Viajantes

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A Porta ao Lado*

A gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, queremos que absolutamente tudo dê certo, e às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada. Dou um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida da gente.


É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping). Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você BUFA, PRAGUEJA, ESPERNEIA e ESTRAGA o que resta do seu dia.


Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior. Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes. SERÁ QUE NADA DÁ ERRADO PARA ELES???


Dá aos montes!!!
Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença. O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote.


Que "audácia" contrariá-los! São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga e não deixam barato. Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles.


Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também. É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho.


Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato. Eu ando deixando de graça, para ser sincero. Vinte e quatro horas têm sido pouco para tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado.


Então eu uso a "porta do lado" e vou tratar do que é importante de fato. Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor, a razão porque parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado.

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Esse texto é do Drauzio Varella e hoje quando li percebi o pq de às vezes eu me sentir estranha, me sentir mal e não saber pq. É quando eu estou com pessoas assim, como nesse texto, que ficam de mal-humor por qualquer coisinha. Que alteram o tom de voz ou te trata diferente só pq as coisas não saíram exatamente do jeito que elas planejaram.

Pois é tão fácil viver, mas as pessoas adoram complicar, adoram colocar um pouquinho de egoísmo, de egocentrismo...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Uma plantinha?

Eu me lembro de quando eu ia de van pro Mackenzie. Era uma turminha engraçada de mulher: Eu, a Marcelly, a Dani, a Ju e a Maiara (que era da Santa Marcelina) e as duas meninas da PUC que eram estranhas, uma chamava Rose e a outra eu nem me lembro. A gente nem conversava. Então ia aquele zona nos bancos que eram virados de frente um pro outro e as duas ficavam lá no fundo. A gente ia ouvindo a rádio que o Anderson escolhia (o motorista da van), então ia tocando metropolitana todo dia. Se eu ouvir hoje "Beautiful Girls" do Sean Kingston, "Razões e Emoções" do Fresno (não lembro se é Fresno ou NXZero), "Beautiful Liar" da Shakira com a Beyonce ou "Say Ok" da Vanessa Hudgens me lembro na hora da gente na van.

E eu lembro da Ju, da época que ela começou a namorar um chileno que se chamava Yiyio. E eles namoraram pouco tempo até, acho que uns 5 meses. E me lembro de qdo eles terminaram que ela me disse assim: "O amor é como uma plantinha...vc tem que regar todos os dias e cuidar bem dela, senão ela morre"...rs

Enfim, vira e mexe nos sites tipo yahoo, que eu abro meu email todo dia, ou o uol, o terra, até o hotmail, tem umas matérias assim: "Como saber se o amor acabou" ou então "A quantas anda seu relacionamento"...
E as pessoas sempre vão ter papo pra falar desse tipo de coisa, seja pra ser cético, seja pra ser esperançoso e sonhador, seja pra ser incerto.

E hoje eu lembrei do que a Ju falou e eu fiquei me perguntando pq. Pq são tantas perguntas se deveria ser tão mais simples. E em vários lugares existem várias teorias sobre o amor.

Há quem diga que não morre nunca, que quando verdadeiro é eterno.
Outros, como a Ju, que tem que cuidar, senão morre.
Outros nem acreditam nele, acham que ele é companheirismo e respeito...
E por aí vai.

Eu já acreditei em tudo. Cada fase que eu passo na minha vida eu acredito em alguma coisa. Não só em relação ao amor. Em relação a tudo. E hoje qdo eu pensei nessa questão...eu não tive resposta..

Eu simplesmente me confortei: Quem vai saber...??

Red Hot Chilli Peppers - 21.09.2011 - I'm With You - Arenha Anhembi

Eu fiquei o dia todo de ontem ansiosa com frio na barriga, principalmente qdo eu imaginava o Anthony Kiedis cantando "Snow". E então eu passei o dia com a Marcela, já que todo mundo do lab foi viajar e a Alda estava fazendo umas pesquisas de veterinária.

Ela passou o dia todo me zoando e aliás, durante toda a semana vinham me contar coisas do Red Hot, o Nicolás que encontrou eles no aeroporto qdo foi levar a Kethlyn, a Renila contando que já tinha beijado o baixista qdo era adolescente, outros contando do Hollywood Rock, e aqueles papos bons de outras edições do Rock in Rio e outras bandas mais de rock.

