Viajantes
segunda-feira, 28 de maio de 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
Desapego
Hoje eu me lembrei de q faz umas 3 semanas que eu me desapeguei das coisas q eu guardava e q não sabia o que fazer.
Hoje eu me lembrei q eu tive dó de jogar no lixo, eu só coloquei a latinha rosa do lado do lixo e avisei pra minha vó q era pra jogar fora tb.
Pronto, simples assim.
E eu achando q era difícil pra me desapegar de coisas materiais.
Hoje eu me lembrei q eu tive dó de jogar no lixo, eu só coloquei a latinha rosa do lado do lixo e avisei pra minha vó q era pra jogar fora tb.
Pronto, simples assim.
E eu achando q era difícil pra me desapegar de coisas materiais.
O grande turbilhão
Ontem eu finalmente fui pra usp levar a documentação pra inscrição da prova e mais uma vez tudo começa. Eu ja comecei a estudar, mas aquela ansiedade do ano passado ta voltando toda de novo. Acho q isso é normal, só espero não roer minhas unhas.
Quando eu estava indo eu fui pensando no carro, enquanto ouvia minha musiquinha....o q eu faço sempre...e comecei a me lembrar da primeira vez q eu fui pro laboratório, qdo eu fui conversar com a Dulcinéia sobre fazer o mestrado. Pode parecer pouco tempo, mas dia 21 de julho já faz 1 ano. E falta menos de 2 meses pra esse 1 ano. Quase 1 ano no laboratório e apesar de todos os obstáculos eu ainda continuo achando que é isso mesmo que eu quero pra mim...em nenhum momento eu me arrependi, nunca pensei em desistir...mesmo quando eu estava sem bolsa, mesmo pela distância, pela correria, pelo cansaço, pelas pessoas difíceis, pela dedicação nos estudos. NUNCA passou pela minha cabeça desistir, mesmo quando eu não passei na prova.
E agora, com tudo isso passando pela minha cabeça, ainda tem a história da mudança da minha mãe, a insegurança dela, os ataques nervídicos, a preocupação, a reforma que atrasou, as viagens cansativas quase todos os finais de semana...a cobrança.
Fora outras coisas que não da pra explicar...q por enquanto eu prefiro nem querer tentar entender...
E além de tudo tpm.
Só sei q a cabeça ta um turbilhão, ta até difícil de separar as idéias pra conseguir pensar.
Mas é isso aih, o que importa, como diz a Nayara e por confirmação da Diana....é que os meus olhinhos estão brilhando.
Quando eu estava indo eu fui pensando no carro, enquanto ouvia minha musiquinha....o q eu faço sempre...e comecei a me lembrar da primeira vez q eu fui pro laboratório, qdo eu fui conversar com a Dulcinéia sobre fazer o mestrado. Pode parecer pouco tempo, mas dia 21 de julho já faz 1 ano. E falta menos de 2 meses pra esse 1 ano. Quase 1 ano no laboratório e apesar de todos os obstáculos eu ainda continuo achando que é isso mesmo que eu quero pra mim...em nenhum momento eu me arrependi, nunca pensei em desistir...mesmo quando eu estava sem bolsa, mesmo pela distância, pela correria, pelo cansaço, pelas pessoas difíceis, pela dedicação nos estudos. NUNCA passou pela minha cabeça desistir, mesmo quando eu não passei na prova.
E agora, com tudo isso passando pela minha cabeça, ainda tem a história da mudança da minha mãe, a insegurança dela, os ataques nervídicos, a preocupação, a reforma que atrasou, as viagens cansativas quase todos os finais de semana...a cobrança.
Fora outras coisas que não da pra explicar...q por enquanto eu prefiro nem querer tentar entender...
E além de tudo tpm.
Só sei q a cabeça ta um turbilhão, ta até difícil de separar as idéias pra conseguir pensar.
