Na época que estreiou nos EUA, eu li uma matéria na veja que falava sobre esse filme. Não vou negar que me interessou muito pela matéria estampar a cara do Jake Gyllenhaal e da Anne Hathaway, que eu gosto muito.
Eu gosto da Anne desde quando ela interpretou a princesa Mia, minha heroína do Diário da Princesa, mesmo que o filme não seja tão bom quanto o livro. E depois veio O Diabo Veste Prada, Agente 86, Noivas em Guerra, Alice no País das Maravilhas e Idas e Vindas do Amor. Não vou negar que o naipe dos filmes que ela faz não são daqueles que se diga "mas que beleza"...mas são esses filminhos gostosos de se assistir no cinema ou no fim de semana com o namorado pra relaxar e dar risada. E eu gosto muito dela pq óbvio que é uma ótima atriz, mas sei lá, ela tem um carisma fora do sério, e eu acho ela linda de morrer, ou de viver, como diz a Hebe.
Já o Jake Gyllenhaal, na verdade, eu nunca tinha reparado na existência dele até eu assistir Prince of Persia, que eu fiquei morrendo de vontade de ver pq eu jogava muito quando era criança. Daí eu olhava pra ele na tela e pensava "mas eu já vi esse cara em outros filmes...", e no fim das contas eu fui ver que ele fez O Dia Depois de Amanhã e O Segredo de Brokeback Mountain (fazendo par com a Anne tb).
Aliás, eu tô pra escrever do Segredo de Brokeback Mountain aqui faz tempo e nunca escrevo...
Mas continuando pro filme da vez, eu vi a matéria na veja que falava que era fraquinho e blablabla, como eu sempre sou do contra com a veja e tinha 2 atores que eu gosto muito como protagonistas, imagina se eu não quis ver, neh?!
E eu assisti, e ele é tão gostoso de se ver, pq é todo cheio de piadinhas. Mas eu parei pra pensar muito no que ele retrata, mesmo com o final feliz piegas e esperado.
Mas é que ele conta a história de um cara (o Jake), que acaba se apaixonando por uma mulher (a Anne), e a real é que ela, em plenos 26 anos, tem Parkinson em grau leve. E levanta-se meio que a condição futura deles, durante o filme. Pq querendo ou não, agora é fácil, mas e depois? Eles mostram que a doença vai definhando a pessoa aos poucos até ela não conseguir fazer nada e depender de alguém pra tudo. Isso resume-se a longo prazo, e é uma questão que incomoda muito ela, fazendo até com que ela crie um bloqueio pra relacionamentos potencialmente sérios. E ele, sabendo de tudo isso decide ficar com ela e se preparar pra qqr coisa que venha a acontecer.
Parece meio óbvio, mas não é.
Uma coisa é você ter um relacionamento com alguém, criar laços de companheirismo e depois ocorrerem mudanças, físicas, psíquicas ou de qqr outro gênero e com amor, saber lidar com a situação e como companheiro, querer lidar e seguir junto. Outra é vc se dispor por alguem que vc nem conhece direito, mas que por algum motivo criou, estreitou e apertou esse laços de uma forma que te faz perceber como vc aceita e prefere lidar com essa situação.
É fácil se vc pensar unicamente no presente. Mas ele pensou, e muito, no futuro, que poderia ser desencorajador pra qqr pessoa.
De qqr forma, o filme acaba na mesma época (ela com 26 anos, ele com sei lá qtos, mas a msm idade do começo do filme), e não mostra os problemas que eles poderiam vir a enfrentar depois, com o agravamento da doença e tudo o mais que acontece com a convivência e blablabla.
Eu gosto de ver e ler histórias que contam sobre como pessoas cuidaram bem umas das outras apesar dos pesares, tipo em The Notebook, mostra a verdadeira devoção, o verdadeiro companheirismo, apesar dos anos, das mudanças, de doenças, de tudo o mais que se possa acontecer.
E é interessante observar como cada personagem reage a essas diversas situações.
E voltando pro filme, foras as cenas cômicas, na trilha sonora tem uma música que eu a-do-ro: Just Like Heaven, do The Cure.
ps. Eu estaria lá. Até o fim.
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