Faz algumas semanas que eu impus pra mim mesma que eu ia tentar assistir um filme todos os dias antes de dormir. Pra ver filmes novos, desestressar dos dias de muito estudo, do tédio de ficar em casa, de escapar dos pensamentos revolucionários que me circundam.
Eis que muitos filmes eu já assisti e gostaria de falar dos detalhes de cada um deles, mas além de faltar tempo, me falta disposição. Por isso vou só resenhar:
- Sweeney Todd: The demon barber of Fleet street (Tim Burton, 2007)
História de um barbeiro que morava na rua Fleet e acabou sendo exilado pelo juiz da cidade por interesse na mulher do cara. Um drama. Ele volta depois de um tempo, firma barbearia de novo pra se vingar de todo mundo. Enquanto ele mata seus clientes, a mulher que tem uma loja de tortas no andar de baixo assa os corpos e utiliza a carne pra fazer suas tortas. A história é legal e o filme poderia ser melhor se não fosse musical, pois as músicas são chatinhas e entediantes. E a dona da tortelaria é a Helena Boham Carter, a Bellatrix Lestrange do Harry Potter, excelente atriz. Sem contar no Sweeney Todd, interpretado pelo Johnny Depp. Mesmo assim ainda acho que poderia ter sido melhor.
- My blueberry nights / Um beijo roubado (Kar Wai Wong, 2007)
Detestei. Eu não assistiria de novo. Acho que só assistiria a cena em que o dono do restaurante conversa com uma mulher que lhe pede para guardar as chaves do apartamento e entregar pro ex-namorado dela, indicando que ela não voltaria mais pra lá. Ele mostra um pote cheio de chaves e ela pergunta pq ele as guarda e ele diz que elas sempre devem estar ali pra que as portas trancadas sempre possam ser abertas novamente. Gostei do que ele falou, de como ele falou. Mas o filme é chato e não tem uma boa história, e é massante mesmo com atores bons como o Jude Law e a Natalie Portman. O filme conta a história de uma garota que termina com o namorado e decide juntar grana pra comprar um carro e viajar por aí. Ela trabalha em lanchonetes e conhece vários tipos, perde o dinheiro pra uma doida viciada em poquer que depois acaba ajudando ela a comprar o tal do carro. O nome do filme é pq ela era muito amiga do cara dono do restaurante (o das chaves) e a única que comia as tortas de blueberry dele. E o nome em português pq num dos porres de torta dela, ele rouba um deijo dela. Nada de charmoso.
- Letters to Juliet / Cartas para Julieta (Gary Winick, 2010)
Valeu por todos os filmes sem graça que já assisti na vida. Tem o cenário mais charmoso o possível da face da Terra, que só compete com Paris: Itália. Mostra várias cidades italianas, vinícolas, aquelas fazendas lindas e as construções urbanas bem rústicas. Conta a história de uma mulher que quer ser escritora, que acha uma carta escrita pra Julieta (a de Shakespeare) por uma mulher há muitos anos atrás e esquecida, pedindo conselhos amorosos. Eis que ela decide responder e a mulher que escreveu vem atrás de quem respondeu, pra ouví-la e ir em busca do amor que ela deixou pra tráz há muitos anos. É muito romântico, muito charmoso, interessante e muito envolvente. E a personagem principal é interpretada pela Amanda Seyfried, que eu adoro. Fora o papel do Christopher Egan, perfeito, que me fez correr atrás de outros filmes em que ele atuou e me frustrou muito...rs.
- Serendipity / Escrito nas estrelas (Peter Chelson, 2001)
É velhinho mas eu nunca tinha visto. Chorei bastante. Ele é cheio de detalhes saborosos. Conta a história de um homem e uma mulher que se conhecem numa loja de departamentos e se interessam muito um pelo outro, mas ambos são comprometidos. Então eles decidem que se for o destino eles irão se encontrar em outro momento, no momento certo. É eu acredito nisso, sim. Talvez seja por isso que eu gostei tanto. É daqueles filmes de comprar o dvd, ver várias vezes e não enjoar. Adoro a atriz principal Kate Beckimsale.
