo de fantasia a respeito do filme, mas pra mim é um filme pra crítica com ar totalmente psicológico e analítico, bem a la "Cisne Negro". Ao mesmo tempo em que é horripilante, sei lá, é encantador. Eu gostei muito. Mas eu achei ao mesmo tempo que carregado, muito inocente no que diz respeito a psiquê. Poderia ser mais forte, mais realista, mesmo com toda a "pseudo-esquizofrenia" da garotinha.



- What's eating Gilbert Grape / Aprendiz de sonhador (Lasse Hallström, 1993)
Teve uma época de tietagem pelo Leonardo diCaprio na minha vida. Faz tempo, e olha que eu ia na locadora e procurava filmes com ele. E eu me lembro de ter cogitado ver esse aih, mas eu não sei pq nunca tinha visto. Foi de um post que eu escrevi aqui que ia ver um filme e se ele fosse bom eu postava e no fim acabei nem postando. Foi esse que eu vi. E ele é bom, eu recomendo. Conta a história de uma família que conta com a morte do pai, a obesidade mórbida e definho da mãe, a doença mental do irmão caçula, a responsabilidade do irmão mais velho com tudo isso e a futilidade da irmã do meio. Ok, o Leonardo diCaprio era bem novinho quando fez, tanto que fez o papel de um menino de 18 com doença que tem cara de 13. E eu não sabia que o Johnny Depp era tão bonito mais jovem, com o papel do Gilbert Grape. É um filme comovente de amor, de cuidado, admiração, pureza, respeito..enfim. É daqueles filmes que faz a gente pensar e crescer diante de 2 horas. Também teria o dvd na minha estante.

- A mulher invisível (Claudio Torres, 2009)
Uma viagem, como a maioria dos filmes brasileiros. Com o Selton Mello, o que deixa qualquer filme mais legal, irreverente e interessante. Conta a história de um marido super dedicado que leva um pé na bunda da mulher, entra em crise e cria uma mulher imaginária perfeita, linda, gostosa, que faz tudo o que ele quer, engraçada...e que ele jura que é de verdade. Compra até aliança pra casar com ela. Aiaiaiaiai. É cômico e desastroso. É legal, mas não está entre os melhores filmes do Selton Mello, não. A parte bonita do filme é o fato de ele escrever um livro pra mulher que ele ama, tanto pra mulher invisível, quanto pra que ele passa a amar, ao se convencer de que a "Amanda" não existe...

- Dead poets society / Sociedade dos poetas mortos (Peter Weier, 1989)
Esse filme foi feito pra mim pois foi lançado bem próximo de quando eu nasci. Eis que eu dormi umas 3 vezes no começo do filme, tentando ver. E quando eu consegui passar do começo que não é nada massante, mas não sei pq eu sempre dormia, quase dormi no meio e arregalei os olhos do meio pro fim não podendo acreditar em como eu dormi tantas vezes tentando ver esse filme. Pra começar, tem o Robin Williams, que só faz papéis marcantes, e conta com a brilhante atuação de Robert Sean Leonard, até então desconhecido pra mim, aliás, bora procurar filmes dele pra ver. É quase um "Mona Lisa smile" versão masculina. Quer dizer, o contrário pq esse filme é mais velho, pois conta a história de um professor de literatura numa escola tradicionalista só pra homens, só que o drama é maior. É bem drama mesmo, pra falar a verdade, e bem charmoso pelos encontros dos poetas para recitar poesias, as aulas do professor Keating, a forma como eles o chamavam "Captain, my captain!", em como ele simplificava as coisas e passava por cima do tradicionalismo opressor, em como ensinava os alunos a superação, na interpretação do personagem Neil no teatro, na despedida do professor. É um filme que eu teria na minha estante de dvds pra guardar pra sempre e pra mostrar pros meus filhos.

- Crush (Jeffrey Gerritsen e John V. Soto, 2009)
Nem foi lançado aqui no Brasil esse filme e nem deve ser. Baixei ele pq o ator principal Christopher Egan fez uma notória atuação no "Letters for Juliet" que eu escrevi aih pra cima. Resolvi assistir o filme acho que na quinta-feira e como de costume, antes de dormir. Péssima idéia, pq o filme é totalmente de boa, só que quando falta uns 20 minutos pra acabar vc descobre que ele é macabro. E daí só acontecem macabrices bizarras. Conta a história de um lutador americano que vai pra Sidney e que trabalha de caseiro pra uma família muito rica que vai pra Paris, em férias. Acontece que a suposta sobrinha do dono da casa que vai lá pra nadar na piscina não é bem a sobrinha do dono, não. E só nos últimos 20 minutos que se descobre que ela é a filha morta do dono, que morreu na casa e que quer que ele se mate pra ficar com ela no além. Ai credo. Sem noção.




Bom, vou tentar continuar com essa de ver um filme todos os dias. De dia de semana eu consigo, meio difícil de sexta e sábado. Vamos encontrar novos filmes bons pra se querer pôr na estante. =)

Felicidade grandiosa

Hoje eu li um texto que falava sobre felicidade.
Talvez eu já tenha escrito aqui sobre isso. Talvez não, não me lembro. Tenho certeza que já escrevi sobre pequenos gestos grandiosos, que são a essência da vida.
Pois é. Esses pequenos gestos grandiosos pra mim são gotas ou quem sabe goles de felicidade.
Felicidade não é algo constante. Ninguém acorda e vai dormir feliz todos os dias, passa o dia sem se irritar, passa a vida sem achar que errou, que poderia ter feito diferente, como seria se fosse assim, se fosse assado. Ninguém nunca passou a vida sem reclamar uma única vez, seja de coisas complicadas, seja de coisas simples, de se irritar com uma pessoa na fila do mercado ou do banco, no trânsito, ou teve uma crise existencial, uma crise no namoro ou em qualquer tipo de relacionamento pessoal com alguém.

E praqueles que pensam que felicidade é tudo ser perfeito, é algo no plural, algo grande demais pra caber na cabeça, minhas sinceras desculpas, pois eu descordo.

A felicidade pra mim é algo que prova de pouco em pouco, é sentir-se livre para qualquer coisa, pra ver um pôr-do-sol no interior, pra deixar o vento bagunçar os cabelos e sentir como ele pode refrescar, é viajar dentro de mil palavras escritas sem conseguir fechar um livro, é chorar imaginando estar perto da personagem daquele filme que vc gosta...
Cada momento bom traz uma gotinha de felicidade e somá-las me leva a grandiosa felicidade.

É interessante pensar que se pode ser feliz enquanto nem tudo está muito bem, enquanto vc gostaria de mudar muita coisa, falar muita coisa.
Mas é isso aí.

Pelo menos é assim que eu me sinto.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Facebook e suas funcionalidades...

Eu detesto postar coisas no facebook que gerem polêmica ou que dizem respeito a alguma coisa que a mídia adora cair em cima. Uma pq eu sei que tem muita gente que vai falar merda e outra pq eu acho totalmente desnecessário. Fazia tempo que eu queria escrever algo do tipo mas ainda não tinha formulado nada e nem estava a fim de escrever. Até acontecer oque aconteceu agora há pouco.

Tudo começou num dia, há um mês e poko atrás. Eu fui no banco lá na usp e quando fui pro ponto esperar a circular pra voltar pro laboratório eu vi uma folha sulfite, um xerox escrito algo do tipo "Se vc tb é contra a PM no campus, junte-se a nós em nossa reunião, tal hora, em tal lugar, tal dia". E então eu fiquei pensando o pq de não quererem a PM no campus. Ok, vamos combinar, a polícia é uma instituição nojenta. E eu entendo que os caras da filosofia, da história, da psicologia e afins não queiram que eles estejam por lá. Quer dizer, entender entender, não exatamente, mas eu entendo que possa existir uma razão filosófica pra isso. Enfim. E olha que eu até pensei em dar um pulo lá pra ver qual era a deles. Não pra me juntar, apenas pra ver qual era a deles. E resolvi ficar em casa essas semanas pra estudar pra prova e vejo tudo acontecer pela tv. Bombas caseiras, gente ferida, vandalismo e tudo o mais, ocupação na reitoria exigindo que a PM não fizesse mais parte do campus.

