Viajantes

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Dar a cara à tapa

Se a gente não der, nunca vai saber.

Hoje de manhã eu estava conversando com o meu pai durante o café de manhã. Geralmente é nessa hora q a gente bota o papo em dia e ele conta as piadinhas da praça é nossa dele...nós passamos o dia longe um do outro, mesmo de fim de semana pq ele sempre trabalha. E a noite ele chega, janta e ja vai ver a novela dele meio acordado meio dormindo...então no café da manhã a gente se dá beijo, se abraça, corta o pão e esquenta um pro outro, tira sarro de como ele derruba casca de pão na barba , no pijama e no chão...e é quando ele me fala suas filosofias de sabedoria "anciã". Eis que hoje surgiu o assunto daqueles namoros longos de sei lá quantos anos de casais q vivem brigando. Ele me contou de um casal q namorou 12 anos, casou e se separou em menos de um ano. Eu até que tava quieta, sem dar muita opinião, até ouvir ele soltar: "eu acho q tá certa é vc, começou a dar problema pica o pé na bunda mesmo...tem tanta gente nesse mundo pra dar certo".

Eu vira e mexe me questiono sobre eu ter começado a namorar tão cedo, ter tido 3 namorados e não ter ficado muito tempo solteira. Me questiono se eu invento demais, se eu me iludo demais, se eu acho q amo e nao amo nada...se eu aumento coisas q nao tem grande sentido, que tudo o que vivi não passou de futilidade, de aparência, mais de querer viver um grande amor do que amar mesmo. E eu não consigo me responder essas perguntas. Eu tenho medo de poder encarar que pode ser que tudo o que eu achei q senti, eu não senti, fantasiei. Tenho medo de olhar pra trás e ver superficialidade.

E hoje qdo meu pai me disse isso eu não me questionei. E eu senti como se eu tivesse feito as escolhas certas pra mim. Não importa que eu achei q amei tantas vezes, não importa quantas vezes deu errado. Importa é o que eu senti no presente, lá atrás. Eu fiz por outros, mas fiz por mim tb. E se tivesse feito diferente não teria sido eu. E não importa quantas vezes mais eu vou amar e quebrar a cara. Importa é o que eu sinto e tenho vontade de viver. O que cabe aqui dentro. O que e pra que tem espaço aqui dentro, que muda a cada momento, a cada fase, cada vivência...cada experiência.

O que importa é fazer valer a pena....e mais uma vez, como diria Rubinho "a vida é tão imensa e ao mesmo tempo tão pequena"...

Um comentário:

  1. É o tema da minha proxima tatoo: If you never try, you'll never know just what you're worth.

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