Viajantes

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Barbie

Eu sempre amei a Barbie, de paixão. Tanto que tenho uma até hoje no meu criado mudo, uma versão da Rapunzel.

Eu já tive tudo quanto é tipo de Barbie...aquela que falava (que tinha cabelo loiro frisado e roupa de marinheira azul marinho e dourado), a Barbie noiva, a Barbie modelo (que vinha com várias roupas), a Barbie Star Hair (que tinha o cabelo até os pés e vinha com spray pra fazer estrelas rosas no cabelo), a Rapunzel (que tenho até hoje), uma Barbie que eu nem sei o nome mas ela vinha com asas e uma espécie de mochila era cheia de luzes e fazia vários barulhos...tinha a casa da Barbie que tinha 3 andares, escada e balanço, o quarto e a cozinha completos, com direito a cama daquelas com armação e luzes, o salão de cabeleireiro da Barbie, que tinha um secador e gel com glitter pra fazer penteados...e o Bob. Claro, eu sempre quis o Bob, loiro dos olhos verdes pra namorar com a minha Barbie...rsrsrs

Fora as outras coisas, por exemplo, que minha prima tinha e brincávamos juntas, como a Ferrari, o Mc Donalds, o quarto portátil, a banheira...bom, era uma infindade de coisas que eu acho lindo até hoje.
Até eu ler uma matéria ontem a noite e pensar muito se eu vou dar uma Barbie de presente pra minha filha...rs

Acontece que é fácil a gente ler alguma coisa por aí e concordar, principalmente falando de textos abertos sobre psicologia e sociologia espalhados na internet. Mas acontece que a escritora entrevistada disse coisas que tinham tanto a ver comigo que eu não pude deixar de ver como é relevante.

A verdade é que ela falava sobre machismo, feminismo e narcisismo. E em algum ponto ela cita a boneca Barbie como um instrumento de padrão de beleza que pode influenciar negativamente as crianças. Ok, todo mundo pode pensar que "é nada...as crianças nem se ligam no que é isso", mas pode crer, tudo fica no inconsciente. A Barbie é o luxo em forma de boneca, é loira, magra, de peitos grandes, com infinidade de roupas, acessórios e equipamentos...ela pode ser de veterinária a modelo, de fada a sereia. É tudo o que uma garotinha acaba querendo ser, acaba achando lindo. Claro que devem haver exceções, mas comigo foi assim. E no fim das contas, a gente mesmo acaba criando um padrão de beleza por causa da dita boneca...
A lá, não era eu que queria ter nascido loira dos olhos claros? Ser magérrima...?
E a mania de consumismo? De ser louca por combinações de roupas, sapatos e bolsas...? Maquiagem, então...nem se fala!!
Pois bem, a maioria das mulheres tem essa mania de consumismo, e sim, mantém permanente esse padrão de beleza...
Por mais que os homens acabem preferindo uma mulher mais mulherão, cheia de curvas, bunda e peito...a mulher sempre vai estar mais satisfeita se estiver magra e longilínea...tipo a Barbie.

E é claro que eu descobri de onde vem, pelo menos grande parte desse meu problema de baixa autoestima.

Tenso, viu?!

Um comentário:

  1. Outro dia mesmo eu estava comentando com o Caio, que quando eu era criança não sei se porque convivi a infancia inteira com um bando de muleques, as minhas barbies nunca duravam...
    E nem eram tantas, devia ter umas duas...

    Eu sempre achava o cabelo dela loiro demais, cumprido demais. Ou que as unhas da barbie estavam grandes e sujas (rha, minha mãe sempre me pegava de canto pra cortar as unhas e vivia reclamando do quanto elas eram encardidas..rs)
    O resultado eram barbies mutiladas com a tesoura, rabiscadas de caneta, com a ponta dos pés e das mãos defordas pelo corte constante das unhas. Barbies e bonecas em geral com os cabelos cortados a exaustão. Eu tinha um guarda roupa e uma cama, mas, eram de madeira, talvez não fossem os originais da Brabie. Eles tinham as portas rabiscadas...
    Brincar de barbie pra mim sempre foi um tédio. Era a brincadeira tipica de um dia de chuva em que eu não podia sair pra brincar na rua...

    Meo joga essa barbie fora! Ou então, dá um trato nela, deixa ela parecida com o mundo real...rs

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