Agora eu penso, blz, a polícia é uma merda, mas mew, qual o problema de ela estar no campus? Teoricamente seria até melhor pq a usp não só ultimamente mas pelo que todos do lab dizem, sempre foi perigosa, já teve gente sequestrada, estuprada, assaltada, morta...E agora nego vai lá e arma o maior escarcel pra tirar eles de lá. Com que intuito? Eu acho que a essa altura do campeonato o máximo que poderia acontecer era todo mundo ficar um pouco acuado por causa dos policiais, mas pelo menos serviria de algo.
Enfim. Eis que surge uma figura na internet do capitão Nascimento, do clássico Tropa de Elite, segurando um boy pela camiseta e apontando pra cara dele, naquela cena onde ele diz "É vc que financia essa merda", se referindo ao tráfico de drogas. Em cima da figura está escrito: Pra vc "revolucionário" da usp.
E eu achei o máximo, pq tá na cara que tudo o que tá acontecendo é pra todo mundo ficar no bem bom por lá usando drogas sem o mínimo de fiscalização. Agora eu penso, mas que baita de um egoísmo pq enquanto tem gente levando tiro lá eles preferem continuar do jeito que está só pra fumar seu banza em paz.

Ok, eu posso estar enganada quanto aos motivos pra isso tudo ter acontecido. Mas o que me deixou mais fula foi eu ter compartilhado a tal da figura e vir uma criatura que estudou comigo no Mackenzie, muito da gente boa, comentar e dizer que esse negócio de que boy que financia o tráfico é sensacionalismo da mídia e que ninguém tem o direito de proibir a maconha.

Concordo, mas esse não era o ponto que eu queria chegar. Ninguém tem o direito de proibir a maconha, do mesmo jeito que ninguém tem o direito de fazer tudo o que o tráfico faz. Eu não desejo que a maconha seja proibida. O meu maior desejo é que as pessoas que fumam maconha um dia na vida tenham pensado no porque de usar a maconha. E já que essa merda te traz tanta satisfação, pq comprar e contribuir pro ciclo nojento do tráfico, daquela parte de carniça mesmo, que quase ninguém a minha volta conhece, nem eu, mas que eu sei que existe. Eu já fumei maconha, eu já usei outro tipo de drogas, eu sei o barato que dá, eu sei que isso pra mim, hoje significa ao mesmo tempo que hostilidade, hipocrisia e superego também siginifica um buraco gigante dentro de vc mesmo. Pode ser que eu esteja errada, pode ser que eu seja arcaica. Eu não sou contra quem fuma, nem contra a planta. Eu sou contra o esquema. Eu enxergo um nada em quem usa por usar.

Tem muita gente que compara com o álcool. Que diz que é a mesma coisa, só que o álcool é licito. Pode ser. Mas a nossa situação é diferente. Eu não digo que se as drogas ilícitas hoje se tornassem lícitas seriam tratadas da mesma forma. Eu não sei como seria. Eu acho que o Brasil não está preparado pra isso. Eu acho que a nossa cultura não está preparada pra isso. Mesmo o álcool sendo lícito, acontece tanta coisa. Claro, que nada comparado com as drogas. Ninguém vai matar o cara pq ele comprou uma caixa de cerveja fiado no buteco da esquina. Tudo bem que a droga vale mais, mas tem muito mais coisa envolvida.

Sei lá, é muito despreparo. Não é que eu esteja preparada...mas é que ninguém está. Eu não vejo sentido nisso tudo e ao mesmo tempo que isso me enoja e me deixa com raiva, me deixa desanimada. É um negócio que não dá pra imaginar onde começa e onde termina, nem como se desenrola.

Antes, se o status era fumar cigarro...hoje é fumar maconha. Vai entender.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O segundo aniversário

Hoje fez 2 anos que estamos juntos. Assim, um dia depois do niver da Na.

Me lembro como começou. Me lembro que no dia do aniversário dela, em 2009, fizemos uma cervejada com baralho na minha casa e vc veio passar aqui na minha rua. Não parou, não chamou, não tocou a campainha, mas passou lá na frente de casa. Eu poderia encher tudo isso de romantismo e imaginar uma cena de filme, mas vc diz que não, que só passou por passar.

E no outro dia quando a gente foi jantar no restaurante japonês, na taberna da bruxa e no rabo de saia, eu só queria que vc roubasse um beijo meu. Era só o que eu queria. E no final quem roubou o beijo foi eu.

Já fazem dois anos e se por um lado parece que faz tudo isso, por outro parece que faz bem menos tempo.

E de presente eu ganhei mais um livro da coleção "Diário da Princesa", todos eles dados pelo chu. Só me faltam 2 agora. E eu não poderia ter ganho coisa melhor! Com direito a tiarinha de princesa e tudo (pq a minha tiara quebrou semana passada). Rá! Isso eu nunca imaginei que iria ganhar. E essa tiara teve um significado muito grande. Pq são nessas coisinhas que a gente encontra gestos com sentimentos. Daqueles sentimentos bons de se sentir, difíceis de explicar =)

E se tem uma coisa que eu tenho certeza nesses dois anos é de que vc é um enigma. Daqueles difíceis de se decifrar, de entender, de penetrar nas origens.

Amo vc.

Gênio da Lâmpada

Se eu pudesse fazer um pedido pro gênio da lâmpada eu pediria pra ela um ventilador.

É, aquele mesmo que a gente viu no filme. Pq eu sei que é ele que vc quer nesse momento. E eu desejo que tudo o que parece incerto, tudo o que parece incompleto e vazio, ou meio vazio, ou meio cheio, não apenas pareça, mas seja como vc gostaria que fosse.

Não que a vida tenha que ser da maneira como gostaríamos que fosse, mas que ela se conforme com os seus ideais, que ela se encaixe e que faça sentido praquilo que vc busca.

É isso.

Difícil escrever pra alguém aquilo que a gente não consegue explicar.

Eu não sei como vai ser aqui sem vc. Ou melhor, eu imagino. Eu sei que vai ser difícil, mas ver vc alcançando um grande desejo é algo que me faz tão bem que é difícil descrever como eu torço pra tudo na sua vida.
Mas pra falar a verdade, eu nem quero pensar nisso agora. Quero mesmo é aproveitar enquanto eu te tenho em carne e osso bem perto de mim pra eu poder te abraçar.

FELIZ ANIVERSÁRIO! (Ontem eu descobri que esse é o 8* que passamos juntas!)
Amo vc =)

Tem muita coisa pra escrever por aqui!

Então vamos por partes!

domingo, 30 de outubro de 2011

Esmaltes*

Eu roo unha desde criança (que conjugação estranha, será que tá certa?rs). Eu não me lembro quando comecei, só sei que me minha me contou que quando eu era criança e ela ia cortar minhas unhas elas sempre estavam curtas e ela achava muito estranho. Até ela me pegar com o dedo na boca. E eu sempre roí unhas, até uns 13, 14, quando uma das primas da minha mãe, que é manicure fez um acordo com as mulheres da família de toda sexta-feira fazer a unha de todas. E eu estava no meio. Daí eu fazia as unhas toda sexta-feira e ficavam tão lindas que eu não tinha coragem e nem vontade de roer.
Acontece que isso foi durante um tempo, depois essa prima da minha mãe parou de trabalhar de manicure, e daí eu nem sempre fazia a unha. E voltei a roer. Como eu gosto de ter as unhas feitas, tento sempre fazer e quando faço não roo. Acontece que durante alguns períodos da minha vida eu volto a roer, seja pq eu não tenho tempo de fazê-las ou pela dita ansiedade.