- Noel / Anjo de vidro (Chazz Palminteri, 2004)
Não sei se eu deveria ter gostado mais. Mas eu achei bem mais ou menos. Minha mãe gostou e a Carol, que me recomendou disse que era lindo. É drama, conta a história de superação de uma mulher que tem a mãe com mal de Alzheimer bem avançado e de um casal que sofre com o ciúme doentio do namorado. Sei lá, tudo se passa na época do natal. E tem uma história paralela no meio que eu gostei, com a participação do Robin Williams, o fofo. Não sei se é pq eu não curto muito esses filmes que tem várias histórias paralelas, tirando aquele "Ele não está tão afim de vc" e "Idas e vindas do amor". É, eu não assistiria de novo.
- Mona Lisa smile / O sorriso de Mona Lisa (Mike Newell, 2003)
Julia Stiles, Julia Roberts e Kirsten Dunst num filme só parece mentira. Mas enfim. Eu peguei emprestado pra assistir achando que eu nunca tinha visto, mas já tinha visto, sim, há muito tempo no super cine. Ele é filosófico, é épico, é quebra de tabus, coragem e sentimento. É lindo, é arte, é audácia..sei lá mais o que que eu posso dizer. Conta a história de uma professora de artes numa escola tradicionalista para mulheres e seu envolvimento com suas alunas, suas lições, a evolução tanto da professora quanto das alunas. Muito bom. Fora o charme do estilo dos anos 50, as roupas, os cabelos, as músicas, os móveis, os carros...é eu nasci na época errada, mesmo.
- Slumdog Millionaire / Quem quer ser um milionário? (Danny Boyle e Loveleen Tandan, 2008)
Fazia tanto tempo que eu tinha esse filme gravado e mesmo depois da Na me recomendar muito, finalmente eu assisti. É forte. E é encorajador. Conta a história de um favelado indiano que perde a mãe e consegue crescer na vida, quer dizer, arrumar um emprego e ter uma vida meio que estável, e que no fim acaba participando de um talk show onde ele ganha sei lá quantas mil rúpias, que o deixa milionário. Mas o melhor é o motivo que o levou até o talk show, e de como ele sabe a resposta de todas as perguntas, afinal de contas ele nem estudou. Mas cada pergunta remete a algo que ele tenha vivido enquanto estava por aí, seja tentando fugir de molestadores e aproveitadores de crianças ou tentando subir na vida, sem é claro nunca esquecer da sua paixão de criança, Latika.
- O palhaço (Selton Mello, 2011)
Esse eu vi no cinema com a Na. Desde que eu vi pela primeira vez o outdoor dele na estação da Luz, quando voltava pra casa da usp, mesmo sem ver o trailer eu fiquei com vontade de ver. E acertei em cheio. Conta a história de um palhaço de circo que almeja algo mais que isso e abandona o picadeiro pra tentar uma vida de meros mortais...rs. É um charme esse filme! Esse eu quero o dvd pra guardar com carinho e ver sempre que puder. Amei a cena é que a menininha do circo entra no palco como a mulher mais corajosa do mundo. É apaixonante e engraçado, daquele humor brasileiro bem Selton Mello mesmo, a la "O auto da compadecida" e "Lisbela e o Prisioneiro".
- El laberinto del fauno / O labirinto do fauno (Guillermo del Toro, 2006)
Fazia tempo que eu tinha baixado também. Tanto que eu nem lembro onde enfiei o cd e acabei pegando emprestado. Conta a história da filha de uma mulher que se casa com um militar, da época da Espanha fascista. É surreal. Nas resenhas que li sobre sempre li sobre mundo de fantasia a respeito do filme, mas pra mim é um filme pra crítica com ar totalmente psicológico e analítico, bem a la "Cisne Negro". Ao mesmo tempo em que é horripilante, sei lá, é encantador. Eu gostei muito. Mas eu achei ao mesmo tempo que carregado, muito inocente no que diz respeito a psiquê. Poderia ser mais forte, mais realista, mesmo com toda a "pseudo-esquizofrenia" da garotinha.
