Viajantes

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

YOU SET ME FREEEEEEEEEEEEEEEEE *_*



Dom - 12/06/2011
20h - Credicard Hall

Big Fish - 2003 - Tim Burton

Eu assisti na segunda-feira, meu primeiro dia de trabalho. Estava cansada, mas super a fim de ver um filminho...

Peguei pra ver sozinha, no note mesmo...

Num dia que eu fui com a Carol no Fran's, ela me disse pra assistir, que iria gostar. E pra ser sincera, eu não gostei muito do início do filme...sei lá se era pq eu tava cansada, mas achei meio massante, mas quando o velhinho começa a contar de verdade a história da vida dele, os caminhos por qual passou, como se apaixonou por sua esposa, seu amigo gigante, a bruxa e tudo o mais...tudo vai ficando saboroso, tudo vai ficando além da imaginação...tipo O mundo imaginário do Dr. Parnassus...

E o final é arrebatador, pq o filho aprende a levar a vida como o pai, mas só faz das histórias verdade quando se prova de que nada do que ele contava era mentira. E a prova vem, sem que ninguém faça nada... E que por mais inimagináveis sejam as peças, os caminhos, as fases da nossa vida, nada deixa de ser verdade.
E a rede entrelaçada de fantasia e realidade...a gente mesmo faz, com os nossos próprios olhos, o tempo inteiro.

E que por mais próximos que sejamos de alguem, ninguém nunca vai enxergar a vida como a gente enxerga.

Pq o que importa não é a história, mas a forma de como ela é contada...=)

Recisão de 11 dias...

Hoje de manhã eu já tinha plena certeza do que eu iria fazer.
Eu sou geminiana, seja lá o que isso signifique, nessas coisas de horóscopo se tem uma característica do signo que combina comigo é ser indeciso. Muitas vezes, aliás, incontáveis vezes eu tinha uma idéia fixa na cabeça e quando chegava na hora, por um motivo ou outro eu mudava de idéia. Não sei pq. Mas sei que sempre foi assim...Sempre tive muita atitude, mas sempre foi difícil pra mim tomar decisões, como se eu fosse inconstante..de lua.

Quando eu estava em teste na Naturiche, me mandaram pra um evento da Sabesp, na Paulista. Lá, eu fiquei com outras funcionárias do buffet, contratadas pra fazer esse tipo de evento. E daí uma delas olhou pra mim e disse assim: "Nossa, eu gostei de vc. Tão bonita, tão novinha...logo mais tá igual a gente, acabada. É, querida, isso é Naturiche..". Eu me mordi por dentro. E pensei...quanta ousadia! Quanta ousadia pensar que eu pudesse deixar que isso acontecesse comigo. Não que ela fosse acabada...e não que ser igual ela fosse ser ruim pra mim, mas eu jamais deixaria com que um emprego acabasse comigo. Eu sempre dei valor à minha vida e ela sempre esteve em primeiro lugar. Tem gente que coloca a carreira em primeiro lugar, eu nunca coloquei.

E quando eu cheguei em casa na sexta-feira, quando o estopim da guerrilha aconteceu, eu fiquei até depois das 2h da manhã conversando com a minha mãe. E ela mesmo me convenceu de que eu não precisava me sujeitar a isso. Mas isso o que? A questão é que eu já tenho duvida se quero ser nutricionista, imagine só trabalhando na produção. E eu pus isso na minha cabeça. Eu não quero e ponto final. Nada vai arrancar isso da minha cabeça. Cheguei firme de manhã e quando a Edna chegou a gente foi conversar...

Ela queria que eu ficasse, falou muitas coisas, mas eu mantive meus argumentos, de toda a desorganização, do peso, do trabalho que não era da minha profissão, dos finais de semana e feriados, do horário que ia muito além, da mão de obra que eu acabava sendo obrigada a dar, do risco que eu corria com o meu registro no conselho regional devido à todas as deficiências que não iriam ser curadas tão cedo...e ela tentou me convencer. Mas eu não voltei atrás. E não me arrependo.

Estou feliz, apesar de estar desempregada. Estou feliz pq eu posso não saber exatamente o que eu quero, mas eu sei exatamente o que eu não quero...
E tb sei que talvez eu possa trampar em outro lugar ganhando menos, mas dando valor à minha profissão. Dando valor à mim mesma. E assim, sim, eu vou obter satisfação.

Com tudo a gente aprende nessa vida. E a experiência foi muito válida, mesmo que por pouco tempo.

O melhor de tudo é saber que a gente pode ter alguem em quem se apoiar. Alguem que te ajuda a abrir o leque das possibilidades, te ajuda a analisar a situação, te pergunta o que vc sente e o que vc acha que é melhor pra vc, te dá uma opinião sincera e diz que tudo passa, e que logo mais, algo melhor irá vir pra sua vida. Mesmo que isso seja às 2h da manhã...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Estaca zero

Segunda-feira passada começou bem a semana...
Fui pro trampo e meu dia foi ótimo. Corrido no trampo. Mas ainda assim, ótimo.
Terça-feira a coisa começou a pegar fogo...
Quarta-feira eu fiquei lá até às 20h...
Quinta-feira eu saí corrida pra sair no horário...
Sexta-feira eu saí de lá às 23h, ouvindo que teria que ir no sábado, e mais os 4 dias do carnaval...

O problema não é trabalhar. O problema é não ser nutricionista.
Acontece que eu fui contratada pra fazer qualquer coisa, menos o que uma nutricionista faz.
E daí sexta-feira eu cheguei em casa aos prantos. Pq simplesmente eu não consigo arrumar um emprego?Puta que pariu. Na verdade, na sexta-feira eu já estava além de cansada pelo esforço físico, esgotada psicologicamente. E eu chorei, chorei e chorei...parecia uma criancinha...
E minha mãe disse que eu não tinha estudado pra isso.
Que eu não tinha estudado 4 anos pra ir pra produção montar sanduíche pq a empresa não tinha funcionário pra dar conta da demanda.
E eu não estudei pra isso mesmo.

Durante a semana inteira eu saía de lá pensando que eu não era o que eu queria mesmo. E no caminho de volta eu me convencia de que tudo ia mudar. De que eu ia conseguir colocar as coisas em ordem.
Mas não é bem assim que funciona, pq não depende só de mim. E quer saber? A última coisa pra que eu tive tempo nesse serviço foi pra pensar numa maneira de mudar as coisas, de organizar e de fazer o que realmente era preciso.
Até lavar freezer eu lavei.


Amanhã eu peço as minhas contas e volto pras minhas tardes de O Clone, Todo mundo odeia o Chris, Um maluco no pedaço, Chaves e Chapolin...
E vou esperando pelo término da obra do Santo Vino.
Quem sabe eu leia um livro? Vou começar Comer, Rezar, Amar, que ainda não deu tempo de ler, desde que a Na me emprestou...

E tem muitos outros filmes pra ver tb.

Eu queria que tivesse dado certo. E não deu. Mas tudo na vida tem um porquê. E o porque disso daí eu vou entender logo mais.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Segundas - Feira

Eu ainda não senti de novo aquela sensação de ser segunda-feira. Sabe? De ir dormir no domingo sabendo que no outro dia é segunda e já começar daquele jeito.
Eu sempre odiei segunda-feira. Desde quando eu só ia pra ETE. Ouvir a musiquinha do Fantástico era tipo ouvi ruma marcha fúnebre. Ui.

Ainda não senti o gostinho.

Tá tudo bom demais.