Numa das vezes que parei de roer (hahahaha, parece até um fumante falando de parar de fumar), comprei alguns esmaltes e a paixão por eles foi crescendo cada vez mais. Tanto que dessa vez parei de roer pq eu vi um esmalte lindo e fazia tempo que eu nem passava nada nelas. Comprei o tal do esmalte: atrevida, da Colorama. Ele é um rosa puxado pro laranja, mas não tipo um coral, bem mais forte. Lindo!
E quando eu fui no shopping com a carol semana passada, retrasada, sei lá, vimos um stand de esmaltes da Hits, que eu já conhecia pelas cores lindas que eles têm (inclusive já tinha um monte deles e estou com um deles agora nas unhas), mas com a linha nova "Hits no Olimpo", que trouxe esmaltes holográficos muuuuuuuuito perfeitos *_*. E quando perguntamos o preço era 15,00! Uma facada!

Essa semana fui na Marechal procurar o tal dos esmaltes com a minha vó e achei por 7,40! Minha mãe amou os esmaltes quando viu pela net tb e me deu o cartão dela pra eu comprar. No fim, ganhei 4 da nova linha da minha vó =) Os mais lindos do mundo, mas tinha mais 2 cores que eu queria que não tinha na loja =(
E pior que eu procurei em todas as perfumarias das Marechal e só uma tinha a coleção nova.

Bom, no fim das contas, to com alguns esmaltes novos que eu nem usei ainda, e como dura 1 semana +- nos dedos, tenho esmalte pro mês todo, diferente \o
Hoje a Poly me mostrou uns pela internet, de uma marca importada, Nfu Oh, holográficos tb, muito lindos... e com a embalagem totalmente diferente, com a tampa em forma de corset e a embalagem em forma de saia de vestido, simplesmente a coisa mais perfeita que eu já vi =)

E vou inaugurar um novo gadget do ladinho que fica sobrando espaço com os meus esmaltes (logo mais). Aliás, quem quiser escolher alguma cor e me dar, pode ficar a vontade =) É só olhar ali no cantinho e ver se eu tenho ou não. Como eu só tenho 2 leitores aqui nesse blog, fikdik ;D hehehehehe

Coisa de Maricota

Eu não ia imitar as fotinhos da Na do blog dela.
Até que ontem, me arrumando pra festa de formatura do Rodolfo eu tirei várias fotos de bobs. E quando ela viu na máquina ela achou legal e me deu a idéia de fazer igual.

Pronto, fiz =)
Não tenho a capacidade de edição dela..kkk. Tanto que até fiz no Paint. Eu juro que tentei fazer no Photoshop, mas não rolou, nunca aprendi a mexer naquela merda...rs. E eu fiz no Corel, mas perdeu um pouco da qualidade, então no fim fiz no velho e bom Paint.



=)

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Do contrato do banco, da abertura de conta, do comitê de ética, das assinaturas, da inscrição, dos estudos...

Tudo isso foi feito essa semana que passou. E ainda bem que tudo deu certo.
E se tudo continuar dando certo até o 5* dia útil eu recebo meu primeiro auxílio da bolsa do CNPq. Não via a hora...uma bolsa pequenina, que praticamente só vai dar pros gastos com transporte e alimentação. Mas pelo menos vai dar.

E do mais que hoje começou a maratona de estudos! E foi gostoso. Achei que ia dormir com dor de cabeça e panz, mas não. Deixei a tv ligada baixinho e fiquei um pouco na mesa da sala, depois no meu quarto. Um pouco deitada e pouco sentada. Fiz intervalos conforme minha atenção pedia. Assisti um pedaço de Chaves e as provas do Panamericano que eu quis, como a ginástica olímpica, a brasileira de patinação, uma parte do jogo de vôlei masculino do brasil e agora o handebol contra a Argentina.

E eu rendi bastante. Acordei relativamente cedo pra quem está em casa, minha vó veio almoçar comigo. E assim foi meu dia, intercalando estudo com umas descansadinhas...e lá se foram os capítulos de aminoácidos e proteínas, ácidos nucléicos e quase inteiro de marcadores tumorais. Amanhã dou continuidade....amanhã e os próximos 26 dias.

Eric Clapton - Morumbi - 12.10.2011

Faz tempo que foi o show e faz mais tempo ainda que eu não escrevo.

Por falta de tempo, por desânimo, por preguiça...rs

O show foi muito bom, mesmo com os desencontros. Primeiro pq o amigo do Gabi estava com ingresso diferente do nosso e a gente conseguiu trocar com cambista...e quando a gente entrou, acabamos nos perdendo no meio da muvuca que se formou pra poder chegar na arquibancada.
Aliás essa muvuca foi o ó. Lá no morumbi a arquibancada não tem escada lateral, então como a gente chegou em cima da hora, não tinha como alcançar mais lugares na parte superior, então formou uma muvuca muito grande de gente querendo subir e não conseguia, principalmente quando começou o show. Perdemos uma parte do começo, inclusive com uma música que eu adoro, que toca em vários filmes "Hoochie Coochie Man". Então não vimos a performance, só ouvimos, no meio da algazarra...rs. Logo depois eles abriram a arquibancada laranja e a gente foi pra lá. Conseguimos um cantinho bom e pudemos ver o show tranquilos.

Foi um show bem sussa, naquele tom blues, bem boêmio. Eu não conhecia muitas músicas (a maioria), mas algumas sim, e todas que não eram dele, como "Cocaine", "Wonderful Tonight" e provavelmente mais umas 2 que eu não sei o nome.





Mesmo não conhecendo quase nada foi mto bom, um clima mto gostoso. Difícil de explicar.

No mais, eu que esperava muito, desde que comprei o ingresso ouvir ao vivo "Tears in Heaven", caí do cavalo. A música mais linda dele, uma das minhas preferidas dentre todas as músicas lentinhas, que me faz arrepiar e quase lacrimejar pela letra e molodia lindas e delicadas.

Mas valeu, pela noite diferente, pelos ambulantes vendendo Heineken e Stella Artois..rs. E pela minha Coca-Cola, pelo lobo solitário e sua alcatéia postiça...

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Não,

Nada do que eu escrevo aqui é por acaso.


E a primeira impressão, não é mesmo a que fica. A que fica é o q a pessoa tem a te mostrar...é aquela parte dela que ela deixa em vc e a outra que ela leva. E essas outras impressões é que determinam o que virá e principalmente SE VIRÁ.

É jusé, quem disse que seria fácil?

Mas apesar disso, é melhor ainda, apesar de tudo, olhar pra frente e pensar que, afinal de contas..."o mundo é bão, sebastião"...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Quem Vai Dizer Tchau?

Há muito, muito tempo eu postei essa música no meu flog. Na época, onde eu postava minhas filosofiazinhas de cobrador de busão.

E eis que, na minha empolgação com o Nando Reis, hoje escuto ela, que há muito não escutava..que ele não tocou no show, que eu nunca tinha ouvido no mp3. E a parte que eu pus no flog é justamente a parte que me encanta até hoje e que diz assim:

"Tornar o amor real é expulsá-lo de vc, pra que ele possa ser de alguém"...

e assim vai...

"A gente não percebe o amor
Que se perde aos poucos sem virar carinho.
Guardar lá dentro amor não impede,
Que ele empedre mesmo crendo-se infinito"...


E mais uma vez eu me pergunto: Pq tem coisas que a gente discute, filosofa, ouve várias opiniões e ainda assim não obtém nenhuma resposta? No fim, às vezes a gente até tem a resposta. Mas não tem a solução. E se tem os dois, não tem a atitude.

Nando Reis e os Infernais - 07.10.11 - O Bailão do Ruivão - HSBC Brasil

Sem dúvida nenhuma esse foi um show especial. Muito mais que especial.