Mas é isso aih, o que importa, como diz a Nayara e por confirmação da Diana....é que os meus olhinhos estão brilhando.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Carinho
Ontem meu pai quebrou uma parede do meu quarto pra passar um conduíte até a outra parede. Eis que meu quarto ficou cheio de pó e eu, com a garganta ruim há sei lá quantos dias, resolvi que ia dormir na sala com ele.
Meu pai e minha mãe estão dormindo num bicama na sala, desde que eles vieram pra cá, enquanto a reforma da chácara não fica pronta.
Se tem uma coisa q eu puxei do meu pai é a mania de dormir com a tv ligada e de ver tv até tarde. Então nada mais justo do que eu e meu pai dormirmos juntos na sala e minha mãe no quarto com a minha vó. E a tv toda minha e do Giuseppe ;)
Eu sempre fiquei triste ao pensar que eu e meu pai poderíamos ser mais presentes um com o outro. Mas certas circunstâncias da vida nos fez assim. A gente é distante em algumas coisas, mas em outras somos tão ligados que não dá nem pra explicar. Mesmo me vendo pouco, ficando pouco tempo comigo, não sabendo das minhas necessidades, dos meus problemas, das minhas vontades e do meu plano de vida, meu pai é a pessoa que sempre vai me dar um abraço qdo eu preciso, sem pedir. Ele é quem faz carinho na minha cabeça toda vez q eu sento do lado dele, ele que diz q me ama sempre, que chora vendo "de volta pra minha terra"...hauhauhauau, é ele que pega água pra mim na cozinha, era ele que ia comigo fazer xixi qdo eu tinha medo de levantar da cama à noite, que virava a tv pra eu ver melhor qdo a gente morava em mococa e eu via a tv que tava no quarto dele do meu próprio quarto. É ele que nunca ia nas festinhas de escola e que não passa o dia do meu aniversário comigo, não lembra de comprar presente, não passa o dia dos pais ou das mães com a gente, vive trabalhando e viajando, me faz passar muita raiva com os causos do Mike, me descabela com a falta de atenção e com o relaxo em casa, com a bagunça e a sujeira q ele faz. Mas é ele que me levantava à noite pra me cobrir qdo o edredon caía no chão. E não cobria pq ele levantava e via, era pq eu sentia e chamava. E ele vinha.
E ontem quando eu deitei do lado dele, ele me cobriu de novo e fez carinho na minha cabeça pra eu dormir. E acordou a noite toda pra ver se meu pescoço tava coberto só pq eu tava tossindo. E de manhã, ele ligou a tv e eu acordei, fiquei naquele acorda não acorda com o som do jornal. Qdo eu acordei de vez, ele me cobriu de novo, me deu um beijo e falou pra eu dormir até mais tarde, pra eu melhorar. E saiu pra trabalhar.
E essa sensação de ver o jornal junto com ele é uma coisa que me faz bem. E todas as vezes q eu me lembro de algo de bom que meu pai possa ter feito por mim são coisas assim. São os carinhos, os beijos, os cafunés, aquele olhar. Aquele olhar.
Eu sei q ele é já é velhinho e que pode ser que ele não veja eu me casar, que ele não veja eu ter meus filhos e não possa dar esse carinho todo que ele me dá pros netinhos dele que um dia eu vou ter. Mas eu nem quero pensar nisso, pq se tem uma coisa que eu queria que meus filhos tivessem era essa sinceridade do olhar dele. O choro lá de dentro, o carinho das mãos duras e cheia de calo e graxa embaixo da unha, os beijos bigodudos...
Te amo, pai.
Meu pai e minha mãe estão dormindo num bicama na sala, desde que eles vieram pra cá, enquanto a reforma da chácara não fica pronta.
