Viajantes

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Como uma onda no mar

2012 começou e já veio com algumas mudanças significativas na minha vida.

Eu não sei oq me espera e sinceramente, promessas de ano novo pra mim são mais furadas do que sei lá oq, tanto que faz um tempo já que eu não paro pra pensar no que eu prometo fazer esse ano. Eu tenho muitos planos, pra falar a verdade, não sei se será possível realizá-los, mas, na medida do possível, irei fazer de tudo pra conquistar aquilo que eu tenho aqui na minha cabecinha...
Seja da entrada no mestrado à viagem de ano novo que eu quero que seja especial.

Não fazer promessas de ano novo é deixar em aberto novas possibilidades, pra poder olhar pra traz depois e não se cobrar das coisas que vc não fez. Não da forma negativa, de ter ficado encostado e não ter feito nada, mas de deixar bem claro pra si mesmo que afinal de contas...tudo muda, até bermuda. Ao longo de um ano muita coisa muda na nossa vida e eu aprendi isso em 2011.

Quando a gente está na escola ou na faculdade pode ser que as coisas não mudem tanto pelo ciclo anual que vc tem de cumprir, mas depois que vc sai desse ciclo de "mais um ano", sei lá, é como se vc tivesse liberdade pra viver seu próprio tempo.


Alguns dias antes do show do System ano passado eu cortei o meu cabelo. Meu cabelo sempre foi enorme e sempre fez parte da minha personalidade. Eu não cortava ele nem a pau. Eu gostava muito dele daquele jeito, ele me dava força, me dava confiança. Apego. Era minha vaidade. Até o dia que resolvi cortar, nos ombros. Pra muita gente isso não significa mta coisa, mas pra uma mulher o cabelo tem um significado muito grande, e nem só de vaidade, diga-se de passagem. A questão é que eu me senti preparada pra me desapegar de tudo aquilo que era velho, dos medos velhos, das atitudes antigas, de me aliar, sim aquela vaidade, aquela baixa auto-estima que me seguiu durante tanto tempo. E foi muito bom. Foi tão bom que quando eu vi a Tamella, depois sei lá qto tempo ela olhou pra mim e disse como eu havia amadurecido, em como eu estava bem, diferente, bonita, enfim...
Meus valores não mudaram em nada, só em como eu me sinto em relação a eu mesma. Eu me cobro demais, tanto profissionalmente quanto emocionalmente e fisicamente tb. É como se nada que eu fosse ou fizesse fosse bom o suficiente. E até que melhorou. Tudo bem que, semana passada mesmo, jantando com a Na, eu disse que me sentia como nos tempos que a gente estudava na ETE, pq a gente tava indo no shopping e eu estava indo de tênis, calça jeans e moletom e pegando busão, com o fone de ouvido...típica imagem de um estudante do ensino médio. Mas tá bom, vai fazer o que. Tudo tem seu tempo. E sinceramente, foi esse o caminho que eu escolhi, espero colher os frutos um dia.

Nesse mesmo jantar falamos de muitas outras coisas: casamento, filmes, livros, carreira, vontades, enfim...e acabamos por, é claro, inevitavelmente, falando sobre nossas carreiras que não vão muito lá essas coisas, vamos dizer assim. Falamos de fazer outra faculdade, de analisar as possibilidades...Não que eu não tenha pique de fazer uma nova facul, mas eu não vejo como fazer uma nova faculdade, seja por grana, seja por estudo pra entrar no vestibular, enfim. Até que hoje eu falei que ia projetar meu guarda-roupas novo, que vai ser mandado fazer. A Vic olhou pra mim e disse de cara: "vc sempre teve jeito de arquiteta"...hahahaha, explodi de dar risada, até lembrar que eu já quis fazer arquitetura...Se o negócio do mestrado não der certo acho que vou prestar ufabc com a Vic no fim do ano pra arquitetura. Nada a ver, neh?! Mas se não der vou prestar, vai saber...São novas possibilidades, novos objetivos e vontades, mesmo que eu saiba o quanto me fascina esse meu mundo do mestrado, dos laboratórios, da pesquisa, da minha viagem pro exterior pra trabalhar num laboratório lá fora...


Enfim, quando chegar a hora eu paro pra pensar no que vou fazer da minha vida. Quando precisar. Quando eu precisar mudar os planos. Bom, pelo menos é um bom começo. É como se eu tivesse um plano B!

Um comentário:

  1. Eu discordo sabia? Eu acho que a gente tem mesmo que colocar na ponta do lápis o que esperamos pro ano que vai chegar...

    Eu vejo como uma forma de você dizer pra Deus, pro universo, pra você mesmo o que é que você espera.

    É claro, que depende muito mais de você do que dos outros, ou do ano em si... É claro, que você tem que estar aberto as mudanças e ao inesperado. É claro que você tem que estar ligado e disposto, pra aceitar os novos caminhos...

    Mas ainda sim, eu acho que a gente tem que ter um rumo... um norte, um lugar pra onde remar sabe? Pelo menos eu preciso, pra chegar no final do ano e ver que pelo menos alguns itens da lista eu consegui...

    "Vou guardar dinheiro.
    Não tenho mais a faculdade pra pagar. Então, vai dá pra guardar uma grana.
    Ainda não sei pra quê.
    Talvez eu case, talvez troque de carro, talvez eu faça um mega viagem, talvez eu compre uma casa.
    Talvez eu me mude e vá morar fora uns tempos.
    Não sei. O que eu sei é vamos poupar dinheiro."

    Este texto é de janeiro de 2011. de um post que se chama. Metas. Objetivos. Norte.

    E diz: Talvez eu me mude e vá morar fora uns tempos....

    E cá estamos de mudança pra morar uns tempos fora...

    Atração minha amiga, atração...

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