Primeiro pq foi de presente de dia das crianças. Segundo pq foi com uma figurinha.
Primeiro que ela chegou aqui em casa pedindo uma garrafa de 2L com água caso o carro ferva e precise pôr água no radiador. Não preciso nem falar o quanto isso me é familiar...rs

Depois que durante a ida, com o livro aberto, novas filosofias, afirmações...conclusões pra si mesma, alguém que eu consigo dizer aquilo que eu tenho medo de dizer pra mim mesma.

Ok, 1 hora de espera e lá estávamos nós! Na grade...depois de tirar foto com a filha dele e rodar o pessoal da produção atrás de uma chance pra tirar foto com o Nando depois do show. A abertura foi com uma banda chamada Suricato. Muito boinha, por sinal. Vou baixar as músicas!



E quando o show começou, com "Sou dela", o Nando veio avisando que o Bailão do Ruivão tava cada vez mais Ruivão do que Bailão...e ele veio misturando todas as suas poesias com o melhor do brega. Tocou muita coisa e tudo oq tocou foi legal, foi animador, foi de doer o coração, foi de perceber como tem gente que aspira poesia, que aspira sentimento...que fala tudo aquilo que a gente sente. E por aí veio "All Star", "Por onde Andei", "N", "Relicário", "Marvin", "Pra vc Guardei o Amor", "Segundo Sol", "Do Seu Lado", "Os Cegos do Castelo", "Me Diga", "Luz dos Olhos" e até "Mantra"...E os clássicos das discos a la anos 70, 80..."Whisky a Go-go", "Cuida Bem de Mim", "Fogo e Paixão" e até "Nuvem de Lágrimas"...




E depois veio a disputa pra tirar foto com o Nando, neh?! Que resultou no meu ingresso autografado pelo batera dos Infernais, foto com ele, beijinho, muito bate papo sem noção com o segurança, com o tal de Artur (ou Sérgio, vai saber), amizade com as meninas do fã clube e um casal que a mulher estava grávida e tirou foto com o Nando com a minha câmera...e muitas...muitas risadas. E apesar de no fim da noite a Na ter ficado cabisbaixa pq não conseguiu a foto...




Pohan, quem disse que vc não conseguiu?! Hhauhauahuahuahauhauhuahua...mto bom!!!!

Realmente, Na...tem coisas que o dinheiro não compra. E uma delas é o fato de eu poder estar ao seu lado. Sempre. Independente de qualquer variante.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Últimas*

Passei na prova de proficiência em inglês pro mestrado. \o. Nem precisa falar que saiu mó peso nas costas...bom, minha mãe até acha que eu fiquei doente por conta dessa ansiedade. Semana passada eu tava que nem levantava da cama, depois da prova. Com sintomas de virose até gripe. Vomitei, minha pressão caiu, a garganta inflamou, deu febre, fiquei enjoada, deu pus na garganta, o nariz ficou carregado e o peito cheio. Tenso isso. Imagine pra prova de conhecimentos específicos... Ferrou! Mas o que importa é que já passei nessa.

*-*

Semana passada a Na me liga me chamando pra ir no show do Nando Reis dia 07. Amanhã! E eu totalmente lisa. E sabe oq ela fez? Me deu o ingresso. Sei lá, foi uma das coisas que mais me comoveu na vida. Ela poderia ter chamado qualquer outra pessoa pra ir com ela. Até o Caio. Mas ela quis que eu fosse. EU. Sei lá, certas coisas a gente só entende com o coração.


*-*

Tô fazendo um desafio musical no facebook. Depois vou postar todas as músicas aqui.

*-*

A FAPESP aprovou o programa de mestrado no exterior e a Martina me indicou. Meu projeto vai ser mudado de novo e se tudo der certo, vou pra Alemanha fazer 6 meses do mestrado na Johann Wolfgang Goethe-Universität, em Franfurt. Nada como deixar a cabeça fervilhando...

System of a Down - 01.10.11 - South American Tour - Chácara do Jockey

Bom, começo dizendo que semana passada eu estava um caco. Caindo de doente, tendo febre umas 3 vezes por dia, garganta com pus, nariz entopido, corpo mole mole que só. E na sexta-feira eu comecei a tomar antibiótico e antiinflamatório com a esperança de estar 100% no sábado a noite.

Até que eu não estava tão ruim, mas levei minha "caixinha de remédios" pro show, com os comprimidos, desentupidor de nariz e lencinhos.

Fizemos um esquenta na casa da Tatosa e eu tomei duas malzbier pra melhorar mesmo. E acho q eu teria melhorado, sim! Se não fosse aquele lugar do show cheio de terra. Primeiro o estacionamento e depois a arena. Nunca vi um lugar dentro de São Paulo com tanta terra na minha vida.

Até aí, blz. Abertura com banda que só tocava instrumental e muita ansiedade. Eu não sabia o que estaria por vir. Ouvia muito System com 13, 14 anos...antes de entrar na ETE e praticamente só ouvir Reggae.
Quando eu estudava no Neusa eu era meia doida. Meia "do mal"...hehehehe. Eu fazia parte da Rádio da escola, pintava os cadernos com branquinho enchendo de nome de banda, eu queria ser Wicca e ia no Volkana. O Volkana era o refúgio pros pivetes roqueiros que não tinham pra onde ir ouvir rock e pras bandas de pivete se apresentarem. Hoje eu sei pq o Volkana fechou, só tinha gente daquela idade, pra até uns 17 e olha que até eu comprava bebida alcoólica sem sacrifícios. Fora as noites inteiras de maratona grunge, new metal....enfim.

Nessa época eu ouvia muito System...e eu me lembro que eu adorava Boom!, Suite-Pee, Aerials um pouco depois e Toxicity, Chop Suey, e por aih vai...
Eu fiquei um pouco em alerta com o show, antes, pq eu imaginei q eu ia enjoar de ficar muito tempo ouvindo aquela barulheira toda. Afinal de contas, System não é uma banda nada comum. E eu imaginei isso pq nos shows do Sepultura e do Cavalera Conspiracy eu fiquei meio enjoada, sim. Mesmo eu não gostando muito deles e gostando muito do System fiquei com medo.

O que aconteceu na verdade é que eu fiquei muito surpresa com vários aspectos.
Primeiro: Não, eu não fiquei enjoada. Os caras tocam muito ao vivo, e eu não sei se pq é ao vivo, não parece tão pesado assim. É uma sinfonia...é muito bonito.
Segundo: A vibe da galera foi demais. Achei que ia ser foda, com vários bate-cabeça, que eu ia me foder. Mas não. Até teve uns pivetes causando mas foi pouco. A galera respeitou bastante mesmo na hora de pular e gritar.
Terceiro: Os integrantes da banda estão muito mudados. Não são mais aqueles nojentos esquisitos que tocavam. Aliás, estão bem normais e arrumadinhos.

O show foi um puta dum espetáculo. O que me chama a atenção no System é o fato de as músicas serem muito pesadas e do nada terem acordes com harmonia de outros estilos de música. Teve várias vezes no show q a gente até zoou, fazendo dancinhas típicas e até Sidney Magal...rs. E a setlist que agradou demais, com todos os sucessos, das mais batidonas até as baladinhas...

 E mesmo tendo muita música que eu não conhecia na setlist, foram 2 hrs de show que passaram voando e que eu curti muito. E várias músicas que eu não conhecia passei a gostar...
A abertura foi incrível com Prison Song, seguida de B.Y.O.B (acho que uma das mais explosivas do show, galera pirando, a gente quase se perdeu), Radio, Hypnotize, Question!, Psycho, Chop Suey!, Lonely Day, Aerials, Cigaro (com direito a início lentinho enfatizando "my cock is much bigger than yours..."), Suite-Pee, Toxicity e o grand finale com Sugar. E muitas outras muito boas que eu passei a gostar mais: Needles, Revenga, Lost in Hollywood e Innervision.




Tudo isso e mais as outras que eu não conhecia sendo tocadas uma atrás da outra, no maior estilo Ramones e muita brincadeira do vocalista, que adora inventar novas vozes. Aliás, ele podia ser dublador de desenho animado...rs

Saímos felizões até olharmos pros nossos pés e nossas calças, imundas...