E no fim do dia eu, a Carol e o Rodolfo nos encontramos na estação do Tietê pra ir pro Anhembi encontrar com a Poly e o Gabi. Antes paramos no Bob's pra comer um lanche seco com Coca-Cola quente...rs. Mas o milk shake de morango fez valer a pena depois...rs. Lá mesmo no terminal antes de sairmos encontramos com a Aline e a irmã dela...e lá fomos nós sem nem saber o caminho...rs

Botei uma bandana no Red Hot, fiquei parecendo o Axl Rose e fomos indo todos ansiosos.



Quando entramos logo começou a banda Foals, que abriria o show. Sei lá, uma mistura de Talking Heads, Coldplay e sei lá qts outras bandas indie alternativas...rs. Muito ruim!!!! Não víamos a hora de acabar aquela bagaça.

E logo o show começou, com uns 15 minutos de atraso, abertura com música do cd novo, mas depois já indo pra alguns clássicos como: Can't Stop, Scar Tissue, Under the Bridge, Otherside, Californication, By the Way e o encerramento com Give it Away... A abertura nem foi explosiva, só acendeu o telão com a imagem do mosquito em cima de uma pílula, do cd novo "I'm With You", e logo entraram com o solo da  úsica  nova que eu nem sei o nome.

Uma vibe muito boa a cada clássico tocado...daquelas de fechar os olhos e viajar, com exceção das mais animadas, claro, como By the Way, até com mini bate cabeça..hauhauahuahua.
Mas nós estávamos animados...o resto do público, nem tanto assim. Curtimos bastante pela companhia, pela vibe, mas faltaram várias músicas que eram esperadas (Snow, Around the World, The Zephyr Song, Breaking the Girl, Suck my Kiss, Power of Equality...), fora algumas músicas novas que não eram legais, nem por não conhecermos mas por serem meio estranhas mesmo...um pouco de desleixo da banda, trocando e até errando alguns solos, como o início de Under the Bridge, que eles tiveram que voltar no meio e começar de novo pq algum dos músicos perdeu o compasso...a voz do integrante que saiu, que eu não sei o nome e nem o que ele fazia, mas ele tinha uma voz feminina e fazia tipo backing vocal de várias músicas e dava o toque em Under the Bridge e muitas outras...e o show curtinho tb, com 1h30 de duração só! Sei lá eu esperava pelo menos umas 2h30!!

Uma coisa engraçada é que o som é bem leve ao vivo, nada pesado, um show que dá vontade de dançar e balançar as pernas como um reggae mais rapidinho...bem pop mesmo, nada de rock in roll. Um show bem diferente pra mim. E que eu gostei em alguns aspectos pelas coisas novas e que me desagradou um pouco em outros, mas o balanço final foi positivo pela diversão. Mas que deixou um belo contraste com as fases iniciais do grupo, que levantou a galera, e a nova, que deixou nítido o desânimo do público.

Ah sim! Anthony atacando com um portunhol mais pra espanhol, com "mucho amor" e "nuevas canciones"..não sei pq!!! =p

Shows na arena não são tão bons quanto em estádio, por ser arena, aquela coisa reta. A infra estrutura não é tão boa, acho que comentei isso no post do show do Ozzy. No show do Kiss não foi tão ruim, na do Ozzy foi péssima, mas acho que por ter chovido muito zuou um pouco. Ontem estava tudo muito bom, nem tanta fila assim pra cerveja, o banheiro não estava tão zoado nem tinha tanto cheiro de xixi, rs...e a acústica estava muito boa. E no fim, a previsão do tempo errou de novo: previsão de chuva e não choveu nadinha!! Tava um friozinho, que virou calor com a pulação...

Showzinho em plena quarta-feira é bom, afinal =)

8 dias pro show do System!!! \o

E começa a maratona de showwwwwss!!!!!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Barbie

Eu sempre amei a Barbie, de paixão. Tanto que tenho uma até hoje no meu criado mudo, uma versão da Rapunzel.

Eu já tive tudo quanto é tipo de Barbie...aquela que falava (que tinha cabelo loiro frisado e roupa de marinheira azul marinho e dourado), a Barbie noiva, a Barbie modelo (que vinha com várias roupas), a Barbie Star Hair (que tinha o cabelo até os pés e vinha com spray pra fazer estrelas rosas no cabelo), a Rapunzel (que tenho até hoje), uma Barbie que eu nem sei o nome mas ela vinha com asas e uma espécie de mochila era cheia de luzes e fazia vários barulhos...tinha a casa da Barbie que tinha 3 andares, escada e balanço, o quarto e a cozinha completos, com direito a cama daquelas com armação e luzes, o salão de cabeleireiro da Barbie, que tinha um secador e gel com glitter pra fazer penteados...e o Bob. Claro, eu sempre quis o Bob, loiro dos olhos verdes pra namorar com a minha Barbie...rsrsrs