Não peguei trânsito de manhã. Achei uma vaga dahora pra parar o carro. Na volta, peguei bastante trânsito, mas não estava chovendo, e no fim, fui direto buscar a minha mãe, e não tive que ficar esperando dar o horário dela. Cheguei em casa num horário bom. Fiz pastel assado de 4 queijos (cheddar, provolone, mussarela e gorgonzola),  palmito e rúcula com tomate seco. Tomei um banho pra depois ir comer os pastéis com a minha mãe, agora eu subi e encontrei meu quarto arrumadinho. Até a cama eu arrumei hoje! E depois de tudo isso, estou indo ver um filminho. Quando ele acabar, ainda me sobram 8 hrs de sono.

É bom demais pra ser verdade!!!!

;D

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A Nightmare on Elm Street - 2010 - Samuel Bayer

Quando eu era pequena, não lembro ao certo quantos anos, acho que uns 7 ou 8, eu ainda morava em Mococa e vinha passar as férias na casa da minha vó aqui em São Bernas. Nessas vindas pra cá sempre juntava uma trupe com 3 primos: eu, Dri, Léo e Luana.
Eu era a mais nova. O Léo era o mais velho, devia ter uns 14 e a Dri e a Luana tinham praticamente a mesma idade, com uns 10 ou 11.
Aí a gente se juntava na casa de alguém pra dormir junto, ficar jogando banco imobiliário, tb tínhamos a proeza de brincar de Passa ou Repassa. Eu tinha um jogo que chamava Cabo de Guerra da Angélica, e nele vinha um monte de cards com perguntas. Então a gente pegava aqueles cards e fazia tipo o programa. Um perguntava, enquanto ficavam dois pra responder. Quem batesse primeiro na mesa, respondia e se respondesse certo, dava uma tortada na cara do outro. A gente batia Chantineve pra fazer as tortas. E dava tortada mesmo, era muito engraçado. Quando chegava à noite, a gente tinha que entrar em casa e geralmente a gente ia assistir filme. Como eu era a mais nova, eu nunca escolhia o filme, senão certamente iríamos ver algum desenho da Disney, mas como eles tinham muito fogo no rabo, eu sempre me ferrava, pq a sensação era ver filmes de terror. E eu ficava morrendo de medo. Me lembro de ter visto vários dos filmes do Freddy Krueger e depois ficar sem dormir a noite toda morrendo de medo. Fora os sustos que eles me davam. O mais novo sempre se ferra.

Aí hoje eu queria ver um filme com o Chu e como ele não gosta de nenhum ou qualquer filme que eu gosto, a única alternativa a assistir era a refilmagem de A Hora do Pesadelo, o primeiro filme da série do Freddy. O que não me rendeu muitos sustos dessa vez. rs.
Conta a história inicial do maníaco que aparece nos pesadelos e consegue matar através dele. Eu não me lembrava direito da história do Freddy, fazia muito tempo que eu não via, e eu era muito criança. Depois eu fui procurar a história do Freddy na internet e vi que tem um monte de coisa por trás da história. Fiquei com vontade de baixar os filmes antigos.

E é o que eu vou fazer. Só quero saber quando vou ter tempo de ver, mas td bem.

Ah! Não gostei muito da refilmagem, não. O Freddy tá menos feio. Filme novo de terror, se não envolve coisas paranormais não me chamam nem um pouco de atenção...

Banqueteira de Plantão

Bom, dois dias de teste passaram. No primeiro dia eu fiquei o tempo inteiro com o pessoal da produção dos eventos. Acompanhando a parte de produção de alimentos e organização dos itens de evento...tipo cadeiras, mesas, toalhas, pratarias, louças e decoração.
Seria lindo, se a empresa tivesse um mínimo de organização. Caraca, nem na prefeitura era tão desorganizada assim. Na verdade, eles estão com deficit de funcionários e não tem ninguém pra coordenar aquela área, então cada funcionário faz o que quer a hora que quer e fica aquela zona básica.
Como eu era nova e a Edna pediu pra eu grudar em uma das ajudantes, eu me lasquei. Até passei café. E olha que eu nem sei coar café pq aqui em casa ninguem toma. Então, já viu. Saí de lá cabisbaixa. Pq eu não entendi muito bem o q eles queriam de mim. Mas a surpresa veio no segundo dia.
Fiquei o dia todo pra cima e pra baixo acompanhando a Edna nos eventos. Participei da montagem de três em uma tarde só. E conversamos muito do que precisa ser mudado e dos interesses meus e dela, em relação à empresa. O bom é que ela deixou bem claro o que eu devo fazer lá e era exatamente o que eu estava esperando.

Fui contratada e agora tenho uma cozinha pequena, um estoque médio, poucos funcionários e muitos eventos pra gerenciar. Com o tempo tb vou tomar conta das compras. Estou contente e muito animada.

Também estou muito apreensiva. Afinal de contas, é uma responsabilidade grande pra uma recém-formada, mas nada impossível. Acho que ter feito os 3 anos de estágio valeu pra alguma coisa.
Fiquei chateada por causa do Santo Vino, mas, no fim das contas, ele está sendo meu plano B. E também acabou acontecendo o melhor.

Sem que eu nem esperasse acabei sendo contratada por uma empresa grande, que tem licitações com empresas gigantes e tem um nome muito forte. Meu salário vai ser maior, e se meu desempenho for bom, meu nome tb vai crescer muito, pela empresa ser grande. Esse é meu objetivo mor pra esse ano!

Estou muito empolgada pra implantar as mudanças, e já fiz um esquema na minha cachola. Tenho milhões de idéias e quero dar o meu melhor, de verdade.

Amanhã é meu primeiro dia de verdade. O dia que eu vou começar a trabalhar como nutricionista.

E a ansiedade voltou, mas não do jeito que costumava ser antes. De um jeito melhor. Eu não sinto aquele frio por dentro e nem meu coração batendo mais rápido, simplesmente eu só não paro de pensar. Não paro de planejar, de ter novas idéias.

Pela primeira vez, em 21 anos e meio, eu corto as minhas unhas. Nunca precisei cortá-las. Desde que me entendo por gente que eu roo unha. E mesmo nos momentos que eu parei, ela crescia e crescia e quando eu menos esperava, tava roendo de novo.
Parece que agora é pra valer.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Tá bom, tá bom.

Eu ainda tô custando a acreditar que eu vou comemorar o dia dos namorados no show do Scott Stapp.

Up!

Daí que eu tava desesperada e fiquei enviando um monte de currículos por aih.
Não que eu já não tivesse feito isso mas eu fiquei que nem louca. Afinal de contas, é mais um mês a toa. Mais um mês perdido, minha inscrição do SBAN pra pagar, meu CRN, minha viagem pro congresso do SBAN e menos um mês contabilizado pro saving do meu carro.
Puta q o pariu.

Aí eu lembrei que ano passado eu vi uma propaganda no mural do Mackenzie falando de um grupo Naturiche, de eventos. E eu até coloquei o site no celular mas ainda não tinha ido atrás.
Mandei o currículo tb, não ia cair a mão.

E a Edna me ligou, a gente conversou e amanhã de manhã eu estou lá pra começar um teste remunerado de 2 dias. Além de eu não ficar em casa, vai ser remunerado.

Só falta dar certo...!

Desilusão

Bom, só sei que hoje eu acordei com o meu telefone tocando e era a Soraia. A chef do restaurante.

E eu nao vou começar a trabalhar na segunda-feira. Só daqui um mês.

Tá bom. Eu não aguento mais.