E meu nariz e meus pulmões, coitadinhos...Passei a noite toda catarrando...com o peito carregado.

Na verdade eu tô tossindo mesmo até hoje, mas melhorou muito, já não está carregado. Tô uns 98% já, vai! rs

E domingão eu vi o mesmo show pela tv, no Rock in Rio 4!
Iria de novo, fácil, fácil...

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A Porta ao Lado*

A gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, queremos que absolutamente tudo dê certo, e às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada. Dou um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida da gente.


É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping). Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você BUFA, PRAGUEJA, ESPERNEIA e ESTRAGA o que resta do seu dia.


Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior. Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes. SERÁ QUE NADA DÁ ERRADO PARA ELES???


Dá aos montes!!!
Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença. O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote.


Que "audácia" contrariá-los! São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga e não deixam barato. Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles.


Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também. É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho.


Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato. Eu ando deixando de graça, para ser sincero. Vinte e quatro horas têm sido pouco para tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado.


Então eu uso a "porta do lado" e vou tratar do que é importante de fato. Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor, a razão porque parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado.

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Esse texto é do Drauzio Varella e hoje quando li percebi o pq de às vezes eu me sentir estranha, me sentir mal e não saber pq. É quando eu estou com pessoas assim, como nesse texto, que ficam de mal-humor por qualquer coisinha. Que alteram o tom de voz ou te trata diferente só pq as coisas não saíram exatamente do jeito que elas planejaram.

Pois é tão fácil viver, mas as pessoas adoram complicar, adoram colocar um pouquinho de egoísmo, de egocentrismo...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Uma plantinha?

Eu me lembro de quando eu ia de van pro Mackenzie. Era uma turminha engraçada de mulher: Eu, a Marcelly, a Dani, a Ju e a Maiara (que era da Santa Marcelina) e as duas meninas da PUC que eram estranhas, uma chamava Rose e a outra eu nem me lembro. A gente nem conversava. Então ia aquele zona nos bancos que eram virados de frente um pro outro e as duas ficavam lá no fundo. A gente ia ouvindo a rádio que o Anderson escolhia (o motorista da van), então ia tocando metropolitana todo dia. Se eu ouvir hoje "Beautiful Girls" do Sean Kingston, "Razões e Emoções" do Fresno (não lembro se é Fresno ou NXZero), "Beautiful Liar" da Shakira com a Beyonce ou "Say Ok" da Vanessa Hudgens me lembro na hora da gente na van.

E eu lembro da Ju, da época que ela começou a namorar um chileno que se chamava Yiyio. E eles namoraram pouco tempo até, acho que uns 5 meses. E me lembro de qdo eles terminaram que ela me disse assim: "O amor é como uma plantinha...vc tem que regar todos os dias e cuidar bem dela, senão ela morre"...rs

Enfim, vira e mexe nos sites tipo yahoo, que eu abro meu email todo dia, ou o uol, o terra, até o hotmail, tem umas matérias assim: "Como saber se o amor acabou" ou então "A quantas anda seu relacionamento"...
E as pessoas sempre vão ter papo pra falar desse tipo de coisa, seja pra ser cético, seja pra ser esperançoso e sonhador, seja pra ser incerto.

E hoje eu lembrei do que a Ju falou e eu fiquei me perguntando pq. Pq são tantas perguntas se deveria ser tão mais simples. E em vários lugares existem várias teorias sobre o amor.

Há quem diga que não morre nunca, que quando verdadeiro é eterno.
Outros, como a Ju, que tem que cuidar, senão morre.
Outros nem acreditam nele, acham que ele é companheirismo e respeito...
E por aí vai.

Eu já acreditei em tudo. Cada fase que eu passo na minha vida eu acredito em alguma coisa. Não só em relação ao amor. Em relação a tudo. E hoje qdo eu pensei nessa questão...eu não tive resposta..

Eu simplesmente me confortei: Quem vai saber...??

Red Hot Chilli Peppers - 21.09.2011 - I'm With You - Arenha Anhembi

Eu fiquei o dia todo de ontem ansiosa com frio na barriga, principalmente qdo eu imaginava o Anthony Kiedis cantando "Snow". E então eu passei o dia com a Marcela, já que todo mundo do lab foi viajar e a Alda estava fazendo umas pesquisas de veterinária.

Ela passou o dia todo me zoando e aliás, durante toda a semana vinham me contar coisas do Red Hot, o Nicolás que encontrou eles no aeroporto qdo foi levar a Kethlyn, a Renila contando que já tinha beijado o baixista qdo era adolescente, outros contando do Hollywood Rock, e aqueles papos bons de outras edições do Rock in Rio e outras bandas mais de rock.

E no fim do dia eu, a Carol e o Rodolfo nos encontramos na estação do Tietê pra ir pro Anhembi encontrar com a Poly e o Gabi. Antes paramos no Bob's pra comer um lanche seco com Coca-Cola quente...rs. Mas o milk shake de morango fez valer a pena depois...rs. Lá mesmo no terminal antes de sairmos encontramos com a Aline e a irmã dela...e lá fomos nós sem nem saber o caminho...rs

Botei uma bandana no Red Hot, fiquei parecendo o Axl Rose e fomos indo todos ansiosos.



Quando entramos logo começou a banda Foals, que abriria o show. Sei lá, uma mistura de Talking Heads, Coldplay e sei lá qts outras bandas indie alternativas...rs. Muito ruim!!!! Não víamos a hora de acabar aquela bagaça.

E logo o show começou, com uns 15 minutos de atraso, abertura com música do cd novo, mas depois já indo pra alguns clássicos como: Can't Stop, Scar Tissue, Under the Bridge, Otherside, Californication, By the Way e o encerramento com Give it Away... A abertura nem foi explosiva, só acendeu o telão com a imagem do mosquito em cima de uma pílula, do cd novo "I'm With You", e logo entraram com o solo da  úsica  nova que eu nem sei o nome.

Uma vibe muito boa a cada clássico tocado...daquelas de fechar os olhos e viajar, com exceção das mais animadas, claro, como By the Way, até com mini bate cabeça..hauhauahuahua.
Mas nós estávamos animados...o resto do público, nem tanto assim. Curtimos bastante pela companhia, pela vibe, mas faltaram várias músicas que eram esperadas (Snow, Around the World, The Zephyr Song, Breaking the Girl, Suck my Kiss, Power of Equality...), fora algumas músicas novas que não eram legais, nem por não conhecermos mas por serem meio estranhas mesmo...um pouco de desleixo da banda, trocando e até errando alguns solos, como o início de Under the Bridge, que eles tiveram que voltar no meio e começar de novo pq algum dos músicos perdeu o compasso...a voz do integrante que saiu, que eu não sei o nome e nem o que ele fazia, mas ele tinha uma voz feminina e fazia tipo backing vocal de várias músicas e dava o toque em Under the Bridge e muitas outras...e o show curtinho tb, com 1h30 de duração só! Sei lá eu esperava pelo menos umas 2h30!!

Uma coisa engraçada é que o som é bem leve ao vivo, nada pesado, um show que dá vontade de dançar e balançar as pernas como um reggae mais rapidinho...bem pop mesmo, nada de rock in roll. Um show bem diferente pra mim. E que eu gostei em alguns aspectos pelas coisas novas e que me desagradou um pouco em outros, mas o balanço final foi positivo pela diversão. Mas que deixou um belo contraste com as fases iniciais do grupo, que levantou a galera, e a nova, que deixou nítido o desânimo do público.