Fora as outras coisas, por exemplo, que minha prima tinha e brincávamos juntas, como a Ferrari, o Mc Donalds, o quarto portátil, a banheira...bom, era uma infindade de coisas que eu acho lindo até hoje.
Até eu ler uma matéria ontem a noite e pensar muito se eu vou dar uma Barbie de presente pra minha filha...rs

Acontece que é fácil a gente ler alguma coisa por aí e concordar, principalmente falando de textos abertos sobre psicologia e sociologia espalhados na internet. Mas acontece que a escritora entrevistada disse coisas que tinham tanto a ver comigo que eu não pude deixar de ver como é relevante.

A verdade é que ela falava sobre machismo, feminismo e narcisismo. E em algum ponto ela cita a boneca Barbie como um instrumento de padrão de beleza que pode influenciar negativamente as crianças. Ok, todo mundo pode pensar que "é nada...as crianças nem se ligam no que é isso", mas pode crer, tudo fica no inconsciente. A Barbie é o luxo em forma de boneca, é loira, magra, de peitos grandes, com infinidade de roupas, acessórios e equipamentos...ela pode ser de veterinária a modelo, de fada a sereia. É tudo o que uma garotinha acaba querendo ser, acaba achando lindo. Claro que devem haver exceções, mas comigo foi assim. E no fim das contas, a gente mesmo acaba criando um padrão de beleza por causa da dita boneca...
A lá, não era eu que queria ter nascido loira dos olhos claros? Ser magérrima...?
E a mania de consumismo? De ser louca por combinações de roupas, sapatos e bolsas...? Maquiagem, então...nem se fala!!
Pois bem, a maioria das mulheres tem essa mania de consumismo, e sim, mantém permanente esse padrão de beleza...
Por mais que os homens acabem preferindo uma mulher mais mulherão, cheia de curvas, bunda e peito...a mulher sempre vai estar mais satisfeita se estiver magra e longilínea...tipo a Barbie.

E é claro que eu descobri de onde vem, pelo menos grande parte desse meu problema de baixa autoestima.

Tenso, viu?!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Independence Day

Às vezes a gente se sente carente...eu sou uma pessoa muito carente, daquelas grudentas. Seja sorte ou não do Gabi, eu sinto muita falta dele sempre. E qdo eu digo sempre.. é SEMPRE...todos os dias, durante todo o dia.
E fazia tempo que a gente não saia só a gente, pra namorar, pra se curtir e tal. Fazia tempo que eu queria que ele me levasse no zoológico, em museus, em parques, enfim...e o Gabi é daqueles namorados que se não virar e falar: "Amanhã vamos em tal lugar, vai ser assim, assim e assado", a gente não vai. Ele esquece.

E fazia tempo q eu tinha falado pra gente ir no Museu do Ipiranga, uma pq eu acho lá lindo demais, e outra pq ele nunca tinha ido lá. E como tinha o feriadinho hj, resolvemos ir. Claro que ontem a gente lembrou que era feriado da Independência...e ir no Parque da Independência, onde foi proclamada a Independência da República justo no dia 7 de setembro, não ia ser nada fácil. Eu imaginei que não ia dar nada, pq aqui no Brasil ninguem tem o hábito de ir tanto assim a museus e panz, tanto q o Gabi nem conhecia, e olha que ele fica aqui pertinho de casa e do lado da facul dele...

E a gente foi. Ontem passei no mercado qdo saí da USP e comprei doce de leite e chocolate pra fazer carolinas [que ele adora] e um saco de laranja. Sim, voltei no metrô com um saco de laranja!!! E feliz da vida, ouvindo meu mp3 e cantando Rub, Pearl Jam, Backstreet Boys!!! rs.
Passei a noite fazendo as carolinas, uma torta de legumes, lanchinhos no pão sírio com um patê que eu inventei (requeijão, queijo branco, champignon, rúcula e cebolinha), separando Ana Maria, guardanapos e toalhas (Sim! Aquela xadrez, em branco e vermelho!!!). Deixei o suco de laranja no congelador e levei tudo numa bolsa térmica dentro da minha mochila, pra fazermos o pic nic.

E lá fomos nós. Conseguimos nossa sombrinha debaixo da árvore e estendemos a toalha, sentamos sem tênis e tomamos o suquinho de laranja que ficou geladinho até o último gole!! Comemos as guloseimas e curtimos o dia que estava com sol bem quente e vento geladinho...tão boa essa sensação.

