Viajantes

domingo, 4 de novembro de 2012

Comédias Românticas

Esse fim de semana assisti duas comédias românticas engraçadas...

Eu sempre me identifico muito nesses filminhos bobos, seja pela historinha boba de amor, que sempre me encanta, pela personalidade do mocinho (que me faz sempre querer encontrar um cara como desses filmes), pela doçura da mocinha, pelas parte engraçadas que discontraem...mas em um deles, especificamente eu me atentei pra uma coisa que a garota diz:

"Eu sempre me dou mal com os caras. O problema é que eu acho que todo mundo é legal, mas nem todo mundo é". Pois eu dei tanta risada qdo eu ouvi ela falando isso, pq todos os meus amigos me definem assim, como se eu achasse todo mundo legal. Que eu nao sou parâmetro pra discutir sobre pessoas. E olha, que realmente, muito difícil eu não gostar de alguém. Seja lá quais são os meus motivos pra sempre olhar pro lado bom das pessoas, realmente, em casos amorosos acho q isso nao dá muito certo, não.

Vide experiência, própria. Com 12 anos de relacionamentos com caras que pelamordosantocristo. Com uma exceção do meu querido amigo Klaus, que leva por água abaixo todas as teorias que dizem que homens e mulheres nao conseguem terminar um relacionamento bem e todas as teorias que surgiram nas comédias românticas, livros de auto ajuda e frases de escritoras na fossa e com dor de cotovelo que vem chorar as pitangas com os cara que as magoaram.

Eu acho interessante isso. Homens e mulheres. A mulher em busca de um aconchego, o homem em busca de sexo. Ou ambos em busca de preencher o sábado e o domingo com uma conchinha, um cafuné, um café, um bom filme, um passeio por aí, um motelzinho. Acontece que assim como no "Amizade Colorida", difícil os dois estarem na mesma vibe de não rotular nada, de não se cobrar nada, de só curtir, respeitando é claro. Difícil conseguir sem ultrapassar os limites do outro, enquanto já é difícil conhecer os seus próprios limites...

Difícil tentar definir e explicar uma coisa que não se explica, a impotência de fazer voltar atrás onde ninguém iria se machucar, onde olhar um pro outro não causasse constrangimento e uma possível boa amizade parmenecesse e acrescentasse pra vida dos dois. Onde não houvesse necessidade de surgir mentiras e omissão, de um combinado que era só "deixar acontecer..., sem cobranças nem rótulos, deixando rolar somente o que fosse verdadeiro e o que se tivesse vontade de fazer".

Até onde o ser humano vai por egoísmo? Até onde o respeito pelas pessoas chegam? O que é se relacionar com outra pessoa? Que necessidade é essa de ter alguém? O que é o orgulho? O que é querer sempre sair por cima?

Rapaz, um dia eu descubro isso aí. Ainda bem que me transborda amor próprio pra poder olhar pras coisas com paixão.

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