Ah sim! Anthony atacando com um portunhol mais pra espanhol, com "mucho amor" e "nuevas canciones"..não sei pq!!! =p

Shows na arena não são tão bons quanto em estádio, por ser arena, aquela coisa reta. A infra estrutura não é tão boa, acho que comentei isso no post do show do Ozzy. No show do Kiss não foi tão ruim, na do Ozzy foi péssima, mas acho que por ter chovido muito zuou um pouco. Ontem estava tudo muito bom, nem tanta fila assim pra cerveja, o banheiro não estava tão zoado nem tinha tanto cheiro de xixi, rs...e a acústica estava muito boa. E no fim, a previsão do tempo errou de novo: previsão de chuva e não choveu nadinha!! Tava um friozinho, que virou calor com a pulação...

Showzinho em plena quarta-feira é bom, afinal =)

8 dias pro show do System!!! \o

E começa a maratona de showwwwwss!!!!!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Barbie

Eu sempre amei a Barbie, de paixão. Tanto que tenho uma até hoje no meu criado mudo, uma versão da Rapunzel.

Eu já tive tudo quanto é tipo de Barbie...aquela que falava (que tinha cabelo loiro frisado e roupa de marinheira azul marinho e dourado), a Barbie noiva, a Barbie modelo (que vinha com várias roupas), a Barbie Star Hair (que tinha o cabelo até os pés e vinha com spray pra fazer estrelas rosas no cabelo), a Rapunzel (que tenho até hoje), uma Barbie que eu nem sei o nome mas ela vinha com asas e uma espécie de mochila era cheia de luzes e fazia vários barulhos...tinha a casa da Barbie que tinha 3 andares, escada e balanço, o quarto e a cozinha completos, com direito a cama daquelas com armação e luzes, o salão de cabeleireiro da Barbie, que tinha um secador e gel com glitter pra fazer penteados...e o Bob. Claro, eu sempre quis o Bob, loiro dos olhos verdes pra namorar com a minha Barbie...rsrsrs

Fora as outras coisas, por exemplo, que minha prima tinha e brincávamos juntas, como a Ferrari, o Mc Donalds, o quarto portátil, a banheira...bom, era uma infindade de coisas que eu acho lindo até hoje.
Até eu ler uma matéria ontem a noite e pensar muito se eu vou dar uma Barbie de presente pra minha filha...rs

Acontece que é fácil a gente ler alguma coisa por aí e concordar, principalmente falando de textos abertos sobre psicologia e sociologia espalhados na internet. Mas acontece que a escritora entrevistada disse coisas que tinham tanto a ver comigo que eu não pude deixar de ver como é relevante.

A verdade é que ela falava sobre machismo, feminismo e narcisismo. E em algum ponto ela cita a boneca Barbie como um instrumento de padrão de beleza que pode influenciar negativamente as crianças. Ok, todo mundo pode pensar que "é nada...as crianças nem se ligam no que é isso", mas pode crer, tudo fica no inconsciente. A Barbie é o luxo em forma de boneca, é loira, magra, de peitos grandes, com infinidade de roupas, acessórios e equipamentos...ela pode ser de veterinária a modelo, de fada a sereia. É tudo o que uma garotinha acaba querendo ser, acaba achando lindo. Claro que devem haver exceções, mas comigo foi assim. E no fim das contas, a gente mesmo acaba criando um padrão de beleza por causa da dita boneca...
A lá, não era eu que queria ter nascido loira dos olhos claros? Ser magérrima...?
E a mania de consumismo? De ser louca por combinações de roupas, sapatos e bolsas...? Maquiagem, então...nem se fala!!
Pois bem, a maioria das mulheres tem essa mania de consumismo, e sim, mantém permanente esse padrão de beleza...
Por mais que os homens acabem preferindo uma mulher mais mulherão, cheia de curvas, bunda e peito...a mulher sempre vai estar mais satisfeita se estiver magra e longilínea...tipo a Barbie.

E é claro que eu descobri de onde vem, pelo menos grande parte desse meu problema de baixa autoestima.

Tenso, viu?!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Independence Day

Às vezes a gente se sente carente...eu sou uma pessoa muito carente, daquelas grudentas. Seja sorte ou não do Gabi, eu sinto muita falta dele sempre. E qdo eu digo sempre.. é SEMPRE...todos os dias, durante todo o dia.
E fazia tempo que a gente não saia só a gente, pra namorar, pra se curtir e tal. Fazia tempo que eu queria que ele me levasse no zoológico, em museus, em parques, enfim...e o Gabi é daqueles namorados que se não virar e falar: "Amanhã vamos em tal lugar, vai ser assim, assim e assado", a gente não vai. Ele esquece.

E fazia tempo q eu tinha falado pra gente ir no Museu do Ipiranga, uma pq eu acho lá lindo demais, e outra pq ele nunca tinha ido lá. E como tinha o feriadinho hj, resolvemos ir. Claro que ontem a gente lembrou que era feriado da Independência...e ir no Parque da Independência, onde foi proclamada a Independência da República justo no dia 7 de setembro, não ia ser nada fácil. Eu imaginei que não ia dar nada, pq aqui no Brasil ninguem tem o hábito de ir tanto assim a museus e panz, tanto q o Gabi nem conhecia, e olha que ele fica aqui pertinho de casa e do lado da facul dele...

E a gente foi. Ontem passei no mercado qdo saí da USP e comprei doce de leite e chocolate pra fazer carolinas [que ele adora] e um saco de laranja. Sim, voltei no metrô com um saco de laranja!!! E feliz da vida, ouvindo meu mp3 e cantando Rub, Pearl Jam, Backstreet Boys!!! rs.
Passei a noite fazendo as carolinas, uma torta de legumes, lanchinhos no pão sírio com um patê que eu inventei (requeijão, queijo branco, champignon, rúcula e cebolinha), separando Ana Maria, guardanapos e toalhas (Sim! Aquela xadrez, em branco e vermelho!!!). Deixei o suco de laranja no congelador e levei tudo numa bolsa térmica dentro da minha mochila, pra fazermos o pic nic.

E lá fomos nós. Conseguimos nossa sombrinha debaixo da árvore e estendemos a toalha, sentamos sem tênis e tomamos o suquinho de laranja que ficou geladinho até o último gole!! Comemos as guloseimas e curtimos o dia que estava com sol bem quente e vento geladinho...tão boa essa sensação.

Eu me lembro dos pic nics que eu fazia quando era criança com a minha mãe e meus tios. Íamos sempre nos parques em Mococa, ou no museu do Ipiranga, mesmo, no Zoológico, e em Poços de Caldas. E sempre tinha suco de laranja. É de lei! =)

E o chu nunca tinha feito pic nic, e agora queremos fazer vários! Vou fazer uma listinha de lugares a visitar, uma que quando voltamos vi bem perto do parque o museu de zoologia! Fiquei doida pra ir.

Não conseguimos entrar no museu hj, tinha uma fila quilométrica. Uma pena, pq o chu nunca foi. E lá dentro é muito lindo. Mas outro dia a gente volta, o que valeu foi o dia gostoso e o pic nic juntinhos...

s2

O porão

Esses dias eu estava no tróleibus e não sei pq cargas d´água eu me lembrei do porão que tinha na casa da minha vó, onde eu morei dos 8 aos 18 anos.
Hoje qdo eu e o Chu estávamos no Parque da Indepência, vimos umas portinhas e portões que davam pra lugar nenhum ou pra saletas debaixo do barranco, ou sei lá pra onde...E eu comentei com ele do porão, então lembrei que eu queria postar aqui.