Eu me lembro dos pic nics que eu fazia quando era criança com a minha mãe e meus tios. Íamos sempre nos parques em Mococa, ou no museu do Ipiranga, mesmo, no Zoológico, e em Poços de Caldas. E sempre tinha suco de laranja. É de lei! =)

E o chu nunca tinha feito pic nic, e agora queremos fazer vários! Vou fazer uma listinha de lugares a visitar, uma que quando voltamos vi bem perto do parque o museu de zoologia! Fiquei doida pra ir.

Não conseguimos entrar no museu hj, tinha uma fila quilométrica. Uma pena, pq o chu nunca foi. E lá dentro é muito lindo. Mas outro dia a gente volta, o que valeu foi o dia gostoso e o pic nic juntinhos...

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O porão

Esses dias eu estava no tróleibus e não sei pq cargas d´água eu me lembrei do porão que tinha na casa da minha vó, onde eu morei dos 8 aos 18 anos.
Hoje qdo eu e o Chu estávamos no Parque da Indepência, vimos umas portinhas e portões que davam pra lugar nenhum ou pra saletas debaixo do barranco, ou sei lá pra onde...E eu comentei com ele do porão, então lembrei que eu queria postar aqui.

Eis que eu me lembro do tal do porão. Eu me lembro dele desde sempre, desde que existo por gente, pq mesmo antes de eu morar lá, ia visitar minha vó. Antes de eu mudar pra lá, meu vô guardava coisas inutilizadas lá, eu me lembro de umas máquinas estranhas que eu nunca soubre pra que serviam, coisas antigas que foram dos meus tios e da minha mãe e eles guardavam lá sei lá pra que, ao invés de jogar fora. Dentre essas coisas tinham jogos antigos, tabuleiros de xadrez e damas, cadernos e livros. Era muito engraçado ver essas coisas, uma pq eu já nem gosto de coisas retrô, neh?! e segundo pq sempre tinham anotações daquelas de adolescente e dava pra ver pelo estilo de casa um:
A minha tia escrevia versinhos, letras de música do Raul Seixas, corações e vários "Joelma e Formiga", namorado dela na época e primeiro marido, inclusive...Desenhos de carinhas, piadas do estilo: se casar fosse bom blablablabla...rs
O meu tio tb escrevia letras de música do Raul Seixas e as coisas dele eram sempre cheias de declarações da Sandra, minha tia, que namorou ele desde sempre...rs
As coisas da minha mãe, não eram rasbicadas, tinham apenas alguns recadinhos de amigas, uma assinatura ou outra...

Numa das paredes do porão era pixado bem gigante em letras tortas de forma e em preto: "Enio" e "Joelma" e um smile..rs. Em outra parede tinha pixado um coração com carinha e antenas...com um "Enio e Sandra"...ahuauauahau. Meu vô deve ter querido morrer qdo eles fizeram aquilo...rs

Eis que tb existia um moedor de café. Meu vô gostava de comprar café em grão e moer ele lá pra fazer café fresquinho. Pena que eu não gosto de café, pq devia ser bem gostoso. Me lembro de um dia que eu botei areia no moedor pra brincar...rs. Imagina o drama.

Dentre esse monte de coisa tb tinha uma escada. Antes de a casa ser construída em cima do porão, eles moravam lá em baixo, então a escada existia pra subir e chegar até o portão, que dava na rua. Quando construíram a casa em cima, tamparam a escada, mas sobrou um pedaço lá em baixo, que eles não quebraram e então, ficou uma escada que dava pro nada, pra uma parede. E eu achava que aquilo não era possível, tinha que dar pra algum lugar. E eu ficava imaginando se existia uma passagem secreta ali.
Atrás da escada tinha uma saleta, sem porta nem nada, que ficava no fundo do porão e eu não sei pq, mas sempre encasquetei que ali tb tinha uma passagem secreta...
Tinha uma cabeceira de cama antiga guardada lá, daquelas que são tipo baú e abrem pra guardar travesseiro, cobertor...eu tb imaginava que eu poderia abrir e lá dentro estaria os meus maiores desejos. Na época os maiores desejos eram: Barbie, Barbie, Barbie, carro da Barbie, roupas da Barbie, tudo da Barbie...rs

E eu sempre gostava de brincar no porão imaginando coisas...as passagens secretas, os brinquedos...

Depois, qdo a gente mudou pra lá, meu pai encheu ele de tranquera (mais tranquera), mas tranquera que não dava pra brincar...peças de carro, latarias, enfim...E eu cresci. E sinto saudade do porão...ou da época do porão...rs

Eu queria pelo menos poder rever aqueles cadernos e livros.