Tô que nem louca atrás de um emprego.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

The Notebook - 2004 - Nick Cassavetes

Só pq eu queria distância do Nicholas Sparks...E dessa vez eu não quero ler o livro, o filme já tá de bom tamanho...

O filme é lindo e eu chorei horrores...
e me fez ter certeza mais uma vez que além de individualidade, amizade, compreensão, companheirismo e etc e tal ainda existe uma coisa que move montanhas e faz milagres. É aquilo que a gente sente e não sabe explicar, aquilo que a gente sente por uma pessoa só. E que muda a nossa vida pra sempre. O que faz a gente saber se a gente quer ou não estar ao lado de uma pessoa pra sempre, se é por ela que vc esperou.

A história é de um casal que vive um amor de verão (bem Nicholas Sparks), e acaba se separando pq a garota é rica e vai fazer faculdade em Nova York e o cara é um Zé ninguém que vai pro exército depois (lembra alguma história????han han). Depois de um ano escrevendo cartas pra ela, receptadas pela mãe da garota, sem resposta, ele compreende, então, que está tudo acabado, mesmo.
Mas depois eles se reecontram e eu não vou contar pq eu quero muito que a Na veja, pq ele é lindo de doer lá no fundo e eu chorei litros e litros, e é por isso que vc sonhou que eu tava com a cara inchada de choro! xD

Esse Nicholas é um palhaço. Só escreve dramalhão.

Pra mim, foi um escrito pro outro fim de Querido John. Onde a Savannah larga tudo pra ficar com o John, esquece os anos que se passaram e tudo o que mudou, dando só importância praquilo que não mudou, pro que nunca deixou de ser verdade.

A Clockwork Orange - 1971 - Stanley Kubrick

Quando eu era pequena e morava em Mococa meu pai teve a brilhante idéia de montar uma videolocadora. Não sei até onde essa brilhante idéia tinha fundamento e noção pq até hoje essa videolocadora não foi montada.
O ponto é que, como a casa em que eu morava era pequena, meu pai montou no meu quarto uma daquelas estantes porta VHS, com os suportinhos pra colocar as fitas e tal, então eu sempre ficava lá xeretando nas fitas e olhando as capas. Eu não assistia pq eram todos legendados e eu não conseguia acompanhar a legenda, e tb pq, oras bolas, aqueles filmes não interessavam pra uma criança de 6 anos. Eu queria assistir A pequena sereia, Bernardo e Bianca, Aladdin, O Rei Leão e por aí vai...

Mas eu sempre pegava as fitas e ficava olhando a capa, lia a sinopse atrás e vira e mexe perguntava pra minha mãe se era legal. Dentre os filmes que eu me lembro perfeitamente da capa e da contra capa estão Gabriela (aquele com a Sônia Braga), Sexta-Feira 13 (o primeiro da série do Jason), Nasce um monstro (um papelão de terror), Quem é aquela garota?(com a Madonna), Arthur - Um milionário sedutor (com um cara que eu não sei o nome, mas fez várias comédias antigas), Os garotos perdidos (de vampiros), Carrie - A estranha (clássico dos clássicos do terror), Blade Runner (jovens vampiros e cibernéticos), Amor sublime amor (um musical) e Laranja mecânica.

Eu tinha medo de algumas capas e do Laranja Mecânica não era diferente. Só não era pior que Carrie - A estranha e Nasce um monstro.
A capa tinha o famoso personagem de Alex mostrando um punhal com a mãozona bem pra frente, como se ele estivesse atrás de uma porta com um buraco e a mãe dele alcaçasse vc pelo buraco. Ele tem um olhar de demente, de louco psicótico, com os cílios postiços no olho direito e o sorriso irônico. De quebra ainda tem um olho em evidência, na manga da camisa dele, era um detalhe da roupa dele, um olho de mentira costurado no punho.

Depois de muitos anos resolvi assistir. Não só pq é um clássico mas pq eu ouvi o Selton Mello dizendo que era o melhor filme de todos os tempos. E eu pensei, POR QUE???

Primeiro que a história é de primeira linha - diga-se de passagem que é adaptada do livro "A Clockwork Orange", escrita nos anos 60 por Anthony Burgess. Nem precisa dizer que fiquei doida pra ler o livro...

E além de uma história boa, elementos bons e um ator escandaloso.
Stanley Kubrick me impressiona a cada filme que vejo dele. Sem contar que era audacioso, li uma vez que ele fez o Jack Nicholson repetir em até 60 vezes algumas cenas de "O Iluminado". Outro filme bom. Mas esse é melhor.

Antes de assistir perguntei pra minha mãe se era bom, ela disse que tinha visto há muitos anos o começo e não quis terminar, achou muito chato. Ela deve ter visto só o comecinho.
A história é de um cara que é lider de uma trupe de arruaceiros e ele acaba sendo preso. Pega 14 anos. Mas entao ele é escolhido pra participar de um programa de recuperação novo, chamado Método Ludovico, que consiste em abrir janelas de pânico na memória. Ele toma drogas e é obrigado a assistir cenas obcenas de estupro e violência para associar a dor que a droga traz com os atos violentos.

Em um livro do Augusto Cury pude ler bastante sobre essas janelas de associação da mente e memória, o que mostra que a história em si transmite um contexto real, do fenômeno de ação e reação que existe em nossa mente. Acho que por isso eu gostei tanto do filme. Fora os pormenores de jogada política e a visão de tudo isso do próprio Alex - leia-se O SEM NOÇÃO, curado no fim do filme.

Não tem como não deixar de reparar no vocabulário Nadsat, próprio do Alex e seus druggies, que o escritor do livro criou, inspirada nas gírias de gangues da Inglaterra. Esse vocabulário mistura Inglês com Russo e o cockney, uma linguagem mais suburbana inglesa. Muito engraçado, muito estiloso!! Fora que eles tomavam leite pra relaxar e poder sair por aí. A trilha sonora só tem música clássica, incluindo a 9* de Beethoven e Singin' in the Rain, que fica perversa pq ele estupra uma mulher na frente do marido cantando e dançando ela...

Vale a pena ver.

Quem não compreende um olhar, tampouco compreenderá uma longa explicação...

Muitas vezes pessoas, de diversos graus de proximidade comigo me disseram uma coisa em comum.
Me disseram que eu era diferente.

Eu já ouvi isso de ex-namorado, de colega, de professor, de chefe, em desculpa de xaveco furado e até da minha tia. E eu nunca parei pra pensar pq que eles me achavam diferente.

Um velho amigo e uma velha amiga também me disseram isso. E mesmo assim, eu não liguei. Não que eu não acreditasse, mas eu já tinha ouvido isso tantas vezes, que já era normal ouvir. E eu nunca parei pra prestar atenção nisso. Afinal, oq eu tinha de tão diferente?Ou o que eu tenho de tão diferente?

Na verdade, outro dia eu cheguei a uma conclusão sozinha. Até dividi ela com alguém. Eu disse que eu não dava tanta importância pra algumas coisas na vida pq pra mim era normal tê-las. Coisas assim, tipo, buscar saber o que se passa dentro de si mesmo, saber bem quais são os seus reais valores e o impacto que isso traz na vida da gente, saber a importância e a profundeza de um olhar, do tom de voz, da maneira que a gente encaras as coisas, que fala ao telefone, que escreve, que lida com situações de desespero e alegria.
E realmente isso pra mim sempre foi tão normal que eu nunca tinha reparado que nem todas as pessoas são assim. Aliás, pouquíssimas pessoas são assim.