Se tem uma coisa q eu puxei do meu pai é a mania de dormir com a tv ligada e de ver tv até tarde. Então nada mais justo do que eu e meu pai dormirmos juntos na sala e minha mãe no quarto com a minha vó. E a tv toda minha e do Giuseppe ;)
Eu sempre fiquei triste ao pensar que eu e meu pai poderíamos ser mais presentes um com o outro. Mas certas circunstâncias da vida nos fez assim. A gente é distante em algumas coisas, mas em outras somos tão ligados que não dá nem pra explicar. Mesmo me vendo pouco, ficando pouco tempo comigo, não sabendo das minhas necessidades, dos meus problemas, das minhas vontades e do meu plano de vida, meu pai é a pessoa que sempre vai me dar um abraço qdo eu preciso, sem pedir. Ele é quem faz carinho na minha cabeça toda vez q eu sento do lado dele, ele que diz q me ama sempre, que chora vendo "de volta pra minha terra"...hauhauhauau, é ele que pega água pra mim na cozinha, era ele que ia comigo fazer xixi qdo eu tinha medo de levantar da cama à noite, que virava a tv pra eu ver melhor qdo a gente morava em mococa e eu via a tv que tava no quarto dele do meu próprio quarto. É ele que nunca ia nas festinhas de escola e que não passa o dia do meu aniversário comigo, não lembra de comprar presente, não passa o dia dos pais ou das mães com a gente, vive trabalhando e viajando, me faz passar muita raiva com os causos do Mike, me descabela com a falta de atenção e com o relaxo em casa, com a bagunça e a sujeira q ele faz. Mas é ele que me levantava à noite pra me cobrir qdo o edredon caía no chão. E não cobria pq ele levantava e via, era pq eu sentia e chamava. E ele vinha.
E ontem quando eu deitei do lado dele, ele me cobriu de novo e fez carinho na minha cabeça pra eu dormir. E acordou a noite toda pra ver se meu pescoço tava coberto só pq eu tava tossindo. E de manhã, ele ligou a tv e eu acordei, fiquei naquele acorda não acorda com o som do jornal. Qdo eu acordei de vez, ele me cobriu de novo, me deu um beijo e falou pra eu dormir até mais tarde, pra eu melhorar. E saiu pra trabalhar.
E essa sensação de ver o jornal junto com ele é uma coisa que me faz bem. E todas as vezes q eu me lembro de algo de bom que meu pai possa ter feito por mim são coisas assim. São os carinhos, os beijos, os cafunés, aquele olhar. Aquele olhar.
Eu sei q ele é já é velhinho e que pode ser que ele não veja eu me casar, que ele não veja eu ter meus filhos e não possa dar esse carinho todo que ele me dá pros netinhos dele que um dia eu vou ter. Mas eu nem quero pensar nisso, pq se tem uma coisa que eu queria que meus filhos tivessem era essa sinceridade do olhar dele. O choro lá de dentro, o carinho das mãos duras e cheia de calo e graxa embaixo da unha, os beijos bigodudos...
Te amo, pai.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Dar a cara à tapa
Se a gente não der, nunca vai saber.
Hoje de manhã eu estava conversando com o meu pai durante o café de manhã. Geralmente é nessa hora q a gente bota o papo em dia e ele conta as piadinhas da praça é nossa dele...nós passamos o dia longe um do outro, mesmo de fim de semana pq ele sempre trabalha. E a noite ele chega, janta e ja vai ver a novela dele meio acordado meio dormindo...então no café da manhã a gente se dá beijo, se abraça, corta o pão e esquenta um pro outro, tira sarro de como ele derruba casca de pão na barba , no pijama e no chão...e é quando ele me fala suas filosofias de sabedoria "anciã". Eis que hoje surgiu o assunto daqueles namoros longos de sei lá quantos anos de casais q vivem brigando. Ele me contou de um casal q namorou 12 anos, casou e se separou em menos de um ano. Eu até que tava quieta, sem dar muita opinião, até ouvir ele soltar: "eu acho q tá certa é vc, começou a dar problema pica o pé na bunda mesmo...tem tanta gente nesse mundo pra dar certo".