Eis que eu me lembro do tal do porão. Eu me lembro dele desde sempre, desde que existo por gente, pq mesmo antes de eu morar lá, ia visitar minha vó. Antes de eu mudar pra lá, meu vô guardava coisas inutilizadas lá, eu me lembro de umas máquinas estranhas que eu nunca soubre pra que serviam, coisas antigas que foram dos meus tios e da minha mãe e eles guardavam lá sei lá pra que, ao invés de jogar fora. Dentre essas coisas tinham jogos antigos, tabuleiros de xadrez e damas, cadernos e livros. Era muito engraçado ver essas coisas, uma pq eu já nem gosto de coisas retrô, neh?! e segundo pq sempre tinham anotações daquelas de adolescente e dava pra ver pelo estilo de casa um:
A minha tia escrevia versinhos, letras de música do Raul Seixas, corações e vários "Joelma e Formiga", namorado dela na época e primeiro marido, inclusive...Desenhos de carinhas, piadas do estilo: se casar fosse bom blablablabla...rs
O meu tio tb escrevia letras de música do Raul Seixas e as coisas dele eram sempre cheias de declarações da Sandra, minha tia, que namorou ele desde sempre...rs
As coisas da minha mãe, não eram rasbicadas, tinham apenas alguns recadinhos de amigas, uma assinatura ou outra...

Numa das paredes do porão era pixado bem gigante em letras tortas de forma e em preto: "Enio" e "Joelma" e um smile..rs. Em outra parede tinha pixado um coração com carinha e antenas...com um "Enio e Sandra"...ahuauauahau. Meu vô deve ter querido morrer qdo eles fizeram aquilo...rs

Eis que tb existia um moedor de café. Meu vô gostava de comprar café em grão e moer ele lá pra fazer café fresquinho. Pena que eu não gosto de café, pq devia ser bem gostoso. Me lembro de um dia que eu botei areia no moedor pra brincar...rs. Imagina o drama.

Dentre esse monte de coisa tb tinha uma escada. Antes de a casa ser construída em cima do porão, eles moravam lá em baixo, então a escada existia pra subir e chegar até o portão, que dava na rua. Quando construíram a casa em cima, tamparam a escada, mas sobrou um pedaço lá em baixo, que eles não quebraram e então, ficou uma escada que dava pro nada, pra uma parede. E eu achava que aquilo não era possível, tinha que dar pra algum lugar. E eu ficava imaginando se existia uma passagem secreta ali.
Atrás da escada tinha uma saleta, sem porta nem nada, que ficava no fundo do porão e eu não sei pq, mas sempre encasquetei que ali tb tinha uma passagem secreta...
Tinha uma cabeceira de cama antiga guardada lá, daquelas que são tipo baú e abrem pra guardar travesseiro, cobertor...eu tb imaginava que eu poderia abrir e lá dentro estaria os meus maiores desejos. Na época os maiores desejos eram: Barbie, Barbie, Barbie, carro da Barbie, roupas da Barbie, tudo da Barbie...rs

E eu sempre gostava de brincar no porão imaginando coisas...as passagens secretas, os brinquedos...

Depois, qdo a gente mudou pra lá, meu pai encheu ele de tranquera (mais tranquera), mas tranquera que não dava pra brincar...peças de carro, latarias, enfim...E eu cresci. E sinto saudade do porão...ou da época do porão...rs

Eu queria pelo menos poder rever aqueles cadernos e livros.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Rotinas, esquisitices e blábláblá...

Faz tempo que eu não posto aqui e bem que eu gostaria de postar bem mais, mas anda meio corrido. Na verdade, todos os dias eu chego em casa e tento estudar, 90% das vezes dá certo, mas uma vez ou outra eu acabo perdendo meu resto de noite lendo tirinhas engraçadinhas do "Mentirinhas" ou vendo o canal de Vídeos Improváveis...
E eu sinto falta de escrever, além de que com toda a pressão que eu mesmo estou fazendo em cima de mim (diga-se claramente: EU e somente EU MESMA, ando me cobrando demais), por causa da prova do laboratório, da prova de inglês, do meu projeto...enfim.
Eu sou assim, fazer oque? Tô morrendo de medo e me cobrando demais, pra variar.

Às vezes eu choro sozinha, às vezes eu deixo escapar uma ou duas lagrimas de felicidade no caminho USP x Casa...é engraçado que meu medo é intercalado por esperança, confiança e muita fé. Todos os dias eu venho no caminho pensando nas coisas novas que aprendi durante o dia no laboratório, se o dia foi produtivo, o quanto preciso estudar a mais, o quanto pequena eu sou perto das pessoas que me cercam por ali, no passo a mais que eu consegui dar naquele dia. E assim eu vou...às vezes eu tenho uns insights. Vejo eu chegando no laboratório e todo mundo sorrindo, alegre, me recebendo e me felicitando, ma dando a notícia de que passei na prova. Fico imaginando o dia que meu projeto ficar pronto. Mas eu nunca pensei na defesa...engraçado. Talvez seja pq está longe demais.

O fato é que mesmo eu estando ansiosa (pra variar) e me cobrando bastante, todos os dias quando eu ponho meu medo pra fora com alguem de lá, há animação, há apoio. Todos sempre são mto otimistas com relação à prova, com relação ao novo projeto. Me contam com detalhes tudo o que pode acontecer, me dão dicas, ressaltam meus pontos fortes...e assim eu vou me equilibrando na corda bamba que é o meu emocional.

Um dia vou escrever com calma sobre cada figurinha daquele laboratório e deixar registrado o que cada um passa pra mim...

Mas nessas andanças de metrô por aí a gente acaba vendo umas figuras, que pelamor, são daquelas que tipo, vc só conquista no jogo de bafo...hhuahuahaua. Vc não acha em lugar nenhum...
Quando eu peguei a linha azul hoje eu consegui ir sentada, daí que eu, que nunca nem olho pros lados, parece que ando com cabresto sem prestar atenção em nada, reparei no rapaz que tava de pé do meu lado. Veja bem que eu reparei e me deu uma vontade imensa de dar risada. E qdo eu reparo, é tenso, pq como a Nayara, eu não consigo parar de olhar, e daí sacomé, tem gente que pode se irritar, tem gente que pode achar que vc ta dando mole, enfim....mas é foda se controlar nessas situações.
O fato é que o rapaz era baixinho..não baixinho, vai, era baixo, devia ter sei la, poucos centímetros a mais que eu e ele estava usando um sobretudo que ia até o tornozelo. Até aih, até que beleza...o fim foi qdo eu reparei de verdade, a capa estava aberta e o fundo dela era roxa. Roxa, mermão, daqueles dark purple...e daí que eu me toquei...ele tava igualzinho um estudante de Hogwarts...Era uma mistura de Harry Potter com Cedrico Diggory..ahhauhauahuahuaauha.

E qdo comecei a reparar, vi que tudo era igual, o cabelo penteado pra traz [só faltou ser seboso pra ser tipo o Malfoy], na gola da capa tinha uma espécie de faixa vinho [Ele é da Grifinória!!!!], usava óculos [não igual o do Harry, mas tipo o de leitura do Sr Weasley, que é mais moderno e oval], o nariz era muito de bruxo [grande, fino e pontudo, só não tinha verrugas..hhauahauhaua], e por fim, ele não se segurava no metrô. Ele estava de pé, parado com as mãos nos bolsos e com o metrô andando e praticamente vazio, ele não se segurava [devia estar escondendo uma varinha, certeza!!].

Me segurei pra não reparar mais pq a essa altura o cara devia ter percebido...rs. E desci no Jabaquara, fui pro tróleibus e panz, entrei. Quando eu vejo, lá está ele sentado no banco da fileira ao lado. Pegou o tróleibus e ainda por cima o Piraporinha!!! Tá de brincadeira...
Daí eu virei pro canto e dormi...rs.

Tá bom, depois de contar que eu vi um cara esquisito que veio de Hogwarts, tenho o aval pra ir ver um filminho, pq hj o dia foi tão sussa no lab q eu estudei por lá mesmo. E aproveito, pq faz mto tempo que eu não vejo um filme sozinha (tirando Cidade de Deus, sábado passado, que nem conta).
Se o filme for bom, ponho por aqui.



domingo, 7 de agosto de 2011

Daquelas vontades que deixam o coração formigando...