Hoje uma colega de classe da faculdade me mandou um torpedo perguntando sobre o resumo do congresso que vai ter em Fortaleza. Ela queria saber se eu sabia até quando ela podia mandar e se o resumo do TCC servia. Eu expliquei pra ela como funcionava, falei do site e depois até mandei um email com o link do site, o meu resumo pra ela ver como ficou e explicando tudo direitinho. Eu sempre ajudei ela na facul. A estudar pras provas, quando dava pra passar cola eu passava, e no fim, revisei o TCC dela inteirinho, pq a orientadora dela tinha tomado chá de sumiço. Fora isso a gente sempre andava junto na facul. A gente fazia tudo junto, desde assistir às aulas, combinar de faltar, assinar a lista de presença quando tinha, passar o TIA nas palestras pra ganhar certificado, ver a nota das provas, tomar cerveja no bar, chorar pelos namorados, contar as coisas que aconteciam.
Eu sempre me perguntei pq é que apesar de ter ela e mais 2 pra fazer tudo junto, eu senti que eu não tinha feito amigos na faculdade. Foi bem difícil eu me entrosar, e no começo da facul sofri por isso. Todo mundo ia fazer alguma coisa diferente no fim de semana, eu preferia bolar alguma coisa com o meu namorado, nem que fosse ficar o dia todo em casa. Enquanto muitas se juntavam pra contar como tinha sido o bar de sexta passada eu preferia escutar a professora e anotar todos os detalhes importantes no meu caderno. Eu me lembro que no começo eu não podia ir pro bar pq eu fazia técnico à noite. Eu saía da facul e ia correndo pro técnico pra terminar ele logo. Isso foi no primeiro semestre.

Depois eu comecei a ir pro bar, eu sempre gostei de tomar uma cerveja e jogar uma conversa fora. Papo besta, dar risada, relembrar coisas gostosas, pensar em algo, falar sobre filmes e livros, sei lá. Todas as vezes que eu fui pro bar com as meninas da faculdade foi bom. Foi gostoso. Mas foi como se faltasse uma coisinha. Eu era um peixe fora d'água. E querendo ou não, não tínhamos tantos assuntos em comum, a não ser homens.
Eu juro que me esforcei e no último ano de facul eu tive certeza disso. Eu era um peixe fora d'água mesmo.

Hoje eu tive plena certeza disso. Mais do que isso, eu percebi que posição eu ocupei pra eles nesse tempo que passamos durante a faculdade. No terceiro e no quarto anos, com a  formação da comissão de formatura, uma das minhas colegas fazia parte dela e ela não parou de me encher o saco pra eu fazer e participar da festa. Eu queria fazer, ma$ foi algo muito maior do que eu podia. Não tinha como. Eu achava que ela queria que eu participasse. Depois eu reparei que ela fazia a mesma coisa com todo mundo da sala, pq ela era da comissão. Eu não fechei o baile, e elas sempre diziam pra eu participar da festa como convidada, pra estar junto com elas. Até agora, mesmo em conversas bestas, por torpedo ou por facebook, ninguem perguntou se eu ia, se eu queria comprar convite, se eu nao queria ir, e aliás, eu mal sei em qual data a festa vai ser.

E tudo isso pq esse tempo todo eu fui pra elas alguém que sempre esteve pra ajudar, mas nunca esteve de verdade quando o assunto era "curtir". Eu nunca queria saber das fofocas, dos siricuticos, e todo o nhenhenhen que eu nunca dei importância. O peixe fora d'água.

E foi a partir daí que eu comecei a perceber que nem todo mundo vivia no mundo em que eu vivo. De dar importância pras pequenas coisas, de saber distinguir o tal olhar, o tal tom de voz. Muita gente não é capaz de enxergar esse tipo de coisa. E nem dá importância pra esse tipo de vida.

Hoje mais do que nunca enxergo pessoas assim ao meu redor. Hoje eu vejo como eu sou diferente e que por conviver com isso achei que todos fossem como eu. Mas não são. O que é bom, pq eu aprendi a enxergar o valor que cada pessoa tem na minha vida. Desde aqueles que passaram e não voltaram mais, àqueles que insistem em ficar, àqueles que nunca vão sair, nem se quiserem.

Se ser diferente é bom ou ruim, eu não sei. Tampouco me importa. Mas eu sei que eu sou. Sou mesmo e isso é a marca da minha personalidade. Pelo menos tenho certeza que tenho uma. Tenho certeza dos meus valores. Tenho plena certeza da minha teoria sempre de pé, levantada desde os tempos das aulas com o Prof. Paulo, no Mackenzie, da moral.
O engraçado é pensar que coisas assim, tão banais para mim podem ser totalmente exóticas pros outros de fora.

E eu sou feliz assim. Sou feliz por ter os olhos abertos pro mundo, pra realidade. Em saber e querer me conhecer, me entender, e não me esconder atrás uma máscara, não esconder que posso pecar e errar, reconhecer minhas loucuras, meus declínios, minhas doenças psicológicas, meus medos, sem me importar do que os outros vçao achar. Pq é sendo assim que eu sou feliz. Essa sou eu.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Clube do Filme

Tenho 5 filmes pra escrever aqui, mas deixa pra amanhã, pq tô indo assistir outro...

Férias que estão pra acabar...

As férias inacabáveis estão com os dias contados...

Eu não sei como eu deveria me sentir quanto a isso, mas me parece que estou ignorando os fatos. Não estou nem um pouco ansiosa pra começar a trabalhar.
Eu confesso que gosto da parte dos meus dias ociosos em que eu dedico pra ler ou pra ver um filme qualquer sozinha, escrever aqui no blog e assistir Um maluco no pedaço, Chaves, Chapolin, Todo mundo odeia o Chris (todos os dias), Sessão da tarde (de vez em nunca), O clone (de vez em quando), Cinema em casa (de vez em nunca)...ler sobre os meus livros e filmes na internet, os meus atores favoritos, procurar por novos filmes...

Mas eu tb confesso que eu estou bem entediada. Não quero continuar com essa rotina, MESMO.

Mesmo que isso custe menos filmes, menos horas na net, nenhum chaves e chapolin, demorar mais tempo para ler um livro...

Logo mais começo a fazer os preparativos pra primeira semana. Uma espécie de esquema pros meus projetos no restaurante. Pelo menos é um primeiro passo que considero bom. Bom pq me mostrou e me convenceu de uma coisa: Quero me dedicar de verdade.

E aí, eu me pergunto: Onde está minha ansiedade?
Eu sou muito ansiosa pra tudo. Pra qqr coisa, por menor que seja.
Eu sei que de um ano e pouco pra cá ela vem melhorando muito. Desde o tratamento com medicamento consegui mudar algumas coisas. Com o fim da facul, consegui de vez abolir a roeção de unhas.
Elas estão lindas e enormes! Já fazem 3 meses ou até mais. Acho que foi como parar de fumar pra quem fuma a vida toda...rs

O próximo passo é parar de cutucar a boca. Ontem eu tirei todas as pelinhas que estavam levantadas pra eu não correr o risco de puxar. Separei uns hidratantes labiais que estavam guardados e deixei um copo com água do lado da cama pra molhar os lábios quando eu sentir eles ressecados. Hoje eu me peguei umas 4 vezes quase cutucando. Consegui parar.

Vamos ver até onde vai...rs

Depois de parar de cutucar a boca, o próximo passo é emagrecer 10kg...


hahahaha. Essa é boa!