Eu vira e mexe me questiono sobre eu ter começado a namorar tão cedo, ter tido 3 namorados e não ter ficado muito tempo solteira. Me questiono se eu invento demais, se eu me iludo demais, se eu acho q amo e nao amo nada...se eu aumento coisas q nao tem grande sentido, que tudo o que vivi não passou de futilidade, de aparência, mais de querer viver um grande amor do que amar mesmo. E eu não consigo me responder essas perguntas. Eu tenho medo de poder encarar que pode ser que tudo o que eu achei q senti, eu não senti, fantasiei. Tenho medo de olhar pra trás e ver superficialidade.
E hoje qdo meu pai me disse isso eu não me questionei. E eu senti como se eu tivesse feito as escolhas certas pra mim. Não importa que eu achei q amei tantas vezes, não importa quantas vezes deu errado. Importa é o que eu senti no presente, lá atrás. Eu fiz por outros, mas fiz por mim tb. E se tivesse feito diferente não teria sido eu. E não importa quantas vezes mais eu vou amar e quebrar a cara. Importa é o que eu sinto e tenho vontade de viver. O que cabe aqui dentro. O que e pra que tem espaço aqui dentro, que muda a cada momento, a cada fase, cada vivência...cada experiência.
O que importa é fazer valer a pena....e mais uma vez, como diria Rubinho "a vida é tão imensa e ao mesmo tempo tão pequena"...
Hoje de manhã eu estava conversando com o meu pai durante o café de manhã. Geralmente é nessa hora q a gente bota o papo em dia e ele conta as piadinhas da praça é nossa dele...nós passamos o dia longe um do outro, mesmo de fim de semana pq ele sempre trabalha. E a noite ele chega, janta e ja vai ver a novela dele meio acordado meio dormindo...então no café da manhã a gente se dá beijo, se abraça, corta o pão e esquenta um pro outro, tira sarro de como ele derruba casca de pão na barba , no pijama e no chão...e é quando ele me fala suas filosofias de sabedoria "anciã". Eis que hoje surgiu o assunto daqueles namoros longos de sei lá quantos anos de casais q vivem brigando. Ele me contou de um casal q namorou 12 anos, casou e se separou em menos de um ano. Eu até que tava quieta, sem dar muita opinião, até ouvir ele soltar: "eu acho q tá certa é vc, começou a dar problema pica o pé na bunda mesmo...tem tanta gente nesse mundo pra dar certo".
Eu vira e mexe me questiono sobre eu ter começado a namorar tão cedo, ter tido 3 namorados e não ter ficado muito tempo solteira. Me questiono se eu invento demais, se eu me iludo demais, se eu acho q amo e nao amo nada...se eu aumento coisas q nao tem grande sentido, que tudo o que vivi não passou de futilidade, de aparência, mais de querer viver um grande amor do que amar mesmo. E eu não consigo me responder essas perguntas. Eu tenho medo de poder encarar que pode ser que tudo o que eu achei q senti, eu não senti, fantasiei. Tenho medo de olhar pra trás e ver superficialidade.
E hoje qdo meu pai me disse isso eu não me questionei. E eu senti como se eu tivesse feito as escolhas certas pra mim. Não importa que eu achei q amei tantas vezes, não importa quantas vezes deu errado. Importa é o que eu senti no presente, lá atrás. Eu fiz por outros, mas fiz por mim tb. E se tivesse feito diferente não teria sido eu. E não importa quantas vezes mais eu vou amar e quebrar a cara. Importa é o que eu sinto e tenho vontade de viver. O que cabe aqui dentro. O que e pra que tem espaço aqui dentro, que muda a cada momento, a cada fase, cada vivência...cada experiência.
O que importa é fazer valer a pena....e mais uma vez, como diria Rubinho "a vida é tão imensa e ao mesmo tempo tão pequena"...
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