Fazia tempo q eu tinha comentado com o chu que eu queria comprar um mp3, ou então, pelo amor de Deus, um celular novo, pra eu ir ouvindo músicas nos meus longos caminhos até o restaurante, e agora, até a USP.
Até que eu abri a minha latinha de fios do computador e vi jogado la no fundo um mp3 q eu comprei há mo cara, qdo eu nem namorava com o Gabi ainda, lembro que eu comprei qdo comecei a correr.

E a história de mp3 é engraçada, pq eu comprei ele, paguei uns 30,00, na época ainda trampava na CRAISA, como estagiária e minha chefe pediu pra eu pegar um pra ela tb. Daih, blz, comprei os mp3, colocamos músicas, mas a segunda vez que, tanto eu quanto ela, fomos mexer nas pastas dele, nao conseguíamos mais mexer nas músicas, nem apagar, nem colocar mais. Liguei no Ponto Frio, onde eu comprei e eles falaram pra ligar no fabricante. Liguei lá, no Amazonas, e eles me orientaram a enviar um e-mail explicando o defeito e colocar a mercadoria no correio que eles recolheriam e me enviariam outro.
No final eles não mandaram outro, mandaram os msms aparelhos consertados, só que essa operação demorou uns 3 meses e só pra conseguir combinar algo com a mulher la por e-mail foi o maior sacrifício. E quando eles enviaram os mp3s de volta, mandaram 2 aparelhos, com apenas 1 fone de ouvido e 1 cabo usb.

Eu ja tava tão puta que decidi não insistir, dei o aparelho completo pra minha chefe e fiquei com o mp3 sem cabo e sem fone de ouvido. Passou o tempo, quase 2 anos, já! Até que na semana do show da Avril eu fui na casa da Vic e ela tinha o tal do cabo usb sobrando na casa dela e me deu o cabo. Eu mais do que depressa desenterrei um fone de ouvido velho (com um dos fones quebrados), e pus meu aparelhinho para, ENFIM, funcionar.

E eis que ja faz 2 semanas que vou e volto saltitando ouvindo musiquinhas!!

E daí, quando eu fiz a seleção de músicas entrei na pasta do Cranberries, que fazia muito tempo que eu não escutava...muito mesmo! E pus la as musiquinhas que eu mais gosto. Daí esses dias eu estava no metrô e começou a tocar uma musiquinha deles, que eu conhecia mas nem me lembrei o nome na hora...
Bem lentinha, um toquinho de guitarra na introdução e ela cantando tipo assim: "tumbdá, tumbdá, tumbdá"...
E depois entra umas backing vocals junto...
E quando a música começa com a bateria e panz, mew, que sensação mais gostosa...
Foi que eu viajei, e a música era tipo como se eu e o Chu estivéssemos num filme dançando essa música, tipo num baile de formatura, ou em casa na sala de estar, mas naqueles momentos em que o mundo inteiro pára, só pra gente viver aquele olhar, aquele beijo...sabe?!

Tem uma cena no final do filme Crepúsculo que é tipo assim. A Bella está dançando no baile com o Edward, e é uma musiquinha tipo assim também que eu gosto muito do Iron & Wine, que se chama "Flightless Bird". Eu não gosto muito dessa saga, não, mas enfim, a cena é bonitinha...e a música tb.

E eu imaginei uma cena tipo essa, só que com a música do Cranberries.

E agora ha pouco, quando eu fui mexer nas músicas do mp3, pra pôr mais e trocar algumas, que eu lembrei de olhar o nome da música...
Ta aí: When you're Gone

E essa vai ser daquelas músicas que ficam pra sempre, marcando alguma fase da nossa vida. E a vontade de dançar com ele vai aparecer todas as vezes que eu ouvir ela, deixando o meu coraçãozinho formigando de ansiedade pra saber se isso um dia vai acontecer. E mesmo que não aconteça, essa vontade, essa fantasia, essa ilusão, já é suficiente pra aumentar mais um pouquinho a chama daquilo que tá aceso já faz tempo. =)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Coisas de neurótico

Hhauhauahuaa

Depois que eu estudei domingo a noite, fui dormir...
E a noite inteirinha eu sonhei q estava estudando química. Mas o melhor não foi isso. Foi que eu estava estudando química assistindo Chaves. O seu Madruga estava ensinando a D. Florinda!!hauahauhauhau

E depois reparei que ontem e hoje, quando sentei no metrô e no troleibus pra fazer meus exercícios de química inorgânica, a pessoa do lado sempre ficava olhando. Eu achei que era impressão minha, até que hoje um tiozinho, qdo ja fazia um tempao q tava olhando, nos intervalos de leitura do seu jornal, me interrompeu pra dizer que a filha dele estudava química na USP. rs

E pq todo mundo fica olhando? Da uma agonia...Das duas uma:
- Nego não entende nada e pensa: "Noooossa, será que ela sabe o que ta fazendo??"
ou então:
- Nego olha e pensa: "Caraca, que burra!! Ta tudo errado!!"
rs


aiai, que vontade de socar o Valdevino.

domingo, 31 de julho de 2011

Preciso postar isso...

E pela primeira vez na vida eu digo: vou terminar meu domingo estudando...

Avril Lavigne - 28.07.2011 - Black Star - Credicard Hall

Não poderia deixar de fazer esse post mesmo com a falta de tempo, ou melhor, valorização do meu precioso tempo..rs

Esse show foi especial, primeiro porque eu sempre tive vontade de ir num show da Avril, desde quando ela lançou aquele album "Let go" e fazia pose de menina skatista, que tocava músicas no violão e arranhava a guitarra nuns acordes mais pesados. Eu cantava "Complicated" e amava tanto...e depois vieram muitas outras mais, com músicas que ela gravou em estúdio mas não mandou pra cd, como "Why", "Get over it", "Tomorrow", "Touch the sky", "Eternity"...
E eu comprei o album "Under my skin" e não parei mais de ouvir...
Depois ela lançou "The best damn thing" e "Goodbye Lullaby", e eu parei de escutar...ela mudou totalmente o som, não tinha tanto mais os violões e as guitarras...tinha um som radiofônico, meio puxado pra umas batidas de drum'n'bass, sei lá!
Mas quando eu vi que na setlist da nova turnê tinha várias músicas antigas, eu me empolguei. Depois desempolguei pq qm iria no show dela comigo???

Até eu descobrir que a Vic queria ir! E eu dei de presente de niver pra ela.

E lá fomos nós. Peguei o carro da minha tia emprestado e fui pela primeira vez dirigindo pra um show!hehehe. Maior emoção!
Coloquei meu all star sujo, uma meia calça e minha saia de renda, com uma camiseta manga longa pq tava friozinho e pintei os olhos de preto e rosa! Entrei bem no clima!!E me diverti até não aguentar mais!

Tirando a muvuca que foi extrema, e olha que eu conheço muvucas...gente passando mal e mta gente nada a ver atrapalhando (tiazinhas e tiozinhos), e a Avril ser tão baixinha a ponto de a gente só ver a cabeça dela quando a gente pulava, foi tudo mto tudo de bom =)
E eu pude ouvir vários clássicos, como "I'm with you", "When you're gone", "Skater Boy", "Don't tell me", "Nobody's home" e "My happy ending"...eles tocaram instrumental "Freak out" e "Losing Grip" que eu queria mto ter cantado junto =(.. e ela cantou todos os novos singles "Wish you were here", "Smile", "What the Hell", "Everybody hurts", "Alice" e outras mais que eu não me lembro o nome, que eu comecei a gostar depois de ouvir ao vivo (bem melhor que do album de estúdio). Preciso procurar algo ao vivo dela pra baixar...enquanto isso ouço o de estúdio mesmo, pra relembrar e matar a vontade de ouvir.

Ela tb fez um cover do Paramore, mas eu não conheço a música...

A abertura do show foi um playback com o clipe no telão, com o palco todo apagado, era cover tb, não sei de q banda, mas era um som mto dahora, lembrava Blink.

E a galera com mtas estrelinhas de luz na platéia, pela turnê "Black Star"...rs

Esse vai ficar na memória.