Just one GIFT *_*

Pra que os 3 leitores do meu blog saibam:

Tô louca pra ler:

"A mulher do viajante do tempo" - Audrey Niffenegger.

Pronto, falei.

=p

Sashimi, Temaki, Hot Roll, Salmão Skin e otras cositchas mais...

Na terça-feira passada o Chu disse que ia me levar no restaurante japonês esse sábado.
Leia-se ME LEVAR, pq eu estou desempregada, sem uma moeda na carteira e uns trocados devedor no banco...

A intenção era ir no Ydaygorô, um restaurante japonês em Santo André que a gente sempre vai...onde fomos no nosso primeiro encontro, onde comemoramos o primeiro ano de namoro, e quase todas as outras vezes...
Aliás, em quesito restaurante japonês a gente até tentou variar. Fomos no Nakoo, em SBC mesmo, perto do Pimenta. Eu particularmente gosto, o Gabi não gostou muito não sei por quê...Mesmo assim comparando prefiro o Ydaygorô.
De outra fomos no Okazaki, e fui eu que não curti muito. Uma pena, pois é o único restaurante que dá um card fidelidade, com 6 rodízios, leva um de grátis...=( Eu não curti pelo sabor, mesmo. Sei lá, não me agradou tanto.
E a gente sempre voltava pro Ydaygorô.

Até que o meu cunhado foi em um nessa sexta lá em Moema e recomendou, disse que era muito bom. Que eu sabia que tinha restaurante bom em Moema, eu sabia. Só o preço que é uma belezinha...costuma ser bem mais caro que os daqui do ABC, de 30 e poucos reais.

E aí, o Chu acabou resolvendo me levar nesse de Moema, pra experimentar. Era R$45,00 por pessoa. Carinho, mas tem outros mais caros por lá. O nome dele é KINKA...e eu vou te falar...

Sem comparação. Muito bom mesmo.
Agora aqui é que estão os diferenciais de um rodízio japa: tempero e qualidade do peixe, maior variedade de pratos, sobremesa inclusa...
Primeiro que o Salmão Skin deles é o tradicionalzinho, com o limaozinho torcidinho...há quanto tempo não via um daqueles!!! Muito bom!
O peixe branco que eles usam, um peixe com a carne mais nobre que a dos outros restaurantes...menos gordura, mais leve. Nos outros rodízios eu quase não comia peixe branco.
Temaki com cream cheese e cebolinha. Alguma vez alguem enxergou cebolinha e cream cheese no temaki? Acho que não, eles sempre misturam de um jeito, como se passassem o creme com a carne do peixe numa máquina de moer carne...Lá não! Pedaços maiores de peixe, com muuuuuuuito cream cheese e muuuuuuuuita cebolinha, do jeito que eu AMO!
Temaki de peixe branco! Lá tem e é muito bom. Nos outros restaurante deve ter tb. Nunca me arrisquei a pedir pq o peixe branco deles é muito forte, muito gorduroso...lá no Kinka, não. Levinho, levinho.
Entradas diferentes: carpaccio de peixe branco com um molhinho de alguma coisa+gengibre. Nunca tinha visto antes. Muito bom também.
Anchova grelhada. Na maioria dos restaurantes não é incluso no rodízio. E diga-se de passagem que tanto o salmão quanto a anchova são muito bem temperados e grelhadinhos são muito bons. Geralmente a gente nem pede peixe grelhado quando vai. Lá, vale a pena.
Hot Roll com couve desidratada. Um tipo diferente de Hot Roll, muito bom, pra variar um pouco. Adorei a couve desidratada.
Duas opções de sobremesa inclusas no rodízio: Banana flambada com sorvete de creme ou creme de papaia. Comemos o sorvete com a bananinha. Muito bom. Aqui no ABC nenhum oferece sobremesa.

E no final das contas comemos mais e ainda comemos a sobremesa (geralmente não sobra espaço). Chegamos em casa e não estávamos estufados. A gene se sentia bem satisfeito, como quem vai em rodízio pra avacalhar (como a gente sempre faz, mesmo)...mas não como das outras vezes.

Foi a gordura do peixe, certeza!!!

Ta recomendado.
Kinka Sushi: Av. Divino Salvador, 61 - Moema.

Créditos ao Chuchulito, mole meu! s2

Homens...

Os homens são engraçados...

EU - Vc já assistiu Brokeback  Mountain?
GABI - Aquele com o Heath Leadger e o outro baitola?
EU - Ahãn...
GABI - Não, mas já li o resumo no seu flog...
EU - ?????

Vai ver ele lê meus pensamentos, ueh!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Le Dernier Tango à Paris - 1972 - Bernardo Bertolucci

Violência sexual.

Por isso o filme fez tanto sucesso na época. Eu quando resolvi assistir reparti ele em 3 vezes pq o tédio foi tanto que eu não consegui ver de primeira, nem de segunda...

É. Na época era um escândalo mesmo. Mas hoje em dia, não. Só um filme meio erótico. Mostrando meio que o nosso interior selvagem, sem os conceitos morais pregados a nossa volta.
Conta a história de um quarentão que se encontra com uma jovem num apartamento, eles têm o mesmo interesse na locação do imóvel e eles se vêem e transam ali mesmo e começam a se encontrar ali quando o cara aluga o apartamento. Mas eles não sabem nada um sobre o outro. NADA. Ela até quer falar, mas ele não deixa. E assim vai, até ele deixar o apartamento e querer começar do zero do com ela, contando a vida dele. Mas aí quem não quer é ela e o fim é bem trágico.

Ela sofria horrores por ele e dizia que o amava, que queria saber mais, mostrava que queria muito mais que sexo casual. E quando ele ofereceu isso pra ela, ela não quis.

Quando eu vi o Marlon Brando na tela vi o quanto ele era horroroso e pensei pq a mulherada era louca por ele. Aí eu fui perguntar pra minha mãe. E ela disse que ele é igual o John Travolta. Eu sou apaixonada pelo John Travolta na época do Grease, em compensação hoje...como disse minha mãe, ele era bonito quando jovem, envelheceu e ficou feião. Diferente do Richard Gere ou do Mel Gibson...Ela disse que na época dela o Marlon Brando já era feio e que quem gostava dele era minha vó.
Daí eu joguei no google e puta merda. Não é que o cara era galazão mesmo, daqueles tipo James Dean, Elvis...?!

O Bernardo Bertolucci foi condenado à prisão por obscenidade quando fez esse filme, principalmente por causa da tal da cena da manteiga...

"Looking at the pages of my life...

...faded memories of me and you
Mistakes you know I've made a few
....
And everytime I look at you,
Baby, I feel something new..."

Em 2002 lançou um album do Bon Jovi chamado Bounce, e eu me lembro que naquela época eu praticamente só assistia MTV. O primeiro single do album foi Everyday, depois surgiu Misunderstood, que era da novela das 8, e de repente saiu um clipe com um single novo na MTV. Eu lembro que eu fiquei o tempo todo vendo o clipe com a garganta arranhando, pq um cara me sobe num prédio e está pra se jogar de lá de cima. E ele fica o clipe inteiro se lembrando das coisas boas que ele passou ao lado da namorada dele, e vai se preparando pra pular. E eu pensando: "Mew...pra q q esse cara vai se jogar se ele é tão apaixonado?" e lá em baixo a namorada dele chorando e gritando pra ele não pular...
Claro que a cada 10 segundos aparece o Jon fazendo pose de galã com o microfone na mão, mas até aí tudo bem...
Até que o cara se joga.