- What's eating Gilbert Grape / Aprendiz de sonhador (Lasse Hallström, 1993)
Teve uma época de tietagem pelo Leonardo diCaprio na minha vida. Faz tempo, e olha que eu ia na locadora e procurava filmes com ele. E eu me lembro de ter cogitado ver esse aih, mas eu não sei pq nunca tinha visto. Foi de um post que eu escrevi aqui que ia ver um filme e se ele fosse bom eu postava e no fim acabei nem postando. Foi esse que eu vi. E ele é bom, eu recomendo. Conta a história de uma família que conta com a morte do pai, a obesidade mórbida e definho da mãe, a doença mental do irmão caçula, a responsabilidade do irmão mais velho com tudo isso e a futilidade da irmã do meio. Ok, o Leonardo diCaprio era bem novinho quando fez, tanto que fez o papel de um menino de 18 com doença que tem cara de 13. E eu não sabia que o Johnny Depp era tão bonito mais jovem, com o papel do Gilbert Grape. É um filme comovente de amor, de cuidado, admiração, pureza, respeito..enfim. É daqueles filmes que faz a gente pensar e crescer diante de 2 horas. Também teria o dvd na minha estante.
- A mulher invisível (Claudio Torres, 2009)
Uma viagem, como a maioria dos filmes brasileiros. Com o Selton Mello, o que deixa qualquer filme mais legal, irreverente e interessante. Conta a história de um marido super dedicado que leva um pé na bunda da mulher, entra em crise e cria uma mulher imaginária perfeita, linda, gostosa, que faz tudo o que ele quer, engraçada...e que ele jura que é de verdade. Compra até aliança pra casar com ela. Aiaiaiaiai. É cômico e desastroso. É legal, mas não está entre os melhores filmes do Selton Mello, não. A parte bonita do filme é o fato de ele escrever um livro pra mulher que ele ama, tanto pra mulher invisível, quanto pra que ele passa a amar, ao se convencer de que a "Amanda" não existe...
- Dead poets society / Sociedade dos poetas mortos (Peter Weier, 1989)
Esse filme foi feito pra mim pois foi lançado bem próximo de quando eu nasci. Eis que eu dormi umas 3 vezes no começo do filme, tentando ver. E quando eu consegui passar do começo que não é nada massante, mas não sei pq eu sempre dormia, quase dormi no meio e arregalei os olhos do meio pro fim não podendo acreditar em como eu dormi tantas vezes tentando ver esse filme. Pra começar, tem o Robin Williams, que só faz papéis marcantes, e conta com a brilhante atuação de Robert Sean Leonard, até então desconhecido pra mim, aliás, bora procurar filmes dele pra ver. É quase um "Mona Lisa smile" versão masculina. Quer dizer, o contrário pq esse filme é mais velho, pois conta a história de um professor de literatura numa escola tradicionalista só pra homens, só que o drama é maior. É bem drama mesmo, pra falar a verdade, e bem charmoso pelos encontros dos poetas para recitar poesias, as aulas do professor Keating, a forma como eles o chamavam "Captain, my captain!", em como ele simplificava as coisas e passava por cima do tradicionalismo opressor, em como ensinava os alunos a superação, na interpretação do personagem Neil no teatro, na despedida do professor. É um filme que eu teria na minha estante de dvds pra guardar pra sempre e pra mostrar pros meus filhos.
- Crush (Jeffrey Gerritsen e John V. Soto, 2009)
Nem foi lançado aqui no Brasil esse filme e nem deve ser. Baixei ele pq o ator principal Christopher Egan fez uma notória atuação no "Letters for Juliet" que eu escrevi aih pra cima. Resolvi assistir o filme acho que na quinta-feira e como de costume, antes de dormir. Péssima idéia, pq o filme é totalmente de boa, só que quando falta uns 20 minutos pra acabar vc descobre que ele é macabro. E daí só acontecem macabrices bizarras. Conta a história de um lutador americano que vai pra Sidney e que trabalha de caseiro pra uma família muito rica que vai pra Paris, em férias. Acontece que a suposta sobrinha do dono da casa que vai lá pra nadar na piscina não é bem a sobrinha do dono, não. E só nos últimos 20 minutos que se descobre que ela é a filha morta do dono, que morreu na casa e que quer que ele se mate pra ficar com ela no além. Ai credo. Sem noção.
Bom, vou tentar continuar com essa de ver um filme todos os dias. De dia de semana eu consigo, meio difícil de sexta e sábado. Vamos encontrar novos filmes bons pra se querer pôr na estante. =)
Nenhum comentário:
Postar um comentário