Viajantes

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

The Imaginarium of Dr. Parnassus - 2009 - Terry Gilliam

Faz um tempão que eu baixei e sabia que ia ver sozinha mesmo, pq ninguem confia no meu gosto pra filmes...
Mas enfim..

Filme viagem, daquelas alucinantes. Conta a história de um velho que tem uma trupe de teatro circense que fez um pacto com o diabo. O filme não tem nada de thriller, aliás até brinca com o termo "pacto com o diabo", pq o filme todo é uma brincadeira, uma disputa entre as apostas que o velho da trupe fazia com o coisa ruim. Nada de mortes ou selvageria...

O que eu achei legal e diferente é que a trupe tinha um espelho por onde, sob o transe do velhote, qualquer um poderia atravessá-lo e sair num mundo que era a sua própria imaginação. Cada um tem seu mundo e entao, cada um entrava no seu, quando atravessava o espelho, então isso dependia de sentimentos, de estado de espírito...e me chamou a atenção pq a gente é assim...a gente cria um mundo em cima de cada coisa que acontece com a gente, cada sentimento...Uma sacada genial.

Eu achava que o último filme do Heath Ledger tinha sido Batman - The Dark Knight, mas descobri que não. Foi esse aí que eu vi. Na verdade, ele não chegou a gravar o filme todo, por isso no mundo dele ele se enxerga como o Jude Law, Johnny Depp e Collin Farrew...boa saída tb. Heath Leadger é a minha paixão encarnada no cara feio. Ele é feio pra dedéu, mas eu gosto dele. Desde os tempos de 10 Things I Hate About You. Acho que ele atua muito bem, pq os papéis descolados fazem ele parecer descolado (pareceu discurso do Chris agora...)

Outro dia eu assisti The Social Network e me chamou a atenção o papel de Eduardo Saverin, o brasileiro que teve um pézinho no facebook. Ele fez esse filme tb, um malabarista e depois eu descobri o nome dele: Andrew Garfield. Bom pra concorrer com o Ashton Kutcher. Hehehe.

Bom, a história mesmo do filme é bem à la sessão da tarde, mas os detalhes que me chamaram atenção, como a criação do mundo pela imaginação, a fé que o velhote pregava quando era monge, o amor que o fez abdicar da imortalidade, os detalhes circenses retrô. Tinha que ter o retrô no meio, vestidos bufantes, circo clássico, malabares brilhantes, palco colonial, o anão que na verdade era duende e conselheiro sempre bem  engomado, as músicas de caixinha de música, as mágicas e a flautinha...

"Um filme de Heath Ledger e amigos..."

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