Mas quando ele cai abre um paraquedas com uma frase gigante em baixo: "Do U merry with me?".

Ahhhhhhhhhhhhhhhh fala sério! O melhor clipe do Bon Jovi. Só perdeu pro Ashton Kutcher tocando I'll be there for you na guitarra.

A música se chamava All about lovin you e eu gostei dela desde a primeira vez que ouvi. Ela não fez nenhum sucesso mas o clipe sempre aparecia na MTV. Sei que não fez sucesso tb pq foi a primeira música do Bon Jovi que eu mostrei pro Chu que ele disse que nunca tinha ouvido na vida. Tudo bem que ele nem gosta tanto assim de Bon Jovi mas ele conhece grande parte das músicas e ó que até tem um cd.

Mas eu lembrei dessa música por causa do clipe e da frase final. Sabadão passado fui acompanhar a Carol pra começar a ver as coisas pro casamento dela. Vai demorar ainda. Daqui 1,5 ano...2 anos..mas ela já ta começando a ver pra já saber o que vai dar pra fazer, qual estilo de festa, qual tipo de cerimônia e tal. Como ela mesmo diz, é o passo inicial. E agora que ela provou um vestido de noiva não dá mais pra voltar atrás. Começou de verdade. É o sonho dela começando a se realizar.
O primeiro vestido que ela provou fez meus olhinhos encherem de lágrimas. Foi como uma das poucas vezes que senti essa felicidade estrondosa por alguém. Uma felicidade que era minha. E me deixou mais feliz ainda por eu estar lá com ela, por ela querer compartilhar comigo esse momento tão importante da vida dela.
Quando ela pôs aquele vestido eu enxerguei tudo de puro que tem no sentimento dela, ali, cravejado naquelas pedrinhas do corpete do vestido. É um amor tão bonito. É uma união.

Quando eu cheguei em casa e contei pro Chu eu chorei de verdade. Chorei mesmo, pq era o meu sonho também. Casamento, a cerimônia é o que representa, mas eu sempre quis muito mais. O meu sonho vai muito além disso. É tudo o que já escrevi e pensei sobre companheirismo. É tudo o que eu já vivi me mostrando o que eu quero de verdade hoje. Tudo o que sei e que não sei sobre o amor, sobre o querer, o desejar, o bem querer...
Tudo o que me faz ter certeza do que eu realmente quero pra minha vida...
O que me faz ter certeza que qualquer empecilho irá se tornar tão pequeno perto da minha vontade,  que não vai ser suficiente.
Em saber que o que une as nossas almas é muito mais que a alinça externa.

Que me faz ter certeza que vc foi feito pra mim mesmo.

Que com vc eu tenho tudo o que eu quero e preciso...e mesmo quando eu sinto falta de alguma coisa, logo mais ela vem, pq querendo ou não, algumas coisas vêm com o tempo.
E com vc eu consegui dosar tudo o que meu corpo, meu coração e minha alma precisam.

Eu amo vc, Gabi.

E por vc eu faria a mesma coisa que o cara do clipe. Eu só não faço pq a minha vontade de te ver me pedindo em casamento é muito maior...hehehehe.

s2

Precious - 2010 - Lee Daniels

Eu realmente gostaria de ter tato suficiente pra poder escrever algo que represente esse filme. Ele não é só um filme. É um retrato. Chocante, por sinal.

Eu não queria que o filme tivesse acabado. Eu queria que ele continuasse e me mostrasse a felicidade de Clareece, a sua ascensão. Mas não é mostrado.

E mais uma vez Gilmour estava certo. Porque aquilo que não é mostrado faz a nossa mente livre pra imaginar o que a gente quer. E no fim, a gente acaba imaginando o que a gente espera que aconteça, aquilo que a gente estava torcendo.

Na versão brasileira o título do filme é Preciosa - Uma história de esperança, e realmente foi de esperança, pq quando ele acabou o que restava em mim era esperança. Esperança de que Clareece conseguisse alcançar tudo que ela desejasse, que ela criasse seus dois filhos e os vesse crescer, que pudesse dar pra eles tudo o que a mãe dela não deu, que ela pudesse superar aqueles traumas ao ver seus filhos sorrindo, que ela olhasse pra si mesmo e enxergasse alguem...alguem de verdade. Esperança de que ela não morresse pra poder viver tudo isso.

Eu acho que a gente tem resgatar lá do fundo o melhor que há na gente. O melhor que há nessa vida. É essa a corda que nos puxa lá pra cima. Lá pra cima, onde a gente quer ir. Onde a gente quer conquistar...o próprio lugar ao sol.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

The Imaginarium of Dr. Parnassus - 2009 - Terry Gilliam

Faz um tempão que eu baixei e sabia que ia ver sozinha mesmo, pq ninguem confia no meu gosto pra filmes...
Mas enfim..

Filme viagem, daquelas alucinantes. Conta a história de um velho que tem uma trupe de teatro circense que fez um pacto com o diabo. O filme não tem nada de thriller, aliás até brinca com o termo "pacto com o diabo", pq o filme todo é uma brincadeira, uma disputa entre as apostas que o velho da trupe fazia com o coisa ruim. Nada de mortes ou selvageria...

O que eu achei legal e diferente é que a trupe tinha um espelho por onde, sob o transe do velhote, qualquer um poderia atravessá-lo e sair num mundo que era a sua própria imaginação. Cada um tem seu mundo e entao, cada um entrava no seu, quando atravessava o espelho, então isso dependia de sentimentos, de estado de espírito...e me chamou a atenção pq a gente é assim...a gente cria um mundo em cima de cada coisa que acontece com a gente, cada sentimento...Uma sacada genial.

Eu achava que o último filme do Heath Ledger tinha sido Batman - The Dark Knight, mas descobri que não. Foi esse aí que eu vi. Na verdade, ele não chegou a gravar o filme todo, por isso no mundo dele ele se enxerga como o Jude Law, Johnny Depp e Collin Farrew...boa saída tb. Heath Leadger é a minha paixão encarnada no cara feio. Ele é feio pra dedéu, mas eu gosto dele. Desde os tempos de 10 Things I Hate About You. Acho que ele atua muito bem, pq os papéis descolados fazem ele parecer descolado (pareceu discurso do Chris agora...)

Outro dia eu assisti The Social Network e me chamou a atenção o papel de Eduardo Saverin, o brasileiro que teve um pézinho no facebook. Ele fez esse filme tb, um malabarista e depois eu descobri o nome dele: Andrew Garfield. Bom pra concorrer com o Ashton Kutcher. Hehehe.

Bom, a história mesmo do filme é bem à la sessão da tarde, mas os detalhes que me chamaram atenção, como a criação do mundo pela imaginação, a fé que o velhote pregava quando era monge, o amor que o fez abdicar da imortalidade, os detalhes circenses retrô. Tinha que ter o retrô no meio, vestidos bufantes, circo clássico, malabares brilhantes, palco colonial, o anão que na verdade era duende e conselheiro sempre bem  engomado, as músicas de caixinha de música, as mágicas e a flautinha...

"Um filme de Heath Ledger e amigos..."

Black Swan - 2010 - Darren Aronofsky

Fazia tempo que não via um filme novo tão bom. Na verdade, andava meio decepcionada com os últimos lançamentos que eu vi...

O que me impressionou tanto foi a intensidade mesmo. Diferente dos thrillers que eu estou vendo essas últimas semanas, ele não faz a gente imaginar...ele mostra realmente o interior de uma alma aprisionada, de uma obsessão.

É um filme lindo, conta a história de uma bailarina que é muito perfeccionista, um cisne negro [dã...], ela é obssessiva por ser perfeita. Ela dança em uma companhia cujo o próximo espetáculo é O Lago dos Cisnes, e a vontade de interpretar os papéis de cisne branco e cisne negro, que exigem técnica e entrega, mas de formas diferentes. E o filme retrata esse perfeccionismo dela, o tempo todo mostrando em sua pele, de verdade, na sua vida, o que se passava dentro dela, as desilusões, a vontade, a garra, as alucionações, as repressões, a disciplina e, é claro, até onde ela poderia chegar para o tão sonhado objetivo: a perfeição.


Acaba sendo um thriller por ter cenas bem fortes de conflito da mente dela, daquelas cenas de arrepiar, de dar agonia, de querer saber até onde aquilo vai chegar.

E essa bagunça interior me fez sentir em casa....
É uma nudez, mesmo, esse filme.

Trilha sonora perfeita, só com orquestra e com acordes do Lago dos Cisnes, mesmo nas cenas mais fortes, ficou bem clássico. Bem cara de filme de russo.

Eu adoro essa história do Lago dos Cisnes...tudo começou quando eu tinha uns 5 anos, morava em Mococa e fui no cinema com a escola. A gente foi assistir A Princesa Encantada. E tinha uma princesa linda com os cabelas gigantes, loiros e ondulados, que foi amaldiçoada. Ela se transformava em cisne com a luz do dia, voltando à sua forma com a luz da lua. Eu amei aquele desenho. E, claro, que só muuuuuito tempo depois eu fui descobrir que foi adaptado do balé do Lago dos Cisnes. Apesar do desenho ser dirigido pela Disney ele nunca fez muito sucesso e são poucas as pessoas que se lembram dele como eu...tipo Bernardo e Bianca...rs*

Zuma, sorvete, doce de goiaba e algo mais...

Nessa última semana estou ficando na casa da minha vó. Primeiro eu vim por causa do problema da água lá em casa e agora, que o problema já foi resolvido, eu continuo aqui. Nem quero voltar, não. Hehehe.

Um monte de gente diz que casa de vó é tudo de bom. Eu já morei muitos anos com a minha vó (quando morávamos na casa dela), e quando a gente "se separou" foi um baque pra ela. Mais pra ela do que pra mim. Eu ainda continuei com o meu pai e com a minha mãe. Tinha a facul e muitas outras coisas mais pra me ocupar. Um quarto novo pra mim, mesmo sendo muuuuuuuuuuuuuuito menor que o outro (sem suíte e sem uma varanda enoooooooooorme), sei lá, eu senti como se fosse meu mesmo. Ela não, ela foi pra um apê novo sozinha. Ela que sempre passava as tardes comigo.

Minha vó é como minha mãe, mesmo. Pra aconselhar, mesmo quando eu não dou ouvidos, pra se preocupar comigo, me ajudar com grana, me levar e me buscar em algum lugar, quebrar galhos, fazer o almoço, arrumar minhas coisas, aceitar minhas vontades, e não aceitar tb, puxar minha orelha e ficar brava comigo...foi isso o que ela sempre fez.

Agora, ficando esse tempo juntas de novo, dormindo e acordando juntas, tomando café, almoçando e jantando juntas, jogando Zuma juntas {dá pra acreditar? Ela tá viciada...), cozinhando juntas e vendo TV juntas...sei lá...eu quis ficar.


Na verdade eu sei bem pq eu quero ficar.

The Lodger - 1927 - Alfred Hitchcock

Decidi assistir ontem no comecinho da noite. Não tinha absolutamente nada pra fazer e eu não estava a fim de ler.

Dei muita risada no filme, principalmente pq me lembrou o nosso clipe de inglês, da ETE. Claro que o filme foi bem feito e o clipe não, mas no clipe a gente fez a mesma coisa que o Hitchcock: improviso! Não que o dele fosse improviso mesmo, na verdade era o máximo possível na época e a gente não tinha recurso financeiro mesmo, tendo que usar a imaginação.

O filme foi inspirado nos casos de Jack, o estripador. Fizeram uma refilmagem em 2009, estou até pra assistir, pra ver qual foi a deles. Eu achei essa filmagem original uma relíquia. Coisa muito fofa, com aquele ar retrô que eu adoro. Já falei que nasci na época errada. Mas então, conta a história de um serial killer que só mata mulheres loiras e o suspense durante o filme todo é um hóspede que chega numa pensão, muito do esquisito. Os donos da pensão têm uma filha, diga-se de passagem: loira, e um amigo que é da polícia, que está entrando no caso do serial killer entitulado THE AVENGER. E como o cara é muito do esquisito eno meio do filme ainda começa a se engraçar pro lado de Daisy (a filha dos donos da pensão),  ele é acusado de ser o serial killer, após acharem um portifólio do avenger trancado no seu armário.
Pra ter um final feliz (Os primeiros filmes de Hitchcock, pelo jeito, todos têm final feliz...), ele consegue provar que ele não é o tal do vingador. Na verdade o serial killer matou a sua irmã e ele prometeu não descansar enquanto não desmascarasse o tal do assassino, por isso o portifólio. E ele gostava de Daisy de verdade.
E eles acham o verdadeiro vingador, encontram ele com a boca na butija (claro que essa cena não aparece). E todos viveram felizes para sempre...=)

Os detalhes enriquecem muito as cenas de filmes assim, sem diálogos. Um dos detalhes que me chamou a atenção foi que uma das característica do vingador era cobrir a parte de baixo do resto com um pano. No começo do filme eles só falam isso (na verdade não fala, mostra um ofício na polícia sendo batido na máquina de escrever), e depois o hóspede faz igual quando sai uma das noites (o que nos faz tds pensar que ele era o serial killer). Quando eu vi esse ofício sendo batido eu não consegui imaginar como seria cobrir a parte de baixo do rosto com um pano. Quando apareceu o hóspede...
Era um lenço amarrado na cara, igual naqueles clássicos de bang bang...hahauhauhua
Muito bom, muito bom!!!

O close na face dos atores era o que mais passava suspense no filme. A cara deles de aterrorizados ao ver uma mulher morta na rua...ela nunca é mostrada, muito menos a cena dela sendo massacrada. Não foi nem citado a forma a qual elas eram mortas. O suspense ta aí: naquilo que a gente não vê...deixando a nossa imaginação criar o que bme entender.

Igualzinho o David Gilmour ensinou pro Jesse.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Psycho - Alfred Hitchcock - 1960

Nem precisa dizer que é um clássico dos clássicos. Em preto e branco, com som normal. McGuffin com o roubo de 40.000,00 dólares de uma secretária que queria se casar. Com o enredo ela vai parar num motel num estrada meio tenebrosa, com um atendente mais tenebroso ainda. Na verdade ele era psicótico e matava todo mundo que parava lá. E ele só matava quando estivesse vestido com as roupas e uma peruca, da mãe dele.

Me lembro de uma vez, estava voltando do Clube com a Simone e ela estava me contando de um paciente dela. Na consulta o paciente mudava de humor cada vez que ela abordava assuntos que envolviam a mãe dele. Até o dia que ele puxou uma faca pra ela no consultório. Imagina?
Com muito jeito ela contornou a situação. Mas o cara ficava mesmo muito tenso quando se falava  da mãe dele e ela até brincou enquanto me contava, comparando a mãe do rapaz com a mãe do atendente de motel do filme. Eu nunca tinha visto Psicose, e ela me falou que a mãe era chave principal pro desenvolvimento dos desequilíbrios mentais, tanto no filme, quanto no quadro do paciente dela.

Muitas vezes eu me pego pensando na relação mãe e filho. Não só na minha relação com a minha mãe, mas tb das dos meus amigos, das pessoas à minha volta. Fico imaginando o que passa na cabeça de cada um, o que eles pensam, como encaram cada coisa...o porquê das atitudes, das opiniões, dos bloqueios, anseios e complexos.

Minha mãe sempre foi muito zelosa comigo, principalmente quando eu era pequena. Ela brincava comigo de casinha, de Barbie, de pular corda com as amiguinhas na rua. Acho que ela sempre quis estar atenta a tudo que acontecia comigo. Quando eu entrei na adolescência a gente brigava muito. Hoje eu vejo que ela quis me ensinar muita coisa, ela quis conversar sobre muita coisa e eu não colaborei muito. Mas foi uma fase essencial, fez parte de um crescimento meu e dela. A gente aprendeu junto a respeitar-nos, não daquele jeito que é o comum, aquela coisa de crescer já com a visão de mãe e obrigação de respeito. Um respeito diferente. Ela aprendeu a me escutar, a me dar o meu espaço, a respeitar minhas escolhas e a confiar nas minhas decisões. Foi uma batalha grande, sofrida, fiz coisas que prefiro não lembrar e tb ouvi coisas que preferiria não ter escutado. Mas hoje eu sei que conquistei meu espaço e conquistei uma amiga. Ela me fez preparada pro mundo.

Essa é uma de minhas maiores conquistas.

The Pleasure Garden - Alfred Hitchcock - 1925

Foi o 3* filme de Hitchcock como diretor. Antigão pra caramba, todo estiloso, naquele estilo nostálgico de Charles Chaplin, em preto e branco, música no fundo com muito piano e as falas dos personagens com letreiros branco de fundo preto na tela inteira. O legal desses filmes mudos é que se é escrito nos diálogos apenas o neccessário, então a essência se encontra nas cenas, na atuação.

O filme conta a história de uma espécie de cabaré que se chama "Pleasure Garden", uma garota vem de fora com uma indicação para trabalhar lá como dançarina. O McGuffin do filme é o fato de a garota ir pra lá procurar o emprego e perder sua carta de indicação, e no seu desespero acaba fazendo amizade com uma das dançarinas locais, que acaba por colocá-la lá dentro e de quebra ainda começa a dividir a casa com ela.
E então a história começa...A dançarina local está noiva mas o seu sucesso sobe à cabeça e ela acaba por se
envolver com um príncipe, enquanto a garota que veio de fora se casa com um amigo do noivo dela. O problema é que os dois homens vão trabalhar em uma plantação em outra cidade. Eles trocam cartas entre si, mas o marido da garota não liga tanto assim pra ela, não escreve as cartas e acaba inventando que estava doente, por isso a ausência [mas quem estava doente de verdade era o ex-noivo da outra], então a garota preocupadérrima vai até a outra cidade pra cuidar do marido e quando chega encontra ele lá bebaço com a amante, uma índia bonitona. E então ela pede o divórcio, descobre que o ex-noivo da outra tá doente, vai lá cuidar dele e eles acabam ficando juntos.

A história é simplezinha, o filme é curto [1h de duração], mas é uma fofura. Minha cena preferida foram as do cachorro das meninas. Ele rosnava e latia pro marido da mulher, e brincava igual criança com o ex-noivo, que virou marido atual da garota que veio de fora. No final, ele fica todo eufórico quando os dois voltam pra casa...e aparece a tela de diálogo dela dizendo: "How do you like that - Cuddles knew all the time". Cuddles é o nome do dog, um lindão.

A trilha sonora é muito boa, ininterrupta, daquelas com som bem forte, o tom de piano, notas altas em momentos de tensão, bem senera nas cenas de carinho, serelepes nas cenas de humor, tipo desenho animado.
Não precisa nem dizer que as roupas são a coisa mais linda e estilosa! Eu amo a moda dessa época, sou até meio suspeita pra falar...os chapéus pequenos, as flores no cabelo, as saias longas com caimento mais reto, vestidões largos com botões grandes, colares de pérolas compridos, batons escuros e pele bem branca. Sem falar do charme do extensor de cigarro...rs*

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Nunca desista dos seus sonhos...[2]

Colação de grau...

As primeiras lágrimas escaparam quando a Gleyce, a oradora, começou a falar de merecimento. É uma palavra forte. A Glê é uma pessoa forte, muito iluminada, que com certeza vou lembrar pra sempre. Depois foi com o discurso carinhoso da nossa paraninfa, Ana Colucci. Muito carinho mesmo. Ela é o tipo de professor que a gente carrega com uma imagem bonita de se ver, forte de lembrar, inspiradora, tem um olhar maternal. Maternal mesmo, de vc ser cobrada, levar os puxões de orelha, ouvir a verdade e depois receber um abraço, um incentivo, apoio, colaboração.

Eu já escrevi muito sobre o término dessa fase, então meio que eu superei ela. Chorei muito, senti muita alegria, muita euforia, muita ansiedade. E rever todas as meninas hoje foi um adeus bacana. Não foi um adeus doído, foi como um adeus a um par de sapatos que vc gosta muito que não cabe mais no seu pé.

Os anos de faculdade marcaram uma fase cheia de estágios que me fizeram amadurecer muito. Faculdade não traz só conhecimento, traz sabedoria. Sabedoria pela garra com que a gente agarra uma causa, um apoio que a gente busca pra levar em frente até o fim, na convivência com diversas personalidades, no ingresso no mercado de trabalho, nas pequenas injustiças do cotidiano, nas palavras de carinho de alguém, de um ensinamento qualquer do tio da lanchonete, nos pequenos gestos dos seus companheiros de classe, na compreensão do namorado e dos amigos, nas noites de sono perdidas/mal dormidas, ao quebrar a cabeça pra elaborar uma tese, ao ficar o dia todo no laboratório, ao esquecer de comer e lembrar só quando o estômago chamar bem alto, nas cervejadas de segunda/terça/quarta/quinta/sexta no MackBar, nas doses de Absolut no The Joy...\o

É um tempo bom que não volta mais. Como a época que eu brincava de Barbie, que eu andava de patins na rua, que eu aprendi a andar de ônibus pra ir pro Neusa, que eu ia pra ETE jogar truco e pôker, que eu ia pro técnico cantar com a Laís, com a Érica e com as outras meninas...

É engraçado lembrar do técnico tb. A nossa colação foi linda!A Érica tava comigo hoje. Linda, como sempre, minha loira do coração, minha nutri favorita!!!!E o Fê tb, meu japonês predileto. Queria que a Laís tb estivesse com a gente.


A Érica foi rápida no gatilho!!! Essa foto foi ela quem tirou, tô louca pra sua colação chegar tb!!!

A gente não ia fazer nada depois, mas a minha mãe resolveu ir comer pizza nos 45 do 2* tempo e foi muito bom. Ganhei flores lindas e perfeitas do meu amor, com um cartão mais lindo ainda...
Conseguimos encontrar o Zé/Rodolfo e eu tive direito até a uma dedicação (da minha mãe e do Chu), de Engenheiros do Hawaii e Kid Abelha pelo cantor da pizzaria. =D

Muito grata ao mundo.




Estamos sós e nenhum de nós sabe exatamente onde vai parar..............................................................